Sobre Apropriação Cultural: textos e vídeos

Textos:

http://www.geledes.org.br/apropriacao-cultural/#gs.xrhnjc4http://www.geledes.org.br/hoje-em-dia-tudo-e-apropriacao-cultural/#gs.K0CJ=LIhttp://www.geledes.org.br/essa-tal-apropriacao-cultural/http://www.geledes.org.br/de-uma-branca-para-outra-por-eliane-brun/#gs.r0sgl_Y

VÍDEOS:

A apropriação cultural│Felipe Pondé – 6 min 37
 
ESSA TAL APROPRIAÇÃO CULTURAL – 13 min

https://www.youtube.com/watch?v=bFwJkIO-CwU

Karnal: apropriação cultural explica história dos homens – 2 min

 

Unesp Notícias | Apropriação cultural? – 7min

 

Apropriação cultural com Iza, Djamila Ribeiro e Ana Paula Xongani – Lilian Pacce – 6min

 

Texto 01 – Sociedade

O uso de turbantes por pessoas brancas é apropriação cultural?

por Tory Oliveira — publicado 18/02/2017 04h00, última modificação 17/02/2017 17h14

 

Uso sem reflexão de objetos e símbolos identificados com a cultura negra reacende o debate sobre o que significa a apropriação cultural

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Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Manifestante na Marcha das Mulheres Negras, em Brasília, em 2015

 

Como definir apropriação cultural?

Um turbante tornou-se o epicentro de um acalorado debate sobre apropriação cultural e racismo, viralizado pelas redes sociais nos últimos dias.

Identificado como um símbolo da população negra e da ancestralidade africana no Brasil, o adereço ganhou, nos últimos anos, destaque em editoriais de moda e passou a ser encontrado com facilidade em lojas, multiplicando seu uso por pessoas de diversas origens.

A produção em massa do objeto e o uso motivado apenas por interesses estéticos, inspira, porém, críticas e ressalvas feitas pela população negra, que aponta problemas com essa prática, se feita sem reflexão, como a invisibilização de quem produziu aquela cultura.

Por aqui, a discussão atingiu o ponto de ebulição no início de fevereiro, quando uma estudante de Curitiba escreveu em seu perfil no Facebook que teria sido criticada por mulheres negras por usar um turbante.

O post original foi compartilhado por 38 mil pessoas, um alcance galvanizado pelo fato de a autora justificar o uso do adereço por conta do tratamento que faz para leucemia e pelo uso da hashtag#VaiTerBrancaDeTurbanteSim.

O caso foi alvo de reportagens em diversos veículos e, seus desdobramentos, foco de vários comentários nas redes sociais.

Não é a primeira vez que o assunto ganha os holofotes. Em 2015, uma das estrelas do reality-show Keeping Up With the Kardashians, Kylie Jenner, foi criticada por uma foto em que aparecia com os cabelos trançados. No Brasil, a marca Farm também recebeu seu quinhão ao publicar um editorial em que apresentava uma modelo branca com um turbante e uma representação também pálida da entidade de matriz africana Iemanjá.

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A marca Farm recebeu críticas por optar por modelos brancas para utilizar turbantes e representar Iemanjá

 

O debate sobre a apropriação cultural, porém, ultrapassa as fronteiras de uma discussão individual sobre se pessoas brancas podem ou não usar adereços como turbante, cabelos trançados ou dreads.

Trata-se, principalmente, de uma discussão sobre racismo, etnocentrismo, capitalismo e sobre o uso que instituições como a indústria da moda fazem de produções de grupos minorizados. Pesquisadora na área de representação do negro na mídia, a bacharel em História e educadora Suzane Jardim explica como se dá o processo de apropriação cultural.

O fenômeno acontece quando um estrato social historicamente dominante marginaliza uma etnia, religião ou cultura, tornando seus símbolos e práticas abomináveis aos olhos da sociedade. Com isso, o grupo marginalizado abandona tais práticas, como uma forma de se adequar, na tentativa de sofrer menos preconceito.

“Com esse processo concluído, o mesmo grupo responsável pela marginalização passa, então, a ressignificar essas práticas e símbolos antes condenados, tentando torná-los atrativos para a maioria da população e visando o lucro”, explica. “Nesse processo, toda a essência simbólica dos elementos é perdida. Eles passam a ser apenas objetos de desejo, cada vez mais caros e inacessíveis para os que foram primeiramente hostilizados”.

A filósofa Djamila Ribeiro, colunista de CartaCapital, dá o exemplo do axé music, nascido no Carnaval de Salvador, a cidade com a população mais negra fora da África. “O axé foi criado por pessoas negras, que hoje pulam o Carnaval segregadas, do outro lado da corda. As cantoras de axé que mais fazem sucesso hoje são brancas e loiras”, diz.

