Revisão UNEB 2017

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REVISÃO UNEB 2017

 

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Sobre Dependência Digital

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“Jovens e crianças são mais vulneráveis, diz Cristiano Nabuco de Abreu, porque só atingem a maturação total do cérebro a partir dos 21 anos e, com isso, demoram mais a desenvolver funções como o “freio comportamental” – por meio do qual seria possível evitar situações de risco ou atos por impulso.
Uma das preocupações dos especialistas é o acesso precoce aos gadgets. “Muitos pais entregam o celular ou o tablet ao filho, usam os dispositivos como babá eletrônica, e acham bonito. Mas quanto mais precoce esse contato, mais chances de atraso no desenvolvimento da criança”.


O caso mais chocante que Nabuco atendeu foi o de uma mãe descrevendo que o filho não almoçava e não dormia, por exemplo, sem estar com o celular. “O problema maior era quando eles iam ao shopping, o menino largava a mão dela e corria para balconistas nas lojas para pedir colo e então acessar o teclado dos computadores que ali estavam. Sabe quantos anos ele tinha? 2 anos e 4 meses”.

Vício em celular chega a consultórios e já preocupa médicos no Brasil

  • 16 novembro 2017
Equipe responsável por atendimentos e pacientes no Hospital das ClinicasImage captionParte da equipe responsável por atendimentos (de frente, na imagem) e pacientes do grupo de terapia do Hospital das Clinicas da USP | Foto: Gui Christ/BBC Brasil

Desde a morte do pai, em 2013, *Mariana lutou contra a depressão e viu o quadro piorar ao mergulhar por horas a fio no Facebook. “Era como uma fuga, uma anestesia para esquecer problemas”. Significava também “procrastinar tarefas da casa e os estudos”. “Checava o celular o tempo inteiro. Estava viciada”.

Já na vida de *Luísa, 47 anos, o smartphone entrou como alternativa para relaxar à noite, após um longo dia de trabalho. Em poucos anos, virou o centro de conflitos com as filhas e o marido. “Reclamavam que eu tinha virado um zumbi, que fingia prestar atenção em conversas quando, na verdade, estava pensando em algo que li ou esperando mais uma curtida no Instagram. Era capaz de debater temas no Facebook, mas não conversava com minhas filhas”, disse Luísa à BBC Brasil.

A dependência tecnológica, que inclui o “uso abusivo” da internet, redes sociais, jogos e celulares, não é dimensionada no Brasil, mas já chega como problema a especialistas.

“Não existe nenhum órgão dizendo que há uma preocupação nacional sobre isso, mas diferentes segmentos observam que a tecnologia de forma excessiva começa a criar problemas recorrentes. Há aumento de queixas de pacientes nos hospitais universitários, nas clínicas de psicologia, de psiquiatria e em escolas”, diz o PHD em psicologia e coordenador do Grupo de Dependência Tecnológica do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), Cristiano Nabuco de Abreu.

Segundo especialistas, não é o tempo de uso que define a dependência, mas a relação do usuário com a tecnologiaDireito de imagemGUI CHRISTImage captionSegundo especialistas, não é o tempo de uso que define a dependência, mas a relação do usuário com a tecnologia

Destaque para o Brasil

O Brasil tem 120 milhões de usuários de internet, o quarto maior volume do mundo, atrás de Estados Unidos, Índia e China, mostra relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). Em 2016, o país foi considerado o segundo que mais usa o WhatsApp, em um levantamento do Mobile Ecosystem Forum (MEF). O primeiro lugar ficou com a África do Sul.

Embora não haja indicadores de quantos, em meio a esse batalhão, são considerados dependentes, estudos dão pistas sobre os riscos.

Uma pesquisa que a consultoria Deloitte divulgou em outubro sobre o uso de celular no dia a dia do brasileiro – com 2 mil entrevistados – mostra, por exemplo, que dois em cada três pais dizem acreditar que seus filhos usam demasiadamente o smartphone. Mais da metade dos que estão em um relacionamento veem excessos por parte dos parceiros e 33% admitem ficar online de madrugada para ver mídias sociais.

“Temos, comparativamente a outros países, uma quantidade de tempo de uso da tecnologia bastante expressiva e aumentando”, alerta Nabuco, também autor do livro Internet addiction in Children and Adolescents (em tradução livre: O vício em internet entre crianças e adolescentes).

