Sobre NOMOFOBIA: textos, charges e vídeos.

Texto 01:

Nomofobia (Vício em celular): Sintomas, Causas, Tratamento ♦

As novas tecnologias, assim como novos desafios e formas de comunicação, também nos trouxeram novas dependências (neste caso, o vício em celular) ou medos irracionais (perdê-lo ou sair sem ele) – Nomofobia.

O que é nomofobia?

Nomofobia é uma relativamente nova doença que pode ser definida como o medo de ficar sem celular, até mesmo pânico, caracterizando uma fobia de ficar sem celular.

E não é um transtorno para ignorar, porque pode ter consequências para a saúde. Entre os sintomas mais comuns, ansiedade e estresse de perder o telefone ou não ter cobertura de operadora de internet / WiFi para se manter conectado.

Vamos ver mais de perto o que é a nomofobia e o que fazer para detectar os primeiros sintomas da dependência excessiva no celular.

nomofobia sintomas causas tratamento

Os sintomas da nomofobia

Medo, ansiedade, estresse e ataques de pânico ao pensar em sair sem celular. Os sintomas podem levar a outros efeitos colaterais, como tremores, sudorese, tontura, dificuldade em respirar, náuseas, dor no peito, aceleração da freqüência cardíaca. São sintomas de dependência.

Causas do vício em celular

Esta dependência psicopatológica vai além de uma fobia simples, de modo que os remédios naturais, tais como anti-ansiedade podem não ser eficazes. Baixa auto-estima e dificuldades nos relacionamentos sociais são fatores de risco que podem causar nomofobia.

O vício no sistema de recompensa de redes sociais – como os likes de facebook, retuítes, views em vídeo de youtube, e ‘corações’ no Instagram – também pode ser um fator que contribui na dependência, pois é uma forma de obter pequenos prazeres psicológicos de forma fácil e rápida.

Tratamento para nomofobia / como perder vício no celular

Se você reage mal quando perde sua cobertura móvel ou simplesmente não têm wifi, e pode identificar algum dos sintomas acima, você deve consultar um especialista para fazer um diagnóstico preciso e pensar na ação oportuna para curar a dependência patológica no celular. A coisa mais importante é identificar o problema.

Sozinho, é possível tentar se ‘desviciar’ aos poucos, encontrando outros interesses que não sejam na internet, e tentando priorizar atividades offline e encontros sociais presenciais. E também, começar a considerar que não é necessário tirar foto de todos os momentos da sua vida para colocar em instagram, facebook, snapchat, etc.

Fonte: http://psicoativo.com/2015/12/nomofobia-sintomas-causas-e-tratamento.html

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Texto 02:

Saiba o que é a ‘nomofobia’, quando o uso de tecnologias vira doença

O Instituto Delete, na UFRJ, trata brasileiros com dependência de internet. Para pesquisador, linha entre dependência e uso excessivo é tênue.

Por France Presse

 

A forte presença das tecnologias na vida moderna pode dificultar a identificação do problema (Foto: Free-Photos/Pixabay/CC0 Creative Commons)A forte presença das tecnologias na vida moderna pode dificultar a identificação do problema (Foto: Free-Photos/Pixabay/CC0 Creative Commons)

A forte presença das tecnologias na vida moderna pode dificultar a identificação do problema (Foto: Free-Photos/Pixabay/CC0 Creative Commons)

Como muitos de sua geração, o estudante L.L., 29 anos, ama computadores. Mas o apego à tecnologia começou a afetar os estudos, o trabalho, o relacionamento com a família e amigos. Virou uma forma de evitar as pessoas. Foi quando viu que precisava de ajuda (faça o teste e confira se também é hora de buscar ajuda).

L.L. sofre de dependência digital, ou nomofobia (do original “no mobile fobia”), uma patologia com consequências psíquicas, sociais e físicas.

Em setembro, ele iniciou o tratamento no Instituto Delete, o primeiro do Brasil especializado em detox digital e que presta atendimento gratuito.

Instalado no Instituto de Psiquiatria (Ipub) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Delete foi criado em 2013 pela psicóloga Anna Lucia King e desde então avaliou 800 pessoas com algum tipo de dependência tecnológica.

“Comecei a perceber que os pacientes tinham dependência de tecnologias como celular, computador. Uma dependência não natural, mas relacionada a algum transtorno”, conta Anna Lucia.

Os recém-chegados passam por uma triagem da equipe multidisciplinar do Delete e são submetidos a questionários para identificar a origem da dependência. Confira outras histórias de dependência digital.

