Sobre segregação racial nos Estados Unidos

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29 fotos perturbadoras de quando a segregação racial era permitida nos EUA

Este triste período da história americana ficou conhecido como a “era Jim Crow”.

Após a Guerra Civil Americana (1861-1865), foram criadas inúmeras leis estaduais e locais nos EUA para manter a população negra separada da população branca. Em 1896, ocorreu o famoso caso Plessy v. Ferguson, quando a Suprema Corte do país determinou que, enquanto a segregação permitisse que todos permanecessem “separados, mas iguais”, a segregação racial não violaria a Constituição norte-americana.

Abaixo, algumas imagens que retratam cenas comuns da triste época conhecida com a “era Jim Crow”.

“QUEREMOS MORADORES BRANCOS EM NOSSA COMUNIDADE BRANCA”

Placa escrita em Detroit em 1942 por moradores brancos que queriam evitar a vinda de pessoas negras ao Sojourner Truth Homes, projeto de habitação do governo federal.

AP Photo

“SALA DE ESPERA PARA NEGROS”

Charles N. Atkins com a esposa e os filhos Edmond, 10, e Charles, 3, observam placa na Estação Santa Fe, na cidade de Oklahoma (Oklahoma), em 25 de novembro de 1955.

Bettmann Archive / Getty Images

“APENAS PARA NEGROS”

Homens bebem água em bebedouros separados; foto sem data.

Bettmann / Bettmann Archive

Sala de aula segregada no interior do Estado da Geórgia, em 1941.

Hank Walker / Getty Images

Negros e brancos sentados em áreas separadas de um ônibus, em conformidade com a lei de segregação da Carolina do Sul, em abril de 1956.

Gene Herrick / AP

Rosa Parks é fichada pela polícia em Montgomery, Estado do Alabama, em 22 de fevereiro de 1956, poucos meses após se recusar a ceder seu lugar no ônibus para um passageiro branco (em 1º de dezembro de 1955).
Ela foi presa com diversas outras pessoas que desafiaram as leis de segregação.
A atitude de Parks levou a um boicote aos ônibus em dezembro de 1955, uma manobra organizada pelo reverendo Martin Luther King Jr.

Bettmann Archive / Getty Images

“Salve nossas crianças da praga negra”

Bandeira dos Estados Confederados e dos EUA tremulam em carro estacionado no Capitol Hill, em Nashville, onde o então governador Frank Clemente se encontrava com uma delegação de partidários do segregacionismo em 24 de janeiro de 1956.

Bettmann Archive / Getty Images

Getty Images

À esquerda: O Viajante da Liberdade (ativista dos direitos civis e dos direitos da população negra) James Zwerg após um ataque de brancos que eram a favor da segregação em um terminal de ônibus em Montgomery, Alabama, em 20 de maio de 1961. Zwerg permaneceu na rua por mais de uma hora esperando atendimento médico, já que as “ambulâncias brancas” se recusaram a tratá-lo.

À direita: O policial aposentado Benney Oliver, de Jackson (Mississippi), chuta cruelmente Memphis Normam, um estudante negro que aguardava para ser atendido em uma lanchonete. Ao redor, clientes brancos incentivam espancamento.

AP Photo

Estudante branco bate em boneco que representava homem negro enforcado ao lado de escola em Little Rock, Arkansas, em 3 de outubro de 1957; nesta data, 75 estudantes do local fizeram um protesto a favor da segregação racial.

Universal History Archive / Getty Images

À esquerda: Brancos gritam contra os Baker, a primeira família negra a se mudar para Delmar Village, bairro em Folcroft, Pensilvânia, em 1963.

À direita: Criança de 7 anos usa um uniforme da Klux Klux Klan em manifestação em 14 de abril de 1956. Na porta do carro, o cartaz: Brancos do Sul são os melhores amigos dos negros, mas integração não.

AP Photo

Da esquerda para direita: Buddy Trammell (“Nós, estudantes da escolha Clinton, não queremos negros em nossa escola”) , Max Stiles (“Não iremos para a escola com negros”) e Tommy Sanders “(Greve contra a integração na Clinton”), estudantes da Clinton High School, na cidade de Clinton, Tennessee, fazem protesto após sua escola apoiar a integração, em 27 de agosto de 1956.

Bettmann / Bettmann Archive

Estudantes, mais tarde conhecidos como Little Rock Nine, formam grupo de estudos após serem proibidos de entrar em escola da cidade de Little Rock, em 13 de setembro de 1957.

Bettmann / Bettmann Archive

Johnny Gray, 15, desfere soco em estudante branco durante uma briga em Little Rock, Arkansas, em 16 de junho de 1958. Johnny e sua irmã, Mary (de pé atrás dele), estavam indo para sua escola (segregada) quando os dois garotos brancos mandaram que saíssem da calçada.

Bettmann Archive / Getty Images

Donald Uhrbrock / The LIFE Images Collection / Getty Images

À esquerda: Os policiais O.M. Strickland e J.V. Johnson fazem uso da força para prender Martin Luther King Jr., após ele ter permanecido nos arredores de um tribunal onde um crítico da segregação estava sendo julgado, em 4 de setembro de 1958. King alegou que foi espancado e estrangulado pelos policiais que fizeram a prisão. A polícia negou as acusações.

À direita: Manifestantes protestam contra a segregação em 1º de novembro de 1960: “A presença da segregação é a ausência da democracia. [As leis de] Jim Crow precisam acabar!”

Bettmann / Bettmann Archive

Edward R. Fields e James Murray, opositores das Leis dos Direitos Civis e membros do National States Rights Party, enforcam boneco que representava Martin Luther King Jr. em Birmingham, Alabama, em 6 de maio de 1963.

AP Photo

Polícia examina destroços de uma escola que havia recentemente abolido a segregação e que foi dinamitada por brancos em Nashville, Tennessee, em 10 de setembro de 1957. O muro leste e quatro salas de aula foram destruídos. O ataque ocorreu após uma única criança negra de 6 anos ter sido admitida na instituição.

Bettmann Archive / Getty Images

Multidão protesta contra a integração na Clinton High School e ataca carro com passageiros negros em 31 de agosto de 1956.

Bettmann / Bettmann Archive

Brancos protestam contra a integração em frente à escola West End High School em Birmingham, Alabama, em 10 de setembro de 1963.

Bettmann / Bettmann Archive

Roy Lee Howlett, 14, posa ao lado de carro pintado com mensagens a favor da segregação em Dallas, em 31 de agosto de 1956.

Bettmann / Bettmann Archive

Mulheres e adolescentes fazem protesto contra a integração na escola elementar William Franz, em 15 de novembro de 1960. O cartaz no canto direito diz: “Tudo que eu quero ganhar neste Natal é uma escola branca e limpa”.

Bettmann Archive / Getty Images

David Isom, 19, ultrapassa a linha divisória de cores em uma das piscinas públicas segregadas de sua cidade em 8 de junho de 1958; como resultado, a instalação foi fechada pelas autoridades.

Wally Mcnamee / Getty Images

Membros do Partido Nazista Americano cercam pessoas sentadas em balcão de lanchonete em farmácia de Arlington, Virgínia, em 1960.