Cristiano Nabuco de AbreuImage captionCristiano Nabuco de Abreu, do Hospital das Clínicas da USP: “Tecnologia de forma excessiva começa a criar problemas recorrentes” | Foto: Gui Christ/BBC Brasil

“Detox digital”

A preocupação vai além, no entanto, do tempo gasto. Se concentra, principalmente, na relação do usuário com esse tipo de ferramenta, diz Eduardo Guedes, pesquisador e membro do Instituto Delete – primeiro núcleo do Brasil especializado em “desintoxicação digital” na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Essa relação, segundo ele, pode ser dividida em uso consciente, quando o virtual não atrapalha a vida real; uso abusivo, quando atividades online são priorizadas em detrimento das offline; e uso abusivo dependente, quando o virtual atrapalha o real e há perda de controle.

O Instituto pesquisa o impacto das tecnologias desde 2008 e já ofereceu atendimento gratuito a cerca de 500 pessoas, nem todas com dependência diagnosticada.

Frases como “desliga o computador e vai dormir”, “sai do Face e vai trabalhar”, “fecha o WhatsApp e come o jantar” e “larga o celular para não bater o carro” são usadas para chamar a atenção no site que divulga os serviços.

Redes sociaisDireito de imagemGETTY IMAGESImage captionSensação de prazer gerada por hormônios quando o usuário está nas redes sociais atrai, mas também pode ser fator de risco

Narcisismo?

A sensação de prazer despertada nos usuários é uma das possíveis explicações para a dependência. “Falar de si gera um prazer equivalente a se alimentar, ganhar dinheiro ou fazer sexo. E em 90% do tempo as pessoas estão falando de si nas redes sociais, com feedback instantâneo”, complementa Guedes. “Em uma conversa normal, em 30% do tempo normalmente se fala sobre si”.

Os dados são de uma pesquisa da Universidade de Harvard segundo a qual esse comportamento gera um mecanismo de recompensa no cérebro, graças à liberação de dopamina, além de endorfina, ocitocina e serotonina, hormônios ligados ao prazer.

Mas esse prazer é temporário, observa Guedes. “E vira problema quando passa a ser a fonte exclusiva de prazer, quando a pessoa passa a viver para postar a foto e deixa de aproveitar o momento”.

Gianna Testa, integrante da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), explica que o “sistema de recompensa” do usuário é muito afetado por estímulos – ou pela ausência deles – criados pelo reconhecimento virtual nas redes sociais, como medida de aceitação e sucesso.

O efeito seria comparável ao da dependência de substâncias químicas no sistema nervoso central.

“Hoje é muito claro em adolescentes, por exemplo, o quanto a autoestima depende do número de curtidas, do sucesso que eles têm nas redes sociais”, observa a especialista, também sócia da ASEAT, uma assessoria de segurança e educação em alta tecnologia, de Brasília.

Internet e TecnologiaImage captionSegundo especialistas, problema surge quando internet e tecnologias passam a ser as fontes principais ou exclusivas de prazer | Foto: Gui Christ/BBC Brasil

Como medir o vício?

Segundo Guedes, um conjunto de cinco critérios são observados para avaliar se o uso da tecnologia deixou de ser saudável. O primeiro deles mede quão importante o celular se tornou para trazer a sensação de “refúgio de prazer ou segurança”. Quanto maior a importância da ferramenta, mais grave a condição do usuário.

“Uma pessoa que terminou um casamento, que está com baixa autoestima, por exemplo, muitas vezes posta uma foto e isso ajuda a melhorar. É um gatilho positivo. Mas, se ela só trabalha a autoestima por meio da rede, isso pode gerar isolamento, desprezo pelas relações na vida real e até depressão”, exemplifica. Em tímidos, o uso abusivo pode levar à fobia social.

Outro termômetro é a relevância da tecnologia no dia a dia. Ir ao banheiro ou para a cama, por exemplo, e levar o celular junto pode parecer inofensivo, mas, em alguns casos, indica distúrbio.

Tratamentos não têm como objetivo proibir a tecnologiaImage captionTratamentos não têm como objetivo proibir a tecnologia, mas estimular um uso mais moderado e o desenvolvimento de outras atividades | Foto: Gui Christ/BBC Brasil

Outros dois indicadores na avaliação do vício são se a pessoa tolera eventos ou ambientes em que terá de ficar desconectada e se, em caso de “abstinência” no uso do celular, a experiência se torna insuportável, com efeitos físicos e psicológicos sobre o indivíduo. Pacientes com o distúrbio relatam temor de ficarem distantes das redes e mau humor, mãos tremendo, ansiedade, agressividade e tristeza quando a falta da tecnologia se concretiza.

