Sobre os Kamikazes: vídeos, textos e imagens.

Vídeos:

__________________________________________________

Texto 01:

Significado de Kamikaze

O que é Kamikaze:

Kamikaze é um termo em japonês que significa vento de Deus ou vento divino, na língua portuguesa.

Esta palavra tornou-se conhecida por ser o nome de um tufão que, supostamente, teria salvo o Japão de ser invadido por um exército de conquistadores do Império Mongol.

O termo também ficou conhecido por designar umgrupo de pilotos suicidas na época da Segunda Guerra Mundial, conhecidos na época por Taiatari Tokubetsu Kogekitai (“Grupo Especial de Ataques por Choque Corporal”).

Os kamikazes eram uma unidade de ataque especial na Segunda Guerra Mundial.  Eram conhecidos por realizarem ataques suicidas por aviadores militares do Império Japonês contra navios dos Aliados, para destruir o maior número possível de navios de guerra.

Alguns ataques aconteciam porque os aviões não tinham combustível suficiente para chegar em uma base segura. Apesar disso, muitos dos ataques eram completamente intencionais, e mesmo antes de levantar voo, os pilotos já estavam preparados para a sua morte.

Os kamikazes eram pilotos japoneses jovens, que arremessavam seus aviões contra os navios inimigos. O ataque kamikaze era um tema muito polêmico, pois nesse caso o piloto ou a tripulação inteira de um avião atacante morria, eliminando probabilidades de salvamento.

Uma vez empenhado no mergulho mortal, era impossível sobreviver ao ataque.

Os aviadores japoneses tinham a cultura de que a derrota ou o fracasso em sua missão era motivo de desonra, não hesitavam em executá-las da melhor forma possível.

Além do mais, o Japão não reconhecia a existência de prisioneiros de guerra, ou seja, a captura pelo inimigo era muito mais temida que a morte.

Fonte: http://www.significados.com.br/kamikaze/

__________________________________________________

 

Texto 02:

Quem eram os camicases?

por Roberto Navarro | Edição 21

Camicases

Esses aviadores não eram uns malucos prontos para se matar, mas uma arma efetiva do Exército e da Marinha japonesa. Eles faziam parte de grupos de pilotos organizados para realizar ataques suicidas contra navios americanos e britânicos no oceano Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Essa tática desesperada dos camicases (“deuses do vento”, em japonês) refletia a crise do Exército nipônico, quando a derrota para os Aliados era iminente. Tanto que eles apareceram apenas em 1944, quando as Forças Armadas do Japão sofriam com grandes baixas e inúmeras perdas de equipamento. O que movia esses homens para a morte certa era um fervor genuinamente religioso, baseado em valores tradicionais do Japão. Culturalmente, o suicídio em determinadas circunstâncias era visto por eles como demonstração de honra. Uma atmosfera sagrada envolvia os aviadores: na véspera de suas missões eles participavam de rituais religiosos e embarcavam para a morte com espadas de samurai, símbolo máximo da bravura nipônica. Mesmo com todo esse glamour, os camicases geralmente eram pilotos novatos que utilizavam qualquer avião que pudesse voar. Apesar disso, uma aeronave especializada chegou a ser feita exclusivamente para os suicidas. Equipado com motores-foguete, esse avião 100% camicase era minúsculo e pesava só 480 quilos – fora a bomba de mais de 1 tonelada que ele carregava. Pelas contas dos americanos, os camicases não eram muito eficientes: calcula-se que três em cada quatro aviões suicidas eram destruídos antes de atingir o alvo, e apenas um em cada 33 conseguia afundar um navio. Ainda assim, eles espalharam terror no front oriental da Guerra. “As estimativas dão conta que os camicases destruíram mais de 30 navios e mataram 5 mil americanos em uma única batalha”, diz o historiador americano Jon Guttman, editor da revista americana especializada Military History (“História Militar”).