Bob Daugherty / AP

Homem levanta bandeira dos Confederados diante de grupo de manifestantes que faziam protesto em frente a um hotel onde o então governador, do Alabama, George Wallace, estava hospedado, em 14 de abril de 1964. O cartaz no centro da imagem diz: “Mais de 300 mil negros têm seu voto negado em Alabama”.

Bettmann / Bettmann Archive

Integrantes da KKK formam círculo em volta de uma cruz em chamas durante protesto em Albany, Geórgia, que contou com a presença estimada de 3.000 pessoas, em 1962.

Bettmann / Bettmann Archive

Os reverendos Ralph Abernathy (à esquerda) e Wyatt Tee Walker inspecionam os destroços da Igreja Batista Negra Shady Grove e Leesburg, Geórgia, após a estrutura ter desabado em um incêndio criminoso, em 15 de agosto de 1962.

Bettmann Archive / Getty Images

Ativistas dos direitos civis (com cartazes escritos: “Eu sou um homem”) são impedidos de protestar pela Guarda Nacional em Memphis, Tennessee, em 1968.

Fonte: https://www.buzzfeed.com/gabrielsanchez/29-imagens-perturbadoras-da-vida-americana-sob-as?utm_term=.pndvrzelq&bffbbrazil#.rrYrXGvJA

Sobre Martinho Lutero

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Há quase meio milênio falecia Lutero, o homem que se revoltou contra a mercantilização da fé

 

Martinho Lutero foi um monge agostiniano e professor de teologia germânico que tornou-se uma das figuras centrais da Reforma Protestante. Levantou-se veementemente contra diversos dogmas do catolicismo romano, contestando sobretudo a doutrina de que o perdão de Deus poderia ser adquirido pelo comércio das indulgências.

O protestantismo, como pejorativamente o clero católico se referia ao movimento organizado por Lutero, também foi profundamente influenciado por outros nomes, como João Calvino, e não sessaria de se renovar e subdividir ao longo da história.

Hoje existem inúmeras denominações evangélicas (batistas, presbiterianos, assembleianos etc) e várias igrejas sem vinculação a qualquer denominação, grupos que devem a sua existência à firmeza e à inabalável convicção de Lutero no enfrentamento às imposições despóticas da Igreja Católica de sua época.

Veja abaixo algumas das famosas 95 teses de Lutero, fixadas nas portas de várias igrejas alemãs como forma de protesto, fato que marca o início da Reforma Protestante:

“Por amor à verdade e no empenho de elucidá-la, discutir-se-á o seguinte em Wittenberg, sob a presidência do reverendo padre Martinho Lutero, mestre de Artes e de Santa Teologia e professor catedrático desta última, naquela localidade. Por esta razão, ele solicita que os que não puderem estar presentes e debater conosco oralmente o façam por escrito, mesmo que ausentes. Em nome do nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

1 Ao dizer: “Fazei penitência”, etc. [Mt 4.17], o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse penitência.

2 Esta penitência não pode ser entendida como penitência sacramental (isto é, da confissão e satisfação celebrada pelo ministério dos sacerdotes).

3 No entanto, ela não se refere apenas a uma penitência interior; sim, a penitência interior seria nula, se, externamente, não produzisse toda sorte de mortificação da carne.

4 Por conseqüência, a pena perdura enquanto persiste o ódio de si mesmo (isto é a verdadeira penitência interior), ou seja, até a entrada do reino dos céus.

5 O papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou dos cânones.

6 O papa não pode remitir culpa alguma senão declarando e confirmando que ela foi perdoada por Deus, ou, sem dúvida, remitindo-a nos casos reservados para si; se estes forem desprezados, a culpa permanecerá por inteiro.

7 Deus não perdoa a culpa de qualquer pessoa sem, ao mesmo tempo, sujeitá-la, em tudo humilhada, ao sacerdote, seu vigário.

8 Os cânones penitenciais são impostos apenas aos vivos; segundo os mesmos cânones, nada deve ser imposto aos moribundos.

9 Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através do papa quando este, em seus decretos, sempre exclui a circunstância da morte e da necessidade.

10 Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles sacerdotes que reservam aos moribundos penitências canônicas para o purgatório.

11 Essa erva daninha de transformar a pena canônica em pena do purgatório parece ter sido semeada enquanto os bispos certamente dormiam.

12 Antigamente se impunham as penas canônicas não depois, mas antes da absolvição, como verificação da verdadeira contrição.

13 Através da morte, os moribundos pagam tudo e já estão mortos para as leis canônicas, tendo, por direito, isenção das mesmas.

14 Saúde ou amor imperfeito no moribundo necessariamente traz consigo grande temor, e tanto mais, quanto menor for o amor.

15 Este temor e horror por si sós já bastam (para não falar de outras coisas) para produzir a pena do purgatório, uma vez que estão próximos do horror do desespero.

16 Inferno, purgatório e céu parecem diferir da mesma forma que o desespero, o semidesespero e a segurança.

17 Parece desnecessário, para as almas no purgatório, que o horror diminua na medida em que cresce o amor.

18 Parece não ter sido provado, nem por meio de argumentos racionais nem da Escritura, que elas se encontram fora do estado de mérito ou de crescimento no amor.

19 Também parece não ter sido provado que as almas no purgatório estejam certas de sua bem-aventurança, ao menos não todas, mesmo que nós, de nossa parte, tenhamos plena certeza.

20 Portanto, sob remissão plena de todas as penas, o papa não entende simplesmente todas, mas somente aquelas que ele mesmo impôs.

21 Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa.

22 Com efeito, ele não dispensa as almas no purgatório de uma única pena que, segundo os cânones, elas deveriam ter pago nesta vida.

23 Se é que se pode dar algum perdão de todas as penas a alguém, ele, certamente, só é dado aos mais perfeitos, isto é, pouquíssimos.

24 Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena.

26 O papa faz muito bem ao dar remissão às almas não pelo poder das chaves (que ele não tem), mas por meio de intercessão.

27 Pregam doutrina humana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu].

28 Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa, podem aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus.

29 E quem é que sabe se todas as almas no purgatório querem ser resgatadas? Dizem que este não foi o caso com S. Severino e S. Pascoal.

30 Ninguém tem certeza da veracidade de sua contrição, muito menos de haver conseguido plena remissão.

31 Tão raro como quem é penitente de verdade é quem adquire autenticamente as indulgências, ou seja, é raríssimo.

32 Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência.

33 Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem serem as indulgências do papa aquela inestimável dádiva de Deus através da qual a pessoa é reconciliada com Deus.

34 Pois aquelas graças das indulgências se referem somente às penas de satisfação sacramental, determinadas por seres humanos.

35 Não pregam cristãmente os que ensinam não ser necessária a contrição àqueles que querem resgatar ou adquirir breves confessionais.

36 Qualquer cristão verdadeiramente arrependido tem direito à remissão pela de pena e culpa, mesmo sem carta de indulgência.

37 Qualquer cristão verdadeiro, seja vivo, seja morto, tem participação em todos os bens de Cristo e da Igreja, por dádiva de Deus, mesmo sem carta de indulgência.

38 Mesmo assim, a remissão e participação do papa de forma alguma devem ser desprezadas, porque (como disse) constituem declaração do perdão divino.