“Há também quem use tanto o celular que, quando está sem, ele precisa ter algo nas mãos, para ficar mexendo”, diz Guedes. Segundo ele, o efeito é semelhante ao vivido por ex-fumantes, que sentem a necessidade de movimentar uma caneta entre os dedos para simular os gestos que se acostumaram a fazer quando fumavam.

O quinto critério mede o quanto a dependência causa conflitos na vida real. É o caso, por exemplo, de filhos que reclamam a atenção dos pais dividida com a internet até que eles próprios começam a encontrar nas telas refúgio, gerando, em consequência, novos conflitos no ambiente familiar.

É algo que Luísa viveu e vive.

“Minhas filhas já não reclamam tanto de mim. Agora, eu é que reclamo delas. Mas isso quando não estamos todos mergulhados no celular, eu, meu marido e minhas duas filhas, cada um no seu mundo. Essa cena é comum na nossa casa, em restaurantes… Às vezes tento botar ordem na casa, pegar os celulares, mas não dura muito. Não tem atrapalhado estudos, carreiras, mas, sem dúvida, nossa vida familiar. Eu, por exemplo, frequentemente, deixo o celular embaixo do travesseiro e volto a ele assim que meu marido dorme. Sinto falta de ar, um certo nó na garganta quando estou longe do meu aparelho”, conta.

Dependência de jogosDireito de imagemGETTY IMAGESImage captionDependência de jogos e não só de internet e celular preocupa especialistas. Usuários relatam prejuízos com o vício e sintomas de abstinência

Jogos online

Não são só os dependentes de celular que estão sujeitos a esses sintomas. “Muito estresse, falta de concentração e uma ansiedade terrível” pegavam em cheio o estudante Antônio*, de 25 anos, quando tentava se livrar sozinho da vontade descontrolada de jogar.

O jogo virou parte da sua vida quando tinha 4 anos de idade. Movido por um espírito de competitividade “muito grande”, acabava fisgado por computador, celular, videogame e o que mais permitisse entrar na disputa. Ficou dependente.

“Não almoçava, não estudava e preferia ficar em casa”, diz. Para Antônio, o problema ficou evidente apenas quando pessoas próximas passaram a observar que “a convivência estava difícil” e o assunto virou “motivo de estresse”. E também de separação. “Eu jogava escondido da minha esposa, tinha dificuldade de conversar e nosso relacionamento acabou terminando”. O casal chegou a fazer terapia e reatou. Há um ano, teve o primeiro filho. Ele está na terceira tentativa de parar.

“80% dos indivíduos que são dependentes de videogame, de internet, apresentam depressão”, diz Nabuco.

Segundo o especialista, um grupo de estudiosos defende que a dependência tecnológica seria um sintoma secundário em um indivíduo que já tem depressão, transtorno bipolar de humor e fobia social.

Outros acadêmicos argumentam que embora haja a coexistência de outro transtorno psiquiátrico, estamos lidando, certamente, com uma nova “classificação diagnóstica”. Seria possível, portanto, que a tecnologia cause e não apenas agrave um problema.

Crianças mexe em celularDireito de imagemGETTY IMAGESImage captionEspecialistas apontam que crianças e adolescentes são mais suscetíveis a desenvolver dependência e alertam para a necessidade de controle

Jovens e crianças: público mais vulnerável

Jovens e crianças são mais vulneráveis, diz Cristiano Nabuco de Abreu, porque só atingem a maturação total do cérebro a partir dos 21 anos e, com isso, demoram mais a desenvolver funções como o “freio comportamental” – por meio do qual seria possível evitar situações de risco ou atos por impulso.

Uma das preocupações dos especialistas é o acesso precoce aos gadgets. “Muitos pais entregam o celular ou o tablet ao filho, usam os dispositivos como babá eletrônica, e acham bonito. Mas quanto mais precoce esse contato, mais chances de atraso no desenvolvimento da criança”.

O caso mais chocante que Nabuco atendeu foi o de uma mãe descrevendo que o filho não almoçava e não dormia, por exemplo, sem estar com o celular. “O problema maior era quando eles iam ao shopping, o menino largava a mão dela e corria para balconistas nas lojas para pedir colo e então acessar o teclado dos computadores que ali estavam. Sabe quantos anos ele tinha? 2 anos e 4 meses”.