Mergulhe nessa

Na livraria:

Kamikazes

A.J. Barker, Renes, 1975

Kamikaze: Japan’s Suicide Gods

Albert Axell e Hideaki Kase, Pearson Longman Publishing, 2002

Na internet:

http://www.tcr.org/kamikaze.html

Mergulho para a morteAviões japoneses carregavam 1 200 quilos de explosivos e voavam a quase 1 000 km/h1. O avião camicase era basicamente uma bomba pilotável. Tanto que era transportado por um bombardeiro e não tinha trem de pouso. A miniaeronave era solta nas imediações do navio a ser atacado, mas como os bombardeiros eram pesados e lentos, os aviões viravam alvo fácil para os caças inimigos

2. O piloto suicida viajava dentro do bombardeiro. Quando a aeronave chegava às proximidades do alvo, ele descia pelo compartimento de bombas e acomodava-se no avião camicase. Então, ele se desprendia e iniciava um vôo planado por cerca de 80 quilômetros, a 470 km/h

3. A cerca de 5 quilômetros de distância do alvo, o piloto do avião suicida disparava os três motores-foguete da aeronave, movidos a pólvora, e iniciava seu mergulho final em direção ao navio. Nessa hora, sua velocidade passava de 960 km/h, quase 300 km/h mais rápido que os caças americanos encarregados de interceptá-lo

4. Na hora do mergulho, o piloto tentava atingir o navio inimigo no ângulo mais reto possível, para dificultar a ação da artilharia defensiva. Os aviões suicidas não causaram destruição ainda maior por serem comandados por aviadores inexperientes, que não acertavam os pontos mais vulneráveis dos alvos

5. Nas missões suicidas, pilotos camicases usaram também aviões convencionais. Equipadas com cargas de explosivos e tanques extras de combustível para garantir a destruição na hora do impacto, essas aeronaves podiam causar danos graves o bastante para colocar os navios atacados fora de combate, mesmo que não conseguissem afundá-los

6. Para dificultar a ação dos ataques camicases, os americanos reforçaram sua artilharia antiaérea, aumentaram a blindagem dos navios e adotaram manobras defensivas, como evitar concentrações de barcos. A partir de dezembro de 1944, destróieres equipados com radar passaram a ser posicionados a 100 quilômetros das frotas principais. Eles davam um alerta antecipado para orientar os caças que revidavam o ataque

Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/quem-eram-os-camicases

 

__________________________________________________

Texto 03:

Hoje na História: 1945 – Pilotos japoneses receberam primeira ordem para se tornar um kamikaze

Max Altman | São Paulo – 05/01/2014 – 08h00

Blitz dos kamikazes revelavam o desespero do Japão nos meses finais da Segunda Guerra Mundial no Pacífico

Atualizada em 05.jan.2015 às 6h00

Em 5 de janeiro de 1945, pilotos japoneses receberam a primeira ordem para se tornar um kamikaze – Vento Divino, em japonês. A blitz dos kamikazes revelava o desespero do Japão nos meses finais da Segunda Guerra Mundial no Pacífico. A maior parte dos pilotos de ponta havia morrido, e pilotos jovens precisavam de pouco treinamento para fazer explodir seus aviões carregados de explosivos contra navios aliados. Em Okinawa conseguiram afundar 30 navios em que morreram cerca de 5 mil marinheiros norte-americanos.

O termo kamikaze foi utilizado originalmente pelos estadunidenses para referir-se aos ataques suicidas efetuados por pilotos de uma unidade especial da Armada Imperial Japonesa contra embarcações da frota dos Aliados no final da Segunda Guerra Mundial. Os ataques pretendiam deter o avanço dos aliados no Oceano Pacífico e evitar que chegassem às costas japonesas. Aviões carregados com bombas de 250 quilos impactariam contra os objetivos com o fim de afundá-los ou avariá-los severamente.

Kamikaze japonês tenta se aproximar dos barcos da marina norte-americana, em 1945, em Okinawa, mas sofre queda sem acertar o alvo

A origem do mito kamikaze data do século 13, quando uma frota procedente da Mongólia, sob o comando de Kublai Kahn, se aproximou da costa japonesa com o fim de invadir o país. Afortunadamente, um tufão arrasou a frota invasora. Dito tufão foi chamado de Vento Divino, como sinal de que o Japão era o eleito pelos deuses a garantir sua segurança e sobrevivência.

O Japão viveu um crescimento acelerado durante a dinastia Meiji, pasando de país agrário a uma potência industrializada, enfocado no desenvolvimento da tecnologia. Criou um exército forte e moderno, o que levou a uma forte militarização do país. Baseado no modelo colonialista europeu, empreendeu uma quantidade de conflitos armados no continente asiático como a Primeira Guerra Sino-Japonesa de 1894, a Guerra Russo-Japonesa de 1904-1905 e a Segunda Guerra Sino-Japonesa de 1937.

