Mulheres Negras na História do Brasil: infográfico, lista de exercício, sugestão de sites, vídeos e imagens.

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Infográfico:

–  A condição da mulher negra no Brasil em números:
 http://www.ceert.org.br/noticias/genero-mulher/12687/infografico-a-condicao-da-mulher-negra-no-brasil-em-numeros

Lista de Exercício: 

Exercício Heroínas negras 

Sites sugeridos:

  • Geledés – Instituto da Mulher Negra – http://www.geledes.org.br/
  • Blogueiras Negras – http://blogueirasnegras.org/
  • Mulheres negras – do umbigo para o Mundo –

http://www.mulheresnegras.org/

  • Blogueiras Feministas – http://blogueirasfeministas.com/tag/mulher-negra/
  • Fundação Cultural Palmares – http://www.palmares.gov.br/

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Vídeos:

Manana – “Mulheres Negras” Yzalu  – 3 min

 
 

África na Escola lei 10.639 – 7 min

 

Nossas Mulheres Negras – Dandara dos Palmares I  – 5 min

 

Empoderadas | Dandara – 3 min

 
 

Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra – Fala, Antonia Ceva – 2 min

 
 

Dia Nacional da Mulher Negra homenageou Teresa de Benguela – 3 min

 
 
 

CULTNE – Luiza Mahim – Guerreiras Brasileiras – 3 min

 
 

Luisa Mahin – 11 min

 
 

Carolina Maria de Jesus – Heróis de Todo Mundo – 2 min

 
 

Carolina de Jesus – Vida e obra literária – 2 min

 
 
 

Aqualtune – 3 min

 
 

Personalidades Negras – 3 min

 
 

Personalidades Negras da História do Brasil – 3 min

 
 

Personalidades NEGRAS – 9 min

 
 

Consciência Negra – A cultura não morreu, só precisa ser resgatada – 4 min

 

https://www.youtube.com/watch?v=65v83MSepFE

 

700. TVUFBA.DOC – Museus UFBA: espaços de história e arte – 14 min

 
 

MAFRO – 3 min

 
 

Conhecendo Museus – Ep. 04: MUSEU AFRO BRASIL – São Paulo – 26 min

 
Área de anexos

Visualizar o vídeo Manana – “Mulheres Negras” Yzalu (cover) do YouTube

Manana – “Mulheres Negras” Yzalu (cover)

Visualizar o vídeo África na Escola lei 10.639 do YouTube

África na Escola lei 10.639

Visualizar o vídeo Nossas Mulheres Negras – Dandara dos Palmares I Miriam Silva do YouTube

Nossas Mulheres Negras – Dandara dos Palmares I Miriam Silva

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Empoderadas | Dandara

Visualizar o vídeo Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra – Fala, Antonia Ceva do YouTube

Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra – Fala, Antonia Ceva

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Dia Nacional da Mulher Negra homenageou Teresa de Benguela

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CULTNE – Luiza Mahim – Guerreiras Brasileiras

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Luisa Mahin

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Carolina Maria de Jesus – Heróis de Todo Mundo

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Carolina de Jesus – Vida e obra literária.

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Aqualtune

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Personalidades Negras

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Personalidades Negras da História do Brasil

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Personalidades NEGRAS

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Consciência Negra – A cultura não morreu, só precisa ser resgatada

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700. TVUFBA.DOC – Museus UFBA: espaços de história e arte

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MAFRO

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Imagens:

Getúlio deportou a mulher judia de Luiz Carlos Prestes para a Alemanha nazista

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Olga Benário, grávida de 7 meses, foi presa com o marido há 80 anos. Entregue ao governo de Hitler, foi morta numa câmara de gás do campo de concentração de Bernburg

