I Guerra Mundial – slides, vídeos, infográficos, mapas e textos

SLIDES – I Guerra Mundial

Vídeos sugeridos:

O Senhor da Guerra – Legião Urbana

MAIS VÍDEOS:

1ª Guerra Mundial – Resumo

https://www.youtube.com/watch?v=Ul-dcsFqNlk

 

100 Anos da Primeira Guerra Mundial – O que foi a Primeira Guerra e quais suas consequências?

https://www.youtube.com/watch?v=wc6h8oizddM

100 Anos da Primeira Guerra Mundial – Como foi o Assassinato do Arquiduque?

https://www.youtube.com/watch?v=3hwwR19j96U

1ª GUERRA MUNDIAL (1914-1918) – o mais completo…e longo.
https://www.youtube.com/watch?v=Z-PfEJ4NnE4

O Genocídio Armênio
 
 
Genocídio: definição
 
v=ACQGbqfnigA&spfreload=5
 
O Genocídio Armênio

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INFOGRÁFICOS:

A I Guerra Mundial em infográficos vintage
 
 
100 anos da I Guerra Mundial
 
 
Especial 100 anos da I Guerra Mundial
 
 
I Guerra Mundial em números
 
 
100 anos da I Guerra Mundial
 

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Mapas animados de História: PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

Galerinha, clicando nos links abaixo, temos acesso a um excelente material interativo.

O link 1 nos direciona para o site HISTÓRIA EM MAPAS;

O link 2 nos direciona para o assunto que estamos estudando, a Primeira Guerra Mundial.

LINK 1 –  http://www.historia-en-mapas.com

LINK 2 –   http://www.historia-en-mapas.com/mapas/6-prima-guerra-mundial.php

Há versões em 3 idiomas: espanhol, francês e inglês. Escolha um e navegue à vontade!

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Texto 01:

As mulheres e a I Guerra Mundial

http://pre.univesp.br/as-mulheres-na-guerra#.Vy225dQrLn4

 

Texto 02:

Conheça a história, os fatos e as versões do ‘genocídio armênio’

Texto 03:

Cem anos atrás

A Grande Guerra marcou o imaginário popular, deixando como herança traumas que originaram o fascismo e a Segunda Guerra Mundial

Marcello Scarrone

1/7/2014
  • A trincheira como símbolo da guerra. Acima, membros da infantaria australiana com máscaras de gás, em Ypres, Bélgica (1917). (Foto: Reprodução / Original do Memorial de Guerra Australiano, Camberra)A trincheira como símbolo da guerra. Acima, membros da infantaria australiana com máscaras de gás, em Ypres, Bélgica (1917). (Foto: Reprodução / Original do Memorial de Guerra Australiano, Camberra)

    Berlim, Londres, Paris. Mas também Roterdã, Münster, Milão, ou a pequena Sibiu, na Romênia. Em todas essas cidades longas filas de moradores aderiam ao apelo de Europeana, a biblioteca digital europeia: quem possuísse lembranças da Primeira Guerra Mundial, como cartas, diários, fotografias e postais, poderia oferecê-las para a digitalização, a fim de colaborar para a construção de um grande acervo virtual sobre o conflito, por ocasião dos cem anos de seu início.