A dependência mais comum entre os meninos é o uso de jogos eletrônicos. Nas meninas, principalmente adolescentes, a dependência de redes sociais é mais comum.

Gianna Testa, psiquiatraImage captionGianna Testa, psiquiatra, destaca a necessidade de envolvimento da família para controle do tempo e definição de uma rotina mais saudável | Divulgação

São Paulo e Rio oferecem tratamento gratuito

Em São Paulo e no Rio de Janeiro há atendimento gratuito para a população, no Hospital das Clínicas da USP e no Instituto Delete.

“O grande objetivo não é fazer com que as pessoas se livrem da tecnologia. O que a gente quer é que elas retomem o controle desse uso”, diz Nabuco, do Hospital das Clínicas.

Oito em cada dez pacientes, segundo ele, chegam ao final do tratamento sem sintomas. Os demais, muitas vezes reiniciam a terapia.

O tratamento envolve reuniões em grupo para conversas com psicólogos e psiquiatras e, se for preciso, o uso de medicamentos para combater transtornos associados à dependência.

No Instituto Delete, o método usado envolve desde a identificação das raízes do problema até a adoção de técnicas de respiração e “ressensibilização”. “O foco não é proibir o uso, mas criar estratégias para a pessoa ter prazer em atividades na vida real”, complementa Eduardo Guedes.

Eduardo Guedes, do Instituto DeleteImage captionEduardo Guedes, do Instituto Delete: Foco não é proibir o uso, mas estimular uma relação mais saudável entre a tecnologia e a “vida real”

A busca por mais equilíbrio envolve tratamento e também uma consciência maior do problema. Mariana* iniciou terapia para “desintoxicar”. Faz sessões em grupo por uma hora e meia, uma vez por semana. “Considero que percorri uns 40% desse caminho, em um processo lento e com recaídas”, calcula.

Um pesquisador do tema disse à BBC Brasil ter sido procurado por operadoras de telefonia celular que estariam preocupadas com o uso abusivo dos aparelhos e em busca de possíveis soluções.

Procuradas pela BBC Brasil, Claro, Oi, Vivo e TIM – as principais operadoras de telefonia no país – não confirmaram se planejam medidas como enviar mensagens a clientes para alertar sobre possíveis riscos do uso abusivo, assim como ocorre na indústria de cigarros e bebidas. Por meio do SindiTelebrasil, sindicato que representa o setor, afirmaram, no entanto, que “sempre defenderam o uso consciente desses serviços, respeitando a liberdade de escolha, as necessidades, convicções, crenças e hábitos de cada indivíduo”.

O Ministério da Saúde informou que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento integral e gratuito para todos os tipos de transtorno mental, incluindo depressão e vícios em álcool e outras drogas, mas que não tem dados específicos sobre os problemas ligados à tecnologia.

*Os nomes reais dos pacientes entrevistados foram trocados para proteger sua privacidade.

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/brasil-41922087

Sobre a Umbanda

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Espiritualidade

10 curiosidades sobre a Umbanda

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

1 – É uma mistura de várias religiões

A palavra Umbanda vem de outra palavra: m’banda, que em língua quimbundo, idioma originado de Angola, significa “sacerdote” ou “curandeiro”. A religião une elementos da filosofia espírita kardecista, das várias doutrinas afro-brasileiras, de tradições indígenas milenares, do cristianismo católico e de ensinamentos esotéricos.

2 – Seu fundador tinha apenas 17 anos

Zélio Fernandino de Moraes, considerado o Pai da Umbanda, tinha apenas 17 anos quando foi convidado para uma sessão espírita, no Rio de Janeiro, quando um espírito, mais conhecido como Caboclo das Sete Encruzilhadas incorporou nele e, proferindo as seguintes palavras, deu início à religião hoje conhecida como Umbanda:

“Venho trazer a Umbanda, uma religião que harmonizará as famílias e há de perdurar até o fim dos tempos.”

3 – Giras

Trata-se de um evento em que vários espíritos de uma determinada falange reúnem-se, através de incorporações em médiuns. Existem três tipos de gira, conhecidas como: desenvolvimento, trabalho e festivas.