  • 05 de Março de 1936, Primeira Página, página 1

    05 de Março de 1936, Primeira Página, página 1

  • 19 de Maio de 1936, Geral, página 1

    19 de Maio de 1936, Geral, página 1

  • 23 de Janeiro de 1937, Geral, página 1

    23 de Janeiro de 1937, Geral, página 1

  • 26 de Maio de 1936, Geral, página 1

    26 de Maio de 1936, Geral, página 1

  • 29 de Maio de 1936, Geral, página 1

    29 de Maio de 1936, Geral, página 1

  • 30 de Maio de 1936, Geral, página 1

    30 de Maio de 1936, Geral, página 1

 

No dia 23 de setembro de 1936, a judia alemã Olga Benário deu adeus ao Brasil. Presa com o marido Luiz Carlos Prestes em 5 de março do mesmo ano, ela foi deportada, embarcou no navio La Coruña rumo à cidade de Hamburgo. Nem o fato de estar grávida impedira o presidente Getúlio Vargas, que assinara decreto de expulsão no dia 28 de agosto, de entregá-la à Alemanha Nazista de Adolf Hitler. Olga ainda apelou para ter a filha no Brasil. Sem sucesso. Acabou morrendo num campo de concentração, aos 34 anos, em abril de 1942.

A história da mulher do líder comunista virou livro e filme. Não é para menos. Olga chegara ao Brasil em abril de 1935, acompanhando Prestes, que planejava organizar uma revolução armada por aqui. Fingiram ser um casal de portugueses e permaneceram na clandestinidade. Em novembro daquele ano, explode a Intentona Comunista, prontamente reprimida pelo governo Vargas, que inicia uma repressão feroz aos opositores.

Após a prisão do casal, começa então o processo para deportá-la. Da Europa, a mãe e a irmã do líder comunista articulam uma campanha para manter Olga no Brasil — temiam por seu destino na Alemanha nazista. Olga recorre então à Corte Suprema dos Estados Unidos do Brasil — antigo nome do Supremo Tribunal Federal (STF). Mas, em 17 de junho, os ministros confirmam a ordem de expulsão dada por Vargas.

No recurso, o advogado chegou a dizer que Olga errou ao participar do levante comunista e que, por isso, deveria cumprir pena no Brasil. “O decreto de expulsão será a sentença de morte proferida ao mesmo tempo contra a mãe e o filho”. No texto, ela alega ainda estar disposta a “curar Prestes da psicose bolchevista”.

O apelo foi em vão. Ao chegar à Alemanha, Olga, então com sete meses de gestação, foi levada para uma prisão feminina da Gestapo, onde nasceu sua filha, Anita Leocádia, hoje historiadora. De lá, passou pelos campos de concentração de Lichtenburg, Ravensbrück e Bernburg, onde foi assassinada na câmara de gás em 23 de abril de 1942.

Nazismo. Mulher de Luiz Carlos Prestes, Olga Benário foi assassinada numa câmara de gás de um campo de concentração na Alemanha

Leia mais sobre esse assunto em http://acervo.oglobo.globo.com/fatos-historicos/getulio-deportou-mulher-judia-de-luiz-carlos-prestes-para-alemanha-nazista-10129046#ixzz4IYy8NWLU
© 2016.

Revoluções Americana e Francesa: slides, textos/infográficos, vídeos e imagens.

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Revolução Americana:

Slides Revolução Americana

Revolução Francesa e Período Napoleônico:

Slides com vídeo REVOLUÇÃO FRANCESA

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Textos/Infográficos:

01 – 4 DE JULHO: INFOGRÁFICO SOBRE A INDEPENDÊNCIA DOS EUA

http://www.wizard.com.br/blog/cultura/4-de-julho-veja-o-infografico-sobre-a-independencia-dos-eua/

02 – 15 COISAS QUE VOCÊ (TALVEZ) NÃO SAIBA SOBRE A REVOLUÇÃO FRANCESA

http://www.ensinarhistoriajoelza.com.br/sobre-a-revolucao-francesa/

Blog: Ensinar História – Joelza Ester Domingues

03 – AS MULHERES NA REVOLUÇÃO FRANCESA:

https://hcontemporaneai.wordpress.com/2014/10/02/as-mulheres-na-revolucao-francesa-m-o-s/

04 – Revolução Francesa e feminina:

http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos/revolucao-francesa-e-feminina

05 – A Escalada da Revolução Francesa:

http://indexdahistoria.blogspot.com.br/2012/05/escalada-da-revolucao-francesa.html

06 -Como era uma execução na guilhotina?

