Imperialismo ou Neocolonialismo: slides, textos, vídeos e imagens.

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SLIDES: Imperialismo ou Neocolonialismo 

Texto 01:

Tintim: imperialismo e preconceito nos quadrinhos

http://neinordin.com.br/tintim-imperialismo-e-preconceito-nos-quadrinhos/

Texto 02: letra de música sobre o tema – Prof. Gerson Guimarães

http://www.vagalume.com.br/gerson-guimaraes/imperialismo.html

Texto 03: 

Americanismo: Influência dos Estados Unidos na língua e cultura brasileiras

http://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/americanismo-influencia-dos-estados-unidos-na-lingua-e-cultura-brasileiras.htm

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VÍDEOS:

Darwinismo social e Eugenia – 52 min
 
Neocolonialismo e Partilha da África – 10 min
 
 
Ideologia imperialista – 5 min
 
 
Imperialismo – 10 min

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IMAGENS:

africano nas correntesder wahre jacok (1)era dos oligopóliosfardo do homem brancograbretanhaImagens para slides de imperialismoimp japa koreaimp japones na ásiaimperialismo nos balcas.jpgO armamentismo e rivalidade bélica entre o Reino Unido e a Alemanha. Charge, 1910..jpgpaz armada.jpgpaz armada 2.jpg

 

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Descobri…minto.

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antes do texto

22 de abril, mas bem que esse texto poderia ser publicado dia 03 de maio, a verdadeira data da chegada, eu falei chegada, de Seu Cabral em Porto Seguro, considerando uma releitura dos fatos por alguns historiadores. Mas, já que a onda é ‘vestir’ a versão oficialesca da história, entremos no clima. Só não posso compactuar com a ideia de “Descobrimento”, Como se diz em bom baianês, “ai também já é demais também”.

Ano 2000, no Brasil, só se falava em “comemorar os 500(?) anos do país”. Eu falei país?! Como disseram os filósofos Beto Jamaica e Cumpade Washington, “pau que nasce torto, nunca se endireita”. Começou tudo errado, não podia terminar bem. Pra começarmos a conversa, os organizadores dos ‘500 anos’ comeram o reggae de que a história só começou quando os europeus aqui deslizaram seus pisantes. Quer dizer, várias etnias, donas do pedaço há mais tempo, não existiam, né?! Criou-se  a datação a. C. (antes de Cabral), d. C. (depois dele), sei. Nunca ouviram falar em pré-história do Brasil, não, caras pálidas?! Essa Pátria Educadora falhou de novo, putz!

Aqui em Salvador, “terra mãe do Brasil”, como dizem, teve desfile de “personalidades” fantasiadas,  desfilando em carros alegóricos que saíram da praça Castro Alves  à praça 2 de Julho, o Campo Grande. Que visão do inferno! Já existisse a estátua do poeta, ele  ficaria envergonhado, coitado! Acho até que o veriam chorando no local em que, séculos mais tarde, seria erguido o monumento em homenagem aos caboclos. Pronto, C. Alves perdeu a chance de ser o pioneiro do “gostou não, vá chorar aos pés do caboclo”!

Registre-se que foi gasto muito dinheiro público para bancar a farra celebrativa. Tudo ‘organizado’ sob a consultoria de alguns historiadores ilustres, competentes mesmo, sem ironia, que ao verem a grana entrar, foram acometidos de amnésia seletiva (tão em voga atualmente) e se renderam ao modelo comemorativo sem criticidade alguma, criando o roteiro. Ah, que roteiro! . Era a “força da grana que ergue e destrói coisas belas” falando mais alto. A responsável artística foi ‘importada’ do Rio de Janeiro, inclusive, era uma carnavalesca premiadíssima. Um staff de peso, estilistas, figurinistas, 8 carros alegóricos, mais de 7 mil peças de figurino, outros milhares de adereços, um luxo só. Embarcando na onda governista tão atual, à época tudo isso deve ter sido considerado ‘o legado’ que ficaria para o povo soteropobretano pós-festa a fim de justificar gastos tão supérfluos.

