Só não aprendi…

 

Lembrando das aulas do excelente professor Pamponet (que o seu espírito esteja em um bom lugar), à época da licenciatura, aprendi que os CONCEITOS são importantes para a mediação dos conhecimentos históricos.

Nos meus 27 anos de exercício da profissão, aprendi e continuo aprendendo com muito(a)s colegas competentes, estudioso(a)s, excelentes professore(a)s, que é preciso muito CUIDADO e muita RESPONSABILIDADE ao apresentarmos os CONCEITOS ao(à)s nosso(a)s alunos, pois “eles são dinâmicos, tem historicidade. Não podem ser utilizados indiscriminadamente”.

Aprendi e continuo aprendendo que CONCEITOS não devem ser utilizados de acordo com as conveniências políticas de momento. Principalmente quando este uso ocorre na linha do “Vá estudar História!”, para substituir a falta de argumentos em defender o indefensável.

Estudar História, sim, é imprescindível para compreendermos a vida em sociedade, entre outras tantas ‘funções’. Não concordo é com a tese do “Vá estudar História!” que soa, na maioria dos casos, como “Vá estudar a História apenas pela ótica dos autores que confirmam a minha tese”. Nestes casos, é tão grave quanto os que defendem a restauração de modelos político-governamentais autoritários e ditatoriais. Sem falar que nega a própria essência do fazer histórico, ao tempo que atribui à história (e aos historiadores) um poder quase sagrado: os arautos do saber. Fica feio!

Aprendi que as grandes transformações na História foram feitas pelo povo. E quem as conta está implicado em um lugar social, político, ideológico, portanto, ‘contaminado’ também.

Historiadore(a)s não são semideuses, tampouco óraculos. Quem não é historiador(a) também pensa, forma opinião, sabia?! Muitas vezes, com análises tão bem fundamentadas quanto. Jornalistas escrevem excelentes textos, sem as ‘ferramentas historiográficas atinentes a quem é do meio, ou sem dominar os conceitos e as categorias de análise que compõem o nosso jargão, o que não desqualifica textos brilhantes. Não jornalistas analisam, escrevem sobre o cotidiano tão bem quanto. Grandes cronistas não precisam esquentar os bancos históricos. E quando os ‘forasteiros’ o fazem sem patinar nos ‘nossos vícios’ de análise, aí é que eu gosto.

Dizem que “peixe morre pela boca”. Corro esse risco a cada comentário publicado, para não morrer sem dizer o que me inquieta. E a escrita é um ótimo meio de sobrevida. Não sem antes ler de tudo, concordar com mais coisas do que rir das barbaridades, mas me policiando (opa!) para não ofender a terceiros. Claro que uso de sarcasmo e ironia, afinal, são de domínio público e assim como as metáforas, ajudam a comunicar, dando tempo para pensar na réplica, pois nem todo mundo compreende na velocidade da luz. Sim, fui maldoso agora!

Você deve estar perguntando: “mas, qual é a bola da vez?”. Seguinte, estou desconfiando que meu saudoso Professor Pamponet me pregou uma peça. Atualmente, eu leio as coisas e penso: ou a minha miopia está me boicotando ou nada do que aprendi vale mais.

Segundo o que tenho lido,

DEMOCRACIA é propriedade dos petistas/governistas. Só não aprendi ainda por que não a praticam quando seus interesses são contrariados, a exemplo dos vários ‘companheiros’  expulsos do ParTido por não votarem em medidas anti-povo.

a GLOBO manipula, distorce, influencia, com o que concordo plenamente, mas, estendendo aos meios de comunicação em si; ‘eleger’ a platinada é muito pouco. Só não aprendi por que os governos petistas PERDOARAM DÍVIDAS DA GLOBO e APORTAM TANTO $$$$  na rubrica publicidade para a mesma. Ah, esqueci, é dinheiro público! Sorry!

A VEJA só publica textos monitorados contra o PT/Governo, com o que concordo, é um lixo mesmo, mas, na história da democracia brasileira sempre houve imprensa de oposição, ou ‘nunca na história desse país”? Descobriram a VEJA agora, foi?! Em 1992, publicando contra COLLOR era manipulação também ou a revista estava a serviço da democracia? Só não aprendi por que quando LULLA intervém na linha de uma matéria, os corações valentes não sofrem de taquicardia ou de braquicardia. Ah tá, estes corações são seletivos, ok!

GOLPE só existe quando a proposta de IMPEACHMENT é contra o PT Só não aprendi o que LULLA estava fazendo em 1992 naqueles eventos públicos do FORA COLLOR! Ou as imagens foram manipuladas também?!

INDIGNAÇÃO SELETIVA é a frase bonita para criticar quando os que não são amigos do(a) Rei/Rainha, também conhecidos pela alcunha de coxinhas, são unilaterais nas críticas.  Só não aprendi por que esta ‘seleção’ só é vista como estrada de mão única.

MALUF, um político procurado pela Interpol, que não pode pisar os pés (?) fora do Brasil, causa revolta aos defensores do PT/Governo por fazer parte da Comissão que vai analisar o pedido de Impeachment de DILLMA. Só não aprendi por que LULLA foi ao ‘quintal’ da casa do sujeito pedir apoio para eleger Haddad em 2012. Já sei, as imagens também são falsas, é isso?!

Entonces, “vamos caminhando e cantando, e seguindo a canção, somos todos iguais”…parei, parei, IGUALDADE é um conceito em construção.

 

Obs. Tenho colete à prova de palavras vazias, ladainhas, mantras, bravatas e afins. Mas, se vier munido de bom senso e escuta sadia, pode chamar que vou adorar tomar um sorvete com você na Ribeira. Ficou LINDA após a reforma! Xiii, agora vão dizer que ACMnetei!

 

Vamos vivendo, pois “a vida é um sopro”!

 

Aquele abraço!

 

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