Como era uma execução na guilhotina?

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Vídeos: 

Revolução Americana – 6 min

 
 
Independência dos EUA – 10 min
 
Revolução Francesa – parte I – 7 min 36
 
Revolução Francesa – parte II – 7 min 28
Revolução Francesa – parte III – 5 min 21
 
Revolução Francesa – parte IV – 7 min 09
 
Revolução Francesa – parte V – 11 min 41
 
Revolução Francesa – parte VI – 8 min 08
 
Era Napoleônica – 26 min31
 
 
Bloqueio Continental pelo “Prof.” Acerola – 8 min 30
Área de anexos
Visualizar o vídeo Revolução Francesa – Resumo – Vídeo Aula 1 do YouTube

Revolução Francesa – Resumo – Vídeo Aula 1

Visualizar o vídeo Revolução Francesa: Guerra dos Sete Anos e a Assembleia dos Estados Gerais – Vídeo aula 2 do YouTube

Revolução Francesa: Guerra dos Sete Anos e a Assembleia dos Estados Gerais – Vídeo aula 2

Visualizar o vídeo Revolução Francesa: A Queda da Bastilha (jacobinos e girondinos) Vídeo Aula 3 do YouTube

Revolução Francesa: A Queda da Bastilha (jacobinos e girondinos) Vídeo Aula 3

Visualizar o vídeo Revolução Francesa: Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão – Vídeo Aula 4 do YouTube

Revolução Francesa: Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão – Vídeo Aula 4

Visualizar o vídeo Revolução Francesa: Convenção Nacional e Fase do Terror – Vídeo Aula 5 do YouTube

Revolução Francesa: Convenção Nacional e Fase do Terror – Vídeo Aula 5

Visualizar o vídeo Revolução Francesa: Diretório e Golpe 18 Brumário – Vídeo Aula 6 do YouTube

Revolução Francesa: Diretório e Golpe 18 Brumário – Vídeo Aula 6

Visualizar o vídeo Era Napoleônica: Congresso de Viena, Santa Aliança e Bloqueio Continental do YouTube

Era Napoleônica: Congresso de Viena, Santa Aliança e Bloqueio Continental

Visualizar o vídeo Prof. Acerola ensina História do YouTube

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Imagens:

 

Conflitos Regionais no Mundo – Guerras do Líbano, no Golfo Pérsico e no Afeganistão – slides, infográficos, vídeos, textos e imagens.

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SLIDES:

Conflitos Regionais no Mundo

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INFOGRÁFICOS:

AL QAEDA:

Infográfico sobre o atentado de 11 de setembro de 2001

A cronologia dos ataques de 11 de setembro

VÍDEOS:

A guerra civil no Líbano – 11min25

https://www.youtube.com/watch?v=ALs9f11pQ4A

Rede TV – guerra no Líbano – 5min38

https://www.youtube.com/watch?v=DURtwHmKliw

Mulheres no Líbano – Fantástico – 9min51

https://www.youtube.com/watch?v=wVXxDKmR1xQ

Guerra Irã x Iraque (1980) no Golfo Pérsico: 5min24

https://www.youtube.com/watch?v=hRlmYCok5QY

https://www.youtube.com/watch?v=WlOj67EWyC0 – JN – 1min16 

Guerra do Golfo Pérsico (19991) – 4min39

https://www.youtube.com/watch?v=LPRy5sQxMRw

Guerra no Iraque 2003 – 1min40

https://www.youtube.com/watch?v=Fl6iH7a3QXg

Guerra no Afeganistão – Jornal da Record –  parte 1 -5min39 

https://www.youtube.com/watch?v=rhY1GhQAus8

Parte 2 – 6min

https://www.youtube.com/watch?v=D4JcHLiUPGg

Ataque ao Afeganistão 2001 – Globo – 2min19

https://www.youtube.com/watch?v=BIbcZh-wopU

Raio X da guerra – TUDO SOBRE AS GUERRAS E O AFEGANISTÃO:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/07/raio-x-da-guerra-afeganistao.html

