3ão Salesiano Dom Bosco 2016:textos de aluno(a)s sobre as relações de gênero na história.

 

A questão abaixo compôs a parte discursiva da AV1 do I trimestre

 

PARTE II – QUESTÃO DISCURSIVA (valor = 1,0)

 

QUESTÃO 01

mulher prego homem martelo editada

Com base nos conhecimentos sobre a Lei Maria da Penha e o Feminicídio, e na leitura do texto não verbal apresentado acima, comente sobre as relações de gênero em nosso país.

COMENTAR
Fazer uma série de observações esclarecedoras ou críticas para facilitar a compreensão de um texto, opinar sobre o assunto.

Com a autorização do(a)s autore(a)s, compartilho os primeiros textos que recebi.

Texto 01 – Mari Couto – 3º A

Desde o início da democracia na Grécia, a mulher é tratada de forma diferenciada em relação ao homem. Foi maltratada e subjugada apenas por ser mulher. Direitos foram negados, obrigações sendo impostas diariamente, toda menina era moldada durante a infância e adolescência pra se tornar a esposa perfeita, mãe perfeita e a dona de casa perfeita. Porém, com o passar do tempo, elas foram às ruas, aos tribunais e clamaram por justiça, conseguiram leis que a protegem, como o Feminicídio, Maria da Penha, que penalizam o agressor caso aconteça morte ou agressão, seja física, moral ou psicológica contra a mulher.

Apesar de existirem leis que asseguram a segurança feminina, o preconceito chega até elas diariamente, de várias formas: no emprego, na rua, em casa, na reunião em família, afirmando que existem coisas pra mulher e para o homem. Mulher não pode ser policial, engenheira, nem bombeira, pois, são profissões masculinas, mulher não pode ir trabalhar, tem que ficar em casa cuidando do marido e dos filhos, esses são alguns discursos mais comuns escutados pela mulher brasileira.

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Texto 02 – Bruna Andrade – 3º A

A discriminação para com a mulher é uma verdade primitiva e ao mesmo tempo atual. O Brasil não carrega a cultura tão radical quanto o oriente no que diz respeito à desumanização da mulher, entretanto, faz questão de registrar o seu preconceito, seja ele explicito ou não.

As agressões físicas, sendo elas dos mais variados tipos e pelas razões mais banais, estão gritantes em nosso meio. Leis foram criadas e medidas judiciárias são diariamente tomadas na tentativa de abolir certas atitudes que não convém a uma sociedade dita racional e humana. Contudo, a maestria dos machistas está nos seus implícitos discursos de diminuição e desvalorização feminina. A realidade que mais entristece, é que não há gênero ou faixa etária definidos para desmerecer e aceitar a condição de ser mulher.

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Texto 03 – Peterson Lima – 3º A

Desde a infância, é ensinado a homens e mulheres que cada gênero tem seu papel na sociedade, sendo o do homem o trabalho para seu sustento e dignificação e o da mulher, o de se casar e tomar conta da casa e filhos. Porém, tal alienação custa muito caro em tempos futuros, pois o empoderamento deturpado dado ao homem é fatal ao sexo oposto, que sempre foi visto como frágil e subordinado ao homem. A partir disso, homem e mulher não são mais constituintes de uma família, pois se tornam instrumentos de trabalho que reforçam as estruturas machistas no Brasil, como martelo e prego. Após anos de luta, as mulheres conquistaram as leis Maria da Penha e a Lei do Feminicídio. Tais leis garantem a liberdade das mulheres em relação às suas escolhas e as protegem daqueles que ainda mantém suas mentes nas mais primitivas eras, onde a mulher era vista como mero objeto e instrumento de procriação do homem, homem este que evolui seu corpo, mas retarda sua mente.