Durante o verão de 1941, Estados Unidos, Reino Unido e Holanda exerceram embargo petroleiro como protesto contra a ocupação japonesa da China. Fracassados os esforços diplomáticos, o Imperador deu ordem para atacar Pearl Harbor em 7 de dezembro. No dia seguinte os Estados Unidos declararam guerra ao Japão.

Nos 6 meses seguintes, o Japão havia conseguido quase todos os seus objetivos navais, tendo afundado ou danificado seriamente importante quantidade de barcos inimigos.

Porém, em 5 de junho de 1942, bombardeiros estadunidenses avistaram uma poderosa  força japonesa e afundaram 4 de seus melhores porta-aviões, um encouraçado e 275 aviões durante a Batalha de Midway, a um custo de um só porta-aviões, o Yorktown. Foi uma vitória decisiva e marcou o ponto de inflexão na Guerra do Pacífico.

Depois de Midway, as forças dos Estados Unidos iniciaram um avanço implacável. Rapidamente os aviões de combate japoneses se viram superados tanto em número como em características técnicas pelos novos aviões norte-americanos. Somente durante a Batalha do Mar das Filipinas, os japoneses perderam mais de 400 aviões e pilotos.

Desde 1942, vozes dentro do exército japonés defenderam o recurso a táticas suicidas para tratar de reverter a situação. Um dos principais opositores era o vice-almirante Yokoi. Eram 3 os motivos fundamentais: alto custo para adestrar um piloto e destruir o avião em uma única missão; os aviões não teriam força para destruir um porta-aviões a menos que se estrelasse contra a pista coalhada de aviões; dificuldade de analisar os resultados.

Finalmente, em meados de 1944, o primeiro-ministro Hideki Tojo deu instruções para que os Corpos de Ataque Aéreo organizassem uma unidade especial, que daría nascimento aos kamikazes.

Os japoneses estavam profundamente influenciados por sentimentos ultra-nacionalistas. Em outubro de 1944, o Nippon Times citou o comandante Sekio Nishina: “O espírito da Unidade de Ataque Especial é o grande espírito que corre pelo sangue de todo japonês. A ação de espatifar-se que simultaneamente mata o inimigo e o piloto é chamado Ataque Especial […] Todo japonês é capaz de converter-se em membro dessa unidade.”

Antes da saída do piloto eram levadas a cabo cerimônias nas quais se lhe entregava a bandeira do sol nascente – insignia da frota naval – com inscrições espirituais, uma pistola e geralmente era oferecido uma taça de sakê ou de chá antes de decolar.

Um grupo especial de ataque suicida formado por caças Zero, carregados com bombas de 250 kg, realizou a primeira missão oficial bem-sucedida, quando a Unidade Shikishima localizou a noroeste da ilha de Suluan uma esquadra norte-americana. O primeiro avião impactou contra um porta-aviões, o mesmo com o segundo, e o navio afundou. O terceiro piloto atirou-se contra outro porta-aviões e o incendiou. O quarto piloto alvejou um cruzador e o afundou.

Desde começos de 1945, os chefes militares discutiam como deter o implacável avanço dos aliados. Após a queda de Iwo Jima, a invasão do territorio nipônico era questão de tempo. As operações suicidas então não só se incrementaram como se coordenou pela primeira vez ataques conjuntos das forças navais e aéreas. Pelo menos 1450 kamikazes saíram das bases japonesas, causando baixa de pelo 5 mil combatentes aliados, as baixas mais numerosas das forças norte-americanas em uma só batalha, Okinawa.

Depois dos dramáticos bombardeios atômicos sobre Hiroshima (6 de agosto) e Nagasaki (9 de Agosto) e a entrada da União Soviética na Guerra do Pacífico, o alto comando começou a preparar a rendição incondicional do Japãp.

Na madrugada de 15 de agosto, o vice-almirante Matome Ugaki convocou 11 bombardeiros para efetuar o último ataque suicida contra a frota inimiga. Quatro desses aviões não conseguiram decolar.

Não há um consenso quanto as cifras definitivas de barcos afundados debido a ação dos kamikazes. Alguns historiadores incluem navios afundados debido aos ataques kaiten (torpedos), pelo que os números vão desde os 34 até os 57 barcos afundados. Uma das listas mais completas e documentadas são as do historiador norte-americano Bill Gordon, quem asegura que a cifra mais exata é de um total de 49 navios afundados.