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TEXTOS:

Guerra no Líbano: Conflito envolveu cristãos e muçulmanos do Líbano

http://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia/guerra-no-libano-conflito-envolveu-cristaos-e-muculmanos-do-libano.htm

Guerra Irã-Iraque: Contra o Irã, EUA se aliaram a Saddam Hussein

 Guerra do Golfo: Saddam Hussein começa a incomodar os EUA

http://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia/guerra-do-golfo-saddam-hussein-comeca-a-incomodar-os-eua.htm

Iraque: Após invasão, tropas americanas permanecem no Iraque

http://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia/iraque-apos-invasao-tropas-americanas-permanecem-no-iraque.htm

Guerra no Afeganistão: Ataques de 11 de setembro levaram à invasão

http://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia/guerra-no-afeganistao-ataques-de-11-de-setembro-levaram-a-invasao.htm#fotoNav=6

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IMAGENS:

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Descolonização da África e da Ásia e Apartheid: slides, vídeos, textos e imagens.

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SLIDES SOBRE O APARTHEID:

Vídeos:

Conferência de Bandung  – https://www.youtube.com/watch?v=gwjs5vGDK4M

Descolonização da África:

Descolonização da Ásia:

Muito bom!
Morte de Gandhi:
APARTHEID – 1min34
Documentário – 1h42min
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Textos:

01 – Artigo sobre o Apartheid na RHBN (Revista de História da Biblioteca Nacional):

04 – Nelson Mandela morre aos 95 anos:

IMAGENS: 
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A Crise no Leste Europeu – slides – artigos e vídeos.

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SLIDES:

Crise no Leste Europeu 

ARTIGOS:

Primavera de Praga:

http://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia/primavera-de-praga-movimento-pretendia-democratizar-a-antiga-tchecoslovaquia.htm

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LESTE EUROPEU: PAÍSES QUE FORAM ALIADOS DA URSS – PARTE 1
O Leste Europeu ficou marcado pela proposta socialista estabelecida a partir da Revolução Russa e imposta a partir das estratégias de Moscou, capital do Império Soviético.

Os países do Leste Europeu sofreram após a 2ª Guerra Mundial uma enorme influência do Império Soviético. Sem a pujança econômica dos países ocidentais e desprovida de investimentos produtivos, a URSS utilizou a sua força bélica para criar um bloco de países aliados e muito próximos do seu imenso território, que ficou conhecido como a “Cortina de Ferro”, sendo formada por URSS, Alemanha Oriental, Polônia, Tchecoslováquia, Romênia, Hungria e Bulgária. O projeto socialista desses países não respondeu aos anseios da maioria de suas populações, sendo classificado como uma organização fundamentada nos interesses soviéticos e que contou com o apoio dos grupos militares e favoráveis à centralização do poder. Por isso, o socialismo do Leste Europeu ficou conhecido como a ‘sovietização’ da política e da economia desses países.

Tal comprometimento ficou marcado pela criação do bloco militar Pacto de Varsóvia, em 1955, que serviu para homogeneizar a política externa desses países. O Pacto de Varsóvia foi evidentemente uma resposta à criação da OTAN, bloco militar fundado pelos EUA em 1949. Mas além do combate à expansão dos EUA, o grupo militar soviético também servia de instrumento coercitivo contra qualquer tipo de ato rebelde por parte das nações que pertenciam ao bloco socialista, isso pode ser visto claramente com a intervenção do Pacto de Varsóvia contra a antiga Tchecoslováquia, em 1968, quando manifestações políticas clamavam por democracia, fato que ficou mundialmente conhecido como a Primavera de Praga.