4 – Termo ‘macumba’

No início do século XX, com o surgimento das giras de Umbanda, realizadas em sua maioria nas praias, elas passaram a ser conhecidas pelo termo macumba. Porém, o termo trata-se de um tipo de reco-reco usado durante as giras. E pelo fato de ser utilizado esse instrumento, as pessoas referiam-se da seguinte forma: “Estão batendo a macumba na praia”, ficando assim conhecidas as giras como macumbas. Com o tempo, tudo que envolvia algo que não se enquadrava dentro dos ensinamentos impostos por religiões tradicionais como o catolicismo, cristianismo e outras, era considerado macumba. Com isso, acabou por virar um termo pejorativo. Então, verificamos que uma pessoa macumbeira nada mais é do que aquela que toca reco-reco.

5 – Exu é um demônio?

Não necessariamente. Exu é guardião e mensageiro. Os Exus trabalham na Linha de Esquerda na Umbanda. Exu é regente da vitalidade dos seres. Trata-se do mais humano dos mistérios de Umbanda, pois em si reflete a profunda natureza emotiva do seu médium, no qual ele se incorpora e manifesta.

Embora muitos digam que ele seja um punidor, na verdade, Exu atua como agente esgotador e filtro de negativismos ou como também conhecido, criador de estímulos que ativam e tratam o emocional humano. É regido pelo denominado mistério “Trono Neutro”, que não promove nem o bem nem o mal, mas sim o equilíbrio. Através do seu fator equilíbrio, Exu tanto vitaliza como desvitaliza os mistérios dos embasamentos orixás: amor, conhecimento, religiosidade, equilíbrio, ordem, evolução e geração.

6 – Hierarquias existentes dentro da religião

  • Umbanda Branca e/ou de Mesa– Nessa linhagem da Umbanda, em grande parte dela, não são encontrados elementos de deriva Africana – os Orixás -, nem os trabalhos de Exus e pomba giras, ou a utilização de instrumentos como atabaques, fumo, imagens e bebidas. Essa linha é mais voltada ao trabalho dos guias como caboclos, pretos-velhos e crianças. A utilização de livros espíritas é a principal fonte doutrinária desse ensino.
  • Omolokô – Trazida da África pelo Tatá Tancredo da Silva Pinto. Nessa linhagem, é encontrado um misto entre a devoção dos Orixás e o trabalho direcionado dos Guias.
  • Umbanda Traçada ou Umbandomblé– Nessa linhagem, existe uma diferença entre a Umbanda e Candomblé, porém, cabe ao mesmo sacerdote alternar as sessões de forma que não atrapalhe uma ou outra.
  • Umbanda Esotérica – A Umbanda Esotérica estuda alguns ensinamentos como Budismo Zen, esoterismo, ensinamentos de Jesus Cristo e o espiritismo em si. Essa linhagem é focada no desenvolvimento pessoal e espiritual do indivíduo, tendo como base o amor a si e ao próximo.
  • Umbanda Iniciática– Utiliza-se como fonte de conhecimento o sânscrito e deriva-se da Umbanda Esotérica, além de grande influência oriental. Fundamentada pelo Mestre Rivas Neto (Escola de Síntese conduzida por Yamunisiddha Arhapiagha), onde existe a busca por uma igualdade doutrinária (sete ritos), e o alcance do Ombhandhum, o Ponto de Convergência e Síntese.

7 – A Umbanda desconhece restrições

Não existe troca de favores ou de mercadorias na religião. A Umbanda atende a todos, sem segregação nem distinção de raça, cor, sexualidade, ou gênero. Os trabalhadores da Umbanda, ao contrário de outras doutrinas, têm o dever de atender as pessoas e membros da casa e, principalmente, aos assistidos. Respeito e amor acima de tudo são características dos seguidores dessa religião.

8 – Mediunidade

Para participar de um ritual de gira de Umbanda ou para desenvolver o dom mediúnico num terreiro, há a necessidade de se ter mediunidade para incorporação. A religião defende que todas as pessoas são médiuns, em maior ou menor grau, e que todos possuem determinado tipo de mediunidade, tenha ela se manifestado ou não em algum momento da vida. Algumas pessoas que possuem grau elevado de mediunidade, mas que não frequentam um terreiro, buscam os ensinamentos da Umbanda para desenvolvimento de grau.