Fonte: http://operamundi.uol.com.br/conteudo/historia/33285/hoje+na+historia+1945+-+pilotos+japoneses+receberam+primeira+ordem+para+se+tornar+um+kamikaze+.shtml

__________________________________________________

Texto 04:

Cartas reveladas em museu japonês guardam despedidas de kamikazes

Textos que revelam como a guerra pode ir fundo na vida das pessoas. Kamikazes mergulhavam aviões carregados de bombas contra inimigos.

Na Segunda Guerra Mundial, o Japão criou os kamikazes. Pilotos suicidas que mergulhavam seus aviões carregados de bombas contra os navios inimigos. Há exatamente 70 anos, os kamikazes participaram de sua última batalha.

E antes de partir nessas missões sem volta, eles escreviam cartas de despedida para suas famílias. Cartas que só agora foram reveladas.

Uma planície cercada por montanhas é coberta por plantações de chá, em Chiran, no sul do Japão. Nem sempre foi calmo assim. De lá, decolavam os pilotos mais famosos da Segunda Guerra Mundial: os kamikazes.

Eram os momentos finais da pior guerra da história. As tropas americanas avançavam e para detê-las, a tática suicida: lançar diretamente os aviões nos alvos, para causar mais estragos no ataque.

Chiran, na década de 1940, abrigava um centro de treinamento. Só restaram antigos depósitos de óleo e munição. Mas a história também é contada em um museu, bastante visitado. Os mais de quatro mil soldados que morreram nas missões kamikaze são lembrados.

Como todo bom museu, este também vai além de apenas apresentar algumas peças antigas. Ele tenta nos fazer entender aquela época, aquelas pessoas. Para isso, guarda um acervo valioso, feito de papel e tinta: cartas.

Os kamikazes ficavam sabendo das suas missões apenas na véspera. Era quase um ritual: tomavam saquê e deixavam escrita uma última mensagem. Textos que revelam como a guerra pode ir fundo na vida das pessoas.

O senhor Takeshi é um dos responsáveis pelo museu e se emociona sempre que lê o que escreveu Fujio Wakamatsu, como tantos kamikazes, um jovem de 19 anos. “Querida mãe, não tenho nada a falar neste momento. Estou indo, com sorriso, para uma missão, que considero como meu último ato de devoção a você. Não chore: deposite doces no meu altar pela tarefa cumprida”, diz a carta.

“Eles sabiam a importância de defender o país”, explica o senhor Takeshi. “Tinham medo do que poderia acontecer no caso de uma invasão inimiga”.

Em outro ponto do Japão, em Nagasaki, oeste do país, um senhor de 89 anos conhece bem as cartas. Ele reuniu todas as mensagens do museu. Tadamasa Itatsu quis honrar os colegas de farda: ele foi treinado para ser um piloto kamikaze.

Escapou da morte em duas ocasiões: na primeira, o avião em que estava falhou e fez um pouso de emergência. A segunda foi cancelada pelo mau tempo.

“Carreguei durante anos um sentimento de culpa, de vergonha, por não ter morrido como os outros colegas. Para esquecer essa agonia, me dediquei ao trabalho de recuperar os textos”, diz Tadamasa Itatsu.

O senhor Itatsu leu todas as cartas e garante que em nenhuma delas há arrependimento. Segundo ele, havia tristeza, sim, mas eram todos voluntários.

Elas podiam ser curtas, como a de Toyoje Shimote, que escreveu simplesmente: “pela minha nação”. Ou ainda, símbolos do sacrifício a que esses homens se lançavam. O tenente-coronel Masanobu Kuno morreu em maio de 1945. Escreveu para os dois filhos, de cinco e dois anos de idade. “Apesar de invisível, sempre estarei olhando para vocês. Escutem bem o que a mamãe diz e sejam obedientes. Quando crescerem, sigam seus desejos e se tornem japoneses dignos. Não tenham inveja dos outros que têm pai”, escreveu.

O governo japonês quer que as cartas sejam reconhecidas pela Unesco em um programa chamado ‘Memória do mundo’. Documentos que registram ações que influenciaram, positiva ou negativamente, o curso da história. “Queremos mostrar a crueldade da guerra para o mundo e o que ela é capaz de fazer, como as missões kamikaze. Que essa tragédia não se repita nunca mais”, afirma Takeshi.

Fonte: http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2015/07/cartas-reveladas-em-museu-japones-guardam-despedidas-de-kamikazes.html

__________________________________________________

Imagens:

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s