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Texto 04 – Beatriz Costa Pereira – 3º A

As mulheres, até hoje, sofrem indiretamente com o machismo que, querendo ou não, ainda paira pela sociedade. Elas são vistas como alvos fáceis por serem delicadas e terem qualidades muito diferentes das dos homens. Milhões de mulheres, somente no Brasil, apanham caladas por intimidação dos parceiros, ou são constantemente assediadas em locais públicos, sofrendo violências físicas, sexuais, morais, verbais, psicológicos e outras.

As leis Maria da Penha e a do feminicídio ajudaram a diminuir consideravelmente os índices de violência contra a mulher e os índices de homicídios também. Além de tudo, as mulheres ainda sofrem com descasos nas profissões, pois muitas vezes elas ganham menos que os homens, exercendo a mesma função. Muitas dessas mulheres não tem apoio familiar, ou então são coagidas a tomarem decisões, como foi representado na charge.

O respeito entre os gêneros deve existir, mas como ainda não chegamos a esse êxito, aumentaremos sempre que for necessário as leis e, principalmente, as punições.

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Texto 05 – Eden Santos Tourinho – 3º A

As mulheres, na sociedade brasileira, sempre foram oprimidas, vistas como sendo de um sexo frágil e sempre sofreram preconceitos. Antigamente, como mostrado na charge, as mulheres eram extremamente discriminadas e vistas como se não fossem nada de importante para a sociedade, porém isso mudava quando a mulher se casava e passava a ter seu marido, pois ai ela, de certa forma, era inserida na sociedade, mas não como cidadã, e sim como “mulher de tal homem”. E a representação da mulher como um prego é exatamente isso, a mulher precisa de um homem para se inserir na sociedade e para “servir” de algum modo à sociedade, como um prego precisa de um martelo para ter utilidade. Mas, com o passar do tempo, isso foi mudando e as mulheres começaram a adquirir alguns direitos e leis específicas para favorecê-las e diminuir a discriminação e o preconceito, além de diminuir a violência contra as mulheres. Duas dessas leis são a Lei do Feminicídio e a Lei Maria da Penha, que por sua vez ajudou e ajuda muito as mulheres brasileiras a “subir” cada vez mais na vida e na sociedade, quebrando as ideologias machistas e opressoras impostas através do “efeito cascata”(ideologias da classe dominante sendo disseminadas e impostas sobre a classe oprimida)

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Texto 06 – Maria Anathaise – 3º A

Foram muitas lutas, muitas morreram com o silêncio de sua dor, muitas sofriam simplesmente pelo fato de terem nascido mulheres. Sutiãs foram queimados, mulheres foram para as ruas lutar pelos seus direitos, como o direito ao voto. Durante anos, (não excluindo os dias atuais), ser mulher era sinônimo de ser inferior, de servir apenas para a procriação e para tomar conta da casa e do marido, não possuía opinião nem mesmo em sua casa.
As mulheres foram criadas em uma sociedade machista e preconceituosa, da qual recebia ordens de como se portar, o que deveria fazer e onde era o seu lugar, sempre abaixo do homem. No Brasil, após sua tragédia pessoal (moral e física) uma mulher deu voz ao que já gritava há anos e não era escutado, a violência contra a mulher, seja física ou psicológica. Essa mulher foi Maria da Penha, que hoje intitula uma Lei, na qual é dito como crime a violência doméstica no Brasil, e para que isso acontecesse, Maria da Penha precisou recorrer a um tribunal internacional. Além dessa conquista recentemente, mais uma lei foi estabelecida contra aqueles que cometem um atentado pelo simples fato de a pessoa ser uma mulher, a lei do Feminicídio.

A mulher deve ocupar o lugar que ela tem vontade, deve ser respeitada acima de tudo, e sua capacidade intelectual deve ser valorizada.

