Sobre Intolerância e Democracia: textos de aluno(a)s do 3º ano do Salesiano Dom Bosco.

No dia 09 de fevereiro, realizamos uma atividade avaliativa a partir do tema Intolerância: um risco à democracia.

Clique abaixo e veja:

intolerancia-um-risco-para-a-democracia-sdb

Após a correção, selecionei alguns textos, os quais compartilho com você a seguir.

obs. À medida que o(a)s aluno(a)s forem enviando, publicarei todos.

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Texto 01 – Ananda Araújo – 3°A

De existência

Segundo a etimologia, a palavra sociedade descende do latim ‘‘societas’’, cuja definição baseia-se numa ‘‘associação amistosa com os outros”. É notório, no panorama contemporâneo, uma progressiva incompatibilidade perante a elucidação do vocábulo e o reflexo no comportamento humano. Permeados de pseudos-valores, a modernidade líquida transfigura-se na complexa enfermidade dos cenários brasileiro e mundial. O homem se mostra descrente diante seu contexto conturbado, que se estende às esferas pessoais e políticas do país. Tal decorrência manifesta-se no elevado individualismo o qual o mesmo transparece nas relações: as pessoas voltam-se aos seus interesses e discursos intolerantes apropriam-se do controle. Este enaltece ideologias de caráter etnocêntrico e materialista, além disso, fortalece comportamentos adversos àqueles que não compactuam da mesma concepção. Com isso, não há interesse dos governantes em debater o assunto intolerância, consequentemente, a representatividade é parca e discordante. Diante do cenário o qual convive-se, as prospecções não são benevolentes: a crise de existência é real, fática e TEMERária.

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Texto 02 – Irla Damasceno – 3° B

Ambos os textos trazem uma temática de como o Brasil vem se distanciando do discurso de uma sociedade, e de como esse distanciamento vem acontecendo devido à quebra do moral de como uma sociedade deveria ser. Pois, o que deveria ser um “conjunto vivendo de forma organizada” passou a ser uma “atitude de quem vive exclusivamente para si” após as grandes mudanças, tanto políticas como econômicas, trazida pela crise ao longo dos anos. Com estas mudanças, percebeu-se um choque de ideias na sociedade brasileira, dando, assim, espaço para discursos de ódio se infiltrar, sejam eles de cúmulo racista, machista e diversos outros. Sem contar no estado político atual que intensifica a tendência individualista, trazendo um futuro incerto para o Brasil e transtornando cada vez mais a sociedade brasileira.

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Texto 03 – Stephany Farias – 3ºB

O Brasil, nos últimos anos, vem apresentando diversos problemas. É cada vez mais perceptível que a sociedade deixa de viver de forma coletiva, para viver de forma individualista.  Parte desse individualismo surge da falta de representatividade política, o brasileiro não se sente mais representado pelos atuais políticos, principalmente quando se têm tantas noticias de corrupção no país. Este se manifesta também na aflorante intolerância que assola a nação onde os indivíduos não toleram nenhuma ideia ou ideal que diverge de seu pensamento ou que o tira da zona de conforto. Os discursos de ódio, por exemplo, têm sido bem frequentes, especialmente quando em uma modernidade técnico cientifica e uma sociedade cada vez menos comunitária eles são disseminados com mais facilidade. As perspectivas da população de um progresso no país são baixas, já que o cidadão anda desacreditado, porém há expectativas de lentas melhorias, mas para isso é necessário o reconhecimento de que a política e seus componentes são uma imagem de uma população, a qual grande parte é de analfabetos políticos ou de pessoas que não possuem interesse no assunto, logo a melhora tem de partir de ambos os lados.

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Texto 04 – Amanda Gabrielle – 3º A

No dicionário, a palavra ‘’sociedade’’ significa: ‘’ Grupo humano que habita em certo período de tempo e espaço, seguindo um padrão comum; coletividade. Porém os valores da sociedade atualmente andam sendo deturpados, visto que a coletividade se vê passada pelo individualismo, a verdadeira cultura do ‘’eucentrismo’’. Em tempos como esses as pessoas a cada momento querem se sobressair em relação ás outras. Como consequência, esse modelo remete além do individualismo, outras características como a intolerância e o discurso de ódio que alimentam uma sociedade devoradora que ganha cada vez mais força e espaço. Já a representatividade significa: ‘’ representar politicamente os interesses de determinado grupo, classe social ou de um povo’’. Porém, como ocorre a falta dessa representatividade, que serviria para alcançar os anseios da população, as classes, especificamente as pessoas que dependem dela, se veem desamparadas e ‘’devoradas’’ pelo modelo que a sociedade atual vem se formando. As perspectivas futuras no e para o Brasil não são boas. Porém, cabe à cada um de nós ter a noção e consciência que isso precisa ser modificado, que precisa de mais movimentos que busquem a justiça e o remodelamento de pensamentos que visem voltar ao conceito de sociedade como algo coletivo.