    A empreitada, que começou com uma iniciativa análoga promovida pela Universidade de Oxford ainda em 2008, foi com o passar dos anos crescendo e encontrando apoio em prestigiosas instituições públicas europeias, como a Biblioteca Estadual de Berlim e a Biblioteca Nacional de Paris. Hoje, mais de 20 países aderem ao projeto cujo nome é “1914-1918 – Histórias inéditas e histórias oficiais da Primeira Guerra Mundial”, com muitas jornadas de coleta de documentos já realizadas, e outras ainda previstas em vários deles. Assim, antigas prateleiras empoeiradas, velhos baús, caixinhas de lembranças e álbuns de família adquiriram status de acervo: o evento bélico de 1914-1918, afinal, atravessou e modificou a vida da maioria das famílias europeias, e não só, da época. Trata-se de um museu digital sobre a Grande Guerra, em parte constituído de documentos de arquivos públicos, em parte fruto de milhares de acervos privados.
    Paralelamente à iniciativa de Europeana, várias instituições de pesquisa reorganizaram seus arquivos, ou começaram a digitalizar parte deles, como fizeram os National Archives, em Londres, com os diários de combatentes britânicos.  Os próprios governos europeus destinaram recursos para financiar a memória e a pesquisa histórica em torno da Primeira Guerra. França e Bélgica reservaram para as celebrações do centenário cerca de 100 milhões de euros; o Reino Unido, 56 milhões; a Itália, 34 milhões. Até países não europeus se mobilizaram: a Austrália, mesmo com uma participação menor no conflito, disponibilizou 96 milhões.
    Cem anos se passaram, mas a guerra marcou de forma profunda o imaginário popular, até porque dos problemas não solucionados que o conflito deixou brotaram experiências trágicas, como os fascismos e a própria Segunda Guerra Mundial. Quando se pensa nos eventos de 1914-1918, desencadeados pelo atentado em Sarajevo, um elemento paradoxal salta aos olhos. De um lado, há um sistema de alianças pacientemente costurado durante anos entre França, Grã-Bretanha e Rússia (a Tríplice Entente), em contraposição ao acordo da Tríplice Aliança, entre os dois Impérios Centrais (Alemanha e Áustria-Hungria) e a Itália. Alianças defensivas, nas quais cada um dos membros cultivava algum sentimento de revanche, ou de desconfiança diante de um ou outro dos adversários – como a França com a Alemanha, reivindicando territórios perdidos na guerra de 1871; ou como dois impérios, o austríaco e o russo, ambos não escondendo ambições territoriais e de influência na península balcânica; ou ainda a crescente força industrial e comercial da Alemanha, que a colocava inevitavelmente em aberta luta pela supremacia mundial com a Inglaterra, a superpotência da época, embora um tanto declinante. Alianças defensivas suportadas por arsenais bélicos cada vez mais alimentados e renovados.
    Mulher em fábrica de armas (1918). A utilização da mão de obra feminina foi comum durante a I Guerra. (Foto: Album / AKG-Images / Latinstock)Mulher em fábrica de armas (1918). A utilização da mão de obra feminina foi comum durante a I Guerra. (Foto: Album / AKG-Images / Latinstock)

    Do outro lado, curiosamente, nos anos que antecedem a eclosão das hostilidades, as trocas entre os vários países constituem o cimento de uma era que acabará sendo definida, a posteriori, de Belle Époque, período de ouro da vida social, intelectual e artística europeia. Um clima cosmopolita caracteriza as sociedades das décadas do fim do século XIX e do começo do XX, e a burguesia da Europa, de qualquer idioma, se sente em casa, seja no Opéra de Paris, seja em Marienbad ou em Baden-Baden – cidades termais pertencentes uma ao império austríaco e a outra ao alemão –, em Londres ou em Berlim. As próprias casas reinantes se frequentam por ocasião de casamentos, funerais, coroações, sem esquecer os laços de parentesco entre os próprios monarcas: Guilherme II da Alemanha é primo do rei inglês Jorge V, e também do czar Nicolau II. Em breve, porém, esses laços não os impedirão de se lançarem em guerra um contra o outro, e sobre a Belle Époque descerá definitivamente a cortina.

    Assim, nas primeiras semanas de agosto de 1914, em ruas, praças e estações ferroviárias, multidões assistem entusiasmadas à passagem das tropas em marcha para o front, em Viena, em Berlim em Paris. Os sentimentos patrióticos se reforçam: contrários à guerra e tradicionalmente pacifistas, até os expoentes do movimento socialista, fora poucas exceções, acabam se perfilando atrás da bandeira nacional, na França como na Alemanha, e abraçam a causa da nação. A fraternidade internacional dos trabalhadores, acima de fronteiras e Estados, por definição alheia a qualquer guerra feita em nome do imperialismo, parece derrotada em suas intenções e propósitos.
    A historiografia dedicou páginas e páginas à investigação das causas e das responsabilidades da Guerra: enfatizando a agressividade alemã, frisando o desejo de revanche dos franceses, apontando para os interesses das potências europeias nos Bálcãs, ou dando ênfase à competitividade exacerbada entre Inglaterra e Alemanha para a conquista e o controle dos mercados. Nenhuma explicação é satisfatória quando isolada das outras: um conjunto de fatores, atitudes e situações conduz na verdade para a guerra, numa Europa onde ninguém talvez a deseje realmente, mas onde todos, sem dúvida, estão se preparando para uma possível eclosão.
    E aquelas mesmas tropas triunfalmente saudadas pela população de cada nação em breve se encontram estacionadas, entre lama e arame farpado, de um lado e do outro de longuíssimas trincheiras, em especial na frente ocidental, mas também no front entre Áustria e Itália. A trincheira surge assim como o símbolo dos quatro longos anos de guerra, com seu trágico aspecto de espera interminável do ataque inimigo e de uma morte que pode chegar de uma hora para outra, vinda através de um morteiro, de uma metralhadora, de um canhão. Um lugar onde a vida parece não ter mais valor, à mercê do fogo inimigo, de ratos, frio e doenças. Nada de novo no front, titulo do romance do alemão Erich Maria Remarque, retrata exatamente a monotonia alucinante dessa experiência para centenas de milhares de soldados.
    O Tratado de Versalhes na tela do irlandês Orpen (Foto: Reprodução / Original do Museu Imperial da Guerra, Londres)O Tratado de Versalhes na tela do irlandês Orpen (Foto: Reprodução / Original do Museu Imperial da Guerra, Londres)

