Colégio São José – Confhic – 1º ano 2016: Feudalismo e Xadrez

Alunos aprendem História jogando xadrez

O professor Luis Fernando Branco, do Colégio Santa Maria, ensina a organização social na Idade Média por meio das peças do jogo

CURIOSIDADESVIDA URBANA – POR ALINE RIBEIRO – 03/05/2013

Aula de História no Colégio Santa Maria. O professor Luis Fernando Branco usa o xadrez para ensinar a disciplina a alunos do 7º ano (Foto: Divulgação)

Desde janeiro, os alunos do 7º ano do Colégio Santa Maria, em São Paulo, estão aprendendo História de uma forma lúdica: jogando xadrez. A ideia de associar o jogo à disciplina é do professor Luis Fernando Branco, de 26 anos, formado pela Universidade de São Paulo (USP). Ele relaciona as peças do jogo – rei, rainha, torres, bispos, cavalos e peões – à organização social na Idade Média. “Além de estimular o raciocínio, o xadrez é um elemento concreto para trabalhar as relações da sociedade feudal”, afirma. “É especialmente importante nesta faixa etária em que o pensamento abstrato ainda não está formado”.

Quando o xadrez chegou à Europa Medieval, no século X, suas peças foram adaptadas para a realidade feudal. Popular, o jogo despertou a atenção de reis e membros do alto clero da Igreja Católica. Eles passaram então a criar tratados sobre o xadrez, na tentativa de difundir valores morais e políticos pela sociedade. Ao longo dos quatro séculos seguintes, o jogo ganhou a forma como é disputado hoje. “Cada peça expressa um tipo de relação política dos tempos medievais”, diz. “A própria movimentação no tabuleiro diz muito sobre o poder dos personagens”.

As metáforas com o mundo medieval

O jogo
É o retrato da sociedade feudal. Representa o drama do homem medieval para manter uma conduta adequada aos valores morais da época. Numa vida permeada por vícios e deslizes, o xadrez se torna símbolo de algo virtuoso. Vencer no xadrez significa derrotar os pecados que acometem o homem.

O rei
Peça principal do jogo. Por simbolizar a sabedoria e a justiça divina, movimenta-se em qualquer direção no tabuleiro. Só pode, porém, avançar uma casa por jogada, o que indica seu poder político limitado – assim como na Idade Média, quando o poder era descentralizado.

A rainha
Move-se para qualquer casa ao longo da coluna, fileira ou diagonal que ocupa. Como fiel escudeira do rei, seu papel é abrir caminhos para que ele governe com tranquilidade. Sua outra faceta, no entanto, revela uma mulher cheia de artimanhas. É ao mesmo tempo tida como santa e pecadora.

O bispo
Percorre qualquer casa ao longo de uma diagonal que ocupa. É a Igreja Católica, autoridade divina, que protege o casal real e estabelece uma aliança entre o clero e a nobreza. A relação deve ser harmoniosa para não perder o jogo.

A torre
Pode percorrer um número ilimitado de casas na horizontal ou vertical. Assim como o castelo dos senhores feudais, tem a função de manter a ordem e a justiça.

O cavalo
Só pode se movimentar em L. Representa os nobres cavaleiros que, apesar de justos (quando anda para frente), cometem deslizes (quando anda para o lado).

O peão
Movimenta-se para frente, só uma casa por vez. Simboliza os trabalhadores e sua lenta ascensão social. O ataque na diagonal mostra suas escolhas pecaminosas para vencer na vida.

Fonte:

http://epocasaopaulo.globo.com/vida-urbana/alunos-aprendem-historia-jogando-x

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