Terceirão Salesiano Dom Bosco 2015: Israel, EUA, Coreia, Grécia e Ceuta: conheça cinco muros que ainda estão de pé

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Estudamos hoje sobre A Divisão da Alemanha e de Berlim no contexto da Guerra Fria.

  Conhecemos um pouco a história da construção e da queda do Muro de Berlim.

  Para ampliar nossos estudos sobre o tema, leia as reportagens abaixo!

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Texto 01: Israel, EUA, Coreia, Grécia e Ceuta: conheça cinco muros que ainda estão de pé

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/reportagens/38443/israel+eua+coreia+grecia+e+ceuta+conheca+cinco+muros+que+ainda+estao+de+pe.shtml

Texto 02: 5 MUROS PARA VOCÊ CONHECER

http://loucospelagringa.com/5-muros-para-voce-conhecer/

Boas leituras!

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Terceirão Salesiano Dom Bosco 2015 – Guerra Fria (2ª parte): Guerra do Vietnã e Revolução Cubana: SLIDES – VÍDEOS e INFOGRÁFICOS

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Guerra do Vietnã

SLIDES – GUERRA DO VIETNà

Vídeo 01:  1min38
Vietnã expulsa os franceses em 1954 – antes de a guerra começar
   Depois de oito anos de guerras de independência, o Vitenã comunista consegue livrar a nação da influência da França.  Documentário da série “Testemunha da História”.

vídeo 02:   2min03

A guerra colocou em confronto, de um lado, a República do Vietnã (Vietnã do Sul) e os Estados Unidos. Entretanto, apesar de seu imenso poderio militar e econômico, os norte-americanos falharam em seus objetivos, sendo obrigados a se retirarem do país em 1973 e dois anos depois o Vietnã foi reunificado sob governo socialista, tornando-se oficialmente, em 1976, a República Socialista do Vietnã. Trecho do documentário “Testemunha da História”.

Vídeo 03: imagens e sons – 5min06

Trecho que apresenta imagens da guerra do Vietnã com ênfase na participação de jovens norte-americanos. As imagens são acompanhadas por uma trilha sonora rock and roll, gênero musical consumido por essa geração de jovens soldados e ainda nos dias de hoje, considerado um estilo musical rebelde.

http://www.historia.seed.pr.gov.br/modules/video/showVideo.php?video=5273

Guerra do Vietnã – Mais Vídeos:

 
Documentário – parte 1 – https://www.youtube.com/watch?v=u8GjO_pKP7c
 
Os arquivos perdidos – parte 1 – https://www.youtube.com/watch?v=6SC7SySgBP8
 
 
Bombas de napalm – history channel –  1min58
 
Vietnã – 7min33
 
Música – Engenheiros do Hawai  – https://www.youtube.com/watch?v=7TR-HLzsVwk
 
Anúncio do fim da guerra – 6min42

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REVOLUÇÃO CUBANA:

SLIDES – Revolução Cubana

 VÍDEOS:

Revolução Cubana: https://www.youtube.com/watch?v=K1r_zA8BLTw  – 48min – legendado em português

Sobreviver Calado – A verdadeira Cuba – 28min45
https://www.youtube.com/watch?v=RAJLJ8ogk_s

Documentário Fidel – Discovery Channel – 57min32
https://www.youtube.com/watch?v=dPYe5R2b3HY

Diários de Motocicleta – dublado – 1h45min

Revolução Cubana – informações básicas sobre o processo que culminou na Revolução – 4min55
A Revolução Cubana – Testemunha da História – 2min

A crise dos mísseis em Cuba – 1min49
A crise dos Mísseis – 6min28
 
Discurso de kennedy na Crise dos Mísseis – 18min
 
A versão da URSS sobre a Crise dos Mísseis – 23min22
 
Veterano fala sobre a Invasão à Baía dos Porcos – 6min42
 
A invasão dos EUA à Baía dos Porcos – 10min41
 
Batalha da Baía dos Porcos faz 50 anos – 2min27
 
Sierra maestra – 2min12
 
Aliança para o Progresso – https://www.youtube.com/watch?v=NdNKv8jdTT0

Infográficos

História de Cuba

http://extras.ig.com.br/infograficos/historiadecuba/

Sobre Fidel Castro – da revolução à renúncia

http://www.atividadeseducativas.com.br/atividades/2019_fidelcastro/2019.php

crise dos mísseis

http://veja.abril.com.br/historia/infograficos/info_cuba.swf

A vida de Che Guevara

http://www.atividadeseducativas.com.br/atividades/2095_cheguevara.swf

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Sobre Getúlio Vargas – História Ilustrada.

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Clique no link abaixo!

http://www.historiailustrada.com.br/2015/05/getulio-vargas-amar-ou-odiar.html

A seguir, o artigo, mas, como as fotos não aparecem, clique no link acima e você as verá.

Getúlio Vargas: 3 razões para amar (ou odiar) o que ele fez com o Brasil que você vive hoje
Getúlio Dornelles Vargas foi um dos mais influentes personagens da história do Brasil República. Morto há mais de 60 anos, ainda é considerado por boa parte da população como o melhor presidente que já comandou o país. Sua participação na construção política do Brasil redefiniu em diversos elementos o posicionamento do Estado Nacional.

Principal nome da Revolução de 1930 (aquela que pôs fim à República do Café com Leite), Getúlio se manteve no poder desde então até a metade da década de 1950. Ele sabia como poucos se articular e adaptar sua forma de governar a cada diferente contexto. Sua influência foi além dos cargos oficiais: mesmo fora do poder (após sua morte ou quando o Estado Novo foi derrubado), foi capaz de fazer de sua vontade a vontade do povo, seja pela sua própria figura ou pela de seus herdeiros políticos.

Criador de importantes instituições do governo, como a Petrobras, de leis que regem o mundo do trabalho e pioneiro no uso da propaganda para atingir seus interesses, Getúlio Vargasmoldou o Brasil que vivemos hoje. Boa parte dos acontecimentos do presente são herança direta ou indireta de suas decisões. Isso pode ser para alguns uma contribuição positiva, entretanto é completamente possível atribuir interpretações negativas a esse legado tão presente num cenário de qualidade duvidosa que é política nacional.

#1 – Getúlio “inventou” o populismo no Brasil 

(clique nas imagens para ampliar)

(Foto: Museu Joaquim José Felizardo / Fototeca Sioma Breitman).
Cartilha getulista publicada em 1940 pelo

Departamento de Imprensa e Propaganda

(Acervo CPDOC FGV).

“Pai dos Pobres” e “Mãe dos Ricos”: não é por qualquer razão que ele ficou conhecido assim. Poucos políticos no mundo tiveram capacidade semelhante de barganhar com os diferentes setores da sociedade. Vargas adotou estratégias que visavam obter o apoio popular, para isso, instituiu o DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda), que centralizou toda produção publicitária nacional, controlando (e censurando) tudo o que fosse de interesse do governo. Além disso adotou medidas para o fortalecimento de sua imagem, divulgando os feitos do governo sempre com especial destaque a seu nome. Um ótimo exemplo disso foi a criação da “Hora do Brasil“, um programa de rádio diário de transmissão obrigatória em que Vargas anunciava diretamente ao povo suas realizações. Nunca antes na história do Brasil um chefe de Estado se fez tão próximo de cada brasileiro.

Em diferentes ocasiões, Vargas teve a sensibilidade de se antecipar a demandas distintasConcedia direitos às camadas populares ao mesmo tempo que limitava seu poder de mobilização. Era uma espécie de autoritarismo anestesiado, visto que a aprovação de seu governo, considerado uma ditadura entre 1937 e 1945, sempre se manteve em níveis elevados. Uma prova disso é o chamado “Movimento Queremista“, que foi uma mobilização popular em defesa da permanência de Getúlio na presidência (em 1945 uma intervenção militar interrompeu o Estado Novo, restabelecendo a democracia no país, com a ressalva de que as eleições convocadas proibiam a candidatura de Vargas, em evidente tentativa de evitar que ele fosse eleito).

Comício do Movimento Queremista no Largo do Carioca, Rio de Janeiro, 1945 (Acervo CPDOC FGV).

Especialistas associam a forte utilização da propaganda – enquanto ferramenta de articulação do governo – como uma das muitas características que assemelham seu estilo de governo aos polêmicos regimes fascistas que se constituíram na Europa no mesmo período (como o de Adolf Hitler, na Alemanha, e Benito Mussolini, na Itália). A partir daí fica clara a recorrente crítica ao uso do populismo pelo seu caráter considerado manipulador. O modus-operanti do populismo, apesar dessa incontestável conotação pejorativa, continuou a se fortalecer como estratégia de governo no mundo pós-fascismo, sendo praticado por representantes de diferentes correntes políticas. No Brasil não foi diferente.
A maior parte dos presidentes que vieram após Vargas (salvo o período do Regime Militar, em que os presidentes eram eleitos de forma indireta) procuraram replicar sua estratégia populista. Em observação mais detalhada ainda é possível alinhar alguns dos mais populares políticos do período democrático (antes e após o Golpe) como herdeiros diretos da imagem de Getúlio: Juscelino Kubitschek, João Goulart, Leonel Brizola e Tancredo Neves. Todos eles participaram de alguma forma da Era Vargas e colheram posteriormente a simpatia do povo.
No cenário atual, ainda como numa linhagem de sucessão de alianças políticas, vemos o ex-presidente Lula (que no início de sua escalada política obteve o importante apoio de Leonel Brizola) assumir prestígio similar ao conquistado por Getúlio. Por outro lado, entre as principais lideranças oposição, está Aécio Neves, neto de um ex-Ministro de Getúlio aclamado como mártir da Redemocratização do Brasil: Tancredo Neves.