    Mobilizando homens e recursos, subtraindo forças aos trabalhos agrícolas e fabris, a guerra altera o espaço urbano e rural: na Europa e em parte também nas possessões coloniais. A sociedade civil acaba diretamente afetada, tanto em cidades e vilas mais próximas dos combates quanto em outras, trazendo alterações na economia, a intensificação da produção militar e a utilização cada vez mais intensa da mão de obra feminina.

    A Primeira Guerra Mundial seria também o conflito que acabaria desencadeando a Revolução Russa, primeiro, em sua manifestação de fevereiro de 1917, depois, na chegada ao poder do movimento bolchevique, em outubro, com a saída do país da guerra em março do ano seguinte. Da mesma forma, seria o conflito que assinalaria o fim do isolacionismo norte-americano: os Estados Unidos declaram guerra aos Impérios Centrais em 1917 e deslocam ingentes tropas para o continente europeu no ano seguinte, fato que terá um peso decisivo no desfecho vitorioso da luta em favor da Entente.
    Os grandes impérios de antes da guerra desmoronam, um após o outro. O czar Nicolau II é executado na Rússia, o kaiser Guilherme II, exilado, assim como o imperador austríaco Carlos I, e repúblicas se estabelecem na Alemanha e na Áustria derrotadas. O próprio Império Otomano, aliado dos Impérios Centrais, perde, com os tratados de paz, Palestina, Síria, Líbano e Mesopotâmia em favor de França e Reino Unido, e caminha rumo ao seu fim, que ocorrerá em 1923.
    O mundo é realmente outro, após e em virtude da guerra: a “primeira mundial”. Devido também aos problemas deixados em aberto pelos tratados de paz, uma segunda, ainda mais sangrenta e destruidora, em breve se desenhará no horizonte.
    Marcello Scarrone é pesquisador da Revista de História da Biblioteca Nacional e autor da tese “Nello, Libero e Giuseppe: do Rio contra Mussolini. Percursos políticos do Antifascismo Italiano na Capital Federal (1922-1945)”, (UFRJ, 2013).

http://www.revistadehistoria.com.br/

 

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 Texto 04:

Entenda a 1ª Guerra Mundial em 20 fotos da época

Assassinato de arquiduque serviu de estopim para o confronto bélico.
Primeiro conflito de proporção global deixou 10 milhões de mortos.

Do G1, em São Paulo

Nesta segunda-feira (28), completam-se cem anos do início da 1ª Guerra Mundial (1914-1918). O conflito foi o primeiro a envolver países dos cinco continentes e deixou cerca de 10 milhões de mortos e 20 milhões de feridos, além de resultar na queda de quatro impérios (Russo, Austro-Húngaro, Alemão e Otomano).

Veja abaixo 20 imagens que resumem o que foi a guerra:

Paz Armada

Nos anos que antecederam a 1ª Guerra Mundial, a Europa vivia um clima de rivalidade entre as grandes potências, que disputavam colônias na África e na Ásia, além de territórios dentro do próprio continente.

Em um período chamado de “paz armada” (1871-1914), esses países protagonizaram uma corrida armamentista que aumentava a tensão nas relações internacionais. O continente era um barril de pólvora e bastava uma faísca para que explodisse. O estopim foi um crime político.