39 Até mesmo para os mais doutos teólogos é dificílimo exaltar perante o povo ao mesmo tempo, a liberdade das indulgências e a verdadeira contrição.

40 A verdadeira contrição procura e ama as penas, ao passo que a abundância das indulgências as afrouxa e faz odiá-las, pelo menos dando ocasião para tanto.

41 Deve-se pregar com muita cautela sobre as indulgências apostólicas, para que o povo não as julgue erroneamente como preferíveis às demais boas obras do amor.

42 Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do papa que a compra de indulgências possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia.

43 Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências.

(…)”

Fonte: http://www.pensarcontemporaneo.com/ha-quase-meio-seculo-falecia-lutero-o-homem-que-se-revoltou-contra-mercantilizacao-da-fe/

Sobre Intolerância e Democracia: textos de aluno(a)s do 2º ano do Colégio São José

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No último dia 15, realizamos uma atividade avaliativa explorando as relações entre Fundamentalismo, intolerância e democracia.

Clique abaixo e veja:

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Selecionei os melhores textos, os quais compartilho com você a seguir.

obs. os textos serão blogados à medida que o(a)s aluno(a)s enviarem.

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Texto 01 – Glenda Lemos – 2º B

O termo fundamentalismo se refere às pessoas que seguem uma interpretação literal do livro sagrado de determinada religião. Tal interpretação que faz com que as pessoas vivam cada vez menos em sociedade. A cada ano que passa, a ignorância e o desrespeito com o outro só aumenta, cada um só acha o correto em si e olha o diferente como o errado, como algo que precisa ser mudado. Os políticos para se favorecer, estão cada vez mais influenciando o individualismo e isso aumenta o preconceito, pois as pessoas procuram combater o diferente de qualquer forma, para elas só são dignas de respeito aquele que é igual ou que caminha para ser. Para conseguirmos viver em harmonia futuramente é preciso insistir na tolerância, no respeito e na igualdade das pessoas, mesmo que a resposta seja demorada, valerá a pena.

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Texto 02 – Raquel Barbosa – 2º A

Todos os temas selecionados estão interligados através de uma grande semelhança: o confronto diário com o diferente. O medo é um grande agente em nossas vidas, enquanto uns têm medo do escuro ou da morte, outros possuem o medo do novo, do exótico, da evolução e da construção de uma nova sociedade, por isso o rejeitam. O fundamentalismo é enraizado em diversas mentes através de várias religiões. Acreditam na interpretação literal de suas crenças, julgando quem não as pratica e praticando o etnocentrismo, criando guerras ideológicas. Vivemos em uma sociedade narcisista, fechada e preconceituosa, mas que está se abrindo aos poucos às novas ideias e novas formas de pensamento, embora existam diversas falhas como o preconceito e a intolerância, acredito que com a convivência isto será mudado e melhorado.

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Texto 03 – Camila Beatriz – 2º D

Nos tempos de hoje é bastante comum se ver nas redes sociais mídias e jornais, acontecimentos ou tragédias relacionados a conflitos de crenças e preceitos defendidos por cada um. O fundamentalismo é o conceito que explica de melhor forma o porquê de todos esses acontecimentos. Ser fundamentalista (não só religioso) é acreditar que tudo que você segue é a única verdade absoluta e que jamais deve ser contestada. Algo que está diretamente ligado a intolerância. Pois se os meus princípios estão certos, consequentemente o do próximo está errado, isso significa que tenho mais que a obrigação de mostrar-lhes a verdade. A partir desse pensamento conseguimos compreender que tudo é ligado a forma de como acreditamos e interpretamos alguma coisa. Mas não é só por causa disso que há tantos conflitos. A falta de representatividade da política contribui muito, pois acabam tornando as pessoas cada vez mais individualistas e pensando menos no próximo. Se continuarmos caminhando dessa forma as pessoas só vão se tornar a cada dia mais controversas.

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Texto 04 – Beatriz Mendonça – 2º B

O termo “Fundamentalismo” se refere a um tipo de interpretação religiosa, que procura seguir à risca os preceitos mais tradicionais de cada religião. Com isso, prega o individualismo, a rejeição a diversidade cultural e a tudo que é moderno, apesar de utilizar a ciência e a tecnologia avançada a seu favor. Nessa nova geração, estão presentes o preconceito, o etnocentrismo, o individualismo, os estereótipos, a não aceitação às diferenças, o ódio e a intolerância. Tudo isso faz com que o respeito ao próximo deixe de ser importante, e que as diferenças entre as pessoas sejam vistas como um problema, e não uma forma de aprendizado. Para muitos, como os políticos e a mídia, tudo isso que vem ocorrendo é vantajoso, pois podem se utilizar disso a seu favor para manipular as pessoas. Se a política e a mídia fizessem parte disso de forma positiva, o cenário da sociedade atual seria muito melhor. O Brasil e o mundo precisam de mais amor e menos intolerância, o respeito ao próximo é a base de tudo.

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Texto 05 – Liandra Oitaven – 2º D

Atualmente, a nossa mente funciona como uma máquina movida pela insegurança permanente de não alcançar o que é taxado como padrão. Colocar uma opinião própria ou alheia como fundamentado de algo onde as ideias são divergentes a todo momento, é buscar a solução no próprio erro. A camuflagem do problema serve para inibir a complexidade da situação em que vivemos, onde a opinião do outro só importa se estiver de acordo com os meus princípios, sendo assim a única que deve ser seguida e praticada. Em meio a essa crise se tornar individualista, geralmente por alienação midiática e entre outras, é conveniente para eles, pois o governo busca uma solução imediata mesmo que não seja benéfica para toda a população. A aversão ao diferente é preocupante, pois gera conflitos e consequentemente agressões, sendo elas físicas, morais ou verbais, levando o ódio para a nossa rotina. Tolerar é respeitar, é entender que as diferenças são importantes para o aprendizado de cada um. Não se pode esperar o melhor de um país quando o respeito não é base para qualquer iniciativa. Temos que ser pelo próximo além de ser por nós mesmos, pois isso é o princípio básico para qualquer indivíduo.

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Texto 06 – Leandro Guimarães – 2º D

Durante muito tempo, a sociedade visou um futuro no campo político próspero, com mudanças favoráveis a todos, e de repente, tudo se desfez, como um castelo de areia.O indivíduo, que antes preocupava-se com a sociedade como um todo, torna-se recluso e é tomado por insegurança e medo, que o levam a ter uma perspectiva mais individualista em relação aos outros.Consequentemente, este indivíduo contribui no crescimento do preconceito, do ódio, da aversão ao diferente.A sociedade aos poucos desmorona-se e os interesses pessoais são mais evidentes, sendo o momento perfeito para os políticos, que aproveitam da fragilidade social pra divulgar discursos que chamem a atenção daqueles que estão confusos e fragilizados, disseminando o fundamentalismo e seus valores conversadores, intolerantes e reacionários. Em meio a tanto caos e tensão, a tolerância deve ser praticada, e o fundamentalismo deixado de lado, o novo e o diferente aceito e o convívio em sociedade praticado, só assim o Brasil se estabilizará socio e politicamente, e assim, a paz e o controle deixarão de ser uma utopia para o país.

