Sobre NAZISMO.

As publicações a seguir foram retiradas/selecionadas da fonte citada abaixo e não obedecem, necessariamente, a uma ordem cronológica dos acontecimentos.

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As perseguições aos Judeus – o Antissemitismo:

15 de dezembro de 2015

Caros amigos, sobre a publicação de hoje acerca do massacre de judeus em Liepāja, gostaria de esclarecer alguns pontos.

É importante destacar um detalhe muito importante aqui: os judeus sempre foram perseguidos na Europa.

Essa perseguição começou logo após o estabelecimento do cristianismo como a religião oficial do Império Romano, no século IV. Com a elite romana da época convertendo-se ao cristianismo, os judeus começaram a ser vistos como os culpados pela morte de Cristo, afinal, foram eles que entregaram Cristo às autoridades romanas (os romanos, pelo seu lado, limitaram-se a “lavar as mãos”, como supostamente disse o procurador romano da Judéia na ocasião, Pôncio Pilatos).

Portanto, podemos recuar até o século IV e V da nossa era para encontrarmos o verdadeiro início da perseguição aos judeus no continente europeu.

Durante os séculos seguintes eles eram constantemente expulsos e empurrados de um lado para o outro. A última grande expulsão ocorreu na Península Ibérica (Portugal e Espanha), uma região na qual eles viviam desde o século VI. Por volta do ano de 1497, pouco antes do “descobrimento” do Brasil, o rei Dom Manuel I expulsou os cerca de 20 mil judeus que não se converteram ao cristianismo. Nesse processo muitos foram mortos, presos e torturados.

No entanto, nos séculos seguintes, principalmente após o Renascimento, os judeus experimentaram um longo período de paz e prosperidade na Europa. Continuavam a não ser bem vistos, mas viviam em paz em diversos países.

Tudo correu relativamente bem até o final da Primeira Guerra Mundial, quando começaram a surgir movimentos extremistas numa Alemanha devastada e empobrecida pela guerra. Alguns políticos extremistas, aproveitando-se do desespero do povo, ergueram as suas vozes, acusando os judeus de terem sido os responsáveis pela derrota e por toda a humilhação do povo alemão.

Hitler destacou-se nessa tarefa, conseguindo reacender todo o ódio adormecido contra os judeus. Em 1933, ano da ascenção do nazismo na Alemanha, viviam no país mais de 500 mil judeus, a grande maioria deles cidadãos alemães há várias gerações. Em países como a Polônia, ali mesmo ao lado, viviam mais de 3 milhões de judeus, há séculos estabelecidos naquelas terras.

Foi com a ascenção do terror nazista que surgiu algo nunca antes visto na história da humanidade: a industrialização da morte. Todo aquele ódio contra os judeus elevado à uma escala industrial.

Os judeus já não eram simplesmente expulsos ou obrigados a se converter, eram simplesmente mortos. Porquê? O que levou os alemães a dedicaram-se com tanto esforço no extermínio de homens, mulheres, crianças e velhos que nem sequer lutavam contra eles na guerra?

Os nazistas pegaram num sentimento adormecido (o ódio aos judeus), despertaram-no e deram-lhe uma nova roupagem. Os judeus já não eram acusados de terem sido os responsáveis pela morte de Jesus Cristo (isto não interessava aos nazistas), eram agora os responsáveis pela derrota alemã na Primeira Guerra Mundial (ignorando completamente o fato de que mais de 100 mil judeus combateram pela Alemanha na guerra) e por toda a humilhação que se seguiu.

Nessa aspecto a propaganda de massa, encabeçada por Himmler, ajudou a disseminar uma mentira que acabou por “anestesiar” o povo alemão que passou a “ignorar conscientemente” o que se passava com os judeus.

O mesmo aconteceu em outros países ocupados pela Alemanha durante a guerra, pois já repararam pelas minhas publicações que muitas ações de extermínio contavam com a ajuda de elementos policiais locais.

Nesta fotografia, qual foi o crime cometido por aquela criança, por aquela senhora idosa ou por aquela mulher para serem tratados dessa forma?

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As perseguições aos Ciganos:

8 de Dezembro de 1938

Neste dia Heinrich Himmler promulgava o decreto “Combatendo a Praga Cigana”.

Nesse decreto Himmler definiu os ciganos como pertencentes à uma “raça inferior” e autorizou a Gestapo a criar uma base de dados nacional, identificando todos os ciganos residindo na Alemanha.

Robert Ritter, chefe do “Instituto para a Higiene Racial”, foi nomeado como a autoridade responsável por determinar os traços genéticos da “raça cigana”.

Nesta fotografia vemos uma página de propaganda nazista intitulada “Novas formas de combater a praga cigana”.

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Fechamento das escolas judaicas:

30 de Junho de 1942

Neste dia as últimas escolas judaicas em funcionamento na Alemanha eram obrigadas a fechar.

Foi uma das últimas medidas de “perseguição legal” contra os judeus já que a partir deste dia eles deixariam de ter qualquer tipo de “definição legal”, ou seja, para o governo alemão um judeu deixava de existir enquanto ser humano, passando a representar apenas uma… “coisa”.

Como os judeus alemães deixavam de ter qualquer tipo de “representatividade legal”, podiam ser mortos, torturados, espancados e roubados por outros cidadãos alemães, sem que isso caracterizasse um crime.

A destruição desses últimos “laços legais” abriria caminho para a expansão da chamada “solução final para o problema judeu”, que envolvia a deportação em massa para campos de concentração e extermínio.

Em 1933, ano em que Adolf Hitler subiu ao poder, viviam na Alemanha cerca de 600 mil judeus. Nos 6 anos seguintes mais de 50% deles fugiriam para o estrangeiro, restando apenas 300 mil em solo alemão.

No final da guerra restavam apenas 20 mil judeus vivos no país.

 

 

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Nazismo e perseguições aos “indesejáveis”:

7 de Dezembro de 1941

Neste dia Adolf Hitler promulgava o infame decreto “Nacht und Nebel” (Noite e Nevoeiro).

Esse decreto representava um autêntico “cheque em branco” para a Gestapo, a polícia secreta nazista, dando-lhe embasamento legal para fazer “desaparecer” pessoas suspeitas de representarem algum perigo para a segurança da Alemanha.

Sob a proteção dessa lei a Gestapo “desapareceu” com milhares de ativistas políticos, intelectuais, líderes comunitários e membros do clero.

Os alemães tinham até um termo para se referir às pessoas que desapareciam sob a proteção desse decreto: “transformados em névoa”.

Até hoje não se sabe exatamente quantas pessoas foram assassinadas com base na “Nacht und Nebel”, mas estima-se que tenham sido alguns milhares.

Nesta fotografia podemos ver uma placa em memória das vítimas francesas da “Nacht und Nebel”.

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Nazismo e os Negros:

E a pergunta do dia é…

“Gostaria de saber qual era o tratamento dado aos negros na AlemanhaNazista pois não me lembro de relatos ou imagens de negros em campos de concentração ou algo do gênero.”

Pergunta enviada pelo nosso amigo Rafael Araujo Ponce de Leon.

Rafael, nos anos 30 a população negra na Alemanha era muito pequena, mas mesmo assim estavam sujeitos às “Leis Raciais de Nuremberg” através de um decreto suplementar.

Após a Primeira Guerra Mundial a França ocupou militarmente a região alemã da Renânia. Durante a ocupação os franceses utilizaram soldados negros das suas colônias africanas e, como é óbvio, ocorreram casos de encontros entre eles e a população feminina local. Desses encontros nasceriam crianças que não eram muito bem vistas na Alemanha.

Eram os chamados “bastardos da Renânia”.

Como o próprio Adolf Hitler escreveu no seu livro Mein Kampf, em 1925:

“Essas crianças contaminam a raça branca com ‘sangue negro’ no Reno, em pleno coração da Europa.”

Escreveu também no seu livro:

“Os judeus são os responsáveis por trazerem negros para a Renânia com o claro propósito de contaminar a raça branca, que eles tanto odeiam, através da destruição do seu nível cultural e político para que possam ser mais facilmente dominados.”

Portanto, Hitler não via os negros com bons olhos.

Seriam discriminados e marginalizados na Alemanha, no entanto, com o início da guerra e com os alemães desesperados por soldados aptos para o combate, alguns negros lutariam pela Wehrmacht, como foi o caso da Legião Árabe Livre, com 20 mil soldados que combateram o desembarque aliado na África do Norte durante a Operação Tocha, em Novembro de 1942.

Os soldados negros capturados pelos alemães eram especialmente mal tratados. Por exemplo, mais da metade de todos os soldados franceses negros que foram capturados durante a Batalha da França, quase todos provenientes da Argélia, foram mortos durante o cativeiro.

Portanto, ao mesmo tempo em que os negros eram muito mal vistos na Alemanha, eram tolerados na medida em que o exército estava desesperado por braços e pernas aptos para o combate. Não foram vítimas de uma perseguição tão feroz como os judeus e ciganos, no entanto, não tiveram uma vida nada fácil durante o domínio do regimeNazista na Alemanha.

Nesta fotografia vemos um soldado negro da Legião Árabe Livre na Grécia, em Setembro de 1943.

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O Nazismo e a Juventude:

1 de Dezembro de 1936

Neste dia Adolf Hitler promulgava uma lei tornando obrigatória a adesão à Juventude Hitlerista a todos os jovens alemães entre os 14 e os 18 anos.

Para as garotas o equivalente era a Liga das Garotas Alemãs e para as crianças abaixo dos 14 anos era o Deutsches Jungvolk (Jovens Alemães).

A partir de 1933, ano de início da ditatura nazista na Alemanha, a Juventude Hitlerista foi a única organização juvenil autorizada a existir no país.

O objetivo dessa organização era doutrinar os jovens alemães nos valores nazistas, a saber: crença na superioridade da raça alemã, racismo e desprezo por tudo o que não fosse genuinamente alemão.

Tinha também aspectos paramilitares importantes, ajudando a formar toda uma nova geração de soldados e jovens oficiais, principalmente para as SS.

Após o escotismo ter sido banido da Alemanha, muitas das práticas normalmente realizadas pelos escoteiros foram adaptadas na Juventude Hitlerista, mas sempre com uma inclinação militar como, por exemplo, corridas táticas em circuitos em campo aberto com o objetivo de conquistar a posição adversária, treino com armas, luta corpo-a-corpo, etc.

Nos últimos meses da guerra era comum encontrar nas Volkssturm crianças de 12 anos, membros da Juventude Hitlerista, que eram lançados para a frente de combate, frequentemente apenas com um Panzerfaust nas mãos e muito pouco treinamento militar.

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Nazismo e Teatro:

15 de Maio de 1934

Neste dia Joseph Goebbels, o Ministro da Propaganda da Alemanha nazista, anunciava a “Lei Unificada dos Teatros”.

Através dessa lei o governo aumentava o seu controle sobre os teatros privados alemães, que nessa época correspondiam a cerca de 20% do total de teatros no país.

Passariam a ser aplicadas novas políticas artísticas e raciais, começando pelo banimento de atores, diretores e produtores judeus.

Graças à essa lei o governo nazista passaria a ser capaz de indicar os diretores artísticos das companhias de teatro, bem como censurar peças que considerasse “pouco adequadas para a vida cultural da nova sociedade nacional-socialista alemã”.

Foto de Hoje na Segunda Guerra Mundial.

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Nazismo e o Trabalho Escravo/Forçado:

20 de Junho de 1940

Neste dia, poucos dias após a vitória alemã na Bélgica e na Holanda, civis desses países começavam a ser recrutados como trabalhadores escravos / forçados para a indústria de guerra alemã.

Nos meses finais de 1940 seriam utilizados principalmente na reconstrução das infra-estruturas destruídas durante a guerra, como estradas, portos e ferrovias, mas a partir de 1941 seriam empregados na indústria militar alemã.

No total, entre belgas e holandeses, mais de 750 mil civis seriam enviados para campos de trabalhos forçados na Europa ocupada pelos alemães.

Grande parte da economia de guerra alemã baseou-se no trabalho escravo / forçado. De acordo com documentos da época, os alemães utilizaram cerca de 6,5 milhões de escravos entre 1939 e 1945, a maioria dos quais soviéticos (2,1 milhões), seguidos por poloneses (1,4 milhão) e franceses (1,1 milhão).

Alguns desses trabalhadores, principalmente os mais talentosos numa profissão importante para a guerra como, por exemplo, metalúrgico, podiam até mesmo receber um pequeno salário, mas em geral os trabalhadores recebiam apenas alimentação e pouca coisa mais.

"Trabalhadores escravos numa fábrica de u-boats em Bremen, na Alemanha."

""O trabalho liberta", frase normalmente colocada nos portões de acesso dos campos de concentração e de trabalhos forçados alemães."

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Hitler, Hindemburg e as SA:

21 de Junho de 1934

Neste dia o Chanceler Adolf Hitler reunia-se de forma tensa com o Presidente alemão Paul von Hindenburg, com o Vice-Chanceler Franz von Papen e com o Ministro da Guerra Werner von Blomberg.

Nessa reunião Hitler, que ainda não era o “führer” pois era obrigado a partilhar o poder com Hindenburg e von Papen, foi duramente confrontado devido aos excessos cometidos nos últimos meses por Ernst Röhm.

Röhm era o líder das SA (Sturmabteilung, “Departamento de Choque”), o braço paramilitar do partido nazista que desempenhou um papel central na subida de Hitler ao poder nos anos 20 e 30.

A SA tinha sido inicialmente criada para proteger os líderes nazistas e manter a ordem durante os grandes comícios de Hitler, mas também eram amplamente utilizados para espalhar o terror entre os opositores políticos, principalmente entre os comunistas.

Em 1933 e 1934 a SA tinha milhões de homens nas suas fileiras e era, para todos os fins práticos, muito mais forte e bem mais presente do que a própria polícia e o exército, e Röhm, talvez desejoso por ter mais poder ou atrair mais atenção e protagonismo para a sua organização, começou a fazer discursos cada vez mais exaltados.

Röhm sonhava em ver a sua SA assumindo as funções do exército alemão, e fazia questão de dizer isso publicamente nos seus discursos. Essa pretensão “assustava” os militares alemães que começaram a exigir que Hitler fizesse algo para apaziguar Röhm.

E neste dia, na tensa reunião entre Hitler, Hindenburg, von Papen e von Blomberg, foi entregue a Hitler um ultimato:

Ou o “problema” das SA ficava resolvido ou o Presidente Hindenburg declararia a “Lei Marcial” e entregaria o governo do país ao Exército, o que resultaria na expulsão de Hitler do poder.

Como é óbvio, Hitler não poderia aceitar tal situação e nesse mesmo dia começaria a traçar planos para uma grande purga nas SA que começaria pelo próprio Röhm.

Essa purga ficaria conhecida como “a noite das facas longas” e decorreria entre os dias 30 de Junho e 2 de Julho, resultando na prisão e execução de muitos líderes das SA, incluíndo Röhm.

Nessa fotografia de 1933 podemos ver Hitler ao lado de Röhm.

Foto de Hoje na Segunda Guerra Mundial.

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Mussolini e sua trajetória na juventude:

9 de Junho de 1903

Neste dia Benito Mussolini, então com 19 anos, era preso pela polícia suíça, que daria início ao seu processo de extradição de volta para a Itália.

Em 1902, com o objetivo de fugir ao recrutamento obrigatório na Itália, Mussolini exilou-se na Suíça, onde teve contato pela primeira vez com livros, ativistas, pensadores, filósofos e ativistas políticos.

Foi durante esse auto-exílio na Suíça que cresceu em Mussolini a sua afeição pelos movimentos socialistas, identificando-se muito com o discurso do sindicalista Georges Sorel, que defendia o fim das “democracias liberais” e do capitalismo através do uso da violência e das greves.

Começaria a trabalhar em conjunto com movimentos socialistas italianos na Suíça, dedicando-se ao jornal L’Avvenire del Lavoratore, organizando encontros, eventos e passeatas.

Mas neste dia, 19 de Junho de 1903, acusado de promover badernas e liderar gangs de arruaceiros nas ruas para propagar as suas idéias socialistas, Mussolini era preso em Berna e seria mais tarde expulso para a Itália, de onde voltaria alguns meses depois.

Fotografia de Mussolini tirada neste dia, 19 de Junho de 1903, pela polícia de Berna.

Foto de Hoje na Segunda Guerra Mundial.

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Alfred Rosenberg – um dos ideólogos do Nazismo:

19 de Maio de 1945

Neste dia Alfred Rosenberg era capturado pelos aliados.

Rosenberg era considerado o principal “pensador” nazista, tendo sido de sua autoria os principais dogmas da ideologia nacional-socialista, com destaque para a teoria racial, a perseguição aos judeus, o “Lebensraum” e a luta contra formas de expressão artísticas consideradas “degeneradas”.

Foi apresentado à Adolf Hitler em 1920, com ambos identificando-se mutuamente numa série de idéias e princípios que seriam fundamentais para o partido nazista nos anos seguintes, principalmente o anti-semitismo e a luta contra o comunismo.

Nos anos 20 dedicou-se a escrever artigos e ensaios que defendiam a sua teoria racial na qual os “arianos” eram superiores a todos os outros povos e que, por isso, mereciam um lugar de destaque na estrutura geopolítica do mundo.

Essa teoria racial conduziria Rosenberg a defender o Lebensraum, um conceito anterior ao partido nazista e que pregava a expansão agressiva alemã em direção ao leste europeu.

Rosenberg defendia também um novo tipo de religião baseada no “sangue”. Era contra o cristianismo devido à sua “universialidade” e ao conceito de “pecado original”, já que ele defendia que os alemães, à exceção de todos os outros povos, já nasciam “nobres e puros”.

Após o início da guerra intensificaria ainda mais o seu discuros anti-semita, defendendo medidas de extermínio para os judeus que os exércitos alemães encontraram na Europa.

Em 1941 assumiria o Ministério do Reich para os Territórios Ocupados do Leste. No discurso durante a cerimônia para assumir o cargo, disse:

“Milhões de judeus ainda vivem no leste e essa é uma questão que só será resolvida através do extermínio biológico de todos os judeus europeus. A ‘Questão Judia’ só será resolvida pela Alemanha quando todos os judeus forem expulsos da Alemanha e, para a Europa, quando todos os judeus forem empurrados para lá dos Montes Urais. Para esse fim somos obrigados a empurrá-los para lá dos Montes Urais ou, caso contrário, erradicá-los na Europa.”

Após a guerra seria julgado no Tribunal de Nuremberg, recebendo a pena de morte na forca. Seria executado no dia 16 de Outubro de 1946.

O seu corpo, bem como o corpo de outros altos dignatários nazistas como, por exemplo, Hermann Göring, foi cremado e as cinzas lançadas no rio Isar.

"Alfred Rosenberg em 1941, como Ministro do Reich para os Territórios Ocupados no Leste."

"Alfred Rosenberg após a execução da sua sentença."

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Goebbels e a “limpeza étnica”:

19 de Maio de 1943

Neste dia Joseph Goebbels, o Ministro da Propaganda da Alemanhanazista, fazia um breve anúncio na rádio.

Nesse anúncio Goebbels destacou que nos últimos 60 dias a Gestapo, agentes policiais e membros das SS dedicaram-se à “limpeza étnica” de Berlim e que, por isso, neste dia a capital alemã ganhava o estatuto de “Judenfrei” (livre de judeus).

O estatuto de “Judenfrei” foi dado pelos alemães a algumas cidades e regiões da Europa, com destaque para o Luxemburgo, em Outubro de 1941, para a Estônia, em Dezembro de 1941 e para Viena, em Outubro de 1942.

No entanto, apesar do anúncio, sabe-se hoje que pelo menos 3 mil judeus permaneciam escondidos em Berlim, na sua maioria protegidos por famílias alemãs em casas, apartamentos ou nos subúrbios da capital.

"Joseph Goebbels em 1943."

"Documento alemão criado pelos oficiais do Einsatzgruppe A (grupo de extermínio), com o número de judeus mortos nos locais onde atuou. Detalhe importante: no total operavam 7 Einsatzgruppen na Europa e esse mapa mostra as execuções levadas à cabo apenas pelo "A"."

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Nazismo x Negros:

“Os negros no 3º Reich”

Muito se especula sobre a população negra alemã durante o 3º Reich. Eram perseguidos? Eram discriminados? Havia segregação como havia em outros países como, por exemplo, nos EUA?

Quando Hitler subiu ao poder, em 1933, a população alemã era de 65 milhões, dos quais 20 mil eram negros, ou o equivalente à 0,03% da população.

Essa população negra era composta, na sua grande maioria, por descendentes de alemães que se casaram com nativos das antigas colônias alemãs na África, antes da Primeira Guerra Mundial.

Com o fim da Primeira Guerra e com a dissolução das colônias alemãs, muitos alemães retornaram à casa e levaram com eles as suas novas famílias.

Essa era, portanto, a base da população negra alemã em 1933. Contra eles Hitler não pôde fazer nada pois pertenciam à famílias alemãs de ex-colonos africanos.

No entanto, em 1935 os nazistas aprovariam as “Leis de Nuremberg”, uma lei que inicialmente tinha por objetivo proibir o casamento / relações sexuais entre alemães “puros” e judeus, mas que no dia 26 de Novembro seria estendida a ciganos e afro-alemães.

Ou seja, em 1935 a política oficial do governo alemão nazista era:

“Os negros não serão perseguidos como os judeus, mas estão proibidos por lei de se relacionarem sexualmente com alemães ‘puros’, sob pena de multa ou prisão.”

Se quisessem se casar, os papéis deviam ser previamente aprovados pelo governo alemão, cujo objetivo era impedir que se casassem com “arianos puros”.

Isso valia também para os descendentes dos ex-colonos alemães referidos no início da publicação.

Mas havia também um outro grupo de negros alemães que eram os filhos dos soldados argelinos que estavam estacionados na Renânia, como parte dos acordos do Tratado de Versalhes assinado após o fim da 1ª Guerra Mundial.

Alguns desses soldados, na sua maioria negros, envolveram-se com mulheres alemãs locais e o resultado foi, de acordo com a denominação oficial dada pelo governo alemão da época, o nascimento dos chamados “Bastardos da Renânia”, crianças que na classificação nazista vigente na época eram “geneticamente inaceitáveis”.

Os “Bastardos da Renânia” seriam registrados pelo governo nazista e em 1937 o Dr Eugen Fischer iniciaria um amplo processo de esterilização. No total, mais de 400 crianças negras pertencentes ao grupo pejorativamente chamado pelos nazistas de os “Bastardos da Renânia” seriam sumariamente esterilizadas para evitar misturas entre “raças”, conforme estipulado nas “Leis de Nuremberg” de 1935.

Hitler os descreveria no seu livro Mein Kampf como:

“Crianças infetando com o seu sangue negro o coração da Europa.”

Sobre os soldados negros estacionados na Renânia, Hitler diria no Capítulo XI, Volume I, do seu livro Mein Kampf:

“Os judeus franceses trouxeram negros para a Renânia com o objetivo de bastardizar a raça branca, diminuindo assim o nosso nível cultural e político para que possamos ser mais facilmente dominados.”

Os nazistas também proibiam oficialmente demonstrações culturais africanas e, principalmente, afro-americanas, mesmo as modernas como o “Jazz”, que eles viam como “música negra corrupta”.

Por isso, sempre que alguém mostrar fotos de Hitler cumprimentando um negro, ou soldados negros vestidos com uniformes do exército alemão, ou qualquer coisa parecida, lembrem-se desses “fatos históricos” e não se deixem enganar por revisionistas perniciosos.

A história é feita de “fatos” e não de “lados”. Procurem e pesquisem os dados corretos. Não é fácil, mas também não é impossível!

"Dr Eugen Fischer, que liderou o processo de esterilização de mais de 400 crianças alemãs negras."

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Uniformes Nazis desenhados por Hugo Boss:

A grife alemã Hugo Boss reconheceu que seu fundador Hugo Ferdinand Boss apoiou Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial para assim, tentar proteger e dar impulso a sua marca de roupas.

O livro ‘Hugo Boss, 1924-45’ do historiador Roman Köster, docente da Universidade de História Militar de Munique, que foi autorizado pela marca, revela que o proprietário da grife não somente foi um nazistafervoroso durante a Segunda Guerra, mas também manteve escravizados em sua fabrica em Metzingen, no estado de Baden-Wurttemberg cerca de 180 prisioneiros de guerra (140 franceses e 40 poloneses).
Sessenta anos depois, a companhia publicou um comunicado em seu site pedindo perdão e ressaltando que sente “o mais profundo pesar por aqueles que sofreram durante seus trabalhos forçados na empresa de Hugo Ferdinand Boss, durante o regime Nacional Socialista.” Quando produziam os uniformes da SS.

O livro, que discorre sobre a vida do fundador da companhia, mostra que em 1933 Hugo Boss foi produtora e distribuidora oficial dos uniformes militares do Partido Nacional Socialista Alemão e a partir de 1938 passou a produzir também os trajes específicos da Waffen SS.

Os prisioneiros, segundo o site alemão The Local, que foram utilizados pela Hugo Boss viviam em péssimas condições em um campo de trabalho próximo a fábrica. A higiene e alimentação eram escassas, e o ritmo de trabalho desumano.
O Professor Köster ainda deixa claro que o fundador da empresa Hugo Boss era um nazista convicto: Não somente apoiou Hitler e o Partido, mas também obteve muitas vantagens com isso, como por exemplo vários contratos para a produção dos uniformes militares, sinal de que estava totalmente integrado com o Partido e o movimento político que este representava. O Historiador afirma, outrossim, que a ideologia do Terceiro Reich, foi profundamente assimilada pelo proprietário da empresa.

Após o final da Segunda Guerra Mundial, Hugo Ferdinand Boss foi processado e multado por sua ativa participação na estrutura nazista. Hugo F. Boss morreu em 1948 e desde então, sua empresa passou o focar no publico masculino, além de roupas, fabrica perfumes e demais acessórios, o que fez da Hugo Boss líder nacional em seu setor de atuação, além do mais é hoje uma marca de prestigio internacional.

Foto de Fotografias da História.

 

 

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Ministro da Ciência, da Educação e da Cultura:

8 de Maio de 1945

Neste dia Bernhard Rust, Ministro da Ciência, da Educação e da Cultura, suicidava-se em Berlim.

Rust ficaria conhecido por uma série de medidas no mínimo bastante inusitadas. Por exemplo, em 1933 ordenou que nas escolas alemãs fosse obrigatória a saudação nazista entre alunos e professores, “como um símbolo da nova Alemanha”.

Aprovou leis para a expulsão dos judeus das escolas e universidades públicas alemãs e criou as “Napola” (NAtionalPOLitische erziehungsAnstalten), escolas especiais para a formação dos futuros líderes alemães das províncias a serem conquistadas no leste europeu.

Como Ministro da Ciência, retirou fundos para a pesquisa atômica pois considerava-a “uma ciência judia”. Publicaria um artigo com os “20 alemães mais odiados pela sociedade nacional-socialista”, na qual constava Albert Einstein (judeu).

Escreveria mais tarde que:

“O problema é que a ciência não se apresenta da mesma forma para todos os homens. Os negros e os judeus encaram a ciência de uma forma muito diferente da forma que nós, arianos, a encaramos.”

Foto de Hoje na Segunda Guerra Mundial.

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Rudolf Höss e Auschwitz-Birkenau:

8 de Maio de 1944

Neste dia o SS-Obersturmbannführer Rudolf Höss reassumia o comando do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau.

Höss fundou o campo de Auschwitz em Maio de 1940, comandando-o até Dezembro de 1943, período no qual expandiu-o de um pequeno campo periférico para um dos maiores complexos de campos e sub-campos da Alemanha nazista.

No final de 1943, em reconhecimento pelos “bons serviços prestados” em Auschwitz, Höss foi promovido a inspetor geral dos campos de cancentração alemães, função na qual utilizaria da sua experiência para “melhorar a eficiência” das centenas de campos e sub-campos de concentração e extermínio espalhados pela Alemanha e por todo o leste europeu.

Mas neste dia, 8 de Maio de 1944, Höss reassumia o comando de Auschwitz para uma tarefa muito “especial”: supervisionar o assassinato de mais de 430 mil judeus húngaros naquela que ficaria conhecida como a “Aktion Höss”.

O judeus húngaros, que até 1944 tinham vivido em relativa segurança na Hungria, começaram a ser deportados no início de Maio como parte de um novo plano alemão para o extermínio de todos os judeus que viviam naquele país.

Para dirigir essa operação foi escolhido Rudolf Höss, considerado pela cúpula nazista como um dos melhores comandantes de campos de concentração e extermínio da Alemanha.

Durante 56 dias foram deportados e executados em Auschwitz cerca de 430 mil judeus húngaros. Apesar da grande capacidade do campo, os alemães levariam meses para se livrarem de tantos corpos.

Ao longo dos meses seguintes foram abertas mais de 70 grandes valas ao redor do campo, com algumas delas recebendo mais de 5 mil corpos. As valas eram preenchidas com camadas alternadas de corpos e material combustível. Cada vala ardia durante semanas e no final as cinzas e os restos mortais ou eram simplesmente enterrados ou jogados nos vários rios que cortavam a região.

"Da esquerda para a direita, Richard Bär, comandante de Birkenau, Josef Mengele, "médico" do campo que após a guerra fugiria para o Brasil e Rudolf Höss."

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Magda Goebbels e o Infanticídio (de seis filhos):

1 de Maio de 1945

Neste dia Magda Goebbels, mulher de Joseph Goebbels, chefe da máquina de propaganda nazista, assassinava os seus 6 filhos no bunker da Chancelaria, em Berlim.

Após recusar sucessivos pedidos para que os seus filhos fossem retirados de Berlim, primeiro por Albert Speer e depois por Hanna Reitsch, Magda Goebbels enviava uma carta ao seu filho mais velho, fruto do seu primeiro casamento, no qual dizia que:

” (…) O mundo sem o nacional-socialismo não merece ser vivido e por isso eu levo as crianças comigo, (…) e o misericordioso Deus entenderá as minhas razões. (…) Nós temos um único objetivo: lealdade ao Führer até mesmo na morte.”

Todos os seus filhos tinham nomes que começavam com a letra “H”, em homenagem a Hitler. Eram eles:

Helga Susanne (1932)
Hildegard “Hilde” Traudel (1934)
Helmut Christian (1935)
Holdine “Holde” Kathrin (1937)
Hedwig “Hedda” Johanna (1938)
Heidrun “Heide” Elisabeth (1940)

E neste dia, 1 dia após o suicídio de Hitler e Eva Braun, Magda Goebbels, com o auxílio do dentista das SS Helmut Kunz, injetava as 6 crianças com morfina para que perdessem os sentidos e em seguida partia ampolas de cianeto nas suas bocas, matando-as no ato.

De acordo com os testemunhos, apesar de ter sido auxiliada a administrar a morfina nas crianças, Magda Goebbels fez questão de ser ela própria a matar pessoalmente os seus 6 filhos.

Os corpos das crianças seriam encontrados no dia seguinte por soldados soviéticos que entraram no bunker após a rendição da cidade.

"Joseph Goebbels, Magda Goebbels e os seus filhos. O que está em pé atrás era o seu filho Harald, fruto do seu primeiro casamento, cuja imagem foi posteriormente inserida nessa fotografia."

"Os corpos das crianças encontrados por soldados soviéticos quando entraram no bunker."

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Dachau – Campo de Concentração:

28 de Abril de 1945

Neste dia o campo de concentração de Dachau, o primeiro campo criado pela Alemanha nazista, começava a ser libertado.

O campo foi criado em 1933 com o objetivo de receber dissidentes políticos do novo regime que se instalava do país, mas cresceria rapidamente nos anos seguintes, transformando-se numa grande fonte de mão-de-obra escrava para as indústrias da região.

No seu auge seriam construídos mais de 100 sub-campos à sua volta e pelo menos 50 grandes indústrias se instalariam na região.

Durante a sua existência passariam pelo campo cerca de 200 mil prisioneiros, dos quais pelo menos 35 mil / 40 mil morreriam devido às duras condições às quais eram sujeitos (de acordo com os documentos encontrados no campo, foram documentadas e registradas cerca de 32 mil mortes, com possivelmente milhares de outras não documentadas).

No dia 26 de Abril, com as forças norte-americanas aproximando-se rapidamente da região, mais de 10 mil prisioneiros iniciariam uma longa marcha na qual cerca de 1.500 morreriam. Para trás no campo ficaram mais de 30 mil pessoas, na sua maioria judeus mas também muitos prisioneiros de guerra, homossexuais e dissidentes políticos.

E nesta noite, com a 45ª Divisão de Infantaria dos EUA a poucos quilômetros de distância, formou-se no interior do campo um Comitê de Prisioneiros que assumiu o comando das instalações, rendendo os soldados das SS que ficaram para trás.

O campo seria libertado no dia seguinte por elementos da 45ª e da 42ª Divisões dos EUA.

"Soldados da 101ª Divisão Aerotransportada claramente abalados, observando corpos encontrados em Kaufering IV, um dos muitos sub-campos de Dachau."

"Soldados norte-americanos guardando o portão principal do campo de concentração de Dachau, libertado no dia 29 de Abril de 1945."

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Inauguração de Auschwitz:

27 de Abril de 1940

Neste dia o chefe das SS, Heinrich Himmler, dava a sua aprovação à sugestão de Rodolph Höss para a construção de um novo campo de concentração na cidade polonesa de Oswiecim, conhecida pelos alemães como Auschwitz.

A cidade foi selecionada por Rudolph Höss no início do mês como sendo o local mais adequado para a criação do novo campo, cujo objetivo inicial era receber prisioneiros políticos e dissidentes poloneses.

Os alemães aproveitariam-se também de alguns barracões pertencentes à uma antiga base militar que funcionava no local, usando-os como base para a construção do campo.

O campo de concentração de Auschwitz seria oficialmente inaugurado em Maio de 1940 e cresceria rapidamente ao longo dos meses e anos seguintes, transformando-se num dos maiores complexos de campos e sub-campos da Alemanha nazista. No seu auge chegou a ter mais de 40 grandes sub-campos à sua volta.

O campo servia para várias finalidades, sendo a principal delas o fornecimento de mão-de-obra escrava para as indústrias alemãs que se instalaram na região.

A partir de 1942, com a aprovação da “solução final para o ‘problema judeu'”, mais conhecido como o “holocausto”, Auschwitz seria adaptado e transformado em campo de extermínio graças à construção de grandes estruturas dedicadas exclusivamente ao assassínio em massa de civis.

Estimativas modernas indicam que entre 800 mil e 1,1 milhão de civis foram mortos ou morreram (vítimas dos maus tratos e doenças) em Auschwitz entre Maio de 1940 e Janeiro de 1945, na sua maioria judeus mas também muitos ciganos, intelectuais, dissidentes políticos, homossexuais e prisioneiros de guerra.

Foto de Hoje na Segunda Guerra Mundial.

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Destruição da Suástica no final da II Guerra:

E a fotografia do dia é…

A destruição da suástica no campo Zeppelin, em Nuremberg, na Alemanha.

Fotografia (sequência retirada de um filme) tirada neste dia, 22 de Abril de 1945.

A cidade de Nuremberg tinha sido conquistada no dia 20 de Abril por forças norte-americanas e neste dia, após a consolidação da posição, o exército dos EUA procedia à demolição da suástica que adornava o campo Zeppelin, o principal palco para os “rallies” (congressos) do partidonazista.

O campo Zeppelin tinha sido projeto por Albert Speer em 1933.

Foto de Hoje na Segunda Guerra Mundial.

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O Nazista que “pediu desculpas” – Albert Speer:

22 de Abril de 1945

Neste dia Albert Speer, o Arquiteto do 3º Reich e Ministro do Armamento e da Produção Militar, encontrava-se pela última vez com Adolf Hitler no seu bunker, em Berlim.

Foi a última alta figura do partido nazista a falar com Hitler, com todos os demais, à exceção de Goebbels, já bem distantes da capital.

Speer era, para muitas pessoas, o mais próximo que Hitler tinha de um “amigo”.

Figura culta e um profissional altamente eficaz e organizado, conseguiu com que a indústria alemã continuasse produzindo armas e munições mesmo durante os mais intensos períodos de bombardeios aliados.

Desenvolveu métodos inovadores de produção que seriam utilizados mais tarde por outras potências como, por exemplo, o método de construção modular de submarinos e de aviões.

Assim como outros altos dirigentes nazistas, cometeu graves crimes contra a humanidade, com destaque para a utilização indiscriminada de mão-de-obra escrava na indústria militar alemã, que levaria à morte centenas de milhares de civis e prisioneiros de guerra.

Em Março de 1945 recebeu de Hitler a missão de executar a “Ordem Nero”, uma medida destinada a destruir todas as infraestruturas alemãs que estivessem em risco de cair nas mãos dos soviéticos.

Apesar do seu protesto, Hitler seguiu em frente com a ordem, mas Speer desobedeceu-o em segredo, forjando documentos falsos e emitindo ordens que nunca chegavam ao destino.

E neste dia, 22 de Abril de 1945, de acordo com as suas memórias escritas após a guerra, Speer contou a Hitler que a Ordem Nero não tinha sido executada e que as infraestruturas não tinham sido destruídas.

De acordo com o seu relato, Hitler limitou-se a baixar o rosto, levantou-se lentamente da sua cadeira e, friamente, despediu-se de Speer.

Mais tarde, de acordo com o testemunho da sua secretária particular, Traudl Junge, que entrou no escritório logo após a saída de Speer, Hitler estava chorando.

Durante o mês de Maio de 1945 Speer participaria no governo provisório alemão do pós-guerra, colaborando com as forças aliadas, mas seria detido algumas semanas depois.

Foi julgado em Nuremberg ao lado das principais figuras do partidonazista, como Goering, Ribbentrop e Hess.

Ficaria conhecido como “o nazista que pediu desculpas”, ao reconhecer no tribunal a sua parcela de culpa nos crimes cometidos pela Alemanha durante a guerra.

Foi provavelmente graças à essa sua postura que conseguiu escapar da pena de morte, sendo condenado a 20 anos de prisão.

A sua imagem, no entanto, ficaria para sempre marcada pela utilização em larga escala de mão-de-obra escrava e por um escândalo envolvendo o roubo de obras de arte que, supostamente, ele teria vendido no mercado negro depois de ter sido libertado da prisão.

Morreria em Londres no dia 1 de Setembro de 1981, aos 76 anos.

"Albert Speer em 1933."

"Hitler e Speer num dos muitos passeios a pé que faziam juntos."

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Execução de Rudolf Höss:

10 de Abril de 1947

Neste dia Rudolf Höss recebia o “sacramento da penitência” e escrevia uma carta pessoal ao procurador que liderou a sua acusação no julgamento que o condenou à morte.

Foi comandante do campo de concentração e extermínio de Auschwitz de Maio de 1940 a Dezembro de 1943 e de Maio de 1944 a Janeiro de 1945.

Foi o responsável pela sua construção e posterior expansão, transformando-o de um pequeno campo de trabalhos forçados num dos maiores complexos de campos e sub-campos da Alemanha nazista, conhecido como Auschwitz-Birkenau.

O número de prisioneiros que foram executados ou que morreram em Auschwitz devido a maus tratos e doenças é difícil de determinar, com muitas fontes oscilando entre os 800 mil e o 1,1 milhão.

Apenas numa única operação, conhecida como Aktion Höss em sua homenagem, cerca de 430 mil judeus de origem húngara foram transportados e mortos no campo no espaço de apenas 56 dias.

Para dar vazão à cremação de tantos corpos, foram abertas ao redor do campo dezenas de grandes valas comuns onde os corpos foram cremados a céu aberto. A quantidade era tamanha que o processo de cremação e remoção dos restos humanos prolongou-se por vários meses.

Foi julgado e condenado à morte e neste dia, num ato de aparente arrependimento, escrevia a seguinte carta ao procurador que liderou a sua acusação:

“A minha consciência obriga-me a fazer a seguinte declaração.

Na solidão da minha cela eu reconheci que pequei gravemente contra a humanidade. Como comandante de Auschwitz eu fui diretamente responsável por executar parte do plano cruel do 3º Reich para a destruição da humanidade. Ao fazê-lo, inflingi terríveis danos à humanidade.

Causei muita dor ao povo polonês em particular.

Pagarei por isso com a minha vida.

Que Deus me perdoe um dia por aquilo que eu fiz.”

A carta foi escrita de próprio punho e entregue neste dia aos guardas prisionais que faziam a sua segurança.

Seria enforcado no dia 16 de Abril de 1947, ao lado de um dos fornos crematórios de Auschwitz.

"Rudolf Höss durante o seu julgamento."

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Nazismo e Religiões:

7 de Abril de 1942

Neste dia o pastor luterano alemão Karl Friedrich Stellbrink era preso pela Gestapo em Lubeck, na Alemanha. Nas semanas seguintes seriam também presos os padres católicos Johannes Prassek, Eduard Muller e Hermann Lange.

Nos meses seguintes outros 18 clérigos seriam também presos e enviados para diversas prisões na Alemanha, onde as torturas eram frequentes.

Faziam todos parte de um grande movimento de clérigos dedicados a criticar publicamente o governo nazista alemão. Dedicavam-se também à distribuição de panfletos onde acusavam os nazistas de diversos crimes.

O julgamento, conhecido como o “Julgamento dos Cristãos de Lubeck”, decorreu em corte popular entre os dias 22 e 23 de Junho de 1943, onde foram condenados à morte por “difundir mensagens desmoralizantes durante os sermões”.

Todos os 4 foram executados na guilhotina no dia 10 de Novembro de 1943, com apenas 3 minutos de diferença um do outro.

Antes de ser guilhotinado, as últimas palavras do padre Hermann Lange foram:

“Somos como irmãos.”

Passariam a ser conhecidos como os “Mártires de Lubeck”.

Foram beatificados pela igreja católica no dia 25 de Junho de 2011.

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 A Lei para a Restauração do Serviço Civil Profissional e o caso de Albert Einstein:

7 de Abril de 1933

Neste dia Adolf Hitler aprovava a “Lei para a Restauração do Serviço Civil Profissional”.

Na prática essa lei autorizava o partido nazista a demitir qualquer funcionário público alemão, substituíndo-o por outro mais alinhado com a sua ideologia.

A lei especificava também que apenas cidadãos “arianos” poderiam desempenhar funções públicas, o que levaria à demissão de muitos juízes, professores e servidores públicos judeus.

Após a publicação dessa lei, Albert Einstein, na época já mundialmente famoso e um dos cientistas mais conhecidos e reconhecidos do mundo, demitiu-se do seu cargo na Academia Prussiana de Ciências antes que fosse demitido, decidindo imigrar definitivamente para os EUA.

Em Maio de 1933, durante a campanha nazista para a destruição de livros, os seus livros estavam entre aqueles que foram queimados e uma revista alemã publicou um artigo incluíndo-o numa lista de “alemães indesejados”, oferecendo 5 mil Reichsmarks “pela sua cabeça”.

Einstein nunca mais regressaria à Alemanha.

"Publicação original da Lei para a Restauração do Serviço Civil, promulgada neste dia, 7 de Abril de 1933."

"Albert Einstein no final de 1933, logo após a sua chegada definitiva aos EUA."

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Boicote aos Judeus: 

1 de Abril de 1933

Neste dia o partido nazista iniciava uma grande campanha de boicote aos negócios pertencentes a judeus na Alemanha.

Essa ação de boicote foi alegadamente uma reação defensiva ao boicote judeu sobre bens alemães, que foi iniciada em Março de 1933 por organizações judias internacionais, mas que foi rapidamente abandonada devido à falta de apoio.

A ação de boicote nazista aos negócios judeus foi a primeira de uma série de medidas contra a comunidade judia na Alemanha.

Nessa época Adolf Hitler já era Chanceler da Alemanha e gozava de “poderes especiais” após o evento do incêndio do Reichstag, supostamente executado por um complô comunista e que abriria caminho à promulgação da “Lei da Permissão”, que dava à Hitler o poder de aprovar leis sem a aprovação do Parlamento.

E neste dia os “camisas castanhas” da SA posicionavam-se à frente das lojas e escritórios pertencentes aos judeus, fixando cartazes e barrando a entrada de clientes.

Nas escolas os alunos judeus também foram proibidos de entrar, nos hospitais os médicos judeus foram barrados e nos tribunais os advogados judeus foram proibidos de exercer as suas funções.

Os jornais alemães, que nessa época eram completamente controlados pelo partido nazista, começaram também uma ampla campanha de boicote aos negócios judeus.

O boicote abriria caminho para outras ações mais violentas de boicote como, por exemplo, a “Lei da Restauração do Serviço Civil Profissional”, que entraria em vigor no dia 7 de Abril de 1933, apenas uma semana após o boicote.

De acordo com essa lei, o funcionalismo público alemão só poderia receber profissionais “racialmente arianos”, o que significava que todos os funcionários públicos judeus deveriam ser demitidos, incluíndo professores, juízes, médicos, etc., algo que começaria a ocorrer já em Abril.

Agentes da SA boicotando uma loja pertencente à judeus em Berlim.

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As SA e suas tensas relações com o Partido Nazista:

1 de Abril de 1931

Neste dia decorria a Revolta de Stennes, em Berlim.

A Revolta de Stennes, liderada pelo oficial da SA, Walter Stenner, decorreu entre os dias 1 e 2 de Abril de 1931, resultando na invasão dos escritórios do partido nazista em Berlim (nessa época Adolf Hitler ainda não desempanhava nenhum papel de liderança na Alemanha).

Walter Stennes liderava um amplo setor dentro da SA que defendia que a organização deveria assumir um papel de maior destaque dentro da organização do partido nazista.

Até então a função da SA (Sturmabteilung, Destacamento de Assalto) era limitada a garantir a segurança dos eventos do partido, atrapalhar eventos políticos adversários, principalmente dos comunistas, recrutar novos membros e marchar pelas ruas das cidades para publicitar o partido, no entanto, Stenner queria mais.

Na sua visão e na de muitos outros membros da SA, a organização deveria assumir um papel mais “militar”, eventualmente até mesmo assumindo a função do exército alemão.

Nos meses que antecederam a revolta, Stennes pressionou a liderança do partido nazista para dar mais autonomia à organização, mas no dia 20 de Fevereiro de 1931 Hitler assinou um decreto no qual colocava a SA numa posição hierárquica claramente inferior, o que serviu apenas para enfurecer ainda mais muitos membros da organização.

E na madrugada entre os dias 31 de Março e 1 de Abril Stennes, à frente de muitos membros da SA, invadiram diversos escritórios do partido nazista em Berlim, assumindo o controle físico de muitas repartições, inclusive o escritório de propaganda de Joseph Goebbels.

A revolta acabaria por ser controlada no dia 2 de Abril, resultando na expulsão de Stennes da SA e do partido nazista.

Stennes ainda permaneceu na Alemanha por mais algum tempo, no entanto, em 1933, com a subida de Hitler ao poder, fugiu para a China, onde permaneceria até 1949, vindo a morrer apenas em 1989.

Foto de Hoje na Segunda Guerra Mundial.

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Hitler e o Golpe (fracassado) da Cervejaria:

1 de Abril de 1924

Neste dia Adolf Hitler era condenado a 5 anos de prisão na penitenciária de Landsberg, pela sua participação no golpe de estado falhado de Munique, conhecido como o “Golpe da Cervejaria”, entre os dias 8 e 9 de Novembro de 1923.

Nessa tentativa de golpe, Hitler, à frente de mais de 2 mil apoiantes, entre eles figuras que se destacariam no partido nazista como Ernst Rohm, Rudolf Hess e Hermann Goering, concentraram-se na famosa cervejaria Bürgerbräukeller, em Munique, de onde marcharam pelas ruas da cidade no dia 9 de Novembro. O objetivo dessa marcha era tomar o poder local e, eventualmente, derrubar o governo nacional alemão.

A marcha foi barrada pela polícia de Munique, que abriu fogo contra os manifestantes. Na troca de tiros que se seguiu, 4 policiais e 16 apoiantes nazistas foram mortos, com muitos outros feridos.

Hitler, apontado como o cabecilha da manifestação, foi julgado e condenado à uma pena de 5 anos de prisão, no entanto, permaneceria apenas 9 meses preso, tendo sido perdoado pela Corte Suprema da Bavária no dia 20 de Dezembro de 1924.

Enquanto esteve preso escreveu grande parte do primeiro volume do seu livro Mein Kampf (Minha Luta, em alemão). Uma espécie de livro auto-biográfico no qual explicava a sua visão para o futuro da Alemanha.

Nesse livro, de uma forma dolorosamente verborrágica, Hitler afirmou, entre outras coisas, o seu desejo de ver a Alemanha expandindo-se em direção ao leste europeu, à custa dos povos eslavos que lá viviam.

Denunciou também um suposto complô judaico internacional e criou as bases para a implementação de uma política racial oficial no país.

"Fotografia de Hitler e de alguns dos seus apoiantes antes do golpe falhado de Munique."

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O Reichstag aprova o “Ato de Permissão:

23 de Março de 1933

Neste dia o Reichstag aprovava o “Ato de Permissão”, dando a Adolf Hitler poderes excepcionais que o transformavam na prática em um ditador.

Após o incêndio do Reichstag, no dia 27 de Fevereiro de 1933, a Alemanha mergulhou num autêntico clima de terror, com os direitos civis mais básicos tendo sido suspensos logo no dia seguinte.

O partido nazista, alegando um grande complô liderado pelos comunistas alemães, exigiam mais poderes para Hitler, com o objetivo de facilitar a luta contra essa suposta conspiração.

E seguindo as diretrizes do partido nazista, neste dia o parlamento alemão aprovava a “Lei para Remediar a Aflição do Povo e do Reich”, que ficaria conhecida simplesmente como “Ato de Permissão”.

De acordo com essa lei, de caráter provisório e que deveria ser renovada de 4 em 4 anos (seria renovada 2 vezes), Hitler recebia o poder de aprovar leis sem o prévio conhecimento do parlamento.

No “Artigo 3” da lei estava estipulado que:

“As leis criadas pelo governo do Reich (Adolf Hitler) devem ser publicadas e anunciadas na Gazeta do Reich, entrando em vigor no dia imediatamente a seguir”.

Na posse de poderes ditatoriais, poucos meses depois, no dia 14 de Julho de 1933, Adolf Hitler dissolveria todos os partidos políticos da Alemanha, permitindo a existência de apenas um: o partido nazista.

Ficava assim institucionalizada a ditadura nazista na Alemanha.

Nesta fotografia, tirada no dia 23 de Março de 1933, vemos a sessão do parlamento na qual o “Ato de Permissão” foi aprovado.

Foto de Hoje na Segunda Guerra Mundial.

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As execuções em massa no Campo de Auschwitz com o pesticida Zyklon-B:

22 de Março de 1942

Neste dia tinham início em Auschwitz as execuções em massa com o pesticida Zyklon-B.

As experiências com o Zyklon-B começaram em Agosto de 1941, encabeçadas pelo SS-Hauptsturmführer (capitão) Karl Fritzsch, que executou alguns prisioneiros de guerra soviéticos no Bloco 11, um pequeno edifício em Auschwitz.

As execuções continuariam durante os meses seguintes, com os resultados sendo cuidadosamente anotados por Fritzsch. O objetivo era determinar exatamente qual a dose necessária para que um ser humano fosse executado no menor espaço de tempo possível.

E em Março de 1942, após diversas experiências, algumas delas presenciadas pelo comandante do campo na época, Rudolf Höss, concluía-se a construção da primeira câmara de gás dedicada exclusivamente para o uso do Zyklon-B (os outros campos de extermínio na Polônia utilizavam os gases de escape de motores de caminhão).

A câmara foi construída em Auschwitz II-Birkenau e era conhecida como a “casa vermelha”, devido aos tijolos vermelhos utilizados na sua construção, com os oficiais das SS referindo-se ao local simplesmente como “Bunker 1”.

Uma segunda câmara, conhecida como “casa branca” ou “Bunker 2”, ficaria pronta algumas semanas depois.

De acordo com dados da época, o Bunker 1 era capaz de executar cerca de 800 vítimas de cada vez, com o Bunker 2 sendo capaz de executar um máximo de 1.200 vítimas de cada vez.

O “sucesso” das operações impressionou a alta cúlpula nazista, que autorizou obras de ampliação das estruturas e, em Junho de 1943, Auschwitz-Birkenau tinha 4 grandes câmaras de gás / crematórios que, juntos, podiam executar cerca de 4.500 pessoas de cada vez. Um processo que podia ser repetido de 3 à 4 vezes por dia, dependendo da necessidade.

"Latas vazias de Zyklon-B encontradas em Auschwitz após a libertação do campo."

"Os cristais de Zyklon-B, que em contato com o ar transformam-se num gás tremendamente tóxico para o ser humano."

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A criação da Wehrmacht:

16 de Março de 1935

Neste dia era criada a Wehrmacht.

O nome Wehrmacht (Força de Defesa, em alemão) foi citado pela primeira vez num decreto assinado neste dia por Adolf Hitler, que anunciava o início do recrutamento para o exército.

Esse anúncio foi o primeiro de uma longa série de violações do Tratado de Versalhes, que reduzia o tamanho do exército alemão, nesta época chamado de Reichswehr, para um máximo de 100 mil soldados, proibindo também o recrutamento de novos soldados.

Com esse decreto Hitler anunciava também o início do rearmamento alemão.

Nos seus 10 anos de existência (1935 – 1945) passaram pela Wehrmacht cerca de 18,2 milhões de militares, cujas baixas foram de cerca de 10 milhões (2 milhões de mortos, 3 milhões de desaparecidos e 5 milhões de feridos).

Nesta imagem vemos a Balkenkreuz, o emblema da Wehrmacht durante a guerra.

Foto de Willams Barbosa.

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O Nazismo e a Bandeira:

15 de Março de 1933

Neste dia, poucas semanas após Adolf Hitler ter assumido como o novo Chanceler da Alemanha, passava a ser obrigatório hastear a bandeira do partido nazista ao lado da bandeira nacional alemã em qualquer evento público.

Hitler, apesar de contar com poderes extraordinários aprovados após o incêndio do Reichstag, ainda não tinha instaurado a ditadura nazista no país, sendo obrigado a governar em coalizão com outros partidos, sempre sob o olhar atento do Presidente Paul von Hindenburg.

A bandeira do partido nazista, vermelha, com um círculo branco no seu centro e com uma cruz gamada (suástica estilizada) no centro, tinha sido desenhada pelo próprio Hitler em 1925, apesar da suástica ser utilizada como símbolo do grupo que originou o partido nazista desde antes da sua entrada.

Nas palavras de Hitler:

“O vermelho significa a luta socialista pela igualdade entre as classes, o branco representa o nacionalismo e a suástica, símbolo ancestral de boa sorte, representa o futuro auspicioso do Reich.”

Vermelho, branco e preto também correspondiam às cores da bandeira nacional alemã na época.

A suástica utilizada pelos nazistas é baseada num antigo símbolo que foi muito utilizado por uma série de culturas ao longo da história humana, com destaque para os Astecas, os Gregos, os Budistas e os Hindus.

Os pesquisadores acreditam que esse símbolo tenha um valor especial já que é encontrada em culturas que, na época, não tinham contato umas com as outras.

Ainda é muito utilizada hoje em dia pelos hindus, sendo normalmente associado à um símbolo de boa sorte (uma espécie de amuleto). Também está relacionado com o deus hindu Vishnu.

A suástica adotada pelo partido nazista é estilizada, ligeiramente inclinada no sentido dos ponteiros do relógio de modo a que uma das pontas esteja sempre no topo.

A bandeira do partido seria adotada como a nova bandeira nacional alemã em 1935.

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A “Solução Final” no Gueto de Cracóvia:

13 de Março de 1943

Neste dia o SS-Untersturmführer (2º Tenente) Amon Göth iniciava a liquidação final do Gueto de Cracóvia.

Tratou-se da última grande ação de deportação do gueto, que começou a ser esvaziado em Maio de 1942, quando dezenas de milhares de judeus foram enviados para os novos campos de concentração e extermínio na Polônia.

E neste dia Amon Göth assumia a tarefa de deportar para Auschwitz os cerca de 20 mil judeus que ainda viviam no Gueto de Cracóvia.

A ação começou logo pela manhã e apanhou a população local de surpresa. Os soldados entraram nos edifícios e nas casas, ordenando que todos saíssem e aguardassem por novas ordens na praça central do gueto.

Nesse processo foram assassinados mais de 2.000 judeus, com os restantes sendo embarcados em trens com destino a Auschwitz.

A ação de liquidação foi presenciada por muitos poloneses não-judeus que trabalhavam no gueto, com destaque para o farmacêutico Tadeusz Pankiewicz, dono da única farmácia autorizada a funcionar na zona.

A liquidação do Gueto de Cracóvia, uma das ações mais violentas até à data, foi retratada no filme “A Lista de Schindler” (a cena em que aparece a garotinha vestida de vermelha, a única cena a cores do filme).

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O Diário de Goebbels:

2 de Março de 1943

Neste dia o chefe da máquina de propaganda nazista, Joseph Goebbels, fazia a seguinte entrada na página 261 do seu diário:

“Estamos agora definitivamente empurrando os judeus para fora de Berlim.

Muitos foram subitamente capturados no último sábado e serão encaminhados para o leste tão rapidamente quanto possível.

Infelizmente alguns círculos de intelectuais alemães ainda não conseguiram entender a nossa política sobre os judeus e, em alguns casos, chegam mesmo a tomar o partido deles.

Como resultado, nossos planos foram alertados prematuramente, e muitos judeus conseguiram escapar por entre os nossos dedos. Mas vamos capturá-los.

Eu certamente não irei descansar até que a capital do Reich torne-se finalmente livre de judeus.”

O diário de Goebbels foi encontrado em 1992 pelo historiador alemão Elke Frohlich, quando vistoriava o conteúdo de algumas caixas em Moscou com itens capturados pelos soviéticos em Berlim após o fim da guerra.

Numa das caixas Frohlich encontrou 29 volumes escritos à mão, datados entre 1923 e 1945 e assinados por Goebbels.

Os 29 volumes foram editados e publicados por Frohlich na íntegra, com o último volume tendo sido publicado em 2008. Há a previsão de que em breve uma versão completa em inglês seja também publicada.

Foto de Hoje na Segunda Guerra Mundial.

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O incêndio do Reichstag:

27 de Fevereiro de 1933

Neste dia o Reichstag (parlamento) em Berlim era incendiado.

A estação de bombeiros local recebeu o alerta às 21h25, mas quando os primeiros carros chegaram ao Reichstag o edifício já estava quase completamente envolvido em chamas.

No local a polícia encontrou o jovem Marinus van der Lubbe, holandês, recém-chegado à Berlim e um conhecido membro do Partido Comunista da Holanda.

Foi imediatamente detido e seria julgado nos meses seguintes, sendo condenado à morte na guilhotina, sentença que foi executada no dia 10 de Janeiro de 1934 (tinha 24 anos).

O incêndio do Reichstag foi uma verdadeira “bênção” para Adolf Hitler, que tinha sido empossado no cargo de Chanceler à apenas 4 semanas. Graças à comoção pública que se gerou, Hitler conseguiu pressionar o Presidente Paul von Hindenburg a suprimir temporariamente as liberdadeis individuais, o que levaria à prisão de todos os opositores do partido nazista, com destaque para os comunistas.

Com o partido comunista alemão destruído, Hitler tinha o caminho aberto para votar o Ermächtigungsgesetz (Ato de Permissão), em Março de 1933, que lhe daria o poder para aprovar leis sem envolver o parlamento.

Antes do incêndio do Reichstag o partido nazista tinha apenas uma maioria relativa no parlamento, graças à sua coalizão com o Partido Nacional Popular Alemão, mas após o incêndio e a prisão dos membros do partido comunista, a maioria passaria a ser absoluta, com 52% dos assentos.

Mas Hitler ainda não estava satisfeito e utilizou o pretexto do incêndio para alcançar uma posição ditatorial “de fato” com a aprovação do Ato de Permissão, no dia 24 de Março desse ano. De posse de “poderes extraordinários”, Hitler colocaria todos os partidos políticos na ilegalidade, à exceção do partido nazista.

Há muita controvérsia acerca da origem do incêndio. Alguns historiadores defendem que houve participação dos próprios nazistas e que o jovem Lubbe não passou de um bode expiatório. No entanto, o que se sabe com certeza é que esse incêndio representou uma peça fundamental na criação da “Alemanha Nazista“.

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A criação da Luftwaffe:

26 de Fevereiro de 1935

Neste dia era criada oficialmente a Luftwaffe.

Após a subida ao poder do partido nazista em 1933 e do repúdio público do Tratado de Versalhes, que dentre outras coisas proibia o país de ter uma força aérea, Adolf Hitler anunciava neste dia a criação da força aérea alemã, com Hermann Goering como o seu comandante em chefe.

Em Fevereiro de 1935 a Luftwaffe tinha menos de 2 mil aviões e 15 mil soldados, pilotos e oficiais, mas em Setembro de 1939, na invasão alemã da Polónia, já era uma das forças aéreas mais sofisticadas e tecnologicamente avançadas do mundo, graças em larga medida à Legião Condor, uma força composta por mais de 20 mil homens que combateu na Guerra Civil Espanhola, entre 1936 e 1939.

A experiência acumulada na Espanha seria crucial e determinaria o grande sucesso da Luftwaffe nos primeiros anos da Segunda Guerra Mundial.

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O DAP – o ‘embrião’ do Partido Nazista:

5 de Janeiro de 1919

Neste dia Anton Drexler fundava o Partido dos Trabalhadores Alemães (Deutsche Arbeiterpartei, DAP).

Drexler auto-definia o seu partido como pertencente à Extrema Direita, com ideologias nacionalistas, pan-alemãs, anti-capitalista, anti-comunista, anti-marxista e anti-semita.

Nas suas próprias palavras:

“Um partido para atender as necessidades da classe média operária alemã da ‘raça ariana’.”

Nessa época os partidos políticos extremistas surgiam por todos os lados na Alemanha e o governo, com o objetivo de acompanhar de perto as suas atividades, contratava e infiltrava agentes nesses partidos.

Foi nesse âmbito que Adolf Hitler se envolveria no DAP, em Julho de 1919.

Hitler, sem uma educação formal e sem perspectivas de carreira, foi contratado como agente do governo para acompanhar e relatar as reuniões do DAP. Ficou imediamente fascinado pelo discurso anti-semita, nacionalista e anti-capitalista de Drexler. No dia 12 de Setembro de 1919 aceitou o convite feito pelo próprio Drexler, tornando-se no membro de número 55 do partido.

No dia 24 de Fevereiro de 1920 o DAP seria dissolvido e sucedido pelo Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP), mais conhecido como Partido Nazista.

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Hitler e o Programa dos 25 pontos:

24 de Fevereiro de 1920

Neste dia Adolf Hitler anunciava o Programa dos 25 Pontos.

Num discurso para 2.000 pessoas numa cervejaria em Munique, Hitler anunciava os pontos principais do partido que, nessa época, ainda era conhecido como DAP (Partido dos Trabalhadores Alemães).

Tratou-se do primeiro grande evento público do partido e a primeira grande tentativa em tentar atrair mais adeptos.

Nas palavras de Hitler, tratava-se:

“… de um manifesto anti-semita, anti-capitalista, anti-democrático, anti-Marxista e anti-liberal.”

Dentre outras coisas, incluía-se nos pontos:

1. Exigimos a unificação de todos os povos alemães na “Grande Alemanha”;

2. Exigimos o fim dos tratados de paz e do Tratado de Versailles;

3. Exigimos territórios para o sustento do nosso povo e para a colonização por parte da nossa população excedente;

4. Apenas membros da “raça” podem ser cidadãos. Um membro da “raça” só pode ser alguém com sangue alemão, portanto, um judeu não pode ser membro da “raça”;

13. Exigimos a nacionalização de todas as indústrias;

14. Exigimos a divisão dos lucros de todas as grandes indústrias;

17. Exigimos uma reforma agrária, a desapropriação das grandes propriedades e o fim da especulação;

Mais tarde, nesse mesmo dia, Hitler daria um novo nome ao partido, chamando-o de Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, ou NSDAP.

Nascia assim, neste dia, o Partido Nazista.

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Os “Piratas” da resistência:

Embora ainda considerados pela história oficial criminosos comuns, os Piratas Edelweiss escreveram um capítulo na história da resistência aonazismo.

A origem do nome não é certa. O que se sabe é que o movimento juvenil conhecido como Os Piratas Edelweiss (Edelweißpiraten) não teve final feliz. Em novembro de 1944, a Gestapo enforcou 13 adolescentes nas dependências de uma residência em Colônia. Os adeptos daquilo que simbolizava uma alternativa à Juventude de Hitler (Hitler Jugend), sabotadores do regime nazista, arriscaram não apenas serem detidos e torturados, mas suas próprias vidas.

O que tinham em comum era não se identificarem com a ideologia propagada pela Juventude de Hitler, após a ascensão dos nazistas nos anos 30. Eram, em princípio, um grupo de adolescentes rebeldes como outro qualquer. A diferença é que viviam sob um sistema extremamente autoritário, sendo que muitos deles acabaram pagando o preço disso com suas próprias vidas.

Quando os aliados bombardearam Colônia e a ordem pública foi se desestabilizando aos poucos, os Piratas Edelweiss começaram a sabotar fábricas de munição e a colocar, por exemplo, água com açúcar nos tanques de gasolina de carros pertencentes aos nazistas. Além disso, distribuíam folhetos de propaganda contra o regime. Em 1944, porém, vários adeptos do movimento foram presos. Jülich, que na época tinha apenas 15 anos, passou quatro meses preso em uma cela em Colônia, tendo sido interrogado e torturado pela Gestapo. Outros 13 companheiros dele foram enforcados, o mais jovem deles tinha apenas 16 anos.

Segundo Nicola Wenge, historiadora do Centro de Documentação sobre oNazismo em Colônia. “Eu descreveria o movimento como uma conduta de oposição”, opina Wenge, lembrando porém que distribuir panfletos, disseminar slogans contra o regime nos muros da cidade ou remover bandeiras nazistas eram ações que exigiam uma boa dose de coragem.

Fonte: © Deutsche Welle

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Birkenau – experiências de esterilização com mulheres:

28 de Dezembro de 1942

Neste dia tinha início em Birkenau experiências de esterilização com mulheres.

Birkenau fazia parte do complexo de campos e sub-campos de Auschwitz e nessa época concentrava praticamente toda a população de prisioneiros judeus da região, com outros sub-campos responsáveis por prisioneiros de outras etnias, nomeadamente ciganos.

Essas experiências de esterilização resultavam geralmente na morte das prisioneiras, com cerca de 65% das “cobaias” morrendo devido a infecções ou hemorragias internas. As que sobreviviam apresentavam problemas físicos sérios.

As experiências eram conduzidas pelo Dr Horst Schumann.

As suas primeiras experiências consistiam em bombardear o útero das prisioneiras com Raios X, um procedimento que resultava geralmente na queima ou na gangrena do útero e de partes do intestino. As mulheres agonizavam durante dias antes de morrerem.

Eram selecionadas no Bloco 10 do campo de Auschwitz pelo próprio Dr Schumann, um bloco especialmente preparado para receber “cobaias humanas”.

Em 1943 receberia a ajuda de outro “médico” que se tornaria famoso pelas suas terríveis experiências com humanos, o Dr Josef Mengele.

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A “Solução Final” na Romênia:

29 de Junho de 1941

Neste dia decorria o Massacre de Jassy, na Romênia.

Na cidade de Jassy havia uma grande comunidade judia que remontava ao início do século 16, quando a região recebeu os primeiros judeus oriundos do Oriente Médio e de outras regiões da Europa.

Nos séculos seguintes essa comunidade floresceu bastante, com a cidade de Jassy transformando-se num centro regional importante para a cultura judaica na Romênia.

No entanto, após a entrada da Romênia no Eixo e, principalmente, após o início da invasão alemã da União Soviética, em 22 de Junho, as perseguições aos judeus romenos intensificaram-se de forma terrível.

A situação em Jassy atingiu o limite quando a cidade foi bombardeada por aviões soviéticos entre os dias 24 e 26 de Junho. A população local, instigada por agentes alemães das SS, alegaram que os aviões soviéticos eram guiados por “judeus bolsheviques”, o que daria início à perseguições, prisões e linxamentos em praça pública.

No dia 27 de Junho, com a situação descontrolada na região, o ditador romeno Ion Antonescu telefonou para o comandante local, o Coronel Constantin Lupu, dando a seguinte ordem:

“A cidade de Jassy deve ser completamente ‘limpa’ de judeus.”

Os planos para o massacre foram preparados nos dias 27 e 28, com a ação começando neste dia, 29 de Junho de 1941.

Da comunidade judaica inicial da cidade de 15 mil indivíduos, cerca de 8 mil seriam mortos apenas neste dia. De acordo com testemunhas, as vítimas eram aglomeradas na praça central da cidade em grupos de 300 ou 400, quando então eram atacados por policiais, soldados e civis com paus, pedras, pistolas e metralhadoras.

As execuções duraram todo dia e boa parte da noite.

No dia seguinte 5 mil judeus seriam obrigados a entrar em vagões para transporte de gado e enviados para Calarasi, no sul da Romênia. Apenas cerca de 1.000 chegariam com vida ao destino.

Acredita-se que, no total, foram executados em Jassy cerca de 13 mil judeus.

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Fundação da Lebensborn:

12 de Dezembro de 1935

Neste dia Heinrich Himmler fundava a Lebensborn.

O objetivo dessa organização era elevar a taxa de natalidade de crianças “arianas” através de relações extraconjugais entre pessoas classificadas como “racialmente puras”, baseado na ideologia de higiene racial nazista.

Mais tarde, durante a guerra, espalhou-se por outros países da região, onde crianças “racialmente aceitáveis” eram selecionadas e enviadas para a Alemanha, onde eram adotadas por famílias alemãs.

Na Alemanha nasceram mais de 8 mil crianças no âmbito desse programa, e na Noruega o número foi ainda maior, estimado entre as 8 mil e as 12 mil crianças.

Esse programa facilitava eventos sociais envolvendo membros das SS e da Liga de Garotas Alemãs. Nesses eventos as relações sexuais eram incentivadas com o objetivo de nascerem crianças “racialmente puras”.

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“A Besta de Buchenwald” e as tatuagens:
 

30 de Junho de 1945

Neste dia Ilse Koch, a mulher de Karl-Otto Koch, comandante do campo de concentração de Buchenwald, era presa na cidade alemã de Ludwigsburg.

Era conhecida pelo seu extremo sadismo na forma como tratava os prisioneiros dos diversos campos de concentração administrados pelo seu marido.

Ao longo dos anos da guerra receberia várias alcunhas, dentre elas “A Besta de Buchenwald”, “A Rainha de Buchenwald”, “A Bruxa Vermelha de Buchenwald”, dentre outros menos pronunciáveis.

Era frequentemente vista percorrendo as instalações do campo de concentração de Buchelwald à procura de “souvenirs” sob a forma de… tatuagens.

Sempre acompanhada por guardas armados, obrigava que os homens, mulheres e crianças ficassem nus, quando então inspecionava os seus corpos à procura de tatuagens. Quando encontrava alguma que a agradava, ordenava que o prisioneiro fosse executado e que a tatuagem fosse cuidadosamente retirada.

Na sua casa foram encontrados diversos desses “souvenirs”, para além de órgãos humanos que ela costumava guardar e exibir para as visitas que recebia.

Seria julgada e condenada à prisão perpétua em Agosto de 1947, mas alguns anos depois a pena seria reduzida para apenas 2 anos.

Em 1949 seria novamente detida e julgada por um tribunal da Alemanha Ocidental, que a condenaria em Novembro de 1950 novamente à prisão perpétua.

Acabaria por se suicidar na prisão no dia 1 de Setembro de 1967, aos 60 anos.

"Ilse Koch enquanto aguardava o seu primeiro julgamento."
"Ilse Koch logo após a sua primeira detenção."
"Alguns dos seus souvenirs."
"Alguns dos seus souvenirs."
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