Primeira Guerra Mundial: Trabalhadores em uma fábrica de bombas na Inglaterra (Foto: Flickr/IWM Collections)Trabalhadores em uma fábrica de bombas na Inglaterra (Foto: Flickr/IWM Collections)
O estopim

O fato que culminou na 1ª Guerra Mundial foi o assassinato
do arquiduque Francisco Ferdinando, príncipe herdeiro do Império Austro-Húngaro, e de sua mulher, Sofia. Eles foram vítimas de um atentado durante visita a Sarajevo – ato com importante conteúdo político, pois buscava demonstrar o domínio austríaco sobre a região.

O crime aconteceu em 28 de junho de 1914. O autor dos disparos foi Gavrilo Princip, estudante sérvio-bósnio ligado a uma organização nacionalista. Um mês depois, em 28 de julho, o Império Austro-Húngaro declarou guerra à Sérvia, dando início ao confronto.

Francisco Ferdinando e sua mulher, Sofia, deixam a Prefeitura de Sarajevo, em 28 de junho de 1914 (Foto: Reuters/JU Muzej Sarajevo)Francisco Ferdinando e sua mulher, Sofia, deixam a Prefeitura de Sarajevo, em 28 de junho de 1914 (Foto: Reuters/JU Muzej Sarajevo)
Foto não datada mostra o arquiduque Francisco Ferdinando, em primeiro plano, e sua mulher, Sofia, ao fundo, mortos após o atentado a tiros que tirou a vida do casal em Sarajevo (Foto: AP/Arquivo Histórico de Sarajevo)Foto não datada do velório do arquiduque Francisco Ferdinando e de sua mulher, Sofia, mortos em um atentado a tiros em Sarajevo (Foto: AP/Arquivo Histórico de Sarajevo)
O terrorista sérvio Gavrilo Princip, à direita, é preso momentos após matar a tiros Francisco Ferdinando, em Sarajevo (Foto: AP)Prisão de Gavrilo Princip, à direita sem chapéu, momentos após matar o arquiduque (Foto: AP)
Efeito cascata

Diante da declaração de guerra dos austríacos, os russos se mobilizam para ajudar os sérvios, seus “irmãos” eslavos dos Bálcãs. No dia 3 de agosto de 1914, a Alemanha, aliada dos austríacos, declara guerra à França. O exército alemão avança rumo à França.

Por causa da política de alianças, em pouco tempo praticamente toda a Europa está envolvida no conflito. De um lado estavam os países da Tríplice Aliança (Alemanha, Itália e Império Austro-Húngaro) e, do outro, a Tríplice Entente (Reino Unido, França e Rússia).

Em maio de 1915, a Itália, que pertencia à Tríplice Aliança (mas até então estava neutra), declara guerra ao Império Austro-Húngaro e muda de lado, indo a combate do lado da Entente, em troca da promessa de receber territórios.

Apesar de ser um conflito essencialmente europeu, a guerra envolveu os Estados Unidos e o Japão, e as colônias das potências da Europa também foram campos de batalha.

Em outubro de 1917, o Brasil declarou guerra à Alemanha pela mesma razão dos Estados Unidos: meses antes, navios mercantes brasileiros haviam sido afundados por submarinos alemães. Sua participação, porém, foi pequena e teve poucos reflexos na guerra.

Primeira Guerra: Celebração em Berlim da declaração de guerra (Foto: Flickr/The Library of Congress)População celebra em Berlim declaração de guerra (Foto: Flickr/The Library of Congress)
Fronteiras e trincheiras

A primeira fase da guerra foi marcada pela Batalha de Fronteiras. O exército alemão tentava chegar a Paris pelos limites da França com a Alemanha e a Bélgica – até então um país neutro.

Após vencer a resistência das forças belgas, os alemães conseguiram entrar em território francês pela fronteira do país. Em apenas um dia, 22 de agosto de 1914, 27.000 soldados franceses foram mortos, na mais importante perda para as tropas do país. Uma das principais caraterísticas dos confrontos foi o uso de trincheiras – frentes estáticas escondidas em valas cavadas no chão, protegidas por arame farpado.