No Porto da Barra, local escolhido a dedo pelo simbolismo que remetia não à invasão de Cabral e sua gangue, mas ao desembarque de Seu Tomé, em 1549, o prefeito Antonio Imbassahy, também com o nosso suado dinheiro, liberou a grana para que fosse montada uma encenação teatral típica da farsa festiva: eram os lusos chegando e no desembarque, acredite, fogos de artifício explodiram, palmas foram ouvidas aos montes, sonoplastia da melhor qualidade, atores e atrizes ‘vestido(a)s de índio(a)s’ se ajoelhavam diante dos ‘descobridores’ em uma performance que deixaria constrangido meu querido amigo Edvar Passos, ator e diretor teatral dos bons. Abraços, beijos trocados com a ‘comitiva estrangeira’, olhares sedutores de parte a parte, até se ouviu ao fundo o grito de “Olha eeeeeeeela”. Um membro da turma de Cabral mais assanhado ao ver a atriz que representava Catarina Paraguaçu. E o pior, eu estava lá, quis ver ‘com os olhos que a terra ainda há de comer’, cenas tão emocionantes. E, “menino (a)s, eu vi”! Para completar o cenário só faltou alguma fã histérica gritar: “Cabraaaal, cadê voooocê, eu vim aqui só pra te veeeer”! Me add no zap, tem insta, snap, skype? Vai uma selfie, Pedrinho? Tá ligado né, Imbassa, você me deve essa! E bem perto dali, o relógio, um dos vários exemplares fabricados para fazer a contagem regressiva comemorativa, fincado próximo ao Farol da Barra, completava o cenário.

G-zuis, que vergonha!

E olha que nem dei tanta importância para contar a história da tal “Nau Capitânea”, encomendada a um fabricante que encheu as burras de (nosso) dinheiro e construiu uma ‘banheira’ que mal conseguiu flutuar, só sendo possível depois que foi solucionado um ‘detalhe’: faltava chumbo no fundo para garantir o equilíbrio. Cômico se não fosse trágico. A quase réplica de caravela até tentou, mas não conseguiu navegar até Porto Seguro. Fala-se até que a NAU(fragou) no litoral do Espírito Santo. Coisa de meio milhão de reais afundando. Seria a versão baiana para lavagem de dinheiro?!

E já que citei a “terra mãe do Brasil”, falemos sobre o circo (ou seria cerco?) montado em Porto Seguro, onde “tudo começou, há um tempo”. Foi um “espetáculo” dantesco! Uma “festa” com direito a espaço vip para as autoridades, com isolamento reforçado em relação ao povo, até moradores e turistas foram impedidos de entrar na cidade, presidente EFEAGACÊ presente, governador da Bahia, César Borges, presidente de Portugal (Jorge Sampaio), ACM cabeça branca não podia ficar de fora, afinal, quem ia ‘dar corda’ no governador? Sem contar que ele era Presidente do Senado (o Renan Calheiros da época). Convidados mil: até alguns índios, mas apenas aqueles que dançaram para os convidados, participaram da reprodução da 1ª Missa e tal. Os outros índios, os quilombolas, os pobres e afins, que participavam de uma Conferência discutindo estratégias de sobrevivência e luta na perspectiva dos Outros 500, estes não.  Afinal, o (a)s índio (a)s não poderiam participar, os ‘selvagens’ aborígenes iriam destoar da celebração fazendo protestos. O governador César Borges, em declaração a um jornalista, teria dito que “uma manifestação no dia 22 seria um desrespeito aos convidados da festa oficial”. E a festa oficial teve CHOQUE, a Polícia! Bloqueando o trajeto entre a enseada da Coroa Vermelha até Porto Seguro, a PM reprimiu com extrema violência os ‘não convidados’ indesejáveis. A tão decantada pluralidade cultural que deveria ter dado o tom das festividades foi substituída por tiros, gás lacrimogêneo, bombas e tudo o mais que foi deslocado para ‘garantir a ORDEM’! Em um aspecto o episódio foi fiel à história: a exclusão dos ‘negros da terra’ (como os invasores de 1500 se referiam aos ameríndios) e a infeliz comprovação de que o Brasil oficial era muito diferente do Brasil real. E continua sendo. Ariano Suassuna que o diga!

Aquele abraço!

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Vídeos:

 

https://www.youtube.com/watch?v=JV6eVP8ifnU

Área de anexos

Visualizar o vídeo Mestre Ambrósio – Fuá na Casa de Cabral do YouTube

https://www.youtube.com/watch?v=zirzKmvSCa8
 

https://www.youtube.com/watch?v=gdtOEH1ET4Y

https://www.youtube.com/watch?v=bUVJhp86sbY
Área de anexos

Visualizar o vídeo 500 ANOS – A OUTRA HISTÓRIA do YouTube

Visualizar o vídeo Relógio 500 Anos de Descobrimento – Porto Seguro – BA (1999) do YouTube

Relógio 500 Anos de Descobrimento – Porto Seguro – BA (1999)

Visualizar o vídeo Caravela dos 500 anos está abandonada na baía de Vitória do YouTube

Caravela dos 500 anos está abandonada na baía de Vitória

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Desfile dos 500 anos em Salvador:

Link dos adereços – http://centrotecnicotca.blog.br/acervo-historico-2/colecao-desfile-brasil-500-anos/confeccao-de-cenarios-e-figurinos/

 

Mais figurinos

http://centrotecnicotca.blog.br/acervo-historico-2/colecao-desfile-brasil-500-anos/

 

Croquis dos carros alegóricos

http://centrotecnicotca.blog.br/acervo-historico-2/colecao-desfile-brasil-500-anos/desfile-brasil-500-anos-croquis-carros-alegoricos/

Roteiro

http://centrotecnicotca.blog.br/acervo-historico-2/colecao-desfile-brasil-500-anos/desfile-brasil-500-anos-roteiro-do-evento/

Polícia barra povo e FHC
faz festa vip dos 500 anos:

http://www2.uol.com.br/aregiao/art/massacre.htm

Festas e gafes nos 500 anos do Brasil:

http://acervo.oglobo.globo.com/fatos-historicos/festas-gafes-nos-500-anos-do-brasil-9283747#ixzz46ZDZUsGR

Recordar é viver: A festa dos 500 anos do Brasil de FHC dá prejuízo de R$10 milhões ao estado da Bahia:

Recordar é viver: A festa dos 500 anos do Brasil de FHC dá prejuízo de R$10 milhões ao estado da Bahia

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Imagens:

Quem precisa de Tiradentes?

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Mitificações, estereótipos, falsificações, versões as mais diferentes e divergentes foram e ainda são criadas para lembrar esta personagem que a história produziu. Seja pelas pesquisas documentais de historiadores, jornalistas e outros estudiosos, ou por mera curiosidade literária, TIRADENTES, nascido Joaquim José da Silva Xavier, é figura emblemática da história do Brasil.

Ter barba, ser ‘parecido’ com Cristo, cachaceiro, herói, linguarudo, mártir, pobretão, idealista, oportunista ou não, nada disso tem lá grande importância. Não que o ‘cidadão’(se é que se podia falar em cidadania nos tempos da Colônia) não mereça ser lembrado. Mas, a maioria das interpretações históricas produzidas em torno desta personagem, preocupa-se mais em debater o seu fenótipo e/ou a sua pouco regrada vida pessoal do que o aspecto que eu, modestamente, considero o ‘x’ da questão: o que TIRADENTES simboliza para a nação?

De condenado à morte na forca e posterior esquartejamento, em 1792, por crime de lesa-majestade nos anos finais do Brasil colonial (conspirou contra a Coroa Portuguesa), à posição de herói nacional, muita água correu sob essa ponte. Ainda na fase monárquica brasileira, teimosamente batizada de Império, já em sua fase de agonia (crise), festejou-se a revolta mineira e a figura do suposto barbudo. Mas, durante a República é que sua ‘ascensão’ póstuma ao trono de MÁRTIR que deu a sua vida em holocausto, morrendo pela nação, aconteceu.

Estátuas, monumentos, nomeação de logradouros públicos, museu, festas cívicas. Dos primeiros republicanos (muitos deles de última hora), passando por Getúlio, Jk, chegando aos nossos dias, tudo ou quase tudo se fez a fim de evocar a memória e a imagem de um homem que, segundo algumas versões, ofereceu sua vida em nome de uma causa. Um patriota e nacionalista convicto, para muitos. “Instrumento de propaganda para diferentes grupos, a fim de celebrarem o herói e de usá-lo como bandeira de seus projetos e posições”, como diz brilhantemente a historiadora Circe Bittencourt. E ainda, para ela, “[…] O 21 de abril, aniversário de morte de Tiradentes, tornou-se um espetáculo de poder, a utilizar espaços, imagens e discursos na dramatização da política. Abusando da força dramática do alferes condenado à forca, executado e esquartejado em 1792, o poder político tem concentrado, em seu discurso exaltador, a ideia de que todos se inspiram no personagem e são dele legítimos herdeiros políticos”.

Com a licença de Bertold Brecht, vale lembrar: Infeliz é o povo que precisa de…TIRADENTES!

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Confhic – Colégio São José 2016 – Textos de aluno(a)s sobre Política e Poder no Brasil

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Clique no link abaixo e confira a proposta de questão que gerou bons textos, entre eles, alguns que eu selecionei e compartilho com você a seguir!

CSJ Colégio São José Avaliação Parcial de História 1º ano

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À medida que eu for recebendo os textos enviados pelo(a)s aluno(a)s, os publicarei. Eis os primeiros:

 

Texto 01 – Lisandra Lopes – 1º A

Atualmente, ao pensarmos em política, nos vem à mente os milhares de escândalos nos quais nossos governantes estão envolvidos, as diversas mentiras contadas e as mais variadas promessas não cumpridas por eles.

