O que está por trás do 15 de novembro?

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A história factual nos faz/fez atribuir um peso excessivo às datas, aos fatos. As gerações que “aprenderam” história por esse viés tomam a data como sendo algo quase absoluto. Por outras vias, enxerga-se o processo histórico. E o que era uma simples data, pode alcançar o status de fenômeno histórico.  Feitas estas considerações preliminares, é de bom tom consultar o dicionário para desvendarmos o que significa pro-cla-ma-ção: Pronunciar-se publicamente em alta voz e com solenidade. Reconhecer solenemente, decretar, publicar ou promulgar uma lei. Aclamar, anunciar. (http://www.dicio.com.br/proclamar/).

Ao falar em GOLPE, primeiro se pensa logo em Exército. Não sem certa razão, afinal, das três Forças, foi a que esteve mais em evidência no final do século XIX brasileiro. Mas, seria muito rasa esta análise se considerasse apenas este agente militar como responsável. Assim como muitos fizeram com o GOLPE em 1964, tão civil quanto militar. Como foi o que enseja este feriado (em um domingo, tudo bem, mas, um feriado).

Do anacronismo do regime imperial, conjugado com as transformações econômicas do período, passando pela ‘rebeldia’ de parte da oligarquia cafeeira, pelos republicanos de última hora, pelo ressentimento dos “homens de farda” (tratados como meros  figurantes durante o XIX), resultou o 15 de novembro. Tão “democrático” quanto o 7 de setembro.. Acordamos em um novo regime. Tão novo quanto o próprio nome que alguns historiadores, bem mais tarde, elegeram para batizar o espaço-tempo entre 1894 e 1930, República Velha. Que se seguiu aos governos de Deodoro e Floriano.

No Brasil, a república que fora sonho de consumo de muitos rebeldes desde o final do XVIII ‘chegava’ ao país pelas mãos do que havia de mais conservador e reacionário possível. Vários protagonistas, o povo como figurante. Ou como bem diria Lima Barreto: “PLATEIA”. Surgia alí uma república GENÉRICA, cópia suja e mal lavada da ORIGINAL na qual se inspirou, a dos EUA, com uma bandeira nada original (veja após o texto), ‘xerocada’ e com cores verde e amarela, deixando de fora da ‘coisa pública  96% da sociedade.

Ser republicano era um sonho. A ‘res publica’ no Brasil teve a sua maternidade/paternidade reivindicada por muitos. Sob a forma de um GOLPE DE ESTADO, foi fruto de um demorado processo que explorou um descontentamento generalizado. Novo Regime que foi possível por uma aliança política entre ‘água e óleo’ que, logo após o seu nascimento, mergulhou em profunda crise, marcada por diferentes projetos de país.   O clima não era de paz e amor, muito menos harmonia, mas, em uma coisa todos (das elites) concordavam: “façamos a mudança, antes que o povo a faça”.

A história recente do nosso país tem muito a aprender com a…..HISTÓRIA!

Bom feriado!

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Por que novamente em Paris?

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Por que novamente em Paris?

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França declarou estado de emergência após ataques, que foram reinvindicados pelo ‘Estado Islâmico’

Foi o segundo grande ataque a atingir Paris em menos de um ano, e uma das tantas perguntas que surgem é: por que a França novamente?

O grupo autodenominado “Estado Islâmico” assumiu a autoria dos ataques na capital francesa na sexta-feira, que deixaram pelo menos 129 mortos e 352 feridos. O grupo disse que os atos foram “cuidadosamente estudados”, mas ainda estão emergindo os detalhes sobre como eles foram concretizados.

O presidente francês, François Hollande, disse que os ataques foram planejados e organizados no exterior, com ajuda interna. Pouco se sabe sobre os sete atiradores que foram mortos: um seria francês, e dois passaportes, um egípcio e outro sírio, foram encontrados.

Veja abaixo cinco pontos que ajudam a entender por que a França tornou-se alvo novamente.

1. Fricções étnicas

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Ataques chocaram a França, dez meses depois do ocorrido no semanário ‘Charlie Hebdo’

A França tem a maior população muçulmana na Europa: cerca de 5 milhões, ou 7,5% dos habitantes. E, segundo analistas, é uma das sociedades mais divididas no continente.

A integração de muçulmanos no resto da sociedade francesa já era questão delicada no país antes dos ataques de janeiro ao semanário satírico Charlie Hebdoe a um supermercado judeu, que chocaram a França e o mundo – e essa integração ainda pode piorar, dizem especialistas.

Há um aparente questionamento de gerações mais novas de famílias de imigrantes, supostamente descontentes quanto ao estilo de vida mais liberal do Ocidente, a tolerância e diversidade religiosa e a liberdade de expressão.

“Os ataques são uma lembrança das fricções étnicas que se arrastam na França”, disse a consultoria de análise política Stratfor.

Muitos muçulmanos teriam, ainda, a percepção de estarem à margem da sociedade, isolados ou mesmo excluídos.

“A França é o país na Europa onde o debate sobre o lugar do Islã dentro da sociedade é o mais difícil e mais duro. A maioria dos franceses acha que o islamismo, em geral, não é compatível com a laicidade francesa. E há uma tensão muito forte entre os radicais islâmicos e a França”, disse à BBC Brasil Alfredo Valladão, professor do Instituto de Estudos Políticos de Paris.

A polêmica proibição do uso do véu islâmico de corpo inteiro por mulheres, por exemplo, foi interpretada por alguns muçulmanos como uma decisão contra o islamismo.

Os ataques atingiram bares e restaurantes, um show de uma banda de rock e os arredores de um estádio de futebol em horário de grande movimento. O ‘EI’ afirmou que Paris é a “capital da abominação e perversão”.

Segundo Valladão, Paris é alvejada por ser um “símbolo de liberdade”.

“A questão do Islã e dos muçulmanos em geral se transformou num grande debate ideológico interno. E é claro que com uma coisa desse tipo (…) é possível que eles (muçulmanos) sejam ainda mais estigmatizados, o que pode criar ainda mais radicalismo”.

Leia também: ‘Há sangue por todos os lados’: Testemunhas relatam noite de terror em Paris

2. Radicalização e extremismo

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Alvos dos ataques foram bares e restaurantes e um show de rock em Paris

A França tem sido a maior fonte, na Europa, de combatentes estrangeiros que se juntam a grupos radicais no Oriente Médio.

Um relatório do Centro Internacional para o Estudo de Radicalização e Violência Política do King’s College, de Londres, apontou no início deste ano que das cerca de 4 mil pessoas que deixaram a Europa Ocidental para se juntar a grupos extremistas como o EI na Síria e no Iraque, aproximadamente 1,2 mil saíram da França. E muitos deles retornaram.

A França, aliás, fica atrás apenas de Arábia Saudita, Tunísia, Jordânia, Marrocos e Rússia como maior emissor de combatentes para estes grupos, segundo o relatório. Estima-se que 20 mil estrangeiros de 80 países tenham ido à Síria e ao Iraque para lutar com militantes.

Por muitos anos, os subúrbios de Paris e outras cidades foram vistos como terreno fértil para extremistas islâmicos, que recrutavam jovens muçulmanos descontentes com desemprego e ostracismo.

Outro lugar fácil para radicalização, dizem especialistas, são as prisões francesas: estima-se que 60% dos 70 mil detentos no país tenham origem muçulmana, e grupos extremistas estariam se aproveitando disso para recrutar colaboradores.

“Eles foram destruídos pelo fracasso educacional, problemas de família e emprego. São muito frágeis”, disse à BBC Missoum Chaoui, líder muçulmano de Paris.

3. Imigração

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Estado de alerta de segurança foi elevado ao maior nível pelo governo francês

Os ataques ocorrem, ainda, no momento em que a Europa enfrenta discordâncias internas sobre como lidar com a maior onda migratória desde a Segunda Guerra Mundial.

Alguns países europeus instituíram controles de entrada e instalaram barreiras nas fronteiras em resposta ao fluxo. A maioria dos imigrantes foge dos conflitos na Síria, no Afeganistão e em partes da África.

Em alguns países, grupos contrários à imigração se fortaleceram. Um ministro da Grécia disse que o dono do passaporte sírio encontrado tinha chegado à União Europeia pela ilha de Leros em outubro. É bom lembrar que há um comércio fértil de passaportes sírios.

Apesar de nenhuma ligação ter sido oficialmente feita entre os autores dos ataques e as condições de permanência deles na Europa, os atentados deverão alimentar o debate sobre o fluxo migratório.

“(Os ataques) criam um problema sério dentro da Europa e vão dar muita corda para todos os movimentos nacionalistas e extremistas xenófobos que querem acabar com a União Europeia, fechar as fronteiras, criar governos autoritários e racistas. Isso vai criar uma situação complicada para a Europa”, disse Valladão.

Leia também: Vídeo mostra fuga desesperada de casa de shows; assista

4. Operações francesas na Síria e no Iraque

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Hollande autorizou a participação da França em operações aéreas contra o ‘EI’

A França participa da coalizão militar liderada pelos Estados Unidos que tem conduzido ataques aéreos contra o EI na Síria e no Iraque e é um dos países mais ativos nesses ataques contra o grupo.

O país realizou também uma intervenção contra extremistas islâmicos no Mali, em 2013.

Algumas testemunhas disseram que militantes gritaram “Deus é grande” em árabe antes de atacar o show de rock na sexta-feira e que um dos atiradores teria dito: “É culpa do Hollande, é culpa do seu presidente, ele não deveria ter intervindo na Síria”.

O EI disse que as ações eram resposta às operações francesas contra seu território e que o objetivo era “ensinar a França e todas as nações que seguem o seu caminho que eles ficarão no topo da lista de alvos do ‘Estado Islâmico’ e que o cheiro de morte não sairá dos seus narizes enquanto eles participarem da campanha”.

Leia também: ‘Fui salvo por celular’, diz testemunha

5. Falhas de inteligência?

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Segurança foi reforçada na França e estado de emergência foi declarado no país

O que aconteceu em Paris foi exatamente o que as agências de inteligência e segurança na Europa temiam e tentavam evitar: ataques simultâneos em locais movimentados numa grande cidade, com um elevado número de vítimas.

Além das perguntas naturais sobre quem organizou a operação, o uso de armas automáticas e a coordenação dos ataques levarão à questão: os serviços de segurança franceses falharam?

Nas ações de janeiro em Paris, a inteligência também ficou sob suspeita, já que dois dos autores eram conhecidos de serviços secretos europeus e americano: um já tinha sido preso por tentar se juntar a jihadistas no Iraque; outro tinha ligação com a Al-Qaeda no Iêmen.

O trabalho de identificar e monitorar suspeitos não é simples, disse à BBC Shashank Joshi, do Royal United Services Institute, após os ataques de janeiro.

“O desafio é identificar quais redes de indivíduos merecem atenção especial. A França tem poderosas agências de inteligência, mas nenhuma agência ocidental tem poderes legais ou logísticos de realizar a vigilância intrusiva e constante de milhares de cidadãos que não foram acusados de nenhum crime”.

Outra pergunta ainda sem resposta: se aconteceu em Paris, poderá acontecer em outra cidade europeia?

Je Suis o que mesmo?!

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Como sempre, os cartunistas fazendo uma inteligente leitura do mundo, aguçando a reflexão, capturando como poucos a essência dos fatos, mas, por outro lado, instigando ou ‘sugerindo’ a tão conhecida xenofobia, enquanto reforçam o estereótipo que associa automaticamente terrorista = muçulmano. E mais, refugiados = muçulmanos = terroristas. Tudo que a humanidade não precisa são esses reducionismos, essas simplificações grotescas.

Não se trata de ignorar o poder do ISIS ou EI, tampouco minimizar a gravidade do acontecimento, condenável sob qualquer justificativa, repugnante, desumano. Repilo todo e qualquer ato terrorista, mas não nos esqueçamos que a mesma Europa vitimada em sucessivos atentados, foi algoz de muitos povos em diferentes tempos e espaços. A dor se paga com a dor. Triste, mas é a realidade.

É, também, nos momentos de dor e sofrimento que a humanidade deve refletir. Refletir, vigiar, punir os criminosos pelos seus atos, não por suas religiões. Quem já teve a sorte de ler o Corão ou Alcorão sabe que não há incentivo a qualquer forma de violência, ao contrário, propaga a paz, a solidariedade, tal qual um sem número de outras denominações religiosas.

Bom seria aproveitar a nova chance que a história nos oferece (ainda que por via da dor) para rever ações, virar macaco, mas, dos que olham para o próprio ‘rabo’.

O novo atentado é a deixa esperada pelos xenófobos de plantão que, muito antes do ocorrido, já aprovaram os fechamentos das fronteiras diante das diásporas contemporâneas. Agora, o trabalho sujo ficou facilitado e, para eles, justificado.

Vamos acompanhando as cenas dos próximos capítulos, rezando pelas vítimas, acreditando que novos tempos podem ser construídos, aprendendo as lições, promovendo a PAZ.

Confhic – Colégio São José 2015 – Textos de aluno(a)s sobre As Diásporas Contemporâneas.

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No último dia 13 de outubro,  realizamos uma ATIVIDADE AVALIATIVA sobre AS DIÁSPORAS CONTEMPORÂNEAS.

Clique no link abaixo  e leia!

Avaliação do dia 13 de outubro (1)

  Após a correção, selecionei alguns textos, os quais compartilho com você.

obs. À medida que o(a)s aluno(a)s forem enviando, publicarei todos. 

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Texto 01 – Evinly Roane Reis – 1ºC.

As diásporas no mundo contemporâneo são constantes. Atualmente, vem ocorrendo uma onda migratória por conta dos grandes problemas que vem acontecendo nos países, principalmente na África e no Oriente. Por questões como a guerra civil na Síria, a miséria da África e diversos outros problemas que afetam alguns dos muitos países, está ocorrendo uma grande onda migratória para a Europa.

As condições de embarque para os países europeus são muito precárias; pessoas vem ganhando com esse “tráfico”, muitos barcos naufragam no meio do mar, deixando centenas de vítimas e a Europa “vira as costas ” para a entrada desse necessitados, ameaça bombardear, abater as embarcações antes que passem as fronteiras.

A Acnur (Agência de refugiados da ONU) tenta tomar providências, estabelecendo COTAS para a entrada desses refugiados, mas não adianta. Enquanto isso, crianças, famílias em geral, morrem por tentar uma vida melhor por conta do estrago que, sim, é culpa dos europeus, que no passado exploraram, criaram ditaduras, escravizaram e agora não querem assumir as consequências que o passado trouxe.

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Texto 02 – Bruno Bomfim – 1º C.

As diásporas atuais estão sendo causadas pelo avanço do Estado Islâmico na Síria, pela miséria na África e também pela insistente guerra civil na Síria. Esses conflitos no Oriente Médio e a fome estão causando uma diáspora de tamanho absurdo. E essas diásporas só fazem alimentar o tráfico de humanos e recordar antigos navios negreiros que afundavam e matavam dezenas de pessoas.

As diásporas estão ocorrendo com tanta frequência que alguns poucos países já fecharam suas portas para os migrantes e já deram ordem para abater os navios antes que cheguem à costa. Muitos migrantes já morreram durante a travessia perigosa.

A entrada dos imigrantes na Europa desencadeou também a xenofobia, o racismo e o medo insistente de balançar a integridade cultural da Europa.

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 Texto 03 – Rafaela Morais – 1º E.

Nos últimos anos, está ocorrendo uma Guerra Civil drástica na Síria, onde, de um lado são as forças do governo e do outro, forças rebeldes. Estão tentando, há 4 anos, retirar o ditador Bashar al-Assad, que com sua família governa desde a década de 60, com uma posição altamente autoritária.

Essa guerra mortal que parece para todos, sem fim, está levando a diásporas e uma quantidade extremamente grande de refugiados para outros países. Muitas crianças e adultos não hesitam em passar por rotas de alto risco, a pé ou pelo Mediterrâneo, na expectativa de uma vida melhor. Mas, infelizmente, morrem pelo caminho, afogados, pois seus barcos naufragam, por frio, fome ou doenças, ou se conseguirem chegar ao país desejado não há permissão para entrar, ou são “oportunidades de negócios” para traficantes de pessoas, sendo prostituídas ou exploradas. Até mesmo quando chegam em abrigos privados, muitos com condições precárias de saneamento básico, cabos elétricos expostos, maus tratos, descaso e sem alimentos suficientes.

Devemos ajudar e perceber que eles somente estão fugindo da morte e da destruição e que não são diferentes de nós. Todos querem liberdade e democracia, mas essas são palavras que não existem em seus vocabulários faz muito tempo.

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Texto 04 – Bárbara Stefani – 1º C.

Os conflitos internos existentes na África e no Oriente Médio, em especial a guerra na Síria, vem deixando as populações desses países assustadas, tendo como única alternativa fugir para outros países onde acreditam ter mais segurança e melhor qualidade de vida. Porém, esse deslocamento de um país para outro não é realizado de maneira adequada e com segurança. Por isso, deve-se atentar a questões como: a qualidade de transporte, a segurança do mesmo e os traficantes.

O transporte utilizado pelos refugiados é feito de forma ilegal e amadora pelos traficantes, não dispondo de qualidade mínima de segurança para realizar o deslocamento de um país para outro com segurança e tranquilidade, comprometendo, assim, a vida dos passageiros,que inclui crianças, adultos e idosos, fazendo os mesmos correrem riscos que podem comprometer sua segurança e vida. Antes até de chegar ao seu destino desejado, alguns são acometidos por desidratação, esgotamento físico, podendo ocasionar o falecimento de milhares.

Os poucos que conseguem adentrar em outros países, muitas vezes acabam sofrendo xenofobia, isto é, aversão, um sentimento de ódio e repulsa dos habitantes locais pelos imigrantes, devido a essas pessoas serem de etnia, cultura, idioma e religião diferentes das suas.

A busca por um país digno e longe das guerras acaba sendo um problema social de ordem mundial, que todos os países que vivem longe desses conflitos de guerras poderiam contribuir para amenizar a aflição de tantos que buscam um local digno e em paz para viver com seus familiares.

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Texto 05 –  Giovanna Mororó – 1º B

Atualmente, a mídia vem explorando a situação crítica dos imigrantes do norte da África e do Oriente Médio, que fogem de guerras, perseguição política e/ou religiosa e pobreza, motivações quase sempre interligadas.

Depois de pagar quantias exorbitantes para traficantes de pessoas e experimentarem uma travessia do mar mediterrâneo em condições tão precárias que levam à morte de muitos, esses imigrantes enfrentam a resistência dos países europeus em aceitá-los, justificando esse comportamento com a grave crise econômica que se abate sobre a União Europeia.

A xenofobia de grupos conservadores e radicais ascende rapidamente, com seus discursos de ódio ecoados por uma população amedrontada com a crise. Entretanto, os problemas enfrentados por esses imigrantes em seus países de origem foram provocados por ninguém menos que esses países europeus e seu imperialismo desenfreado (sem esquecer a participação dos EUA). E nesse embate para ver quem deve assumir a responsabilidade, milhões de refugiados sofrem com um futuro incerto.

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Texto 06  Camila Sacramento – 1º C

Atualmente, um dos assuntos mais comentados são as diásporas (principalmente nos países europeus), o que nos força a sair da “zona de conforto” e procurar saber um pouco mais sobre o assunto, pesquisar.

Não é preciso ir muito a fundo para perceber que boa parte dos imigrantes são famílias com crianças sem as condições básicas, onde perdem o pouco que tem à procura de uma vida melhor, de um futuro mais próspero. As viagens geralmente são feitas em barcos improvisados, fazendo com que corram inúmeros riscos, muitas vezes levando até à morte de muitos deles. Mas, e quando conseguem chegar ao seu destino? Geralmente é muito diferente do que eles pensam. A luta contínua, a disputa por uma “quentinha”, um pedaço de pão, a fila para o banho, para o canto onde dormir. O que não pode perder é a esperança e a procura por um emprego, para tentar reconquistar seu espaço na sociedade.

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Texto 07 – Ian Brasil – 1º C

Cada vez mais, as pessoas tentam afastar o perigo do seu país, que só é considerado um país, pois com o passar do tempo foram moldados por conquistas, limites territoriais imaginários.

O papel das muralhas que surgem nas fronteiras é o de passar uma peneira abstrata, para dar a impressão aos habitantes locais, que o processo seletivo – no qual não se sabe ao certo quais são as ameaças – é inexoravelmente fundamental para a segurança nacional. A realidade mostra que a política interna encontra-se numa corda bamba pela impossibilidade da existência de critérios críveis nessa seleção.

Futuros gênios como Einstein, Debussy, Hawking, entre outros, podem morrer na barreira da imigração, ou terem que voltar para o seu país sanguinário e lutar pela sobrevivência; e, também, futuros gênios como Hitler, Bonaparte, Mao, podem ser barrados e salvar assim, milhares de vidas.

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