9 – Utilização das velas

A utilização das velas nos rituais de Umbanda vem de influência da religião católica. No Catolicismo, a santíssima trindade é um símbolo representado pela vela, sendo que o pavio representa Jesus, a cera Deus Pai e a chama o Espírito. Na Umbanda, as cores das velas vão de acordo com a entidade a que os devotos querem invocar.  Cada cor é representada pela cor original do Orixá a que o espírito representa. Para os Exus, normalmente é oferendada a vela preta, aos que servem a entidade Oxóssi, utilizam a vela verde. Amarela aos que devotam-se a Iansã.

10 – Sobre Aruanda

Toda religião tem seu paraíso.

Através das eras, as religiões definiram, cada qual, seu “lugar de descanso” ou “paraíso”. Os cristãos anseiam ir a Glória com Jesus, os católicos esperam o paraíso com Maria, mãe de Deus.

Os islâmicos esperam por suas 40 virgens, bondade essa de Alá.

Na Umbanda, o lugar de passagem para o outro lado, uma vez que existe a crença na reencarnação de Kardec, chama-se Aruanda.

Aruanda é uma cidadela de luz etérea que orbitaria a ionosfera do planeta Terra, em uma dimensão espiritual de transição. De palavra originariamente africana, tratava-se do lugar que para o qual queria-se voltar um dia e usufruir do descanso e da luz pura de bondade desse local.


Texto escrito por Bruno da Silva Melo da Equipe Eu Sem Fronteiras.

Imagens retiradas da internet.

Fonte: https://www.eusemfronteiras.com.br/10-curiosidades-sobre-umbanda/

O que está acontecendo com a nossa sociedade? (35 Ilustrações)

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Todos sabemos que nada é perfeito.

Nossa sociedade moderna se inclui nessa teoria.

Há muitas coisas que são problemáticas e preocupantes.

E mesmo que percebamos tais problemas, não somos rápidos demais para resolvê-los.

Al Margen, um ilustrador de Buenos Aires, Argentina, cria desenhos incríveis que identificam as falhas dos nossos tempos.

Ele cria imagens que gritam mais alto do que as palavras mais provocadoras.

O próprio autor é muito crítico em relação às suas obras.

Ele mesmo fala sobre suas obras de uma maneira muito artística:

“São filhas de tédio, inconformidade ou raiva…”

…São a representação de idéias descartadas…

…o lixo do subconsciente…

…Mas são mais viscerais e sinceras do que outros desenhos…

…pois elas não têm obrigação de agradar…

…Porque elas nasceram apenas por um impulso e nada mais…

…Porque eles nasceram para irritar…

…porque mostram o imperfeito “.

Fonte: https://sociologialiquida.com.br/o-que-esta-acontecendo-com-nossa-sociedade/

Sobre a PEC 181

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O que é a PEC 181 e por que ela causa tanta polêmica

Deputados em Comissão incluíram um “cavalo de Troia” em projeto de lei que pode proibir o aborto em qualquer circunstância

São Paulo – A Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprovou na última quarta-feira o texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 181, que põe em risco as formas de aborto atualmente permitidas no Código Penal.

Ontem, mulheres participantes de coletivos e grupos organizados protestaram na avenida Paulista contra a PEC e defendendo o direito ao aborto.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, já garantiu que, do jeito que está, a propostanão será levada ao plenário da Câmara dos Deputados.

Atualmente, o aborto é permitido em casos de estupro, nos que a vida da mãe corre perigo e nos casos de fetos com anencefalia.

O texto, de 2015, já passou pelo Senado, mas teria que ser votado em plenário na Câmara, e depois passar novamente pelo Senado por ter sofrido alterações.

Entenda o que está em jogo:

“Cavalo de Troia”

A lei original tratava da extensão da licença-maternidade para o caso de bebês nascidos prematuramente.

No entanto, os deputados homens da comissão votaram pela inclusão de uma mudança no artigo primeiro da Constituição, enfatizando “a dignidade da pessoa humana desde a sua concepção”.

Um adendo desse tipo, que não tem relação direta com o texto da lei que está votada, é conhecido como “cavalo de Troia”.

Assim, os deputados esperam abrir uma brecha legal para condenar mulheres por fazerem aborto mesmo em casos hoje permitidos pelo Código Penal, porque a Constituição está acima de qualquer outra lei do país.

Histórico

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 181/15 de extensão da licença-maternidade já passou pelo Senado e, desde o início deste ano, tem sido debatida na Câmara.

Apesar de a PEC ter sido aprovada com facilidade pelos senadores e pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara, a proposta passou a enfrentar resistência quando chegou à fase de discussão na comissão especial, última etapa antes da votação em plenário.