Além disso, o fato de cabelos trançados estarem na moda ou turbantes disponíveis em lojas de departamento e estampados em capas de revistas não se traduz em direitos e respeito aos negros e negras no Brasil. “Eu, quando uso turbante na rua, as pessoas me apontam e me discriminam. Ao mesmo tempo, uma pessoa branca com o mesmo acessório é vista como moderna”, conta Ribeiro.

“A mulher branca que não faz parte de religiões de matriz africana usa o turbante, as tranças ou os dreads porque viu em revistas de moda que aquilo a deixa bela, porque encontrou locais onde poderia comprar tudo aquilo e sabe que receberá elogios com o uso”, afirma Suzane Jardim. Segundo ela, em geral esses elementos são vistos apenas como adereços estéticos.

Assim, explica ela, existe um aval sistêmico para o uso desses objetos, reforçado pela mídia e pela publicidade. Por outro lado, pondera, o mesmo não ocorre com uma mulher negra que toma as mesmas decisões. “É essa diferença de tratamento e de percepção na sociedade que causa o choque”.

Para Rosane Borges, há um apagamento perverso e histórico das contribuições feitas pelas culturas negras e africanas.

“O Brasil é um país absolutamente apartado do ponto de vista das estruturas, mas que toma a cultura como um símbolo da ausência do racismo, porque somos todos juntos, todo mundo gosta de samba e de futebol”, afirma a colunista de CartaCapital, lembrando que, por outro lado, as verbas destinadas à manutenção das casas de religiões de matriz africana não têm o mesmo vulto das destinadas às igrejas católicas, por exemplo.

Doutora em Antropologia pela USP, Marina Pereira de Almeida Mello reafirma que a apropriação cultural é um conceito que existe nas Ciências Sociais e Humanas. Ele, no entanto, refere-se muito mais às apropriações feitas pelas indústrias e pelo capitalismo em si do que a ações individuais.

“Essa proliferação do uso do turbante tem sido estimulada pela indústria, pelas confecções, pela indústria da moda, que tem investido em uma ideia de étnico totalmente descontextualizada”, afirma a professora da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab).

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Marcha das Mulheres Negras em Brasília, em 2015

Ela lamenta que o debate sobre um tema importante esteja sendo feito, de forma geral, de maneira tão polarizada e sem aprofundamento. “Para você respeitar, conhecer e reverenciar, é preciso um conhecimento. Como vivemos num mundo racista, isso acaba passando ao largo de todas as discussões”

As especialistas também apontam para a diferença que existe entre uma pessoa branca e uma negra ostentando turbante ou o cabelo trançado.

“Quando eu, mulher negra, afirmo no meu corpo elementos que são socialmente desprestigiados, o peso é diferente. No meu caso, estou resistindo a um movimento que pede a todo momento que eu alise meu cabelo e ‘embranqueça’. Quando uma pessoa branca usa esses símbolos, ela não vai representar resistência ou ser excluída de nenhum espaço” , critica Mello.

Repórter especial de Estilo e Beleza na revista Azmina, Juliana Luna lembra que, há 10 anos, ostentar cabelos afro sendo negra era uma forma de resistência, que afrontava a sociedade. “As pessoas mandavam eu lavar o cabelo, me pentear, me chamavam de ‘nega do cabelo duro'”, conta.

Hoje, ela ministra oficinas de amarração de turbantes em que aceita também pessoas brancas. Segundo ela, é uma forma de construir pontes e de “furar a bolha” por meio do diálogo.

“A apropriação cultural não surgiu do nada, porque uma pessoa branca saiu na rua e colocou um turbante”, afirma. “A repercussão aconteceu porque as pessoas se cansaram de ver certos elementos e símbolos culturais sendo utilizados dessa maneira, sem cuidado, sem nenhum interesse. É como se você pegasse uma coisa, utilizasse aquilo e jogasse no chão quando ficasse cansada. Não é assim, que a nossa cultura e a nossa sabedoria, as coisas consideradas dentro da cultura negra como sagradas, belas e importantes devem ser utilizadas”, diz. “É como a questão do colonizador, de achar que aquilo lhe pertence, usar sem pedir licença e ainda invisibilizar o contexto histórico, social e cultural”.

Fontes: https://www.cartacapital.com.br/sociedade/turbantes-e-apropriacao-cultural

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Texto 02 –

‘Uso de cocar no carnaval é troca, não discriminação’, diz liderança indígena que viralizou na web

“Usar cocar no carnaval não é desrespeito, é troca entre culturas”. Essa é a opinião de Ysani Kalapalo, índigena da região do Alto Xingu, no Mato Grosso.

Em meio à polêmica sobre o que se “pode ou não” usar nos blocos de rua neste ano, a ativista dos direitos indígenas comentou sobre o assunto num vídeo que viralizou na internet ao longo do fim de semana – alcançou 1,5 milhão de visualizações no Facebook.