Aquilo que deveria nos representar como algo leal, honesto e verdadeiro, acaba fazendo exatamente o contrário, como mostram as imagens.

Grande parte da população reclama diariamente do rumo que o nosso Brasil tomou e do caminho sombrio que estamos prestes a trilhar, mas então, eu pergunto: o que fazemos para melhorar essa situação? Sim, sei das incontáveis manifestações que hoje acontecem a pedido do impeachment da atual presidenta, mas será que apenas ela é culpada por todas as ações de corrupção que encontramos? Será que nós, brasileiros, não cometemos nenhum ato corrupto em nossos dias? É uma questão a ser repensada.

Existe quem diga que nós realizamos golpes contra nossos políticos ou que eles realizam golpes contra nós, porém, eu acredito que nós golpeamos a nós mesmos todos os dias e empurramos a culpa para aqueles que tem mais destaque.

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Texto 02 – Ana Beatriz Solares – 1º A

A grande questão para a população é a crise financeira. Como ela não está sendo efetivamente combatida, pelo contrário, parece estar sendo incentivada pelo governo, o mandato de Dilma está se interligando às dificuldades e desesperanças da economia.

O governo gastou infinitamente mais do que arrecadou e essa conta, além de vir para nós, está também destruindo o país, trazendo desemprego, inflação e 3% de retração do seu crescimento. Na época de Collor, o povo também se encontrava numa crise econômica brutal, porém o caso de Dilma é mais elevado por ela ter encontrado a casa relativamente em ordem, diferente de Collor, que assumiu na esperança de ir contra uma inflação já existente.

É Inocência e ignorância achar que não vale mais a pena lutar pelo Brasil, que nada irá mudar se Dilma for cassada. Nunca teremos a certeza do que realmente irá acontecer, mas temos que tentar. Um exemplo foi quando Cunha apareceu com esse impeachment contra Dilma, todos acreditavam que ia haver uma instabilidade decorrente da queda da bolsa de valores  e do aumento do dólar. Foi totalmente o contrário!  O mercado reagiu muito positivamente só com a ideia da possível saída de Dilma. Por mais que a sua linha sucessória não seja uma das melhores, temos que mostrar influência como matéria prima desse país.  E se Michel Temer tomar essa mesma postura, cometer outros crimes de responsabilidade, vai ser mais um que vamos tirar. Não tem que existir essa supremacia deles perante nós. O poder está na população brasileira!

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Texto 03 – Victor Hugo – 1º A

Ultimamente, um alvoroço tomou conta do nosso país. Finalmente o povo deixou sua posição de passivo quanto ao que lhe é imposto. Abriu os olhos e enxergou o que está ocorrendo de errado à sua volta. E melhor que isso, uniu-se para agir e mudar o que está errado. Toda a corrupção “enraizada” no Brasil (não só quanto à política) vem sendo puxada para fora da terra para que possamos arrancá-la e fazer do Brasil um país mais justo. Muitos vêm defendendo o impeachment da atual presidente em prol de outro partido que, infelizmente, também é corrupto. Não podemos lutar para tirar o lobo, para logo em seguida colocar o leão como líder. Devemos lutar e torcer para que façamos a escolha correta, colocando no poder alguém que possa representar bem o nosso país. Claro que com o impeachment apenas, o Brasil não vai se consertar, até porque não há apenas um culpado no governo, todavia, não é por isso que iremos deixar de fazer a condenação. Este será apenas o primeiro passo para que possamos restaurar a ordem no nosso país e punir todos os culpados.

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Texto 04 – Gabriela Motta – 1º A 

As imagens mostram o cenário decadente da atual política brasileira, porém, trazem à tona questões históricas, mostram um Brasil de corrupção, e principalmente, alertam sobre fatores que ficam implícitos em manchetes. Por exemplo, na frase ” não se vê corrupção em meu governo”, dita pela atual presidente Dilma Rouseff, não mostra que a corrupção vem enraizada na política brasileira, em governos e câmaras; outro exemplo é a imagem com a frase ” Não vai ter golpe”, e que está linkada à charge em que fica clara a postura do PT ( e por tabela da atual presidente) na época do impeachment de Collor, um governo “popular”, levantado por operários mostra hoje que, em pleno governo PT o poder é dos grandes, que suas ideias são contraditórias a depender da situação atual do nível de aprovação populacional? Logicamente, por existirem grandes, existem os pequenos, representados por ovelhas, prestes a votar em seus próprios predadores, e obrigados a votar no “menos pior” , ou com a ficha menos suja, ou que simplesmente ainda não foi citado pela polícia federal.