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Texto 07 – Silas Rufino – 2º D

A sociedade, aos poucos, tem se tornado cada vez mais individualista, fazendo com que se abra um espaço para intolerância, e quando está se torna um senso comum temos um problema, pois nesse ponto todo pensamento contrário ou diferente se torna uma “doença” que precisa ser eliminada do nosso corpo(a sociedade), ou seja, a intolerância se torna o remédio que precisamos para ficarmos sarados,devido a isso podemos entender no texto 2 que mesmo que os sonhos e o amor sejam de graça,isso só alimentaria a doença, o que torna como melhor opção pagar pelo remédio(intolerância,preconceito e ódio),podemos dizer até que a causa desta doença que tanto afeta o nosso corpo são os políticos, não todos, pois isso seria uma fenótipo, mas infelizmente a maioria deles são corruptos, o que os torna o verdadeiro “Ás” desse problema, pois a intolerância elimina a doença,mas isso só os deixa mais fortes ,e isso torna o futuro do Brasil uma grande interrogação, pois aos poucos estamos perdendo nossa essência de sociedade.

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Texto 08 – Rafaela Frazão – 2º B

No geral, fundamentalismo é a interpretação de uma dada religião, procurando seguir à risca suas normas e regras tradicionais e fundamentais. Fazendo alusão a justificativa de um comportamento diante de determinada interpretação, surge a intolerância, que afeta muito a sociedade nos dias atuais. Exemplo desta, são as práticas hostis, a violência, o preconceito, etc. É a dificuldade em compreender e respeitar as diferenças do próximo, sendo para alguns, uma espécie de defeito. Relacionado a isso, causada pela ausência de diálogos, experiências comuns e até mesmo de representatividade política e perspectivas futuras, há o individualismo, que de certa forma, é como se fosse uma proteção, porque faz com que as pessoas sintam-se ameaçadas, ainda mais com a crise política e econômica a qual estamos vivendo. Precisamos de expectativas para o futuro do Brasil, tanto da parte da população, quanto dos políticos (que, no entanto, só se preocupam em atender suas próprias necessidades). E também lutar para o desenvolvimento e crescimento da tolerância, para que possamos conviver numa sociedade justa e melhor.

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Texto 09 – Sabrina Cumming – 2º C

As pessoas tendem a querer mudar os pensamentos das outras só para poder ter mais um em seu grupo, seja para disseminar ou combater discursos de ódio. Vivemos em um mundo onde é muito mais fácil apontar os erros dos outros e criticar suas crenças do que tentar entendê-las. E, infelizmente, a intolerância está em todos os lugares. Seja no trabalho, na escola, ou até em casa. E a mídia, que é uma importante fonte de conhecimento, só ajuda a disseminar ódio gratuito, alegando que todos os muçulmanos são terroristas e que mulher direita é bela, recatada e do lar. Estamos em um mundo globalizado e cheio de inovações científicas que não eram possíveis a 15, 20 anos atrás e continuamos com a mesma mentalidade de 100, 200 anos atrás. Está mais do que na hora de pararmos de pensar que só existe um Deus e uma religião, que lugar de mulher é na cozinha e que casamento é entre homem e mulher. Precisamos nos desprender desses valores e aprender a ter empatia para com o outro.

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Texto 10 – Laura Leite – 2º C

Viver em sociedade é saber conviver com o outro, respeitando suas crenças e costumes e mantendo a paz. Porém, esse conceito foi esquecido e as pessoas estão cada vez mais individualistas, vivendo para si. Se o que o outro faz não as agrada, apontam-lhe o dedo e o acusam. A intolerância está tomando o poder. Ultimamente, está sendo difícil escolher um político para representar a sociedade, nenhum atende às necessidades do povo de maneira suficiente para merecer um voto. A esperança de um Brasil melhor está ficando cada vez mais para trás. Em suma, um dos culpados por todos esses problemas citados é o Fundamentalismo. Ele está presente em muitos casos de intolerância, onde os fundamentalistas não aceitam que as pessoas ajam de forma diferente da qual sua religião diz ser o certo. Os políticos vêm cada vez mais envolvendo religião em suas propostas e tomando como base em suas decisões. No Brasil, o fundamentalismo mais conhecido é o cristão, onde as pessoas usam a palavra da Bíblia, muitas vezes interpretadas de má-fé, para impor suas crenças às pessoas. Alguns políticos também fazem uso dessa prática para justificar seus atos e opiniões. Por conta de todas essas questões, o Fundamentalismo acabou virando sinônimo de intolerância na cabeça da maioria das pessoas, o que não é verdade. O conceito foi usado de forma errada.

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Texto 11 – Lisandra Lopes – 2º A

Diante de tantos avanços tecnológicos que presenciamos hodiernamente, o ser humano é o único que nos dá a impressão de regresso após o dilúvio de acontecimentos inaceitáveis que vem ocorrendo desde então. Aceitar as diferenças, no geral, têm sido um dos maiores problemas existentes na sociedade em que vivemos e é a questão sobre crenças que nos deixa cada vez mais apreensivos. O que deveria ligar, unir e fazer com que as pessoas convivessem em harmonia, atualmente é motivo para grandes conflitos, transformando fiéis em pessoas altamente individualistas, facilmente influenciáveis e capazes de ferir ao outro somente por ter pensamentos divergentes, perdendo assim, sua identidade religiosa. O fundamentalismo, que antes era autoaplicado orgulhosamente, hoje adjetifica a radicalização de dogmas, interpretações literais de livros contraditórios e a resistência ao que não é igual. Chegamos ao ponto de políticos que não nos representa expor seus ideais como verdade universais, alienando um batalhão. É triste vermos onde estamos e mais triste ainda saber que há muito por vir. Enquanto o ódio, os egos inflados e o egoísmo for maior que o amor e o respeito ao próximo, haverá guerra. “O Ateísmo e a Religião não torna o mundo melhor, apenas permanece o que ele é.”
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Texto 12 – Vítor Grave – 2º D

Sociedade, como definir? Um local em que devemos respeitar a todos e todas, para assim, viver em harmonia ? Não é bem o que vem acontecendo. Dos últimos anos até então é notório que a intolerância com os princípios do próximo vem crescendo demasiadamente com o passar do tempo. As pessoas estão sendo, casa vez mais etnocêntricas, ou seja, colocando a sua etnia como base, que pode também ser considerado como um certo tipo de individualismo, e assim as perspectivas vão acabando, pois ficamos sentados esperando as coisas melhorarem, e só pioram. Podemos usar a política brasileira como referência. Parece que cada atitude tomada, só regredimos mais, nos tornando mais individualistas ainda, pois uma boa representatividade no governo, é fundamental para uma sociedade melhor. Religião é um ótimo exemplo para a intolerância, trazendo conceitos extremamentes fundamentalistas, só piorando o que chamamos de sociedade. O que nos resta é nos manifestarmos a favor do respeito e da paz.

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Sobre Intolerância e Democracia: textos de aluno(a)s do 3º ano do Salesiano Dom Bosco.

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No dia 09 de fevereiro, realizamos uma atividade avaliativa a partir do tema Intolerância: um risco à democracia.