“Fazemos uma entrevista psicológica. Depois o psiquiatra avalia se há algum transtorno relacionado. Pode ser transtorno de ansiedade, pânico, obsessão compulsiva, fobia social”, explica Anna Lucia, que cita WhatsApp, Facebook, Instagram e jogos on-line como as tecnologias com maior registro de dependência.

Tratar os transtornos relacionados – ou transtornos de base – pode exigir medicação. Além de problemas emocionais, a nomofobia também causa prejuízos físicos.

A fisioterapeuta Mariana King Pádua, que atende no Delete, explica que o uso prolongado de smartphones, por exemplo, causa tanta pressão no pescoço que faz a cabeça pesar de seis a dez vezes mais que o normal, devido aos longos períodos em que fica inclinada.

“A musculatura do pescoço não é preparada para sustentar essa carga”, explica.

O tratamento é oferecido durante algumas horas por semana e sua duração varia conforme o caso. Os pacientes são divididos em três categorias: consciente, abusivo e dependente.

Linha tênue

O objetivo do tratamento não é demonizar as tecnologias, mas fazer com que os dependentes aprendam a usá-las de forma saudável.

Exercícios, trocas de experiências e ensinamento da chamada “etiqueta digital”, ou seja, as boas práticas no uso das tecnologias, ajudam a transformar o uso abusivo em consciente.

Segundo o pesquisador e orientador especializado em Mídias Digitais no Delete, Eduardo Guedes, usar muito a tecnologia por si só não indica dependência, mas todo usuário dependente sempre a utiliza de forma exagerada.

“O uso abusivo é quando o virtual atrapalha o real, e você perde o controle. Esse nível de perda de controle é algo muito tênue”, explica.

Uso consciente

A forte presença das tecnologias na vida moderna pode dificultar a identificação do problema. Muitas vezes, o próprio usuário não percebe como a dependência afeta sua vida e precisa da interferência de pessoas próximas para procurar ajuda.

Foi o caso do estudante H.B, de 24 anos, levado pela mãe ao Delete, onde trata desde agosto a dependência em jogos de computador.

“Nem fui eu que notei [o problema]. A gente se acostuma com isso, é difícil largar”, conta.

A moderação é difícil de se alcançar em um mundo onde tecnologias como a Internet são onipresentes.

Segundo relatório da ONU sobre economia da informação, publicado em outubro, o Brasil é o quarto país mais conectado do mundo em número de usuários na Internet.

Após avaliação, pacientes são divididos em três categorias: consciente, abusivo e dependente (Foto: Rede Globo)Após avaliação, pacientes são divididos em três categorias: consciente, abusivo e dependente (Foto: Rede Globo)

Após avaliação, pacientes são divididos em três categorias: consciente, abusivo e dependente (Foto: Rede Globo)

O informe “Economia da Informação 2017: Digitalização, Comércio e Desenvolvimento”, da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), mostra que em 2015 o país tinha mais da metade da população (120 milhões de pessoas) conectada à Internet, atrás de China (705 milhões), Índia (333 milhões) e Estados Unidos (242 milhões).

As atividades principais dos brasileiros se relacionam à comunicação (85%), como o envio de mensagens pelo WhatsApp e o uso de redes sociais como Facebook, Instagram ou Snapchat (77%), segundo o Comitê Gestor de Internet no Brasil, encarregado da utilização e desenvolvimento da web no país.

No Brasil, a nomofobia ainda é um tema relativamente novo, mas Coreia do Sul, Japão e China já consideram essa dependência um problema de saúde pública e têm centros de reabilitação.

Pacientes e terapeutas do Delete acreditam ser possível viver em harmonia com as tecnologias.

“Estou melhorando, fazendo exercícios. O problema do uso intensivo da Internet é que você acaba deixando outras áreas da vida desguarnecidas”, diz L.L.

Anna Lucia explica que o fim do tratamento não significa que os pacientes ficarão sem apoio.

“Muitos naturalmente deixam o grupo, mas fica em aberto. Quando acham necessário, eles podem voltar”, conclui.

Dependência em crianças

A pediatra Ana Escobar, colunista do Bem Estar, também explica sobre o uso excessivo de tecnologia — e lembra que o cuidado também vale para crianças. Confira:

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Videos:

Nomofobia: Causas, Sintomas e Tratamento para vício em celular – 2 min

 

Nomofobia: o transtorno do século XXI

 – 7 min

 

Nomofobia .Filme de animação( vício dos telemóveis)

 – 2 min

 

Nomofobia

 – 9 min

Área de anexos
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Nomofobia: Causas, Sintomas e Tratamento para vício em celular

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Nomofobia: o transtorno do século XXI

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Nomofobia .Filme de animação( vício dos telemóveis)

Visualizar o vídeo Nomofobia do YouTube

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