A política brasileira é feita de partidos instáveis e intencionados, o difícil é adivinhar quais são suas intenções!

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Texto 05 – João Felipe Cerqueira – 1º C

O cenário atual da política do Brasil é, provavelmente, o período mais delicado da nossa história. Em um país onde ser político já virou sinônimo de ser corrupto, onde os políticos fazem de tudo para chegar ao “topo” da política (mesmo possuindo uma clara ficha de corrupção ou de outros crimes), onde nos jornais e nas ruas só se ouve falar de lavagem de dinheiro, de corrupção e até do impeachment da nossa presidente Dilma, é um país onde claramente precisa de uma mudança no jeito de se praticar a política.

Moramos em um país onde não podemos escolher nossos representantes, pois não sabemos se eles irão trabalhar para nós ou para eles. Moramos em um lugar onde se fala tanto de democracia, mas um rico tem mais direitos que o pobre. Estamos em um país onde os mesmos políticos que diziam que o impeachment de Collor era algo democrático, agora falam que é um golpe em relação à Dilma, tudo para induzir o povo a acreditar no que eles acham que é certo.

Estamos em um país no qual os mesmos partidos políticos que se ajudavam são os que agora brigam para se salvarem de acusações. Contudo moramos em um país onde não só os políticos são corruptos, mas sim todos nós, seja “furando” a fila na hora de comprar algo ou então quando não damos lugar para o idoso sentar no ônibus.

O nosso Brasil só irá melhorar quando nós melhorarmos como cidadãos. Quando nós, brasileiros, aprendermos a lutar por nós, e não contra nós, todos saberemos o que é uma sociedade justa, igual socialmente e livre de corrupção.

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Texto 06 – Ana Beatriz Ramos – 1º C

É bastante complicado falar da política brasileira sem lembrar de corrupção, roubo, políticos que nem sabem o que devem fazer em seus cargos e etc. Mas, no momento o que mais é discutido, é sobre o impeachment de Dilma. Em alguns estados já tiveram manifestações. Nas redes sociais, a gente só encontra pessoas publicando seus textões, para mostrar que entendem de política. Tá, mas é aí que eu paro e penso: será que todas essas pessoas que foram para as manifestações realmente sabem do que se trata? Sabem pelo menos, no mínimo, o que é impeachment? Porque eu vejo muita gente falando sobre política nas redes sociais e quando você vai conversar sobre… Não sabem de nada! Ou então, falando sobre corrupção e furando a fila do mercado, fazendo carteira falsa de estudante pra pagar meia no cinema… Tem algo de errado aí, não é? Sabemos que há muita corrupção na política, mas suas pequenas corrupções também contam! Será que sabem que se Dilma sair, Michel Temer que vai ficar? Não defendo, mas pior que está, pode ficar sim! Enfim, eu acredito e sei que há muita corrupção no governo de Dilma, mas também acredito que o impeachment dela, não seja a melhor solução dos problemas do país. A única solução clara(e utópica) que vem na minha mente, é termos um país com políticos honestos.

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Texto 07 – Jonathan Martins – 1º B

Ouve-se que Dilma está levando o país para o “fundo do poço” e que seu governo está sendo um dos piores da história. Caso ocorra Impeachment, não acredito que a situação irá mudar. É basicamente o que vemos na primeira figura; de um lado um lobo, do outro um leão, e nós somos ovelhas aparentemente indefesas. Não é apenas mudando de partido dominante que nosso país irá crescer de uma hora para a outra. É exatamente o que vemos na segunda figura: toda a política, o Congresso e praticamente todos os atuantes nesse ramo são corruptos. Por mais que eles tentem limpar a ficha, representada de forma metafórica e irônica na terceira foto, de muito não irá adiantar. Eles negam o roubo, negam o desvio de verba (figura quatro), mas sabemos de alguma forma que estão se desabando nas próprias mentiras. Vemos então, na quinta figura, que até mesmo os políticos do PMDB, representados por ratos, que de forma ofensiva é exatamente o que são, estão se afastando do PT.

Prefiro pensar que a presidente é ignorante a pensar que está consciente do que diz e faz. Vemos explicitamente na figura seis que Impeachment não é golpe. Logo, tudo não passa de mera democracia. No Congresso Nacional (figura sete), sugere-se que políticos fogem da polícia federal, afinal uma parte dos corruptos já foi presa ou prestou depoimento. Não se pode negar os diversos pedidos de Impeachment, e ao contrário do que ela afirma (figura oito), pode ocorrer, não golpe, mas Impeachment.