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Texto 05 – Lucca Coelho e Maryna Ribas – 3º B

Como já era dito por Aristóteles o homem é um animal político, ou seja, necessita conviver com o outro. Em outras palavras “gente precisa de gente para ser gente”. O conceito de sociedade consiste numa convivência e atividade conjunta do homem, ordenada ou organizada conscientemente. Entretanto esse conceito vem se esmaecendo e a população está cada vez mais individualista. Em consequência disso, nota-se uma insatisfação sem pretextos, atingindo também o respeito pelo próximo e gerando reações de forma agressiva a diversidade. Isso também ocorre na política, visto que estamos vivendo uma recessão econômica. Aqueles que deveriam servir de exemplo e representar o próximo acabam se tornando e incentivando os cidadãos a serem egocêntricos e mais individualistas. As expectativas, as esperanças, os desejos e as satisfações das pessoas são de principal importância para a realização e a efetivação do progresso no país e para uma mudança de vida das próprias pessoas. Entretanto como diz o lema “o brasileiro é otimista por natureza” deve ser desprezado e modificado para “o brasileiro está otimista fundamentado em fatores que sustentam o dinamismo do Brasil”. O otimismo do brasileiro pode contagiar essa vocação do Brasil para o crescimento , o desenvolvimento e o progresso dos seus habitantes.

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Texto 06 – Emilia Cazaes – 3º A

Sociedade é um termo subentendido como um sistema de inter-relações, criado a partir de critérios sociais, políticos e econômicos com o protagonismo da diversidade. A fonte energética para todo conflito de intolerância é a dificuldade compreensiva das diferenças do próximo. A escassez de respeito no cenário mundial cresce gradativamente, colocando em evidência a sua principal consequência, o individualismo.

A inflexibilidade desgastante demonstra constantemente as suas vertentes como a falta de participação, preocupação e representividade politica, com isso, o mesmo só demonstrará insatisfação quando as decisões atingi-lo de forma significante, ou seja, enquanto apenas os interesse do próximo são danificados e o seu não é afetado.

Na sociedade brasileira o preconceito, a discriminação entre outros reproduz o etnocentrismo prevalecendo de forma agressiva. Todavia, é preciso restabelecer a ordem de forma que o respeito seja valorizado, num modo que o outro cidadão não julgue o seu semelhante apenas por ter orientação sexual, religião etc, diferentes.

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Texto 07 – Bruno Santana e Normando Gomes  – 3º B 

O significado da palavra “idiota” é: aquele que olha para si mesmo sem se importar com os outros. O significado de político é: aquele que olha para a pólis, a sociedade sobre qual possui influência, porém os políticos atuais são idiotas, pois, em sua maioria pensam em antes da sociedade, gerando um paradoxo, fazendo assim com que o povo se sinta cada vez, mais disperso, gradativamente mais “cada um por si”.

Essa situação abre margem para outro significado de individualismo, que deixa de ser a afirmação e a liberdade do indivíduo e se torna intolerância com aquele que pensa e toma um partido diferente de outrem, tornando assim os conceitos de ódio e hostilidades coisas comuns na comunidade.

Esse período de recessão e crise afunila as perspectivas de futuro para o Brasil em uma única vertente: dispersão total da sociedade, porém, é difícil enxergar o Brasil onde pensamentos intolerantes e individualistas não existam, mas não é impossível diminuam, Segundo Christian Dunken, ainda há esperança de harmonia e igualdade.

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Texto 08 – Joana Toulier – 3º A

A intolerância abordada de diferentes formas nos dois textos é um tema muito recorrente na e por causa da atual conjuntura que se encontra o Brasil. O texto 1 sugere algumas respostas para a ascensão da intolerância na sociedade e expões argumentos do psicanalista Christian Dunker.
  Em ambos os textos está contida a ideia de que o ser humana propaga o ódio e o preconceito com prazer e naturalidade, e ambos levam o leitor a refletir o porquê disto. Entretanto, o texto também apresenta causas e consequências dessa disseminação de intolerância e desrespeito.
  A possível causa desse cenário caótico é, como apontou Dunker, a incapacidade de suportar e entender o outro. Pode-se interpretar ainda, que a rejeição do homem ao autoconhecimento o leva a odiar qualquer pessoa que revele o que há de ruim nele. Portanto, ele evita se relacionar com a sociedade por medo de identificar nela o que evita encontrar em si.
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Texto 09 – Bianca Coelho – 3º B

Corroborando o dicionário da língua portuguesa, a palavra intolerância exprime a ideia de intransigência a diferentes opiniões. Essa acepção tão simplória esconde a complexidade desse termo, que tem sido tão recorrente na sociedade brasileira.

Valores democráticos como o progresso e a liberdade têm sido distorcidos dando margem a esse individualismo exacerbado, já que a sociedade rejeita o coletivo, visando apenas a liberdade individual. Mas esse foco no “eu” não acontece simplesmente porque a ‘società’ (sociedade em latim) agora está corrompida e egoísta, e sim, porque a falta de representatividade política gera medo, e esse medo fomentado pela ignorância repercute em várias formas de intolerância, como o fundamentalismo político ou religioso; a xenofobia; a homofobia.

A expressão ‘banalidade do mal’ da filósofa política Hannah Arendt também contribui para compreender o porquê da intolerância ser algo tão corriqueiro. O “mal” não virou comum, apenas está ocupando o lugar do comum, assim a intolerância pode ser praticada sem ser percebida já que está institucionalizada.

Apesar da intolerância estar enraízada e o mal ser banalizado, ainda é possível uma mudança. O aumento da representatividade política é um caminho, mas que não pode ser confundida com populismo. Há esperanças  de um governo que desconstrua esse individualismo hipertrofiado e esse ultraliberalismo econômico e assim a sociedade caminhará para a superação da “Cegueira Saramaguiana”.

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