Enfatizando que cada povo indígena tem cultura e opiniões diferentes, Ysani afirmou que, para ela, ver foliões usando cocar no Carnaval não ofende.

“Eu vou falar da minha cultura. Eu sou do povo Kalapalo, natural do parque indígena do Xingu. Na minha cultura Kalapalo, pelo que eu vivi e vi, não tem nada demais usar cocar e adereços indígenas no carnaval”, afirma ela, no vídeo.

“Quando um branco vai para a nossa tribo, ele usa cocar e adereços e a gente não acha nada de ruim. E quando a gente vai para a cidade a gente usa roupa, óculos, tênis de marca”, completa, afirmando que racismo é “quando branco chama o índio de bicho e incapaz” e “tira o índio da sua terra”.

Em entrevista à BBC Brasil, a jovem de 27 anos disse que conversou com outros membros da aldeia antes de fazer o vídeo.

“Eu consultei minha família e outras lideranças indígenas da tribo, principalmente da tribo Kalapalo. Depois disso, a gente decidiu gravar o vídeo em grupo. Só eu apareço, mas tomamos a decisão juntos”, contou.

vídeo de Ysani
Image captionVídeo de Ysani sobre cocar no carnaval viralisou no Facebook e foi reproduzido por sites feministas, atingindo mais de 1,5 milhão de visualizações | Fonte: Reprodução/Facebook

A opinião contrasta com a de outra ativista dos direitos dos indígenas. Em vídeo divulgado no YouTube, Katú Mirim, de 31 anos, argumenta que o uso de cocares e pinturas corporais no carnaval “ajuda a perpetuar o estereótipo e a hipersexualização da mulher indígena.”

Katú foi adotada quando criança por um casal de São Paulo e batizada como Kátia Rodrigues, mas resgatou as origens indígenas depois de adulta e adotou o nome Katú Mirim, em cerimônia na aldeia Guarani Mbya, no Jaraguá, em São Paulo.

“O que é fantasia? Criação imaginação, ficção, algo que não existe. Pessoas, culturas, não são fantasias, porque elas existem. Usar a fantasia de índio é uma falta de respeito, não é uma homenagem. Vocês estão ajudando a invisibilizar uma luta, a alimentar estereótipos, a violência, e o estupro”, afirma ela no vídeo.

A partir daí a campanha com a hashtag “ÍndioNãoéFantasia” ganhou as redes sociais. Um vídeo postado pelo site Catraca Livre criticou, além do uso de adereços indígenas, fantasias de cigano, Iemanjá e árabe por serem consideradas preconceituosas.

Katú Mirim
Image captionEm vídeo divulgado na sua conta no YouTube, Katú Mirim, de 31 anos, argumenta que o uso de cocares e pinturas corporais no carnaval ‘ajuda a perpetuar o estereótipo e a hipersexualização da mulher indígena’ | Fonte: Divulgação/YouTube

A visão de Ysani: trocas culturais e celebração

Ysani Kalapalo critica a campanha pela proibição categórica de fantasia de índio, porque, para ela, isso soa como se fosse a opinião dos indígenas como um todo. E destaca que não existe apenas “uma população indígena”, mas sim 305 etnias diferentes no Brasil.

Ela compara o uso de fantasias no carnaval ao uso de adereços de outros povos que os Kalapalos adotam numa cerimônia chamada Hagaka.

“A gente vive essa troca de cultura. A Hagaka é um momento em que a gente se fantasia de várias culturas, de bichos e de não indígenas também. É parecido com o carnaval. Se você for analisar na história da humanidade, o que a gente mais faz é troca. Troca de objeto, de conhecimento, de cultura, entre pessoas e nações. ”

Ysani descreveu ainda outra cerimônia realizada entre tribos no Xingu que também envolve o que chama de “troca cultural”. “O Uluki é uma cerimônia em que fazemos trocas com outras tribos, de bens e de conhecimentos. Isso faz parte.”

“Nós não achamos nada demais no uso dos cocares no carnaval. Primeiro eu acho engraçado quando vejo, e legal ao mesmo tempo. As pessoas que discriminam o índio não vão usar cocar. Se está usando, é porque gosta e admira. Eu enxergaria dessa maneira.”

Ysani Kalapalo
Image caption‘A gente vive essa troca de cultura. Tem uma cerimônia chamada Hagaka que é um momento que a gente se fantasia de várias culturas, de bichos e de não-indígenas também. É parecido com o carnaval’, diz Ysani | Fonte: Divulgação/Facebook

Ysani admite, porém, que o tema é controverso. Desde que publicou o vídeo, recebeu feedbacks positivos, mas também muitas críticas.