O cavalo de Troia foi incluído pelo relator da proposta, o deputado Jorge Mudalen (DEM-SP).

 

Fonte: https://exame.abril.com.br/brasil/o-que-e-a-pec-181-e-por-que-ela-causa-tanta-polemica/#

Era Vargas e Ditadura Militar para crianças

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Slides:

Bate Papo com o 5º ano do Salesiano Dom Bosco 

Vídeos:

A Democracia e Getúlio Vargas – 2 min

A Era Getulio Vargas, teatro de fantoches educativo

​ – 20 min

Era Vargas Paródia Galinha Pintadinha(Everaldo,Willys,Lucas e Rômulo) – 2 min

 

Minutos de História – RAP DA ERA VARGAS (AOS MANOS DA VIELA) – 3 min

A Era Vargas – 3 min

Regime Militar em fantoches – 20 min

Por que não Devemos ter Saudades da Ditadura Militar? | 5 Vídeos Absurdos

​ – 7 min

https://www.youtube.com/watch?v=-kEvMjQLMuw&t=41s

A Censura na Ditadura Militar – Cálice, de Chico Buarque.

​ – 4 min

https://www.youtube.com/watch?v=iAGzgxLD4Sg

Censura das Musicas na Ditadura Militar (DCDP)

​ – 5 min

https://www.youtube.com/watch?v=qhvXQj8CFmM

Imagens:

CONHEÇA AS TÉCNICAS DE TORTURA MAIS BRUTAIS JÁ ELABORADAS DA HISTÓRIA

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Na antiguidade, não existia uma presença tão grande de prisões como nós vemos atualmente, a maior parte dos condenados acabava passando por técnicas brutais de tortura que acabavam resultando no falecimento do mesmo.

Contudo, existiam algumas técnicas que se destacavam perante todas as outras, as mais brutais e dolorosas de todas, separamos algumas delas, confira:

1. O tubo

Foto/Reprodução

Consistia em uma espécie de banho da morte, o condenado era deitado dentro de uma banheira com água, deixando apenas a cabeça fora e nela era passado leite e mel, para que as moscas viessem comer. A pessoa que estava submersa era alimentada diariamente e acabava ficando imersa sobre as suas fezes. O condenado acabava sendo comido por vermes, moscas e outros insetos.

2. The Brazen Bull

Foto/Reprodução

Um touro feito totalmente de cobre era feito, e no centro dele era deixado um espaço vazio, onde o condenado era colocado. Após, o touro era aquecido e a pessoa que estivesse lá dentro era assada. O desenvolvimento desse equipamento Grego foi feito para que os gritos da pessoa ecoassem como um berro de um touro verdadeiro.

3. Impalmentação

Foto/Reprodução

O condenado precisava se sentar sobre um poste afiado, que era levantado com o tempo fazendo com que o peso da pessoa fizesse ela deslizar, ficando cravada nas “lanças”.

4. Heretics Fork

Foto/Reprodução

A técnica consistia em dois garfos amarrados ao pescoço do condenado, um ficava voltado para o queixo e outro para o peito, como na imagem abaixo, fazendo com que a pessoa não pudesse dormir ou movimentar a cabeça.

5. O “colar”

Foto/Reprodução

O equipamento da imagem abaixo era colocado como um colar no pescoço das pessoas, fazendo com que elas não pudesse sem deitar, comer ou fazer qualquer movimento com a cabeça.

6. O “Judas Cradle”

Foto/Reprodução

Essa foi uma das técnicas mais humilhantes já utilizadas. O condenado precisava se sentar em uma espécie de pirâmide, que tinha o objetivo de alargar o orifício da mesma.

7. Dama de ferro

Foto/Reprodução

Uma espécie de caixão era criada cheia de espinhos feitos de ferro, a pessoa era colocada dentro do local e não poderia se mover pelo grande número de espinhos que estavam por toda sua volta e poderiam penetrar no seu corpo.

8. A gaiola

Foto/Reprodução

Sabe as gaiolas que usamos para os passarinhos? É o mesmo conceito. Uma pessoa ficava presa em uma gaiola de metal, sem alimentos ou qualquer outra coisa, até que morresse.

9. O “rack”

Foto/Reprodução

Essa foi considerada a forma de tortura mais dolorosa da antiguidade, pois consistia em “esticar” a pessoa, deslocando todas as articulações dela.

Fonte: https://onoticioso.com