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Texto 07 – Vinicius Simoni – 3º A

  Graças ao histórico preconceito e à ideia de inferioridade da mulher em relação ao homem na sociedade brasileira, o número de casos de agressões verbais, físicas ou psicológicas contra mulheres aumenta com o passar dos anos. Este problema que é causado pela irracionalidade machista, afeta as mulheres de todas as esferas sociais desde a infância, como é bem demonstrado no texto, onde a família, que supostamente deveria ensinar que não se deve aceitar nenhum tratamento agressivo ou algum tipo de subordinação por parte dos homens pela simples diferença de gênero, ao invés disso, a família acaba incentivando o machismo. Entretanto, como a culpa desses acontecimentos não é das mulheres, o principal fator para acabar com o machismo é conscientizar os homens ( mesmo que seja algo óbvio) de que as mulheres são iguais a eles perante a lei no que diz respeito aos direitos de liberdade.
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Texto 08 –  Francisco Brasiliano – 3º B

 A violência contra a mulher ainda é um fato muito constante na atualidade, em que a cada duas horas, uma é assassinada. Essas agressões persistem devido a um antigo modelo patriarcal machista, que até hoje é preservado em várias famílias brasileiras. Porém, as fantásticas leis Maria da Penha e do Feminicídio vêm tentando reduzir esses casos gradativamente

Em pleno século XXI, ainda não é compreensível como uma mulher, exercendo a mesma função de um homem, receba um salário inferior. Os seres do sexo feminino são criados desde o nascimento a se comportarem dentro de um paradigma machista, por exemplo, “Feche essas pernas, não é assim que uma moça se senta”. O homem que “fica” com mais garotas é reconhecido como importante, já a mulher que “fica” com mais garotos é criticada e insultada, inclusive por outras de seu gênero.

É lamentável que esses tipos de preconceito ainda existam, assim como qualquer outro tipo, em que o homem é “superior” à mulher apenas pelo fato de ser do sexo masculino. Enquanto esse paradigma machista não for derrubado, não existirá uma total igualdade de gênero.

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Texto 09 – Luane Mercuri – 3º B

A partir de uma cultura machista e de um modelo familiar patriarcal, associados a outros aspectos históricos e sociais, as relações de gênero continuam desfavorecidas para as mulheres. No Brasil, o número de mulheres agredidas é incontável, onde muitas evitam a denúncia por medo ou falta de informações.

Leis criadas a favor da segurança da mulher têm contribuído para a punição devida de agressores, como a Lei Maria da Penha, que penaliza os agressores por violências físicas ou simbólicas, se comprovadas, e a Lei do Feminicídio, que julga homicídios gerados por questões de gênero.

Além das violências citadas, pontos como: diferentes remunerações em relação aos homens, constrangimentos trabalhistas causados pela licença maternidade, assédio e, principalmente, o discurso machista, próprio familiar, sobre a “preservação” das mulheres para o casamento (que influencia na dependência e na relação de superioridade e sensação de posse do marido) são relações de gênero negativas que precisam (e já estão sendo, com o movimento feminista, por exemplo) combatidas.

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Texto 10 – Otávio Melo – 3º A

Historicamente, o Brasil sempre foi um país onde a diferença nos comportamentos sociais entre os gêneros masculino e feminino é muito destacada.

Desde o início do processo de colonização aos tempos atuais, algo que ainda se encontra em desenvolvimento e é extremamente relevante para uma sociedade equilibrada e saudável é a ascensão da mulher no cenário social.

Todos sabem que se voltarmos no tempo, iremos encontrar a sociedade brasileira cada vez mais machista e discriminadora (quando se trata principalmente de negros e mulheres em geral).

Com o passar dos anos, através de muitos episódios de dor e sofrimento, as mulheres vieram a conquistar direitos como, por exemplo, a Lei Maria da Penha, que criminaliza e busca punir homens que exercem algum tipo de lesão, além da Lei do Feminicídio,  que busca reduzir o número de casos de morte de mulheres pelo simples fato de elas serem do sexo feminino, tudo isso para possibilitar a igualdade entre os gêneros.

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