“Você faz ideia ou tem visto a chuva de horrores e deboches e racismo contra nós indígenas!?!”, questionou uma pessoa na página dela no Facebook. Alguns foram mais agressivos: “Vergonha, você é uma vergonha! Parabéns, Ysani, agora você já pode ir fazer papel de índio na próxima novela, elas amam isso”, disse outro usário da rede social.

“Os feedbacks negativos são mais vindos de indígenas que não têm muita familiaridade com a aldeia, que não cresceram dentro da aldeia. Que não convivem com a tribo. Eles se doem com isso. Dos indígenas tribais, só tenho recebido agradecimentos”, afirmou Ysani.

Ela também rebateu as críticas de que a representação dos indígenas no Carnaval é estereotipada. “Não vejo dessa forma. Cada um idealiza o indígena de um jeito. Até porque somos diferentes mesmo um do outro, nas culturas tribais.”

Ysani disse que gosta de carnaval e conta que já desfilou na Sapucaí. “No ano passado, a Imperatriz Leopoldinense homenageou os povos indígenas do Xingu. Fui uma das homenageadas e desfilei. Foi muito legal. E também acho bonitos os blocos de rua.”

Conhecimento para defender direitos indígenas

Ysani vive entre a cidade e a tribo. Ela concluiu o ensino médio e fez cursos técnicos na área de tecnologia da informação. Atualmente, trabalha em projetos ligados a mídias digitais – está criando uma rede social chamada Uitigu- e dá palestras sobre direitos indígenas.

“Ao contrário do que muita gente pensa, que o índio vive na mamata do governo, a gente tem que trabalhar e muito quando vive na cidade.”

Ysani
Image captionYsani saiu pela primeira vez da tribo Kalapalo, no Parque Indígena do Xingú, aos 12 anos, com os pais e os irmãos. Na época, não falava um palavra de português | Fonte: Reprodução/Facebook

Em 2008, ela criou uma campanha nas redes sociais com o lema “orgulho indígena”, voltada a elevar a autoestima das populações indígenas.

Ysani saiu pela primeira vez da tribo Kalapalo, no Parque Indígena do Xingu, aos 12 anos, com os pais e os irmãos. Na época, não falava uma palavra de português. A família foi morar em São Carlos, no interior de São Paulo.

O objetivo era entender a “cultura dos brancos”, para melhor defender os interesses dos índios das aldeias. E também levar conhecimento indígena para os povos da cidade.

“Os Kalapalo não tinham contato com a cultura não indígena. E meus pais tomaram uma decisão difícil, de trazer os filhos para conhecer outra realidade. Eles achavam que se pudéssemos conhecer a cultura dos brancos, poderíamos nos defender melhor”, diz.

“Precisamos de indígenas para falar sobre coisas como essa para não indígena. Os antropólogos continuariam falando em nome dos índios, se não fossemos para as cidades.”

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Image captionEm 2008, Ysani criou uma campanha nas redes sociais com o slogan ‘orgulho indígena’, voltada a elevar a auto-estima das populações indígenas | Fonte: Divulgação/Facebook

Ysani conta que, quando começou a ir à escola, virou “atração” entre as outras crianças.

“Fui mais ou menos bem recebida. Mas nem por isso vou me vitimizar. Foi um momento de aprendizagem. Perguntavam muito da cultura e eu praticamente não falava nada de português. Depois, na adolescência, eu pude explicar coisas”, disse.

“Português é uma linguagem complicada. Mas hoje em dia, depois que a gente aprendeu a trabalhar em português, eu dou palestras, eu levo isso como uma motivação.”

Problemas indígenas

Ysani disse que gostaria que problemas como demarcação de terras, falta de acesso à saúde nas tribos e apropriação da cultura indígena por igrejas recebessem a mesma visibilidade dada à polêmica sobre fantasias no Carnaval.

“Tem tanta coisa séria rolando. A saúde indígena está cada vez mais precária. Não tem mais verba. Temos problema de violência e entrada de drogas nas aldeias. E tem muito indígena deixando de falar a língua nativa, porque as igrejas falam que é cultura do capeta”, afirmou.

Apesar dos problemas, ela diz que a cultura Kalapalo está sendo mantida. E celebra a troca de experiências entre indígenas e pessoas das cidades que desejam conhecer mais sobre a cultura deles.

“Na tribo da minha família tem em torno de 80 pessoas. No momento, eles estão em festa. Comemorando, celebrando, recebendo visitantes de vários lugares. A minha aldeia recebe pessoas que querem passar um tempo lá. A gente faz troca de cultura, ensina e aprende.”

Ysani Kalapalo
Image captionYsani Kalapalo diz não ver problema em uso de cocar no Carnaval. Para ela, significa uma ‘troca cultural’, não discriminação | Fonte: Reprodução/Facebook
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