Assim como a própria URSS atravessou um declínio de seus aspectos socioeconômicos ao final da década de 1970, os países europeus que adotaram o sistema socialista também começaram a sentir os efeitos da baixa competitividade de suas economias e o aumento da pressão popular que a todo o momento desafiava a manutenção dos regimes socialistas e ditatoriais. Contando com uma maior unidade étnica, forte grau de instrução e politização da sociedade, a insatisfação popular desses países foi mais articulada do que em outros países socialistas, até mesmo do que na própria URSS. Outro componente importante para essas transformações foi a maior proximidade com o restante da Europa, o que representou um estímulo para as práticas capitalistas.

Alemanha Oriental

A Alemanha Oriental foi uma espécie de espólio para os soviéticos. Sua origem está relacionada com o Acordo de Potsdam, em julho de 1945, quando foram impostas várias restrições militares e a devolução de territórios conquistados durante o período de expansionismo alemão. Após a derrota dos nazistas ao final da 2ª Guerra Mundial, a Alemanha foi subjugada pelas outras potências, acabando fragmentada em quatro zonas de influência política a fim de impedir qualquer tipo de movimento favorável ao retorno dos ideais ultranacionalistas e do militarismo como projeto de Estado. Em 1949, ficaram definidas duas divisões administrativas: a República Federal da Alemanha ou Alemanha Ocidental, sob influência ocidental capitalista, e a República Democrática Alemã ou Alemanha Oriental, sob influência da URSS. Em 1961, a fim de evitar a migração em massa de população do lado socialista em direção ao lado capitalista, foi construído o Muro de Berlim.

Como a Alemanha Ocidental começou a alcançar um enorme progresso tecnológico e social, as comparações entre os dois países apontavam para a falência do socialismo, pois a Alemanha Oriental se assemelhava a um Estado satélite, mantido por um regime ditatorial totalmente voltado para os interesses de outra nação, ou melhor, de um grupo de nações que formava a URSS. Apresentando várias dificuldades para a manutenção do regime socialista, a Alemanha Oriental foi gradualmente integrada com o lado capitalista, o que culminou com a queda do Muro de Berlim no dia 9 de novembro de 1989, que simbolizou a decadência da proposta socialista na Alemanha Oriental e na Europa do Leste, mudando significativamente as concepções de comunismo, socialismo e participação popular nas decisões políticas. No caso da Alemanha, a integração política acabou ocorrendo por completo no ano seguinte, 1990.

O legado da era socialista foi mais de 8 mil empresas estatais e cerca de 4 milhões de trabalhadores desempregados, que se entusiasmaram com as promessas de reformas políticas e sociais do então premiê alemão Helmut Kohl, que não conseguiu, como era esperado, modificar rapidamente o panorama de atraso e baixa produtividade. A modernização alcançou a porção oriental da Alemanha, com a injeção de trilhões de euros em duas décadas, mas a sua economia, em destaque as regiões de Berlim, Leipzig e Dresden, ainda depende de ramos tradicionais como a siderurgia, metalurgia e indústria mecânica. Muitas empresas desapareceram, foram privatizadas ou pressionadas pelo alto custo de manutenção, tendo como base os padrões do lado ocidental. Os críticos desse processo acreditam que os benefícios sociais, ainda que tímidos, foram totalmente extraídos em prol de uma ocidentalização neoliberal, e que a transição deveria ser gradativa e com a participação ativa da população e lideranças políticas locais. Ocorre ainda um sentimento de desvalorização da população que vive nessa região, que tem provocado o ressurgimento de valores retrógrados, inclusive entre os mais jovens, como o movimento neonazista.

Júlio César Lázaro da Silva
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Geografia pela Universidade Estadual Paulista – UNESP
Mestre em Geografia Humana pela Universidade Estadual Paulista – UNESP
SILVA, Júlio César Lázaro Da. “Leste Europeu: Países que foram aliados da URSS – Parte 1”; Brasil Escola. Disponível em <http://www.brasilescola.com/geografia/leste-europeu-paises-que-foram-aliados-urss-parte-1.htm&gt;. Acesso em 13 de setembro de 2015.

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LESTE EUROPEU: PAÍSES QUE FORAM ALIADOS DA URSS – PARTE 2
Na década de 1980, os países do Leste Europeu começaram a se afastar do socialismo e da URSS, iniciando projetos nacionais de desenvolvimento.

A queda do Muro de Berlim em 1989 foi considerada como a referência máxima para o fim da Antiga Ordem Mundial e da bipolarização em dois sistemas sociopolíticos bastante distintos, o socialismo e o capitalismo. De certa forma, a Europa Oriental já apresentava sinais de mudanças, com um afastamento gradual em relação ao império soviético e iminente democratização e abertura econômica. Aqueles que estavam mais próximos da Europa Ocidental tiveram uma maior facilidade em iniciar seus projetos de transição política, em tese pela influência dos países do bloco capitalista e pelas demandas de suas populações. Essa proximidade geográfica favoreceu a recepção de investimentos produtivos e a integração com a União Europeia, pouco tempo depois. Além da unificação da Alemanha, podemos identificar nesse grupo a Polônia e a Tchecoslováquia, que acabou fragmentada em República Tcheca e Eslováquia no início da década de 1990.

Os países do Leste da Europa encontraram no projeto de expansão da União Europeia que ocorreu na década de 2000 o caminho mais contundente para alcançarem a modernização estrutural que tanto procuravam. A expectativa foi a de promover a valorização dos potenciais econômicos e aumentar a produção de riquezas. A União Europeia tinha um enorme interesse na participação dos países que pertenceram ao bloco socialista para fomentar novos mercados consumidores e a migração de mão de obra, até como uma alternativa às imigrações de indivíduos de outros continentes, que nem sempre foram bem quistos por conta da xenofobia latente na região. Por tudo isso, o ano de 2004 foi marcado pela entrada no bloco de Polônia, República Tcheca e Eslováquia.

O conjunto de regras conhecido como Acordo de Schengen foi criado pelo bloco europeu em 1985 e propiciou a livre circulação de pessoas entre os países-membros, produzindo uma área geográfica que ficou definida como Espaço Schengen, onde é permitido que o cidadão europeu dos países signatários obtenha facilidades de deslocamento. Em 2009, quando entrou em vigor o Tratado de Lisboa, também foram determinadas novas políticas de imigração e demais aportes institucionais para o planejamento de todos os itens relacionados ao deslocamento de pessoas.

Polônia

A Polônia encerrou o seu socialismo em 1989. O sindicato Solidariedade foi responsável pela mobilização social e política, que intensificou suas ações em direção ao regime capitalista. Um dos idealizadores do Solidariedade, Lech Walesa, foi eleito presidente democraticamente em 1990. O país, que no início da Guerra Fria sediou a assinatura do acordo do Pacto de Varsóvia, ingressou na OTAN, bloco militar estadunidense, em 1999. No plano econômico, o país passou pela chamada “terapia de choque”, que fundamentalmente consistiu em um fim da planificação com a abertura econômica drástica, que a princípio empobreceu a população e aumentou o desemprego. Mas pouco depois, muitas empresas pequenas e médias passaram a obter um rápido crescimento, atraindo investimentos para o território polonês. Desde a sua entrada na União Europeia, em 2004, o país tem acumulado desenvolvimento econômico. Mesmo com a crise econômica mundial, o país manteve bons índices de crescimento, sendo o único país do bloco que não atravessou nenhum período de recessão nos últimos anos, o que o qualifica como forte candidato a adotar o euro nos próximos anos.

O nacionalismo polonês frente aos alemães está diminuindo desde a reunificação alemã em 1990, o que é muito importante para superar antigas animosidades relacionadas à 2ª Guerra Mundial, pois os dois países têm fronteiras em comum e a Alemanha representa a principal economia do bloco europeu. Em contrapartida, outro vizinho de fronteira, a Ucrânia, é encarado de uma maneira diferente, já que o crescimento econômico polonês atrai muitos imigrantes ucranianos, que desejam também se beneficiar das possibilidades de alcançar a cidadania europeia de livre circulação.