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Texto 07 – Rafaela Frazão – 1º B

As imagens mostram a situação do cenário político brasileiro. A população escolhe os seus candidatos para representar o país, surgindo assim, dois grupos distintos de pessoas apoiando bases diferentes. A Câmara dos Deputados juntamente com o Congresso Nacional, são uma verdadeira baderna, já que a maioria dos integrantes é tudo farinha do mesmo saco, uns sendo investigados, outros processados, uns suspeitos e outros sem exercer função alguma.

A lei da Ficha Limpa é um sistema que torna inelegível por 8 (oito) anos o candidato que tiver seu mandato cassado ou renunciar para evitar o mesmo. Com isso, algumas pessoas que fazem parte do cenário político tentam esconder todas as suas malfeitorias para evitar a sua cassação. No governo de Dilma, o nosso atual, a mesma e órgãos em seu favor, insistem em dizer que não há corrupção em seu governo, sendo que existe sim. Podemos não ver, mas sabemos. O PMDB, aliado do PT, agora ex-aliado, resolveu romper com o governo recentemente, devido à grande demanda do processo de impeachment e a sua queda no cenário político. Ao contrário do que muitos dizem, o impeachment não é golpe, pois está previsto na Constituição, e é instituído caso altas autoridades infrinjam seus deveres funcionais, o que está acontecendo no momento, e que a própria presidente não reconhece ou finge que não reconhece. No entanto, teremos que aguardar o julgamento no plenário pelo Senado, dessa forma, vamos aguardar, pois ainda temos um futuro incerto.

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Texto 08 – Liandra Oitaven – 1º D

É muito fácil, hoje em dia, no estado atual da política em que o Brasil se encontra acharmos políticos praticando a famosa corrupção. O nosso erro é achar que esse termo não se abrange a outras áreas e sim só à política. Infelizmente somos alienados a pensarmos de acordo com o que convém a os interesses midiáticos, políticos e econômicos. Pare e analise: os verdadeiros golpeados dessa história somos nós, a sociedade, fomos enganados, e por isso hoje somos considerados um povo atrasado em diversos aspectos.

Vivemos em um país em que o falso moralismo na política está em alta, partidos e mais partidos julgando uns aos outros e não cumprindo aquilo que acabaram de taxar como o certo. Mas o que será certo quando todos estão errados? O erro começa de nós por acharmos que não temos voz para gritar, gritar e lutar pelos nossos direitos. Nenhum partido há de ser maior que a fúria de um povo indignado, cansado de ser julgado por ser um país atrasado. Ah, e o atraso começa de você, que acha que é verdade tudo aquilo que passa na TV!

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Texto 09 – Talitha Stanchi – 1º C

Atualmente, no cenário político, o suposto impeachment de Dilma vem sendo constantemente discutido, levando em conta os outros assuntos que a ele estão associados.

Muitas pessoas acreditam que retirando Dilma ou o seu partido (PT) do governo, a corrupção será resolvida; mas na verdade ela só irá continuar, ou até mesmo piorar, pois a maioria dos políticos brasileiros (não importa o partido) está envolvida em algum crime, principalmente a corrupção. Então não podemos nos surpreender que se Dilma for condenada, muitas pessoas também serão, por participação. Por que será que muitos políticos acham o impeachment de Dilma um golpe?

Muitos políticos ainda estão no governo, mesmo cometendo algum crime, pois ainda não foram condenados, e por isso ainda têm a ficha limpa, mas na verdade as suas fichas estão muito “sujas”.

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Texto 10 – Alberto Barreto – 1º C

Não tem como afirmar que vai ter golpe, até mesmo porque o impeachment está no Congresso, então não há como dizer que impeachment é golpe. Na época de Collor, teoricamente ele não sofreu impeachment, mas o povo consequentemente o execrou. Muitos deputados sendo investigados pela Polícia Federal, acusados por desvios de dinheiro e também por estarem envolvidos nas fraudes acontecidas na Petrobrás, inclusive com a empresa multinacional chamada Odebrecht.

Têm acontecido muitos casos de corrupção com suspeita de envolvimento do atual governo republicano. A Polícia Federal está investigando esse caso há muito tempo, a tão famosa “Operação Lava Jato”, tendo como responsável Sérgio Mouro, Juiz Federal.

Um dos deputados mais envolvidos é Eduardo Cunha, que foi um grande aliado do PT, nos dias de hoje são “inimigos”. Desde já, muitos deputados estão com o direito de não serem investigados totalmente por causa do foro privilegiado: um direito que tem para não serem investigados como pessoas físicas.

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Historiadores resgatam episódios de corrupção no Brasil Colônia e na época do Império

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Em tempos de Lava-Jato, o escritor Laurentino Gomes dará palestra sobre o aspecto histórico do tema no próximo dia 10.

POR CLARISSA PAINS 05/09/2015 

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O desenhista Angelo Agostini publicou na Revista Illustrada, na época do Segundo Reinado, uma ilustração que mostra ratazanas roendo o Tesouro Nacional – Reprodução

RIO — No dia em que Dom João desembarcou no Rio de Janeiro, em 1808, ele recebeu “de presente” de um traficante de escravos a melhor casa da cidade, no mais belo terreno. Ceder a Quinta da Boa Vista à família real assegurou a Elias Antônio Lopes um status de “amigo do rei” e foi seu visto de entrada para os privilégios da Corte. Nos anos seguintes, como consequência, ele ganhou muito dinheiro rapidamente, além de títulos de nobreza. Lopes não estava só: era comum que senhores de engenho, fazendeiros e traficantes de escravos estabelecessem um regime de “toma lá, dá cá” com o rei, que chegou ao país praticamente falido. Os negócios públicos e privados já se confundiam no Brasil Colônia, mas essa ligação se estreitou com a vinda da Corte portuguesa, quando se instaurou o costume da “caixinha” — porcentagem de dinheiro desviada — e da troca de dinheiro por títulos de nobreza.

Tema frequente do noticiário, principalmente em tempos de Operação Lava-Jato, as práticas de corrupção são, segundo historiadores, herança de uma formação de país baseada em um Estado centralizado, burocratizado e clientelista. Quem reconta a história da Quinta da Boa Vista é Laurentino Gomes, autor dos livros “1808”, “1822” e “1889”, que dará palestra sobre as origens da corrupção no Brasil na próxima quinta-feira, no Midrash Centro Cultural, no Leblon. Para ele, as características que possibilitaram tantos malfeitos vêm desde a chegada das primeiras caravelas, mas foram potencializadas quando o Brasil virou a sede do Império.

— Nos oito primeiros anos em terras brasileiras, D. João VI distribuiu mais títulos de nobreza do que em 700 anos de monarquia portuguesa. Portugal havia nomeado até então 16 marqueses, 26 condes, oito viscondes e oito barões. Apenas nos primeiros oito anos da transferência da Corte, o Brasil viu surgir 28 marqueses, oito condes, 16 viscondes e 21 barões. O historiador Pedro Calmon uma vez disse que, para ganhar título de nobreza em Portugal, eram necessários 500 anos, mas, no Brasil, bastavam 500 contos — conta Gomes.

Nos arredores da Corte, não era raro ouvir ditados populares que criticavam a condução dos negócios públicos. Um deles era ácido: “Quem furta pouco é ladrão, quem furta muito é barão e quem furta mais e esconde passa de barão a visconde”. Há quem diga que a inspiração para o versinho veio de dois importantes homens da época, que ganharam o título de barão e, logo em seguida, de visconde, graças a muita sonegação de impostos. Joaquim José de Azevedo, o Visconde do Rio Seco, e Francisco Bento Maria Targini, Visconde de São Lourenço, são considerados por Laurentino Gomes dois dos principais representantes da corrupção da primeira metade do século XIX.

Para o escritor, os mais pobres também teriam sido incentivados a se corromper por conta do excesso de burocratização do país.

— Na época da constituinte de 1822 a 1823, um comerciante chegou a enviar uma carta ao governo afirmando que conseguiu um alvará para servir comida em seu restaurante, mas que, depois disso, funcionários públicos passaram a exigir um alvará para servir café. Ora, quem pode servir comida não pode servir café? Quando as pessoas são expostas a situações como essa, são forçadas a pensar na corrupção como saída — destaca o autor.

Em relatos de viajantes desse período, o “jeitinho” chamava atenção. Navegadores contavam em cartas que se surpreendiam com a esperteza dos brasileiros, que misturavam pó com ouro para vender aos viajantes e contrabandeavam cargas preciosas. É dessa época a expressão “santo do pau oco”: o ouro era escondido dentro de imagens da Igreja Católica para escapar dos altos impostos.

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A transferência da Família Real para o Brasil fortaleceu o “toma lá, dá cá” no país – Reprodução
Entretanto, a corrupção mais vultosa ficava mesmo por conta dos assuntos do reinado. Embora grande parte da população não entendesse como corrupção o fato de o rei e seus ministros se apropriarem do dinheiro público para fins particulares — ao contrário, era até esperado que eles fizessem isso —, há vestígios de que algumas pessoas condenavam essa postura.

 

— O jornalista Borges da Fonseca chamava D. Pedro I, ironicamente, de “Caríssimo”, não por considerá-lo um “Prezado” monarca, mas em referência às enormes verbas que a Casa Imperial consumia dos cofres públicos — exemplifica o historiador Marco Morel, autor do livro “Corrupção, mostra sua cara” (Casa da Palavra). — Aliás, Borges da Fonseca foi preso várias vezes por sua combatividade, enquanto os personagens que ele denunciava continuaram se beneficiando do poder.

Junto a D. Pedro I, Domitila de Castro, que ganhou o título de Marquesa de Santos, promovia um poderoso tráfico de influência. Quem quisesse um favor especial do imperador — até para dificultar a vida política ou econômica de um inimigo — teria que consegui-lo por meio de Domitila. Isso foi relatado por vários embaixadores, especialmente no ano de 1825.

Morel destaca que, já durante o reinado de D. Pedro II, o cartunista Ângelo Agostini foi uma importante voz crítica sobre o assunto. Um de seus desenhos mostra gordas ratazanas se apoderando do Tesouro Nacional.

— A Casa Imperial sob D. Pedro II também possuía grandes verbas, como o chamado “Bolsinho do Imperador”, de caráter pessoal, do qual o monarca era dispensado de prestar contas — explica o historiador.

ORIGENS NO DESCOBRIMENTO

Mesmo na carta que Pero Vaz de Caminha escreveu ao chegar ao Brasil há vestígios relacionados à corrupção. No final do texto, ele aproveitou para pedir ao rei português D. Manuel I um emprego público para um de seus sobrinhos.

— É um indício de que o nepotismo era uma prática corriqueira — comenta Laurentino Gomes.

Segundo o historiador Marco Morel, há provas de posturas corruptas no Brasil desde o primeiro governo, o de Tomé de Souza. Ele foi autorizado pelo rei D. João III em 1549 a fazer “dádivas a quaisquer pessoas” a fim de consolidar a conquista das terras brasileiras.

— Tomé de Souza foi um exímio tocador de obras e pode-se dizer que inaugurou o estilo “rouba, mas faz” — comenta ele, ressaltando que esse modo de organizar a vida pública não foi exclusividade do Brasil. — A corrupção é característica do comportamento humano, não faz parte de um código genético nacional. É um equívoco atribuir à colonização portuguesa uma responsabilidade maior na corrupção do Brasil. Se olharmos para as sociedades colonizadas por outras potências como Holanda, Inglaterra e França, por exemplo, não é difícil concluir que os resultados são equivalentes neste aspecto, claro, com particularidades.

Laurentino Gomes lembra, no entanto, que, especificamente no Brasil, o afastamento do homem comum da vida política foi fundamental para a criação da cultura da passividade em relação aos negócios públicos.

 

— Desde a época da colônia, o Brasil foi construído de cima para baixo, sem que a maioria da população fosse autorizada a dar palpite. Como consequência, hoje somos um país messiânico, de salvadores da pátria. As pessoas fogem da atividade política, desprezam os partidos, não ligam para sindicatos e associações de bairro, mas esperam e cobram muito do Estado — analisa ele. — O mais grave é a falta de prioridade para a educação. Quando a Corte portuguesa chegou ao Rio, em 1808, cerca de 99% dos brasileiros eram analfabetos. Nessa época, a América Espanhola tinha já 22 universidades. O Brasil não tinha nenhuma. Em 1889, quando passamos a ser República, 80% dos brasileiros não sabiam ler ou escrever. Mais de meio século mais tarde, quando eu nasci, em 1956, o índice era de 50%. A falta de educação fez toda a diferença em favor de maus costumes. O Brasil nunca formou cidadãos para participar das leis e da distribuição dos recursos.

De acordo com ele, as últimas três décadas de democracia republicana sem rupturas, uma experiência inédita na história do país, podem ser capazes de mudar esse cenário.

— Nesse novo ambiente, somos nós os agentes de transformação, e não mais um rei, um imperador ou um general — arremata Gomes.

Fonte:_____________________________________________

http://oglobo.globo.com/sociedade/historia/historiadores-resgatam-episodios-de-corrupcao-no-brasil-colonia-na-epoca-do-imperio

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Imagens:

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Articulação SDB 2016 – Área de Humanas – Ensino Fundamental I – Reunião de 09 de abril

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Colegas, os materiais a seguir foram organizados/elaborados com a intenção de subsidiar os planejamentos e as nossas práticas cotidianas. Espero que sejam úteis.

Aquele abraço!

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Link Apostila 01 – Ensino de História e Geografia para 1º ao 5º ano

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Slides – Formulações básicas do Ensino de História e Geografia para 1º ao 5º ano

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Livrinho – Normas Técnicas para Elaboração de Itens:

NORMAS TÉCNICAS PARA A ELABORAÇÃO DE ITENS

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Articulação SDB – Fundamental I 09 de abril (1)

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Imagens: