A PRIMAVERA ÁRABE e A CRISE HUMANITÁRIA ATUAL – Revoltas e guerras Civis no Oriente Médio e na África: infográficos, vídeos, textos e imagens.

Mapa-Siria

Para entender o que foi/é a PRIMAVERA ÁRABE, clique nos links de infográficos e vídeos abaixo:

 INFOGRÁFICOS:
_________________________________________________________________________________________________
VÍDEOS:
Primavera Árabe:

The European Refugee Crisis and Syria Explained – 6 min16

A ilusão da Primavera Árabe | Sidney Ferreira Leite – 2 min 35

PRIMAVERA ÁRABE: atualidades (Síria, Egito, Tunísia e Líbia) resumo de História ENEM – 24 min42

Relembre o início da ‘Primavera Árabe’ na Líbia – 3 min 07

Êxodo: Entenda a crise migratória no Mundo – 10 min

 

Vídeo acelerado mostra chegada de milhares de sírios durante 48h em Munique – 1 min 59
https://www.youtube.com/watch?v=OWO2pLojHqc

Alemanha: onda de refugiados aviva o ódio neonazista – 1 min 05
https://www.youtube.com/watch?v=JwX31S0r3ok

Hungria e Eslovenia acusam Croácia de não assumir responsabilidades – 1 min 43
https://www.youtube.com/watch?v=3G2XvD_VEDc

Barco com 200 imigrantes naufragou próximo à Grécia – 57 seg
https://www.youtube.com/watch?v=m71rr2ly1_s

Refugiados Sírios – Documentário do SBT – 33 min 30
https://www.youtube.com/watch?v=iWmTb8cnATk

Televisão húngara despede repórter de imagem que passou rasteiras a refugiados – 58 seg
https://www.youtube.com/watch?v=mKBkw4A5nSk

Área de anexos

Visualizar o vídeo Primavera Árabe – Almanaque Abril do YouTube

 ________________________________________________________________________________________________

TEXTOS: 

A Síria hoje: entenda a guerra civil que já matou mais de 100 mil pessoas – 2013

Em dois parágrafos, o Terra explica o porquê de a Síria estar sofrendo com uma guerra que dura dois anos e já matou mais de 100 mil pessoas

5 SET2013

19h08

atualizado em 13/9/2013 às 07h22

Localizada no coração do Oriente Médio, a Síria está em guerra civil há mais de dois anos. Sua origem está no descontentamento do povo com o regime de Bashar al-Assad. Depois de décadas de repressão, as pessoas resolveram lutar por liberdade e democracia. Mas o ditador não cedeu. Então, o movimento que iniciou durante a Primavera Árabe se transformou em um conflito sangrento que matou mais de 100 mil e afetou sete milhões (há dois milhões de refugiados), um terço da população do país.

Foto: Arte Terra

Em meio aos confrontos, houve massacres cujas imagens ganharam o mundo e causaram repulsa em diversos países e organizações. Como o diálogo parece esgotado, começou-se a pensar em uma intervenção militar para deter o extermínio de civis. À frente da iniciativa estão os Estados Unidos e seus aliados, como França e Grã-Bretanha. Do outro lado estão Assad e alguns países que o apoiam, como a Rússia. Hoje, o mundo vive um grande debate para saber qual é a melhor solução para a guerra.

Se você quer saber mais, explore os conteúdos abaixo.

GUERRA CIVIL EM FOTOS CONTEÚDO EXCLUSIVO
AFP AFP

O Terra compilou alguns dos principais materiais fotográficos disponibilizados ao longo destes mais de dois anos de guerra na Síria. Cada imagem leva a uma galeria que conta um episódio específico ou remete a uma situação importante do conflito.

Acompanhe a cobertura exclusiva do Terraatravés dos jornalistas Tariq Saleh e Mauricio Morales. Sediado no Líbano, Saleh conversou com sírios, visitou refugiados e ouviu analistas. Enviado especial, Morales passou dias com rebeldes

_________________________________________________________________________________________________

21/08/2013 18h55 – Atualizado em 04/03/2014 10h38

Entenda a guerra civil da Síria – 2014

Governo de Assad encara rebelião armada que já dura quase três anos.
Conflito tem mais de 130 mil mortos, caos humanitário e crise de refugiados.

Do G1, em São Paulo

218 comentários
Homem anda sobre escombros em um local atingido por forças leais ao presidente da Síria, Bashar al-Assad, no distrito de al-Shaar de Aleppo. (Foto: Saad AboBrahim/Reuters)Homem anda sobre escombros em um local atingido por forças leais ao presidente da Síria, Bashar al-Assad, no distrito de al-Shaar de Aleppo. (Foto: Saad AboBrahim/Reuters)

A República Árabe Síria enfrenta, desde março de 2011, uma guerra civil que já deixou pelo menos 130 mil mortos, destruiu a infraestrutura do país e gerou uma crise humanitária regional. Quase três anos depois, as partes envolvidas e a comunidade internacional tentam fazer estabelecer em conjunto os termos para paz.

Uma segunda conferência de paz, chamada Genebra II, foi realizada em janeiro na Suiça. Entretanto, após mais de uma semana de negociações, houve poucos avanços. Uma nova rodada foi iniciada em 10 de fevereiro, terminando no dia 15 novamente sem decisões e com acusações mútuas entre governo e oposição. Uma terceira rodada será feita em data ainda não definida.

Mais de 2 milhões deixaram o país em busca de refúgio em nações vizinhas, aumentando as tensões entre os países vizinhos. Outros 4,25 milhões de sírios tiveram que se deslocar dentro do país devido aos combates.

A situação sanitária se agrava, as organizações de ajuda não conseguem acesso a regiões inteiras do país, e a economia encolhe em meio aos combates.

O contestado presidente Bashar al-Assad, da minoria étnico-religiosa alauíta, enfrenta há quase três anos uma rebelião armada que tenta derrubá-lo do poder.

No início, a rebelião, localizada na cidade de Daraa, tinha um caráter pacífico, com a maioria sunita -que se considera prejudicada pelo governo- e a população em geral reivindicando mais democracia e liberdades individuais, inspirados pelas revoluções da chamada “Primavera Árabe” iniciadas no Egito e na Tunísia.

Os manifestantes também acusavam o governo de corrupção e nepotismo.

Em um episódio na cidade, crianças que pichavam muros teriam sido presas e torturadas, o que gerou revolta popular.

Aos poucos, com a repressão violenta das forças de segurança, os protestos foram se espalhando pelo país e se transformando em uma revolta armada, apoiada por militares desertores e por grupos islamitas como a Irmandade Muçulmana, do Egito e radicais com o grupo Al-Nursa, uma “franquia” da rede terrorista da Al-Qaeda, com o objetivo de derrubar o regime.

Assad se recusou a renunciar, mas fez concessões para tentar aplacar os manifestantes. Ele encerrou o estado de emergência, que durava 48 anos, fez uma nova Constituição e realizou eleições multipartidárias. Mas as medidas não convenceram a oposição, que continuou combatendo e exigindo sua queda.

A mediação de paz feita pela ONU, inicialmente com o ex-secretário-geral Kofi Annan e depois com o diplomata Lakhdar Brahimi, também vem fracassando.

O regime argumenta que a rebelião é insuflada por terroristas internacionais, com elos com a rede Al-Qaeda, cujo objetivo é criar o caos, e que está apenas se defendendo para manter a integridade nacional.

Entre o fim de 2013 e o início de 2014, confrontos entre rebeldes islamitas e jihadistas do Estado Islâmico do Iraque e Levante (EIIL, ligado à Al-Qaeda) deixaram milhares de mortos.

Há a percepção, dentro e fora do país, de que os grupos jihadistas tentam “tomar conta” da revolta, o que dificulta a tomada de posição do Ocidente.

O conflito se generalizou pelo país e tem sido marcado por derrotas e vitórias militares dos dois lados, e pelo grande número de mortes.

A fragmentada oposição síria tenta se organizar para uma possível tomada de poder, mas queixa-se de falta de apoio das potências ocidentais, que se mostram reticentes em entrar no campo de batalha.

Tensões no exterior
A guerra civil síria reviveu as tensões da Guerra Fria entre Ocidente e Oriente, por conta do apoio da Rússia ao regime sírio.

Desde o início do conflito em março de 2011, os EUA se limitam, oficialmente, a oferecer apoio não letal aos rebeldes e a fornecer ajuda humanitária.

Em junho, a administração Obama prometeu “apoio militar” aos rebeldes, embora tenha mantido certa indefinição sobre a natureza dessa ajuda.

Os EUA tinham até pouco tempo atrás pouco apetite para intervir na região, por conta do envolvimento da Al-Qaeda, inimiga mortal dos americanos e autora dos atentados do 11 de Setembro de 2001.

A Rússia, que tem interesses econômicos e estratégicos na região, é a principal aliada do governo sírio. China e Irã também são importantes aliados do presidente sírio Assad. Ele também tem apoio do movimento xiita libanês Hezbollah.

Armas químicas
Em 21 de agosto, a oposição denunciou mais de mil mortos em um massacre com uso de armas químicas em subúrbios de Damasco controlados pelos rebeldes. Já havia relatos anteriores de uso de armas químicas pelo regime.

O governo e o próprio Assad negaram as acusações, apesar de o Ocidente dizer ter provas em contrário.

Observadores da ONU foram autorizados a irem até o local para investigar se houve uso de armas químicas. O incidente é considerado o mais grave com uso de armas químicas no planeta desde os anos 1980.

Após o ataque, aumentaram as conversas sobre uma possível intervenção internacional no país, liderada pelos EUA. No dia 31 de agosto, Obama fez um pronunciamento dizendo que decidiu que o país deveria adotar uma ação militar contra alvos do governo sírio, mas ressaltou que iria buscar a aprovação do Congresso norte-americano antes de fazê-lo.

A oposição síria esperou ansiosamente o ataque americano, e emitiu comunicado dizendo que a ajuda deveria vir também em armas.

Mas a Rússia mudou esse panorama dois dias depois, quando propôs um plano para acabar com as armas químicas da Síria. Obama, apesar do ceticismo em relação à proposta, aceitou a proposta. A Síria começou a colaborar com a Opaq (Organização para a Proibição de Armas Químicas), que lacrou os arsenais sírios e prepara-se para sua destruição. O trabalho rendeu o Prêmio Nobel da Paz à Opaq.

No dia 16 de setembro, a ONU divulgou o relatório sobre a investigação do ataque de armas químicas ocorrido em 21 de agosto nos subúrbios de Damasco. O documento confirmou que um grande número de pessoas morreu vítima de gás sarin na região de Goutha, na periferia da capital.

Os EUA afirmam que estão dando uma chance à diplomacia, mas que, se Assad não cumprir sua parte, a possibilidade de uma intervenção militar não está descartada.

arte síria versão 18.02 (Foto: Arte/G1)

Conferência de paz
No fim de 2013, Estados Unidos e Rússia, principais negociadores externos, acertaram a data de 22 de janeiro para a realização de uma conferência de paz chamada de Genebra II.  O encontro deseja tentar chegar a uma solução negociada para o conflito sírio.

Devem se sentar na mesma mesa o regime e a oposição – o governo confirmou sua participação, mas descartou excluir o presidente Bashar al-Assad do processo de transição política no país em guerra civil, algo que é exigido por diversas partes.

Entretanto, nas semanas que antecediam a realização da conferência, a participação ou não de diversos países e partes envolvidas gerou polêmica. Alguns membros da coalizão opositora, com o Conselho Nacional Sírio (CNS) à frente, recusam-se a sentar-se à mesma mesa com representantes do regime de Damasco.

A ONU chegou a convidar o Irã para participar, mas o chamado foi rejeitado pela oposição síria, pelos Estados Unidos e pela Arábia Saudita. O Irã, aliado do regime sírio, “nunca apoiou o comunicado de Genebra I”, que pede um governo de transição na Síria, afirmou um funcionário de alto escalão do Departamento de Estado dos EUA.

Após a polêmica, a ONU retirou o convite ao Irã – o que foi criticado pela Rússia.

http://g1.globo.com/revolta-arabe/noticia/2013/08/entenda-guerra-civil-da-siria.html

_________________________________________________________________________________________________

France Presse15/03/2015 18h22 – Atualizado em 15/03/2015 18h22

Conflito na Síria completa 4 anos com balanço humanitário dramático – 2015

Número de mortos passa de 215 mil; 7 milhões abandonaram suas casas.
Guerra civil teve início após repressão às manifestações de março de 2011.

Da France Presse

Uma mulher acompanha crianças que aguardam atendimento em uma clínica improvisada na região de Douma, na Síria, após ataques aéreos das forças do governo, no domingo (15) (Foto: AFP Photo/Abd Doumany)Uma mulher acompanha crianças que aguardam atendimento em uma clínica improvisada na região de Duma, na Síria, após ataques aéreos das forças do governo, no domingo (15) (Foto: AFP Photo/Abd Doumany)

A guerra na Síria completou neste domingo (15) quatro anos e sem uma perspectiva de fim, com um balanço humanitário dramático, um regime cada vez mais apegado ao poder e uma comunidade internacional preocupada, especialmente, com as atrocidades do grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

As organizações internacionais condenaram durante a semana o fracasso dos governos de todo o mundo para encontrar uma solução à guerra, que segundo a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) provocou mais de 215.000 mortes, em uma estimativa conservadora.

Além disso, a batalha forçou metade da população síria a abandonar suas casas.

A imagem das manifestações pacíficas iniciadas em 15 de março de 2011 desapareceu há muito tempo.

A revolta popular contra o regime ganhou um caráter militar ante a repressão do governo até virar uma guerra civil complexa, na qual se enfrentam tropas leais ao regime, vários grupos rebeldes, forças curdas e organizações jihadistas.

A diplomacia está bloqueada, após duas séries de negociações em vão entre o regime e a oposição. Dois enviados especiais jogaram a toalha e um terceiro tentou obter a aplicação, sem sucesso, de uma suspensão dos combates em Aleppo.

Neste domingo, pelo menos 26 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas em ataques aéreos do regime sírio perto de Damasco.

Os ataques aconteceram na cidade de Duma, ao nordeste da capital.

O OSDH afirmou que os aviões do governo executaram quatro ataques em Duma e que entre os feridos estão mulheres e crianças. A ONG advertiu que o balanço de mortos pode aumentar porque há feridos em estado grave.

Duma fica em Guta Oriental, reduto opositor e alvo de grandes ataques aéreos do governo há vários meses, enquanto os rebeldes disparam mísseis a partir desta cidade contra Damasco.

Mudança perigosa
A incapacidade da comunidade internacional para acabar com a violência alimenta o sentimento de amargura e abandono dos sírios, que enfrentam, segundo a ONU, “a situação mais importante de emergência humanitária de nossa era”.

Uma mulher síria pendura roupas no varal do lado de fora de sua barraca coberta por neve em um campo de refugiados em Zahlé, no leste do Líbano. A neve na região já matou pelo menos dois refugiados (Foto: Hussein Malla/AP)Uma mulher síria pendura roupas no varal do lado de fora de sua barraca coberta por neve em um campo de refugiados em Zahlé, no leste do Líbano. A neve na região matou pelo menos dois refugiados em dezembro de 2014 (Foto: Hussein Malla/AP)

Quase quatro milhões de pessoas fugiram da Síria, incluindo um milhão que buscara refúgio no vizinho Líbano.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) advertiu para a “mudança perigosa” na crise, já que dois milhões de sírios com menos de 18 anos podem virar uma “geração perdida”.

No país, mais de sete milhões de sírios abandonaram suas casas e quase 60% da população vive na pobreza.

Os combates destruíram as infraestruturas e, com isto, provocaram uma grande escassez de energia elétrica, água e alimentos, especialmente nas zonas cercadas pelo exército.

As organizações de defesa dos direitos humanos investigaram as atrocidades cometidas pelo regime sírio de Bashar al-Assad.

Mais de 13 mil sírios morreram torturados nas prisões desde o início da revolta popular e outras dezenas de milhares continuam nas penitenciárias do governo, embora muitos deles sejam citados como desaparecidos.

O OSDH anunciou neste domingo um balanço devastador do conflito.

“Contabilizamos 215.518 mortos em quatro anos de guerra, incluindo 66.109 civis”, afirmou à AFP Rami Abdel Rahman, diretor do OSDH, que dispõe de uma ampla rede de fontes na Síria.

Sírios e turcos protestam contra o regime de Bashar al-Assad em Istambul, no domingo (15) (Foto: AFP Photo/Ozan Kose)Sírios e turcos protestam contra o regime de Bashar al-Assad em Istambul, no domingo (15) (Foto: AFP Photo/Ozan Kose)

Entre as vítimas civis, 10.808 eram crianças.

Mais de 5 mil pessoas morreram no país desde fevereiro, segundo Rahman.

O balanço, destacou Abdel Rahman, “é certamente superior aos 215 mil mortos contabilizados, pelo grande número de desaparecidos com paradeiro ignorado”.

Ele também disse que é necessário acrescentar as 20 mil pessoas que estão nas prisões do regime e são consideradas desaparecidas.

Também são ignorados os destinos de milhares de civis e combatentes que foram sequestrados.

“O número supera 215 mil mortos, enquanto a comunidade internacional permanece em silêncio e nenhum tribunal internacional pune estes crimes”, denuncia Rami Abdel Rahman.

“A impunidade estimula o assassino a continuar com seus crimes”, completou.

“O povo sírio se levantou em março de 2011 para conquistar um Estado de direito e a liberdade, e não para passar da opressão da ditadura à opressão do grupo Estado Islâmico”, concluiu.

Assad apegado ao poder
Apesar da indignação internacional com o número de vítimas e o suposto uso de armas químicas pelo regime em meados de 2013, Bashar al-Assad continua fixado ao poder, ainda mais quando suas forças consolidam a presença na periferia de Damasco e Aleppo em detrimento da rebelião.

Diante dos rebeldes, o exército destaca sua superioridade militar, reforçada com combatentes estrangeiros, como os do Hezbollah libanês. Apesar das provas apresentadas por ONGs, Assad nega o uso de barris de explosivos.

Os países ocidentais, que exigiam a saída de Assad em 2011, se tornaram menos veementes após o surgimento do grupo Estado Islâmico, considerado atualmente a organização terrorista mais perigosa e melhor financiada do mundo. O secretário de Estado americano, John Kerry, destacou recentemente que a prioridade de Washington é vencer os jihadistas.

O presidente da Síria, Bashar al-Assad, em foto divulgada nesta segunda-feira (28) pelo governo do país (Foto: AFP)O presidente da Síria, Bashar al-Assad, em foto divulgada em abril de 2014 pelo governo do país (Foto: AFP)

Mas neste domingo Kerry admitiu que o governo dos Estados Unidos terá que negociar com o presidente da Síria, Bashar al-Assad, para acabar com a guerra civil neste país.

“Ao final teremos que negociar. Sempre estivemos dispostos a negociar dentro do processo (de paz) de Genebra I”, disse Kerry em uma entrevista exibida pelo canal CBS.

Ele destacou que Washington trabalha sem descanso para reativar os esforços para encontrar uma solução política para acabar com a guerra.

O governo americano liderou os esforços internacionais para iniciar os diálogos de paz entre Assad e uma fragmentada oposição síria, aproximando as partes pela primeira vez em uma reunião em Genebra no ano passado.

Mas após duas séries de debates, as negociações afundaram sem a programação de novos encontros, enquanto aumenta o número de mortes no conflito.

“Assad não queria negociar”, disse Kerry à CBS.

“Mas se estiver preparado para iniciar uma negociação séria sobre a implementação de Genebra I, com certeza (…) e o que estamos tentando obter é que venha e faça isto”, respondeu ao ser questionado se negociaria com Assad.

Poucas esperanças de paz
Desde meados de 2014, Washington lidera uma coalizão internacional contra o EI no Iraque e na Síria, onde os jihadistas proclamaram um califado nos territórios sob seu controle.

Os bombardeios aéreos permitiram às forças curdas expulsar os jihadistas de algumas áreas ao norte da Síria, mas o EI mantém sua força, como demonstram os vídeos divulgados de decapitações de civis, jornalistas e voluntários.

O grupo extremista sunita atrai milhares de combatentes estrangeiros, incluindo muitos ocidentais, o que aumenta o temor de possíveis ataques jihadistas após o retorno a seus países de origem.

As esperanças de paz na Síria são cada vez menores, mas uma nova rodada de negociações, com resultado incerto, está prevista para abril, em Moscou, entre enviados de Damasco e uma delegação da oposição.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/03/conflito-na-siria-completa-4-anos-com-balanco-humanitario-dramatico-20150315164505898955.html

_________________________________________________________________________________________________

MAIS TEXTOS:

Refugiados furam bloqueio policial na Croácia; ministro diz que país está lotado – 2015

http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2015/09/17/refugiados-furam-bloqueio-policial-na-croacia-ministro-diz-que-pais-esta-lotado.htm

Muros e violência não vão resolver a crise migratória, diz comissário da UE

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2015/09/17/muros-e-violencia-nao-vao-resolver-a-crise-migratoria-diz-comissario-da-ue.htm

Milhares de migrantes chegam à Croácia; UE se reúne na próxima quarta – 2015

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2015/09/17/milhares-de-migrantes-chegam-a-croacia-ue-se-reune-na-proxima-quarta.htm

Finlândia irá aumentar impostos de ricos para abrigar mais refugiados – 2015

http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2015/09/17/finlandia-ira-aumentar-impostos-de-ricos-para-abrigar-mais-refugiados.htm

A caravana de refugiados em direção à Croácia – 2015

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/deutschewelle/2015/09/17/a-caravana-de-refugiados-em-direcao-a-croacia.htm

_________________________________________________________________________________________________

IMAGENS:

0,,17150593_401,00 22ago2015---barco-com-refugiados-e-resgatado-no-estreito-da-sicilia-na-costa-da-italia-a-guarda-costeira-italiana-anunciou-neste-sabado-22-que-tenta-socorrer-quase-3000-imigrantes-a-deriva-no 500 693_libia_primavera_arabe 2014-754240877-20140924070302769rts.jpg_20140924 16044_artigo_especial_refugiados1D8DAE7 1560057 11263203 1441358353_987844_1441360253_noticia_normal alx_montagem-mundo-reporter-derruba-refugiados-20150908-04_original atualidades-aula-3-primavera-rabe-mobilidade-farc-crise-mundial-2-638 bcbd005d84d07cbf35e2f2ea49a677ca carlos_latuff CartumImigrantesPareshNath charge d00001_fig01 DP_charge_06_02_2012_72 EUA democracia na Líbia facebook image images (1) images (3) images (5) images (7) images (9) images (11) images (13) images (15) images (17) khalilbendib2 Latuff+2+pesos+e+2+medidas+na+siria latuff-china M_Id_210342_Syria_protest mapa2bdel2bmundo2b25c32581rabe2b-2bperfil2b-2b302benero2b2011 MOROCOO-ABDELHAK SENNA-AFP ObamaSyriaPutinLatuff primavera árabe primavera-arabe primavera-arabe (1) protesters-in-tahrir-square-egypt-in-2011-photo-by-ap refugees_austria02_3429899b refugiados06_0 siria arabia saudita Timetheprotester1 track30 urss-russia-atualidades-18-728 0,,17971965_303,00 87e46d387a01381b6935d0a076f8e969 550 748_islamismo_mapa 9571 597098D3-A7BF-47D3-AF40-72CF4F3B9079_w900_r1_s 1965436 17608883 150904084602_refugees_624x351_afp_nocredit assad-180812-pavel-constantin-humor-politico-internacional bashar3 Berlusconi Sarkozy Imigracao CartumImigrantesAfricanosNani cg4d67b359c3201 comparacion_siria_guerra_civil_espac3b1ola8 download Egito-mubarak f38af9240268069a54ab2bc2699dc057 guerra0 images images (2) images (4) images (6) images (8) images (10) images (12) images (14) images (16) ImigracaoEuropa la-indiferencia-duele latuffcharge LatuffLibia maio-risco-de-intervencao---com-o-aumento-da-violencia-do-numero-de-mortes-e-das-tensoes-entre-as-seitas-religiosas-na-guerra-civil-da-siria-os-eua-comecaram-a-enfrentar-maior-pressao-interna mapa-siria ng4617132 primavera

An anti-government protester holds a sign reading

An anti-government protester holds a sign reading “Game Over” in Tahrir square in downtown Cairo, Egypt, Saturday, Jan. 29, 2011. Thousands of anti-government protesters returned to Cairo’s central Tahrir Square, chanting slogans against Egyptian President Hosni Mubarak and demanding his departure. (AP Photo/Ben Curtis)

primavera-arabe-2 Primavera-Arabe (2) quiz-de-atualidades-destak-fmj-19-638 refugiados sha1 siria usa tmb1_514878_20140315015023 UELibia USAEuropeanUnionSyriarefugees

Anúncios

Um pensamento sobre “A PRIMAVERA ÁRABE e A CRISE HUMANITÁRIA ATUAL – Revoltas e guerras Civis no Oriente Médio e na África: infográficos, vídeos, textos e imagens.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s