Clique abaixo e veja:

intolerancia-um-risco-para-a-democracia-sdb

Após a correção, selecionei alguns textos, os quais compartilho com você a seguir.

obs. À medida que o(a)s aluno(a)s forem enviando, publicarei todos.

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Texto 01 – Ananda Araújo – 3°A

De existência

Segundo a etimologia, a palavra sociedade descende do latim ‘‘societas’’, cuja definição baseia-se numa ‘‘associação amistosa com os outros”. É notório, no panorama contemporâneo, uma progressiva incompatibilidade perante a elucidação do vocábulo e o reflexo no comportamento humano. Permeados de pseudos-valores, a modernidade líquida transfigura-se na complexa enfermidade dos cenários brasileiro e mundial. O homem se mostra descrente diante seu contexto conturbado, que se estende às esferas pessoais e políticas do país. Tal decorrência manifesta-se no elevado individualismo o qual o mesmo transparece nas relações: as pessoas voltam-se aos seus interesses e discursos intolerantes apropriam-se do controle. Este enaltece ideologias de caráter etnocêntrico e materialista, além disso, fortalece comportamentos adversos àqueles que não compactuam da mesma concepção. Com isso, não há interesse dos governantes em debater o assunto intolerância, consequentemente, a representatividade é parca e discordante. Diante do cenário o qual convive-se, as prospecções não são benevolentes: a crise de existência é real, fática e TEMERária.

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Texto 02 – Irla Damasceno – 3° B

Ambos os textos trazem uma temática de como o Brasil vem se distanciando do discurso de uma sociedade, e de como esse distanciamento vem acontecendo devido à quebra do moral de como uma sociedade deveria ser. Pois, o que deveria ser um “conjunto vivendo de forma organizada” passou a ser uma “atitude de quem vive exclusivamente para si” após as grandes mudanças, tanto políticas como econômicas, trazida pela crise ao longo dos anos. Com estas mudanças, percebeu-se um choque de ideias na sociedade brasileira, dando, assim, espaço para discursos de ódio se infiltrar, sejam eles de cúmulo racista, machista e diversos outros. Sem contar no estado político atual que intensifica a tendência individualista, trazendo um futuro incerto para o Brasil e transtornando cada vez mais a sociedade brasileira.

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Texto 03 – Stephany Farias – 3ºB

O Brasil, nos últimos anos, vem apresentando diversos problemas. É cada vez mais perceptível que a sociedade deixa de viver de forma coletiva, para viver de forma individualista.  Parte desse individualismo surge da falta de representatividade política, o brasileiro não se sente mais representado pelos atuais políticos, principalmente quando se têm tantas noticias de corrupção no país. Este se manifesta também na aflorante intolerância que assola a nação onde os indivíduos não toleram nenhuma ideia ou ideal que diverge de seu pensamento ou que o tira da zona de conforto. Os discursos de ódio, por exemplo, têm sido bem frequentes, especialmente quando em uma modernidade técnico cientifica e uma sociedade cada vez menos comunitária eles são disseminados com mais facilidade. As perspectivas da população de um progresso no país são baixas, já que o cidadão anda desacreditado, porém há expectativas de lentas melhorias, mas para isso é necessário o reconhecimento de que a política e seus componentes são uma imagem de uma população, a qual grande parte é de analfabetos políticos ou de pessoas que não possuem interesse no assunto, logo a melhora tem de partir de ambos os lados.

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Texto 04 – Amanda Gabrielle – 3º A

No dicionário, a palavra ‘’sociedade’’ significa: ‘’ Grupo humano que habita em certo período de tempo e espaço, seguindo um padrão comum; coletividade. Porém os valores da sociedade atualmente andam sendo deturpados, visto que a coletividade se vê passada pelo individualismo, a verdadeira cultura do ‘’eucentrismo’’. Em tempos como esses as pessoas a cada momento querem se sobressair em relação ás outras. Como consequência, esse modelo remete além do individualismo, outras características como a intolerância e o discurso de ódio que alimentam uma sociedade devoradora que ganha cada vez mais força e espaço. Já a representatividade significa: ‘’ representar politicamente os interesses de determinado grupo, classe social ou de um povo’’. Porém, como ocorre a falta dessa representatividade, que serviria para alcançar os anseios da população, as classes, especificamente as pessoas que dependem dela, se veem desamparadas e ‘’devoradas’’ pelo modelo que a sociedade atual vem se formando. As perspectivas futuras no e para o Brasil não são boas. Porém, cabe à cada um de nós ter a noção e consciência que isso precisa ser modificado, que precisa de mais movimentos que busquem a justiça e o remodelamento de pensamentos que visem voltar ao conceito de sociedade como algo coletivo.

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Texto 05 – Lucca Coelho e Maryna Ribas – 3º B

Como já era dito por Aristóteles o homem é um animal político, ou seja, necessita conviver com o outro. Em outras palavras “gente precisa de gente para ser gente”. O conceito de sociedade consiste numa convivência e atividade conjunta do homem, ordenada ou organizada conscientemente. Entretanto esse conceito vem se esmaecendo e a população está cada vez mais individualista. Em consequência disso, nota-se uma insatisfação sem pretextos, atingindo também o respeito pelo próximo e gerando reações de forma agressiva a diversidade. Isso também ocorre na política, visto que estamos vivendo uma recessão econômica. Aqueles que deveriam servir de exemplo e representar o próximo acabam se tornando e incentivando os cidadãos a serem egocêntricos e mais individualistas. As expectativas, as esperanças, os desejos e as satisfações das pessoas são de principal importância para a realização e a efetivação do progresso no país e para uma mudança de vida das próprias pessoas. Entretanto como diz o lema “o brasileiro é otimista por natureza” deve ser desprezado e modificado para “o brasileiro está otimista fundamentado em fatores que sustentam o dinamismo do Brasil”. O otimismo do brasileiro pode contagiar essa vocação do Brasil para o crescimento , o desenvolvimento e o progresso dos seus habitantes.

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Texto 06 – Emilia Cazaes – 3º A

Sociedade é um termo subentendido como um sistema de inter-relações, criado a partir de critérios sociais, políticos e econômicos com o protagonismo da diversidade. A fonte energética para todo conflito de intolerância é a dificuldade compreensiva das diferenças do próximo. A escassez de respeito no cenário mundial cresce gradativamente, colocando em evidência a sua principal consequência, o individualismo.

A inflexibilidade desgastante demonstra constantemente as suas vertentes como a falta de participação, preocupação e representividade politica, com isso, o mesmo só demonstrará insatisfação quando as decisões atingi-lo de forma significante, ou seja, enquanto apenas os interesse do próximo são danificados e o seu não é afetado.

Na sociedade brasileira o preconceito, a discriminação entre outros reproduz o etnocentrismo prevalecendo de forma agressiva. Todavia, é preciso restabelecer a ordem de forma que o respeito seja valorizado, num modo que o outro cidadão não julgue o seu semelhante apenas por ter orientação sexual, religião etc, diferentes.

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Texto 07 – Bruno Santana e Normando Gomes  – 3º B 

O significado da palavra “idiota” é: aquele que olha para si mesmo sem se importar com os outros. O significado de político é: aquele que olha para a pólis, a sociedade sobre qual possui influência, porém os políticos atuais são idiotas, pois, em sua maioria pensam em antes da sociedade, gerando um paradoxo, fazendo assim com que o povo se sinta cada vez, mais disperso, gradativamente mais “cada um por si”.

Essa situação abre margem para outro significado de individualismo, que deixa de ser a afirmação e a liberdade do indivíduo e se torna intolerância com aquele que pensa e toma um partido diferente de outrem, tornando assim os conceitos de ódio e hostilidades coisas comuns na comunidade.

Esse período de recessão e crise afunila as perspectivas de futuro para o Brasil em uma única vertente: dispersão total da sociedade, porém, é difícil enxergar o Brasil onde pensamentos intolerantes e individualistas não existam, mas não é impossível diminuam, Segundo Christian Dunken, ainda há esperança de harmonia e igualdade.

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Texto 08 – Joana Toulier – 3º A

A intolerância abordada de diferentes formas nos dois textos é um tema muito recorrente na e por causa da atual conjuntura que se encontra o Brasil. O texto 1 sugere algumas respostas para a ascensão da intolerância na sociedade e expões argumentos do psicanalista Christian Dunker.
  Em ambos os textos está contida a ideia de que o ser humana propaga o ódio e o preconceito com prazer e naturalidade, e ambos levam o leitor a refletir o porquê disto. Entretanto, o texto também apresenta causas e consequências dessa disseminação de intolerância e desrespeito.
  A possível causa desse cenário caótico é, como apontou Dunker, a incapacidade de suportar e entender o outro. Pode-se interpretar ainda, que a rejeição do homem ao autoconhecimento o leva a odiar qualquer pessoa que revele o que há de ruim nele. Portanto, ele evita se relacionar com a sociedade por medo de identificar nela o que evita encontrar em si.
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Texto 09 – Bianca Coelho – 3º B

Corroborando o dicionário da língua portuguesa, a palavra intolerância exprime a ideia de intransigência a diferentes opiniões. Essa acepção tão simplória esconde a complexidade desse termo, que tem sido tão recorrente na sociedade brasileira.

Valores democráticos como o progresso e a liberdade têm sido distorcidos dando margem a esse individualismo exacerbado, já que a sociedade rejeita o coletivo, visando apenas a liberdade individual. Mas esse foco no “eu” não acontece simplesmente porque a ‘società’ (sociedade em latim) agora está corrompida e egoísta, e sim, porque a falta de representatividade política gera medo, e esse medo fomentado pela ignorância repercute em várias formas de intolerância, como o fundamentalismo político ou religioso; a xenofobia; a homofobia.

A expressão ‘banalidade do mal’ da filósofa política Hannah Arendt também contribui para compreender o porquê da intolerância ser algo tão corriqueiro. O “mal” não virou comum, apenas está ocupando o lugar do comum, assim a intolerância pode ser praticada sem ser percebida já que está institucionalizada.

Apesar da intolerância estar enraízada e o mal ser banalizado, ainda é possível uma mudança. O aumento da representatividade política é um caminho, mas que não pode ser confundida com populismo. Há esperanças  de um governo que desconstrua esse individualismo hipertrofiado e esse ultraliberalismo econômico e assim a sociedade caminhará para a superação da “Cegueira Saramaguiana”.

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Sobre as leis 10.639 e 11.645

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Ensino de cultura e história afro e indígena ainda enfrenta obstáculos no Brasil

Professores e alunos comentam os efeitos de leis que tornam os conteúdos obrigatórios em sala de aula

, 16 DE DEZEMBRO DE 2016 /

É ensinado na escola que o brasileiro é resultado da mistura de três etnias: o branco europeu, o negro africano e o indígena nativo. A divisão do conteúdo ensinado, entretanto, não segue essa proporção. A história e complexidade dos povos indígenas e da população negra se encontram muitas vezes resumidas à descoberta do Brasil e ao período da escravidão.

“A nossa grande diversidade é apagada nos bancos escolares. Há uma tentativa de homogeneizar a cultura brasileira sob o olhar do colonizador europeu”, afirma o professor Redson Silva, docente há seis anos na rede pública.

Para mudar essa realidade, foi aprovada, em 2003, a Lei 10.639 que altera a Lei das Diretrizes Básicas da Educação (LDB) inserindo a história e cultura afro-brasileira e africana como conteúdos obrigatórios. Seis anos depois, em 2008, a Lei 11.645 inclui também a história e cultura dos povos indígenas brasileiros. Para entusiastas, as leis têm efeito multiplicador e favorecem mudanças na formação dos professores e nos materiais didáticos.

“Os cursos de ensino superior até muito recentemente sequer tinham disciplinas que tratavam desses temas. Não se discutia em sala de aula métodos, materiais ou objetivos de trabalhar a temática indígena e negra em sala de aula”, explica a professora e pesquisadora da questão indígena, Adriana Testa.

Quanto à aplicação da lei, as secretarias e escolas devem decidir como redesenhar seu currículo para encaixar os conteúdos. Por meio de uma demanda dos professores, a EMEI Carolina Maria de Jesus, em São Paulo, se destaca hoje no método de ensino da cultura dos povos indígenas e das raízes africanas.

“Por iniciativa dos educadores daqui, começamos com o resgate da história da nossa patrona, uma escritora negra”, explica a coordenadora Luciana Gatamorta. Atualmente a escola trabalha um semestre com matrizes africana e afro-brasileira, e no outro com estudos sobre os povos indígenas. Crianças de 4 a 6 anos são convidadas a estudar as particularidades de um povo, país ou personalidade dessa temática, e ao professor cabe fazer a relação com o universo do aluno.

“Com os povos indígenas, por exemplo, o grande objetivo é quebrar com os estereótipo de que existe um ‘índio’ só, que está lá longe no passado, vivendo na floresta”, afirma Luciana. “Se a dinâmica da aula é falar sobre o brincar do povo kalapalo, que vive no Alto Xingu, as crianças podem brincar como os kalapalo”.

O problema é que nem todas as escolas tratam a questão como um projeto coletivo da instituição. Segundo Ana Cristina Cruz, professora da Universidade Federal de São Carlos e pesquisadora da temática afro-brasileira, a aplicação desses conteúdos ainda está restrita a um grupo de educadores que se sentem atraídos por ela. “O maior desafio é que o tema seja incorporado em toda a estrutura da escola”, afirma.

Redson Silva se encaixa nesse perfil. Professor de história da rede pública paulistana há seis anos, ele revela não ter apoio para fomentar atividades que abordem os temas da lei, como debates sobre sobre a condição do negro no Brasil e a política de cotas.

“Fiz três tentativas de realizar um sarau de danças com temática africana e fui questionado por parte da gestão. Disseram que isso incomodaria os pais dos alunos, porque a dança seria uma invocação de divindades do candomblé”, relata o docente.

A dificuldade em lidar com o preconceito é compartilhada com o professor Altair Freitas, docente há 28 anos na rede particular. Para reverter a carga negativa que é colocada sobre as religiões africanas, o professor tenta atrair os alunos com os mitos que originaram as crenças. “Fazendo comparação com outras mitologias, como a grega e a romana, as crianças vão entendendo que não é algo errado. É uma cultura tão rica quanto qualquer outra”, diz.

Na EMEI onde Luciana é coordenadora, o preconceito das famílias é quebrado pelos próprios alunos, principalmente durante as exposições dos trabalhos finais. “Um aluninho de 5 anos estava com a sua mãe na exposição e disse a ela que não chamasse os povos indígenas de “índio”, porque é uma generalização de que eles não gostam. Esse tipo de intervenção aproxima a família do tema”, relata.

Além de aprender sobre outra cultura, os alunos também se sentem representados. Guilherme Souza tem 12 anos e é um dos únicos negros da sala no colégio particular onde estuda. “Minha professora de português contou histórias sobre mitologia africana. Pouca gente da sala é negra, então eles não gostaram tanto, mas para mim foi muito legal porque a gente se aprofundou em uma coisa nova”.

Alguns professores também abordam assuntos atuais como cotas, para que os alunos façam a relação entre o passado escravocrata do Brasil e o racismo que existe hoje no país. “A minha família paterna é toda negra. Ver isso na escola faz a gente repensar”, conta Yasmin Quariniri, que aprendeu sobre as ações afirmativas nas aulas de Redson.

Diante da omissão das escolas em tomar à frente das iniciativas, o professor de história, filosofia e sociologia Eduardo Fera ressalta o papel do docente como protagonista desse processo. “Cabe aos educadores abrir espaço para as demandas, vencer o preconceito institucionalizado e preencher lacunas na sua própria formação”, afirma.

Entre os materiais oferecidos pelo MEC, estão e-books da coleção História Geral da África e livros da coleção Educação para todos,  com grande material sobre a temática indígena e negra, além de outros assuntos. Há, ainda, cursos de formação continuada para os professores da rede básica, voltados para igualdade racial e aprendizado da cultura indígena. Resta saber se as iniciativas serão suficientes enquanto os processos não são construídos de maneira coletiva com as escolas.

Fonte: http://www.revistaeducacao.com.br/ensino-de-cultura-e-historia-afro-e-indigena-ainda-enfrenta-obstaculos-no-brasil/

Sobre XIITAS e SUNITAS: vídeos e texto.

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Vídeos:

Entenda o conflito entre Xiitas e Sunitas – 2 min
 
Sunitas e xiitas – 2 min

 

Texto:

Entenda as diferenças e divergências entre sunitas e xiitas

  • 4 janeiro 2016
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Manifestantes iranianos protestam após morte de clérigo

A execução de um importante clérigo xiita iraniano pela Arábia Saudita, reino de maioria sunita, expôs as delicadas relações entre sunitas e xiitas na região.

A Arábia Saudita, de maioria sunita, é rival tradicional do Irã, a grande potência xiita no Oriente Médio, que monitora – com grande interesse – as minorias xiitas em outros países.

O clérigo Nimr Al-Nimr era conhecido por manifestar o sentimento da minoria xiita na Arábia Saudita, que se sente marginalizada e discriminada, e por suas críticas à família real saudita.

 

Al-Nimr e outras 46 pessoas foram executadas no sábado, após serem condenadas por crimes de terrorismo na Arábia Saudita.

Após as execuções, manifestantes iranianos invadiram a embaixada saudita em Teerã. Na noite de domingo, o governo saudita anunciou o rompimento das relações diplomáticas com o Irã e deu um prazo de 48 horas para que diplomatas iranianos deixassem o país.

Mas o que opõe as duas maiores correntes do Islã? Veja abaixo algumas respostas para entender a questão.

Quais são as diferenças entre sunitas e xiitas?

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Image captionPeregrinação a Meca, um dos rituais compartilhados entre as duas vertentes do islamismo

A separação teve origem em uma disputa logo após a morte do profeta Maomé sobre quem deveria liderar a comunidade muçulmana.

A grande maioria dos muçulmanos é sunita – estima-se que entre 85% e 90%.

Membros das duas vertentes coexistem há séculos e compartilham muitas práticas e crenças fundamentais.

 

Apesar de se misturarem pouco, há exceções. Nas áreas urbanas do Iraque, por exemplo, casamentos entre sunitas e xiitas eram comuns até recentemente.

As diferenças entre os dois grupos estão mais nos campos de doutrina, rituais, lei, teologia e organização religiosa.

Seus líderes também parecem constantemente estar competindo entre si.

Do Líbano e Síria ao Iraque e Paquistão, vários conflitos recentes enfatizaram divisões sectárias, dividindo comunidades.

Quem são os sunitas?

Muçulmanos sunitas se consideram o ramo ortodoxo e tradicionalista do islã.

A palavra sunita vem de “Ahl al-Sunna”, ou “as pessoas da tradição”. A tradição, neste caso, refere-se a práticas baseadas em precedentes ou relatos das ações do profeta Maomé e daqueles próximos a ele.

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Um dos centros de aprendizagem sunitas do Islã mais antigos fica no Egito

Os sunitas veneram todos os profetas mencionados no Corão, mas veem Maomé como o profeta derradeiro.

Em contraste com os xiitas, os líderes e professores de religião sunitas historicamente ficaram sob controle do Estado.

A tradição sunita também enfatiza um sistema codificado da lei islâmica e adesão a quatro escolas da lei.

Quem são os xiitas?

Nos primórdios da história islâmica os xiitas eram uma facção política – literalmente os “Shiat Ali”, ou partido de Ali.

Os xiitas reivindicavam o direito de Ali, genro do profeta Maomé, e de seus descendentes de guiar a comunidade islâmica.

Ali foi morto como resultado de intrigas, violência e guerra civil que marcaram seu califado. Seus filhos, Hassan e Hussein, viram negado o que achavam ser seu direito legítimo à ascensão ao califado. Acredita-se que Hassan tenha sido envenenado por Muawiyah, o primeiro califa (líder muçulmano) da dinastia Umayyad.

Seu irmão, Hussein, foi morto no campo de batalha com outros membros de sua família, após ser convidado por partidários a ir para a cidade de Cufa (onde ficava o califado de Ali) onde prometeram jurar aliança a ele.

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Morte de clérigo xiita expõe tensões entre Irã e Arábia Saudita

Esses eventos deram início ao conceito xiita de martírio e de rituais como a autoflagelação.

Há um elemento messiânico característico nesta fé e os xiitas têm uma hierarquia de clérigos que praticam interpretações independentes e constantemente atualizadas dos textos islâmicos.

Os xiitas seriam cerca de um décimo do total de muçulmanos, entre 120 e 170 milhões.

Muçulmanos xiitas são maioria em Irã, Iraque, Bahrein, Azerbaijão e, segundo algumas estimativas, Iêmen. Há grandes comunidades xiitas em Afeganistão, Índia, Kuwait, Líbano, Paquistão, Catar, Síria, Turquia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Qual o papel do sectarismo em crises recentes?

Em países que foram governado por sunitas, xiitas tendem a representar os setores mais pobres da sociedade. Eles normalmente se veem como vítimas de discriminação e opressão. Algumas doutrinas extremistas sunitas defendem o ódio aos xiitas.

A revolução iraniana de 1979 lançou uma agenda xiita radical que foi percebida como um desafio por regimes conservadores sunitas, particularmente no Golfo Pérsico.

A política de Teerã de apoiar milícias xiitas e partidos além de suas fronteiras foi adotada por Estados do Golfo, que reforçaram suas ligações com governos sunitas e movimentos no exterior.

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Xiitas descontentes deram início a protestos no Bahrein

Durante a guerra civil no Líbano, os xiitas ganharam força política graças às atividades militares do grupo Hezbollah.

No Paquistão e no Afeganistão, grupos sunitas linha-dura, como o Talebã, atacam com frequência lugares de fé xiita.

Os conflitos atuais no Iraque e na Síria também têm fortes tons sectários. Jovens sunitas nos dois países se uniram a grupos rebeldes, muitos dos quais ecoam a ideologia da Al-Qaeda.

Enquanto isso, jovens da comunidade xiita estão lutando pelas – ou com – as forças do governo nestes países.

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/01/160104_diferencas_sunitas_xiitas_muculmanos_lab

 

Sobre Revisionismo Histórico

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Extremistas disseminam revisionismo do Holocausto

Internet dá novo palco a ‘ativistas da negação’ que, movidos pelo antissemitismo, duvidam da História

POR CLAUDIA SARMENTO / ESPECIAL PARA O GLOBO

Sobreviventes do Holocausto perfilam-se numa cerca de arame farpado em Auschwitz logo após a liberação do campo por tropas soviéticas em 1945 – AP/1945

LONDRES – O historiador britânico David Irving, um biógrafo de Hitler, já comparou Auschwitz à Disneylândia, ao afirmar que o lugar que abrigou o campo de concentração nazista é uma atração para turistas. Irving faz parte de uma minoria que, movida por antissemitismo, alega que o Holocausto não aconteceu como ficou registrado na História. Para ele, os relatos sobre o mais documentado genocídio de todos os tempos são uma farsa para favorecer os judeus. O filme “Negação” conta como Irving perdeu um processo contra a historiadora americana Deborah Lipstadt.

Na ação judicial, movida há 16 anos, Irving exigiu que Deborah provasse que o extermínio de seis milhões de inocentes realmente ocorreu. Foi derrotado, classificado pela Justiça britânica como racista e teve sua carreira acadêmica destruída. O caso foi encerrado, virou filme, mas não calou gente que pensa como ele.

Nas redes sociais, uma nova geração de negacionistas – termo usado para definir os que dizem que o Holocausto não existiu – vem ganhando força. Entre eles, há indivíduos ou grupos de extrema-direita que se aproveitam da facilidade que a internet proporciona para a disseminação de mentiras e teorias conspiratórias. Sua principal alegação é de que as câmaras de gás, onde foram assassinados de idosos a bebês, são uma invenção das potências ocidentais para promover os interesses de Israel, uma “mitologia” amparada por um sentimento de culpa do mundo cristão. No YouTube, extremistas como o videomaker americano Eric Hunt encontram terreno fértil para proclamar que a matança comandada por Hitler é um embuste. Os discursos de Irving também são populares na rede.

 

Os ativistas da negação reconhecem que a Alemanha nazista perseguiu os judeus, mas comparam os campos de concentração a outros campos de prisioneiros mantidos em tempos de guerra. Para eles, as vítimas não chegaram aos milhões e morreram principalmente de doenças. Os comentários postados no vídeo do trailer de “Negação” são exemplo de como fatos históricos são desprezados. O filme, baseado no livro de Lipstadt sobre a batalha legal contra Irving, retrata o britânico como um historiador especializado em distorcer os acontecimentos. Nos posts, no entanto, muitos defendem a tese de que as câmaras de Auschwitz foram “construídas depois da guerra para os turistas verem” ou de que tudo não passou de “propaganda sionista”.

Para o historiador Nicholas Terry, da Universidade de Exeter, na Inglaterra, que pesquisa o comportamento online dos que não acreditam no Holocausto, a atitude não é nova. Desde os anos 1980, nomes como Irving, ou como o escritor italiano Carlo Mattogno, outro notório negacionista, usam seu pseudoconhecimento acadêmico para desmentir as provas e os sobreviventes, acusando a mídia ocidental de ser parte da “conspiração”. Mas, na era da pós-verdade, em que fatos pouco importam diante de crenças pessoais e apelo à emoção, essa fantasia ganha outra dimensão.

– A negação na era da web 2.0 usa as novas plataformas para armar uma onda de propaganda: videodocumentários, vlogs, spams, otimização de mecanismos de busca, sites-espelho, que replicam conteúdo, digitalização de livros antigos de negacionistas, provocações em comentários e fóruns. Pode ser extremamente difícil evitar a negação. O Google foi recentemente forçado a mudar seus algoritmos porque a pesquisa em inglês por “o Holocausto aconteceu?” levava diretamente a sites nacionalistas brancos e que negam o Holocausto. A maior parte dessa propaganda é ineficaz, mas convence algumas pessoas, e torna bastante fácil para alguém que já está inclinado ao antissemitismo cair na teia – explica Terry.

O acadêmico encaixa as interpretações distorcidas como parte de uma “tuiterificação”, ou seja, disseminação de posts que não negam apenas o Holocausto, mas também os primeiros passos do homem na Lua em 1969 (tudo não teria passado de uma farsa da Nasa) e as razões do 11 de Setembro (o governo americano sabia do ataque, mas precisava justificar a invasão do Afeganistão e do Iraque), entre outras teorias conspiratórias.

– Como verdadeiros crentes de teorias da conspiração, quem nega o Holocausto acredita fervorosamente que está em posse dos fatos corretos. Eles se consideram “buscadores da verdade”. Mas compartilham o mesmo desprezo e desconfiança pela mídia e pelo meio acadêmico que se pode encontrar entre os céticos da mudança climática, os teóricos da conspiração do 11 de Setembro, os que acreditam em alienígenas da Antiguidade. Todos eles rejeitam o conhecimento porque isso é inconveniente para suas crenças e fantasias – diz Terry.

 

Os negacionistas não estão necessariamente ligados a partidos ou movimentos neonazistas, como explica o pesquisador. Políticos populistas da extrema-direita na Europa, por exemplo, rejeitam essa tese por achar que é uma distração que atrapalha suas metas, como o combate à imigração. A revista digital “The Occidental Observer”, publicação nacionalista americana, proíbe posts que negam o Holocausto. Mas a discriminação a judeus é inerente à expansão das vozes extremistas.

– A negação do Holocausto e o revisionismo são um meio para legitimar o antissemitismo e outras formas de racismo. Pela teoria pervertida, se a história do Holocausto for enfraquecida, as pessoas não precisarão ter simpatia por judeus ou outros grupos que enfrentam abuso e violência agora. É por isso que temos de enfrentar e derrotar os negacionistas – diz Marie van der Zyl, vice-presidente do Conselho de Representantes dos Judeus Britânicos, que explora o potencial educativo da internet para combater a rejeição da verdade sobre o genocídio.

Em países como Alemanha, Áustria e Hungria, negar o horror nazista é crime. Nos EUA e no Reino Unido, prevalece a liberdade de expressão. No entanto, é cada vez maior a pressão para que gigantes da era digital, como Google, Twitter e Facebook, barrem as ofensas racistas e notícias falsas.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/extremistas-disseminam-revisionismo-do-holocausto-20875693#ixzz4YVn2p4AX