Primeira Guerra Mundial: soldados alemães defendem trincheira na fronteira com a Bélgica (Foto: U.S National Archives)Soldados alemães defendem trincheira na fronteira com a Bélgica (Foto: U.S National Archives)
Primera Guerra Mundial: Soldados franceses recolhem corpo em cidade da Bélgica (Foto: Flickr/The Library of Congress)Soldados franceses recolhem ferido em cidade da Bélgica, em 1914 (Foto: Flickr/The Library of Congress)
Soldados fezem reparo em trincheira após ataque a bomba. (Foto: Flickr/U.S National Archives)Soldados fazem reparo em trincheira após ataque a bomba (Foto: Flickr/U.S National Archives)
Imagem aérea feita de um avião britânico mostra trincheiras cavadas no Fronte Ocidental, em junho de 1917 (Foto: Reuters/Archive of Modern Conflict London)Imagem aérea feita de um avião britânico mostra trincheiras cavadas na Frente Ocidental, em junho de 1917 (Foto: Reuters/Archive of Modern Conflict London)
Batalhas devastadoras

Foi em território francês que se travaram as principais batalhas da guerra. As mais devastadoras foram as de Verdun e Somme. A primeira durou de fevereiro a dezembro de 1916. O exército francês empenhou todos seus esforços para conter as investidas alemãs no nordeste do país. A batalha terminou com mais de 700.000 baixas.

A segunda começou em julho de 1916 e durou cerca de cinco meses. Os exércitos da França e da Grã-Bretanha investiram contra a linha de defesa alemã na região do Rio Somme, mas não tiveram êxito. Foi o conflito mais letal da guerra, com 1,2 milhão de vítimas – entre mortos e feridos de ambos os lados.

Tropas britânicas avançam durante a Batalha do Somme, em 1916 (Foto: Reuters/Archive of Modern Conflict London)Tropas britânicas avançam durante a Batalha do Somme, em 1916 (Foto: Reuters/Archive of Modern Conflict London)
Soldados observam disparos da artilharia durante a Batalha do Somme, em 1916 (Foto: Reuters/Archive of Modern Conflict London)Soldados observam disparos da artilharia durante a Batalha do Somme, em 1916 (Foto: Reuters/Archive of Modern Conflict London)
Batalhas do Marne

As duas batalhas ocorridas na região do Rio Marne, no leste de Paris, foram decisivas. A primeira, em setembro de 1914, foi a contraofensiva franco-britânica que conteve o avanço das tropas alemãs – que já haviam ocupado parte da Bélgica, invadido a França e se encontravam a menos de 40 km da capital francesa. O general que comandava as tropas recrutou todos os táxis de Paris para levar cerca de 4.000 homens ao fronte.

Dois anos depois, já com os Estados Unidos lutando na guerra no lado da França e da Grã-Bretanha, houve a segunda batalha do Marne, que marcou o início do recuo geral das forças alemãs. Em julho de 1918, com a ajuda dos americanos, os exércitos aliados conseguiram barrar o avanço do exército alemão, em um conflito que causou centenas de milhares de baixas em ambos os lados.

Primeira Guerra Mundial: Tropas francesas nas ruínas de uma catedral perto do Rio Marne em ataque contra os alemães (Foto: Flickr/U.S National Archives)Tropas francesas nas ruínas de uma catedral perto do Rio Marne em ataque contra os alemães (Foto: Flickr/U.S National Archives)
Primeira Guerra Mundial: Munição alemã abandonada na Batalha do Marne  (Foto: Flickr/The Library of Congress)Munição das tropas alemãs abandonada na Batalha do Marne (Foto: Flickr/The Library of Congress)
EUA desequilibram

A entrada dos Estados Unidos na guerra foi determinante para o desfecho do conflito. O país decidiu declarar guerra à Alemanha, em abril de 1917, após ter navios mercantes naufragados ao serem atingidos por submarinos alemães no norte do Oceano Atlântico e também no Mediterrâneo – o que afetava profundamente seus interesses comerciais.

Foi ao lado dos americanos que os países da Entente conseguiram reagir de forma mais efetiva contra as investidas do exército alemão.

Primeira Guerra Mundial: foto de grupo de soldados americanos em material de publicidade de recrutamento (Foto: Flickr/U.S National Archives)Foto de soldados americanos em material de publicidade de recrutamento (Foto: Flickr/U.S National Archives)
Artilharia pesada

A corrida armamentista que precedeu a 1ª Guerra resultou no rápido desenvolvimento da indústria bélica das grandes potências. Durante o confronto, os países usaram armas com poder destrutivo jamais visto na época.

Das baionetas, os exércitos passaram às metralhadoras, frotas de encouraçados, submarinos, tanques de guerra, lança-chamas e gases tóxicos. Os aviões, que antes serviam apenas para observação, começaram a ser usados em bombardeios.

Primeira Gurra Mundial: Exército francês faz disparo com canhão.  (Foto: U.S National Archives)Exército francês faz disparo com imenso canhão de guerra (Foto: Flickr/U.S National Archives)
Primeira Guerra Mundial: capelão faz sermão do cockpit de um avião de guerra (Foto: Flickr/National Library of Scotland)Capelão faz sermão do cockpit de um avião de guerra (Foto: Flickr/National Library of Scotland)
Guerra química

Em 22 de abril de 1915, a Alemanha fez o primeiro grande ataque com uso de gás tóxico, que devastou as linhas inimigas na Bélgica. Os exércitos começaram a usar máscaras para se protegerem dos gases, entre eles o lacrimogêneo e o mostarda.

Soldados americanos posam com máscaras de gás no Laboratório de Desenvolvimento Químico na Filadélfia, nos EUA, em 1919 (Foto: Reuters/Archive of Modern Conflict London)Soldados americanos posam com máscaras de gás no Laboratório de Desenvolvimento Químico na Filadélfia, nos EUA, em 1919 (Foto: Reuters/Archive of Modern Conflict London)
Genocídio armênio

O Império Turco-Otomano, aliado dos alemães, entrou no conflito no final de 1914. Sua derrota fragmentou ainda mais o já fragilizado império, que acabou sendo dissolvido em 1923, quando foi proclamada a República da Turquia.

Foi durante a 1ª Guerra que começou o genocídio armênio pela mão dos turcos, em abril de 1915. Os homens eram levados para o fronte, onde eram mortos enquanto cavavam trincheiras. Crianças, idosos e mulheres eram tirados de suas casas para “caravanas da morte”, onde sucumbiam ao frio, à fome e às doenças. Os armênios afirmam que o número de mortos chegou a 1,5 milhão.

Primeira Guerra: Ossada de armênios queimados vivos por soldados turcos em 1915. (Foto: Acervo/The Armenian Genocide Museum-Institute)Ossada de armênios queimados vivos por soldados turcos em 1915 (Foto: Acervo/The Armenian Genocide Museum-Institute)
Revolta e revolução

No contexto da 1ª Guerra começou a Revolta Árabe contra o Império Turco-Otomano, em 1916, com o apoio da Grã-Bretanha. O movimento abriria caminho para uma nação árabe independente.

Em novembro do ano seguinte, oito meses após o czar Nicolau II abdicar, começa a Revolução Russa. Em dezembro, o país assina o armistício com a Alemanha e sai da 1ª Guerra.

Revolução Russa: Soldados fazem demonstração em São Petesburgo em fevereiro de 1917 (Foto: Wikimedia Commons)Soldados fazem demonstração em São Petersburgo em fevereiro de 1917 (Foto: Wikimedia Commons)
Armistícios

Após a Entente começar a dominar as batalhas, o Império Turco-Otomano assina o armistício em outubro de 1918. Em novembro foi a vez do Império Austro-Húngaro, seguido pela Alemanha – que assinou o cessar-fogo em 11 de novembro de 1918, dois dias após o Kaiser Guilherme II abdicar e ser proclamada a República na Alemanha. Após quatro anos, a guerra terminava com 10 milhões de mortos e 20 milhões de feridos.

Estima-se que a 1ª Guerra mobilizou mais de 70 milhões de soldados dos cinco continentes e gerou custos da ordem de 180 bilhões de dólares. O conflito teve ainda 6 milhões de prisioneiros e 10 milhões de refugiados.

Em junho de 1919, é assinado o Tratado de Versalhes, que impôs as condições de paz – as mais duras para a Alemanha. O país perdeu todas as suas colônias, foi desarmado, teve parte de seu território ocupado militarmente e ainda precisou pagar uma pesada indenização pelos custos da guerra.

Tropas marcham em Londre após fim da Primeira Guerra, em 1918 (Foto: Flickr/National Library NZ)Tropas marcham em Londres após assinatura de armistício que deu fim à guerra, em 1918 (Foto: Flickr/National Library NZ)

*Com France Presse

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/07/entenda-1-guerra-mundial-em-20-fotos-da-epoca.html

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