Tchecoslováquia

A Tchecoslováquia foi criada em 1918 e acabou agregando dois povos de origem eslava, os tchecos e os eslovacos, contando com outras minorias, como húngaros e alemães. Durante a 2ª Guerra Mundial, a minoria alemã recebeu apoio da Alemanha a fim de forçar uma ruptura, que fez surgir uma espécie de Estado satélite eslovaco em 1939. Ao final da guerra, em 1945, ocorreu a reunificação da Tchecoslováquia. Pouco depois, em 1948, o socialismo foi instaurado, com a dominação dos tchecos na esfera administrativa, o que provocou desentendimentos com a população de origem eslovaca.

Em 1968, a ascensão ao poder do eslovaco Alexander Dubček iniciou um período de transformações de pouco mais de seis meses, que ficou conhecido como a Primavera de Praga, quando ocorreu uma maior flexibilização política e aumento das liberdades individuais. O exército soviético orientado a partir do Pacto de Varsóvia suprimiu as reformas e consolidou o projeto de centralização política. Em 1989, com as transformações em curso em todo o Leste da Europa e a redução do controle soviético, o país encerrou o socialismo, com a manifestação pacífica de milhares de pessoas, que ficou conhecida pela mídia como a ‘Revolução de Veludo’. No ano seguinte, foram realizadas as primeiras eleições democráticas e, em 1993, também de maneira pacífica, ocorreu a fragmentação do país com a fundação da República Tcheca e da Eslováquia.

A República Tcheca ingressou na OTAN em 1999, afastando-se definitivamente da esfera política russa. As transformações econômicas foram graduais, com a manutenção de algumas estruturas herdadas do período socialista e sem grandes perdas sociais, apesar dos problemas constantes de corrupção e a fragilidade institucional na organização de contratos e investimentos. A entrada no bloco europeu em 2004 ajudou na continuação das reformas e a Alemanha tornou-se o principal parceiro comercial do país. A economia acabou se desestabilizando com a crise econômica mundial, como o setor automobilístico, o principal segmento industrial do país.

A Eslováquia teve a sua estrutura industrial ligada ao setor de base (siderurgia e metalurgia) e no segmento bélico durante a era socialista. A modernização começou de fato no início da década de 2000, sendo que o país entrou para a OTAN e para a União Europeia em 2004. Com a redução brusca de impostos, privatização e internacionalização dos bancos, flexibilização das leis trabalhistas e baixo valor dos salários, a Eslováquia recebeu o apelido de “Tigre da Europa Central”, por conta do grande crescimento econômico, com ênfase nos setores automotivo e eletrônico. Em meio à crise econômica mundial e da Zona do Euro, a Eslováquia adotou a moeda única em janeiro de 2009. Para conter os efeitos da recessão, o país aumentou os seus gastos orçamentários, o que representa o maior desafio na atualidade.

Júlio César Lázaro da Silva
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Geografia pela Universidade Estadual Paulista – UNESP
Mestre em Geografia Humana pela Universidade Estadual Paulista – UNESP
SILVA, Júlio César Lázaro Da. “Leste Europeu: Países que foram aliados da URSS – Parte 2”; Brasil Escola. Disponível em <http://www.brasilescola.com/geografia/leste-europeu-paises-que-foram-aliados-urss-parte-2.htm&gt;. Acesso em 13 de setembro de 2015.

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VÍDEOS:

Aniversário da Revolução Romena de 1989 – 7min26
Romênia julga crimes do passado comunista – 1min19
Romênia pós-comunismo – 2min51
Hungria 1956 – 2min
Execução de Elena e Nicolai Ceausescu – 1 min 34
A separação da Tchecoslováquia – Revolução de Veludo – 1min08
A Revolução de Veludo 25 anos depois – 2min
A Primavera de Praga – em italiano
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Imagens: