Terceirão Salesiano 2015 – Textos de aluno(a)s sobre REVOLTAS JUVENIS.

Na última semana de junho , realizamos o EXERCÍCIO a seguir:

exercício com base no texto Os jovens na idade da contestação, de Zuenir Ventura.

   Algumas respostas aos itens “a” e “b” foram selecionadas e com a autorização do(a)s autore(a)s, compartilho a seguir os primeiros textos que recebi:

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Texto 01:  Marianna Gabrielly – 3º B

Item “b” do exercício: 

Tomando como referência a juventude brasileira de hoje e comparando-a à juventude de 1960, concluo que as possibilidades de rebeldia não são as mesmas em todos os tempos, mas tanto hoje como antigamente, os jovem se mobilizam em prol de algo. Atualmente, os jovens contam com os meios de comunicação, o que facilita.  Entretanto, os jovens não são socializados sempre com os mesmos valores, nem sempre as alternativas de contestação estão abertas a todos, ou seja, os jovens de antigamente viviam em uma realidade completamente diferente, em padrões estéticos e culturais da época e nem por isso deixaram de se impor. Logo, seja qual for o período e/ou motivo, sempre haverá a possibilidade de reivindicar por algo.

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Texto 02: 

Mirella Áspera – 3º B

A juventude dos anos 60, representada no texto, assemelha-se com a juventude atual brasileira em alguns aspectos em relação às mobilizações sociais e políticas, pois, como os jovens da década de 60, os brasileiros foram protagonistas de mobilizações tanto antigamente a exemplo das revoltas da vacina e da chibata, impeachment do presidente Fernando Collor, oposições ao governo ditatorial e inúmeras outras, como atualmente, como as mobilizações de 2013, devido a problemas sociopolíticos do país, e nas mobilizações de 2015, pelo impeachment da presidente Dilma Roussef. Porém, é visto que nos movimentos brasileiros, principalmente os atuais, há pouca resistência e uma grande influência midiática, que infere na participação de muitas pessoas que não estão realmente lutando pelas tais mudanças.

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Texto 03: Rafaela Barbedo – 3º B

Letra A:
É comum atribuir movimentos liderados por jovens como manifestações de rebeldia ou, até mesmo, “tempestade em copo d’água”. Porém, manifestações, sejam públicas, como passeatas e vandalismo, ou mais intimistas, como cores de roupas ou cabelo, chamam atenção e conseguem mobilizar diversas pessoas.
Um movimento iniciado por jovens, na década de 60, mas que é aderido por algumas pessoas até hoje é o hippie. Esse movimento tem como ideologia a liberdade, seja com drogas, roupas ou outros símbolos característicos. Os participantes pregam o amor sem distinção e a não violência, conceitos bem explorados no lema “paz e amor”.
para Zuenir Ventura, bacharel em letras, professore e jornalista, a revolta juvenil nos anos 60 deixou de ter simples motivações psicológicas e adquiriu contornos sociológicos bem definidos. Essa afirmativa é melhor compreendida levando em conta o contexto histórico da época: Guerra Fria, mais especificamente Guerra do Vietnã.
Ao relacionar com o que se passava no mundo na época, fica mais claro perceber o papel sociológico dos movimentos hippie. A ideologia vai de encontro às guerras ocorridas na década de 60 com o lema “paz e amor”. Dessa maneira, o movimento visava conscientizar as pessoas acerca do quão melhor seria uma vida em paz. Por esse motivo, tornou-se um importante movimento juvenil.

Letra B:

Desde o fim da ditadura militar, que durou entre 1964 e 1985, o Brasil vive um regime democrático. Nele, as pessoas possuem direitos de liberdade, previstos pela Constituição, como o de “ir e vir” e o da liberdade de expressão. Dessa maneira, tornou-se mais fácil a participação da sociedade na política do país, já que não há mais necessidade de métodos que escondem o pensamento.
Nos anos 60, o movimento hippie recrudesceu. O clima de guerra motivou jovens de diversos países a fazer uma mobilização baseada no lema “paz e amor”. Hoje em dia, os movimentos juvenis são realizados, na maioria das vezes, em locais públicos e alguns com a presença da violência e do vandalismo.
Ao comparar movimentos que ocorreram em épocas distintas, percebe-se semelhanças e diferenças. O Movimento Hippie, por exemplo, assim como os atuais, conseguiu mobilizar muitas pessoas; os mais recentes, com a facilidade da Internet, podem conseguir mais gente. Além disso, os movimentos que ocorrem atualmente são motivados, geralmente, por fatores internos e não mundiais. Porém, o mais importante salientar é que mesmo havendo capacidade para manifestações, continua havendo repressão violenta em alguns casos.
A importância dos movimentos sociais é algo conhecido pela maioria das pessoas. Dessa forma, independente da época e do motivo pelo qual aconteçam, eles devem continuar existindo para manter a participação social na política.

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Texto 04: Bruno Mauricio – 3º B

 Ao afirmar que os jovens deixaram de realizar manifestações por simples motivações psicológicas ou mera crise existencial implica em dizer que motivações reais ocorreram. afinal, 1968 foi considerado por muitos como um ano com diversos acontecimentos que marcaram a história.

         Podendo começar com a guerra do Vietnã, onde 500 mil soldados de maioria jovens foram ao embate. Após inúmeros insucessos, o movimento hippie teve um aumento significativo e diversas manifestações pacíficas com o slogan “Faça amor, não faça guerra”. Outro movimento que mostrava como a parcela jovem da sociedade ao protestar tinha motivos sólidos e definidos para tais atitudes foi a greve de mais de 10 milhões de pessoas na França após atitudes agressivas da polícia contra jovens que protestavam contra a estrutura acadêmica da época.

        O ano de 1968 foi um ano marcante, em contexto de Guerra Fria e a tensão que o mundo vivia, muitos jovens com princípios e motivos consolidados foram às ruas pacificamente ou não, mostrando uma vontade de intervir na história sendo os “atores principais”.

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Texto 05:

Larissa Santana e Ellen Karla – 3º A

    A capacidade de mobilização é característica presente na juventude de todos os tempos. O que diferencia a juventude atual daquela dos anos 60 é a forma como ela aplica o seu poder de mobilizar e o desenvolvimento do senso crítico.        Atualmente, os jovens não buscam desenvolver sua cidadania, eles encontram-se acomodados e suas manifestações limitam-se apenas a postagens “indignadas” ou ” para reflexão ” nas redes sociais, ações que não precisam mais do que alguns “cliques” para se realizar. Mas isso não é o suficiente, se querem mudanças é necessário sair do conforto dos seus sofás  e do anonimato das redes virtuais para irem em busca do que almejam. Essa é, sem dúvida, a característica que diferencia essas gerações, enquanto a juventude dos anos 60 ia em busca, e manifestavam – se mesmo que de forma agressiva e radical, em oposição, os jovens atuais não se incomodam com questões coletivas , preocupando – se apenas com o seu bem – estar individual, esquecendo assim as questões político – sociais pelas quais deveriam lutar.

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 Texto 06: Gabriela Pimenta – 3º B

A) Durante a década de 60,  em plena Guerra-Fria, o mundo estava dividido em duas potências, URSS e EUA. Houve um grande impulso na indústria, criando uma cultura capitalista que exalava o trabalho, a especialização da mão-de-obra, o lucro, a razão e a objetividade fazendo o mundo girar de maneira mais dinâmica por capital, guerra, criando no meio social uma “necessidade” da entrada de jovens na faculdade, levando-os a, com seus conhecimentos adquiridos, contestar a cultura de seus pais, como a sociedade de consumo  e a associação da riqueza ao bem-estar do individuo. Surge em contraposição à esses valores uma contracultura jovem que acreditava que apenas em uma sociedade livre da opressão capitalista do homem pelo homem é que o individuo poderia ser livre e autônomo, consciente de sua liberdade poderia libertar a sociedade de todos os males que sofria, um ideal que vai de total oposição ao que era imposto pela sociedade de consumo

B) A década de 60 ficou conhecida como anos de chumbo, onde foi implantada a ditadura militar que repreendeu quem fosse contra o sistema, suspendeu os direitos constitucionais, além da intensa censura de opiniões e ideologias nas TV’s, rádios, escolas, banindo o ato de pensar, resultando nos dias atuais em um grande abismo que separa a juventude desse período dos de hoje em dia, pois não existe mais uma cultura de realizar o papel de cidadão na sociedade, gozando de seus direitos, reivindicando quando deve e pondo seus deveres em práticas
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 Texto 07: Leonardo Cavalcante – 3º A
a) Zuenir Ventura afirma isso por causa das proporções tomadas por tal revolução. Os jovens envolveram ações de cunho cultural e social de elevada importância para a população, isso despertou o interesse da mídia como um todo. Basicamente isso foi o principal motivo dos contornos sociológicos.
b) A população jovem atual me parece pouco acomodada se comparada à dos anos 60, apesar da época, os jovens de antigamente davam ” corpo e alma ” pelos movimentos sociais, muitos morriam ou eram torturados, mas eram patriotas e faziam tudo pela sua pátria. É certo lembrar que não eram literalmente todos os jovens, até mesmo por questões de superproteção da família, mas ainda assim eram mais ativos que os jovens da sociedade atual. Os jovens de hoje em dia possuem a tecnologia em seu favor, mas creio que poucos entrariam de ” corpo e alma ” num movimento social em prol de seu país. Os avanços tecnológicos são também responsáveis por alienar os jovens e torná-los escravos de um sistema capitalista alienador.
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 Texto 08: Lorenna Ribeiro e Caio Soares –  3º B

a)

   O texto afirma que os jovens daquele momento deixaram o ideal romântico dos livros e começaram a pensar de uma forma mais revolucionária. Destituíram-se do não, do óbvio, do subjugamento. Logo, revolução é mudar todos os âmbitos, incluindo o social e politico, mexendo na estrutura organizacional do povo, criando assim, uma motivação sociológica, mudar.
b)
 Nós, atuais jovens, temos que tomar a juventude dos anos 60 como base. Nossa capacidade de, real, mobilização política é extremamente baixa, sempre sendo desviado o propósito inicial e se acomodando quando o movimento não tem o fim esperado. Cabe, então, um poder intelectual (inclusive sobre sociologia, história e filosofia) muito maior, falta um despertar, que aconteceu com a juventude dos anos 60. Eles acordaram e tentaram desconstruir tudo aquilo que estava estático na sociedade, o que seria a nossa solução.
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