O carisma do ditador Adolf Hitler também teve base em estratégias populistas (Getty Images).

#2 Foi Getúlio o responsável pelas principais conquistas trabalhistas no Brasil

Manifestação comemorativa do Dia do Trabalho no estádio São Januário, Rio de Janeiro,1940 (Acervo CPDOC FGV).

Em um país há poucas décadas livre da escravidão e num contexto mundial de expansão dos ideais comunistas, Getúlio Vargas assumiu importantes compromissos com a classe trabalhadora: criou o “Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio”, responsável por iniciar a modernização do Brasil. Entre outras atribuições, instituiu a chamada Consolidação das Leis Trabalhistas que junto a uma nova categoria jurídica, a Justiça do Trabalho, regulamentava questões sensíveis referentes ao trabalho. 

Entre seus principais feitos neste sentido é possível destacar a jornada de trabalho de 8 horas diárias ou 48 horas semanais, a regulamentação do trabalho das mulheres e crianças e o salário mínimo (que foi calculado de acordo com as necessidades básicas de sobrevivência do trabalhador: alimentação, habitação, vestuário, higiene e transporte).

Considerado um grande conciliador entre empregadores e empregados, Vargas oficializou e assumiu o controle dos sindicatos patronais e operários. Em análise a essa estratégia, o Doutor em História Social, Adaberto Peranhos, apelida o trabalhismo varguista de“antídoto contra a luta de classes”. Segundo ele, é gritante o contraste entre as tensões no Brasil antes e depois do suicídio do estadista (o que não quer dizer que não tenha ocorrido movimentos sociais em seu governo). Isso demonstra como o trabalhismo de Vargas foi capaz de “domar” as reivindicações operárias, o que mais uma vez pode caracterizar o viés manipulador de seu governo.

A imagem acima talvez seja icônica para ilustrar a crítica que se faz sobre a desarticulação da classe trabalhadora: “Trabalhador sindicalizado é trabalhador disciplinado”. Essa faixa estava presente na celebração do Dia do Trabalhador no estádio municipal do Pacaembú, em São Paulo, 1944 (Acervo CPDOC FGV).

(Arquivo do Movimento Operário do Rio de Janeiro)

O varguismo mais uma vez se aproxima do fascismo quando o assunto é o mundo do trabalho.Estudiosos associam os fundamentos da CLT brasileira à “Carta del Lavoro” italiana, instituída por Mussolini cerca de uma década antes.

O Dia do Trabalhador é outro bom exemplo que pode ser utilizado para compreender a força de desarticulação do trabalhismo carregado de propaganda à moda varguista: o que antes era uma data de crítica e protesto, ano após ano, foi remodelada como uma festividade. Vargas assumiu o protagonismo do 1º de Maio de modo a ofuscar o próprio trabalhador enquanto homenageado. A cartilha ao lado demonstra  bem esta tese: a figura de Getúlio tem o maior destaque, e a própria chamada do 1º de Maio convoca uma concentração em homenagem ao “Benemérito Presidente Vargas”.

#3 Foi Vargas o fundador das principais empresas estatais

Cartaz da III Convenção Nacional em Defesa do Petróleo, em favor do monopólio estatal do recurso. Rio de Janeiro, 1952. Até o início do anos 1950, a produção e a distribuição de petróleo brasileiro eram controladas por companhias americanas, como a Standart Oil e a Texaco. Em reação a isso, Vargas e outros grupos nacionalistas uniram forças com a campanha ‘O Petróleo é nosso’.

Tema permanente no debate político do Brasil Contemporâneo, as empresas controladas pelo governo, ou simplesmente estatais, também têm suas raízes em Getúlio Vargas. Uma das principais características de seu governo foi a busca pela centralização e fortalecimento do Estado. Assim, a criação de empresas para o monopólio governamental de setores estratégicos da indústria de base era uma das maiores prioridades de seu projeto político.

Entre as empresas governamentais que nasceram nesse contexto, é possível citar a Eletrobras, Petrobras, Vale, BNDES (antigo BNDS), Banco do Nordeste e outros. Um dos principais argumentos utilizado por Getúlio contra seus opositores era o de que o governo deveriafirmar sua autonomia contra as empresas estrangeiras. Com uma considerável oposição instalada, Vargas utilizou de seu prestígio para encabeçar uma campanha voltada para ganhar a opinião pública (principalmente no que se refere ao petróleo), acusando os opositores de “entreguistas” por desejarem a abertura do país ao capital estrangeiro. Como era de se esperar, a campanha popular de Getúlio (que ficou conhecida pelo slogan “O petróleo é nosso”) obteve o efeito desejado e a Petrobras foi fundada com sucesso.

Getúlio Vargas mostra a mão suja de petróleo da refinaria de Mataripe, Bahia, durante a inauguração da Petrobras, 1953.Outrora motivo de orgulho para os governistas, a Petrobras hoje protagoniza a (na chamada Operação Lava Jato) um escândalo de corrupção que pode mudar a opinião pública sobre as empresas estatais (Foto: Acervo AL SP).

Mesmo com todo seu prestígio, Getúlio não pode abrir mão de sua última cartada para derrotar seus adversários políticos: em 1954, insistentemente acusado pela imprensa por corrupção (e já sem a força da censura do Estado Novo), ele decidiu tirar a própria vida. Com efeito de “prova incontestável de sua inocência”, sua popularidade, antes desidratada pela forte campanha de denúncias da imprensa de oposição, foi restaurada instantaneamente com o suicídio. Foi sua última grande manobra política. Os chamados udenistas (membros da União Democrática Nacional, liderados pelo jornalista e maior adversário de Vargas, Carlos Lacerda) estavam arruinados. O Brasil estava órfão. A população se alternava entre fúria e luto, jornais foram incendiados, Lacerda era visto como um assassino. 

“A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobras e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma.”

Trecho da Carta Testamento de Getúlio Vargas

Enfurecida com a notícia do suicídio de Getúlio, população incendeia carros do jornal oposicionista O Globo, responsável por acusações ao estadista, 1954 (Acervo Agência O Globo).

Em tempos de crise ética e econômica é muito natural repensar o projeto político de uma nação. A História demonstra, em diversos episódios, a negação ou reafirmação de valores como forma de lidar com situações de instabilidade. Isso não quer dizer que a mudança seja necessariamente um elemento positivo para a sociedade: há muitas variáveis. No Brasil, populismo, direitos trabalhistas e a privatização de estatais são assuntos que dividem opiniões e instalam tensão no Congresso Nacional. 

Lula cumprimenta populares durante uma cerimônia do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Lauro de Freitas, na Bahia, 2010. Essa foto foi feita por Ricardo Stuckert, fotógrafo oficial do Governo Lula.


Na conjuntura atual, é notável a semelhança entre o que Getúlio Vargas representou para a sociedade com o que Lula representa.
 Antes crítico declarado do projeto político de Getúlio, Lula adotou em seu governo posicionamento semelhante, Programas como o polêmico Bolsa Família rendem a ele (pelos seus opositores) o adjetivo de populista no sentido mais pejorativo possível. Por outro lado, governistas também o comparam a Vargas por razões mais românticas, como é o caso do jornalista Paulo Henrique Amorim:

‘”Aos poucos, ao longo de sua carreira de líder trabalhista, Luís Inácio Lula da Silva se reconciliou com Getúlio Vargas. Nem sempre foi assim. O líder metalúrgico tinha uma visão sindicalista da herança da Consolidação das Leis do Trabalho. Ele acusava Vargas de ter fomentado o peleguismo e a burocratização dos sindicatos. Quando Lula se tornou Presidente, se deu conta, com as tentativas diárias de derrubá-lo, que a trajetória de Vargas tinha sido outra: lutar pelos pobres e defender o interesse nacional”.

Paulo Henrique Amorim 
Nessa inevitável comparação, até mesmo o próprio ex-presidente Lula relacionou em diversas ocasiões sua situação diante de opositores com a vivida por Getúlio. A mais recente declaração se deu em um evento da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Rio de Janeiro:
“Pra saber o que está acontecendo agora no Brasil, é preciso entender o que aconteceu com JK, com Getúlio, com Jango e o que tentaram fazer comigo na presidência. (…) Eles fazem agora o que sempre fizeram a vida toda; a ideia básica é criminalizar, pela imprensa, porque aí já começa o processo pela sentença. (…) Toda vez que na historia da humanidade se tentou criminalizar a política, o resultado foi sempre pior. Veja a Operação mãos Limpas na Itália!”

Luís Inácio Lula da Silva durante ato da CUT no Rio de Janeiro (2015)

(Laércio/Folhapress)

A configuração política do Brasil foi completamente influenciada pela passagem de Getúlio pelo poder. Ainda vivo na boca do povo e dos novas lideranças que surgem década após década, seu nome parece estar blindado de qualquer atribuição negativa. Por outro lado, a contestação das heranças de seu projeto de poder se faz cada vez mais recorrente. Gostar, ou odiar, a forma como se faz política no Brasil, seja de oposição ou situação, também passa pelo entendimento do legado de Vargas. Salvo de reducionismos, a exemplo do Coronelismo e do mais recente Período Militar, é importantíssimo ressaltar a influência de outros capítulos da história do Brasil na constituição e prática do poder em nosso país.

Equipe de produção do artigo:

Beatriz de Miranda Brusantin

Doutora em História Social pela Universidade Estadual de Campinas

Coordenação de Produção e Pesquisa Histórica

Bruno Henrique Brito Lopes

Graduando em História pela Universidade Católica de Pernambuco

Coordenação de Redação e Edição

Camilla Fernandes Nunes

Graduanda em História pela Universidade Católica de Pernambuco

Pesquisa Histórica e Produção de texto

Eduarda de Albuquerque Ferreira Barbosa

Graduanda em História pela Universidade Católica de Pernambuco

Pesquisa Histórica e Produção de texto

Raphael Esteves de Almeida Jacinto

Graduando em História pela Universidade Católica de Pernambuco

Supervisor executivo

Fontes:
http://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=263814
http://www.biblioteca.presidencia.gov.br/ex-presidentes/getulio-vargas
http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/AEraVargas1/anos37-45/PoliticaAdministracao/EstadoNovoFascism

CONFHIC – São José 2015: vídeos sobre Áreas Remanescentes de Quilombos

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Entrevista com Antonio Olavo, autor do filme Quilombos na Bahia – 5min27

Reportagem sobre o conflito entre os quilombolas do Rio dos Macacos e a Marinha – 3min
 
Tentativa de desapropriação do Quilombo Rio dos Macacos – 7min45
Comunidade Remanescente de Quilombo em Goiás – 5min10
Fundação Palmares – sobre o reconhecimento das comunidades quilombolas – critérios e exigências

CONFHIC – Colégio São José 2015: textos de alunas sobre a PLURALIDADE RELIGIOSA em Salvador e vídeo do Programa aprovado sobre Antropologia Urbana

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 Os textos a seguir foram resultado de um exercício no qual o(a)s aluno(a)s foram convidado(a)s à leitura de um texto sobre a presença de variadas tendências religiosas presentes em Salvador.

Os três belos textos foram autorizados pelas autoras, às quais agradeço pela gentileza de permitirem o compartilhamento.

São estilos textuais diferentes, mas tratam de um mesmo aspecto.

Boas leituras!

Texto 01: Beatriz Rogério – 1º E

O pluralismo religioso é uma característica presente marcantemente no nosso país. Quando tratamos do grandioso mundo das crenças, enfrentamos diversas dificuldades de discernimento, respeito e compreensão às religiosidades vizinhas. Afinal, é sempre difícil respeitar o que não conhecemos. Daí vem a intolerância religiosa. E por que será que tantas religiões no nosso território sofrem tanta discriminação? Simples, a falta de conhecimento sobre as mesmas. Quando nos permitimos conhecer as práticas religiosas dos outros, não estamos abrindo mão de nossa própria concepção ou crença. Quanto mais conhecemos as religiosidades, maior clareza e discernimento terão também sobre nosso segmento. Quanto mais dialogamos, conhecemos, estudamos ou pesquisamos sobre as diversas religiões, mais estamos combatendo o fundamentalismo. Enfim, as religiões são caminhos diferentes que buscam o mesmo fim. Por que, então, discriminar?

Texto 02: Lorena Santos – 1º E

“Salvador,cidade bela em sua história,em sua estrutura e cultura,e muitos mais aspectos eu teria a citar.E nessa terra maravilhosa por ter tanta beleza, há aqueles invejosos que ousam nos chamar de preguiçosos,ignorantes do saber e seguindo o exemplo do meu professor de história,não vou aqui citar nomes,tem gente que tava sofrendo com falta de água e eu aqui comendo minha feijoada. Mas, nisso nem me ofendo,penso,tomo tento e venho a declarar que essa terra à qual eles ofendem, pra história muito contribuiu,contribui e contribuirá, pois numa cidade com tanta cultura,meu filho,riqueza não há de faltar. Tenho orgulho do meu “oxente”,do meu “mainha” e de toda essa simpatia que só o baiano pode esbanjar. Mas em um assunto polêmico agora eu quero entrar,religiosidade,é dela que quero falar.Mas não se aperreie não,seja protestante,”dançante”,católico,evangélico,axé ou candomblé, seja e goste do que você quiser. Eu no meu, você no seu,mas se você preferir,ideias a gente pode trocar, sem nenhum problema surgir pra atrapalhar,porque afinal,respeito em primeiro lugar. Porque há aqueles que se esquecem que o Deus é um só, seja orando ou oferenda dando, o que muda é a forma de demonstrar a gratidão por essa entidade que benção tem a nos dar”.

Texto 03: Giovana Mororo – 1º B

Quanto à questão religiosa, considero Salvador como uma mesa enorme, sobre a qual foi servido um banquete. Nele há uma diversidade imensa de alimentos, que além de serem absolutamente necessários para a nossa vida, possuem perfumes, cores e sabores que agradam (ou não) aos presentes. A fé,assim como o alimento,é absolutamente necessária para algumas pessoas. Logo, tantas opções de religiosidade só podem ser positivas, uma vez que, por mais que não sigamos todas essas religiões, todas possuem algo de bom para oferecer, bem como cada alimento possui diferentes nutrientes que podem nos fazer bem.

O vídeo a seguir é mais completo do que o assistido em sala. A antrópologa Goli Guerreiro trata sobre a Diáspora na História. Além dela, o Ganês San Kofa e o Professor Jorge Portugal, atual secretário de cultura do Estado, tratam de temas pertinentes aos assuntos que estamos estudando.

https://www.youtube.com/watch?v=gX5Ao1xAtD0

CONFHIC – Colégio São José – 1º ano 2015 – Textos sobre questões étnico-raciais e Fundamentalismo Religioso.

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Texto 01: 

Só existe uma raça, e ela surgiu na África

05 de maio de 2015.

Nem branca, nem negra, amarela ou vermelha. Na face da Terra existe uma única raça: a humana. Todos nós fazemos parte dela.

    Há alguns anos o racismo voltou a assombrar o mundo e a encontrar expressão política, justamente na Europa, onde não se imaginaria que poderia ressurgir. Na França, as ideias racistas professadas pela Frente Nacional de Jean-Marie Le Pen e sua filha, Marine Le Pen, atraíram parcela considerável do eleitorado. Em vários outros países europeus, partidos da direita, e até mesmo de movimentos neofascistas conquistaram numerosas cadeiras nos parlamentos. Na mesma medida em que aumenta o número de refugiados e de imigrantes vindos de nações do Terceiro Mundo, aumenta o sentimento de ancestral xenofobia de muitos europeus, que rapidamente encontra seus canais de expressão política.

    É interessante se observar como, ao longo da história, as políticas racistas nunca deixaram de pedir à ciência que legitimasse sua hierarquização social, seus preconceitos e exclusões. Muitos foram os cientistas que prontamente se puseram a conceber teorias, instrumentos de medição, critérios e teses que supostamente definiam as características das diferentes “raças” humanas e formulavam a base de sustentação de uma série de eventos que marcaram a história do homem, da expansão colonial europeia ao apartheid sul-africano, do segregacionismo norte-americano ao nazismo.

    Nos últimos anos, a palavra raça, aliás, desapareceu discretamente dos livros escolares e as antigas classificações foram desacreditadas. Isso aconteceu graças às descobertas da paleontologia, da genética, da etnologia. Mesmo assim, ainda existem alguns pesquisadores isolados que professam a existência de raças. Quando, em 1994, os psicólogos Charles Murray e Richard Herrnstein publicaram nos Estados Unidos The bell curve, com 800 páginas de gráficos e análises que “demonstravam” que o QI de negros era inferior ao dos brancos, a obsessão racista que inspirou o livro não deixou margem para dúvidas. Seu objetivo político foi claramente percebido: abolir os programas sociais, colocados em prática há 30 anos por Washington, em favor dos mais pobres.

    O que se pergunta, nos dias de hoje, é se um cientista pode se interessar por “raças” humanas sem procurar demonstrar sua desigualdade. Na verdade, cada um de nós tem sua própria definição do termo, assim como os ideólogos do racismo sempre encontram defensores para proclamar que o “politicamente correto” é cientificamente incorreto.

Uma só espécie

    Dizer, hoje em dia, que existem raças humanas, implica em demonstrar a existência de grupos distintos, possuidores de traços “comuns” entre si e de particularidades que não se encontraram em nenhum outro grupo. É claro que entre um senegalês, um cambojano e um italiano existem, evidentemente, diferenças físicas visíveis: cor da pele e dos olhos, tamanho, textura dos cabelos etc. Mas hoje em dia já sabemos que o patrimônio genético dos três é extremamente próximo. A descoberta dos grupos sanguíneos, da variação das enzimas, das sequências de DNA, dos anticorpos e tantas outras, puseram em evidencia o parentesco dos homens entre si, assim como sua extraordinária diversidade. Uma combinação de genes, frequente numa população e rara em outra, é, assim mesmo, potencialmente presente em toda parte.

    A comprovação se deu em 2002, quando uma equipe de sete pesquisadores dos Estados Unidos, França e Rússia comparou 377 partes do DNA de 1056 pessoas originárias de 52 populações de todos os continentes. O resultado mostrou que entre 93% e 95% da diferença genética entre os humanos é encontrada nos indivíduos de um mesmo grupo e a diversidade entre as populações é responsável por 3% a 5%. Ou seja, dependendo do caso, o genoma de um africano pode ter mais semelhanças com o de um norueguês do que com alguém de sua própria cidade na África! O estudo também mostrou que não existem genes exclusivos de uma população, nem grupos em que todos os membros tenham a mesma variação genética.

Muitas diferenças

    Na sua longa evolução até atingir a sua forma humana final, nosso ancestral foi se adaptando fisicamente às condições ambientais. Perdeu os pelos do corpo, provavelmente há pouco menos de 2 milhões anos, por que começou a fazer longas caminhadas e precisava esfriar o corpo. Sem pelo, ficou com o corpo exposto e as células que produziam melanina se espalharam por toda a pele. A mudança na coloração da pele foi descoberta em 1991pela antropóloga Nina Joblonski, da Academia de Ciências da Califórnia, Estados Unidos, ao encontrar estudos que mostravam que pessoas de pele clara expostas à forte luz solar tinham níveis muito baixos de folato. Como a deficiência dessa substância em mulheres grávidas pode levar a graves problemas de coluna em seus filhos, e como o folato é essencial em atividades que envolvam a proliferação rápida de células, tais como a produção de espermatozóides, a antropóloga concluiu que nos ambientes próximos à linha do Equador, a pele negra era uma boa forma de manter o nível de folato no corpo, garantindo assim a descendência sadia. Para provar suas teorias a respeito de cor da pele, Nina Joblonski usou um satélite da NASA e criou um mapa de padrões de radiação ultravioleta em nosso planeta, mostrando que o homem evoluiu com diferentes cores de pele para se adaptar aos diferentes meio-ambientes.

    Assim, o homem saiu da África e chegou à Ásia, e de lá foi para a Oceania, a Europa e por fim para a América. Nas regiões menos ensolaradas, a pele negra começou a bloquear demais os raios ultravioleta, sabidamente nocivo mas essencial para a formação da vitamina D, necessária para manter o sistema imunológico e desenvolver os ossos. Por isso, as populações que migraram para regiões menos ensolaradas desenvolveram uma pele mais clara para aumentar a absorção de raios ultravioleta. Portanto, a diferença de coloração da pele, da mais clara até a mais escura, indicaria simplesmente que a evolução do homem procurou encontrar uma forma de regular nutrientes.

    Claude Blanckaert, historiador da ciência no Museu Nacional de História Natural, Paris, acredita que “a teoria das raças demonstra que a ciência jamais é neutra. A tese da grande corrente tornou-se, com o tempo, uma escala rígida de raças, dominada pelos europeus.”.

    A partir de 1860, as ciências naturais e pré-históricas concordam que o homem tem uma história bem mais antiga do que se supunha até então. Mas as teorias se adaptam às ideias darwinistas: ao se admitir que as raças são diferentes quase desde a origem da humanidade, sugere-se que certos povos foram submetidos a uma “interrupção de desenvolvimento”.

    No século 20, as mitologias nacionalistas foram dominadas pelos clichês, tudo para justificar as políticas colonialistas. O auge desse pensamento foi a ideologia da raça “ariana”, uma tremenda enganação científica, que justificava a eliminação da “anti-raça”, o judeu.

       O século 21 fez sua estreia sob a sombra da divisão entre o bem, simbolizado por povos ocidentais (americanos e europeus) e o mal, personificado pelos povos do oriente. Que as ideias racistas não criem mais nenhuma explicação “científica” para provar mais nada!

forum.jogos.uol.com.br/adaptado.

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Texto 02:

Por que os negros não comemoram o 13 de maio, dia da abolição da escravatura?

em 13 de maio de 2015

A Lei Áurea foi assinada pela princesa Isabel em 1888

Do iG

A Lei Áurea, que aboliu oficialmente a escravidão no Brasil, foi assinada em 13 de maio de 1888. A data, no entanto, não é comemorada pelo movimento negro. A razão é o tratamento dispensado aos que se tornaram ex-escravos no País. “Naquele momento, faltou criar as condições para que a população negra pudesse ter um tipo de inserção mais digna na sociedade”, disse Luiza Bairros, ex-ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir).

Após o fim da escravidão, de acordo com o sociólogo Florestan Fernandes (1920-1995), em sua obra “A integração do negro na sociedade de classes”, de 1964, as classes dominantes não contribuíram para a inserção dos ex-escravos no novo formato de trabalho.

“Os senhores foram eximidos da responsabilidade pela manutenção e segurança dos libertos, sem que o Estado, a Igreja ou qualquer outra instituição assumisse encargos especiais, que tivessem por objeto prepará-los para o novo regime de organização da vida e do trabalho”, diz o texto.

De acordo com a Bairros, houve, então, um debate sobre a necessidade de prover algum recurso à população recém-saída da condição de escrava. Esse recurso, que seria o acesso à terra, importante para que as famílias iniciassem uma nova vida, não foi concedido aos negros. Mesmo o já precário espaço no mercado de trabalho que era ocupado por essa população passou a ser destinado a trabalhadores brancos ou estrangeiros, conforme Luiza Bairros.

Integrante da União de Negros pela Igualdade (Unegro), Alexandre Braga explica que “O 13 de maio entrou para o calendário da história do país, então não tem como negar o fato. Agora, para o movimento negro, essa data é algo a ser reelaborado, porque houve uma abolição formal, mas os negros continuaram excluídos do processo social”.

“Essa data é, desde o início dos anos 80, considerada pelo movimento negro como um dia nacional de luta contra o racismo. Exatamente para chamar atenção da sociedade para mostrar que a abolição legal da escravidão não garantiu condições reais de participação na sociedade para a população negra no Brasil”, completou a ex-ministra.

Ela defende, porém, que as mudanças nesse cenário de exclusão e discriminação estão acontecendo. “Nos últimos anos, o governo adotou um conjuntos de políticas sociais que, aliadas à política de valorização do salário mínimo, criou condições de aumento da renda na população negra”.

Inclusão do negro ainda é meta

Apesar dessas políticas, tanto a ex-ministra quanto Braga entendem que ainda há muito por fazer.

O representante da Unegro cita algumas das expressões do racismo e da desigualdade, no país: “No Congresso, menos de 9% dos parlamentares são negros, enquanto que a população que se declara negra, no Brasil, chega a 51%. Estamos vendo também manifestações de racismo nos esportes, principalmente no futebol. Ainda temos muito a caminhar”.

“Ainda estamos tentando recuperar a forma traumática como essa abolição aconteceu, deixando a população negra à sua própria sorte. Como os negros partiram de um patamar muito baixo, teremos que acelerar esse processo com ações afirmativas, para que possamos sentir uma diminuição mais significativa das desigualdades”, explicou Bairros.

http://www.geledes.org.br/

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Texto 03: Leis 10.639/03 e 11.645/08

Lei Federal 10.639/03

Em março de 2003, foi aprovada a Lei Federal nº 10.639/03, que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Africana e Afro-Brasileira nas escolas de Ensino Fundamental e Médio. Essa lei altera a LDB (Lei de Diretrizes e Bases) e tem o objetivo de promover uma educação que reconhece e valoriza a diversidade, comprometida com as origens do povo brasileiro.

A escola é o lugar de construção, não só do conhecimento, mas também da identidade, de valores, de afetos, enfim, é onde o ser humano, sem deixar de ser o que é, se molda de acordo com sua sociedade. O Brasil, formado a partir das heranças culturais européias, indígenas e africanas, não contempla, de maneira equilibrada, essas três contribuições no sistema educacional. Por isso, ter como meta a efetiva realização das prerrogativas dessa Lei é essencial para a construção de uma sociedade mais igualitária.

http://www.afroeducacao.com.br/lei-10-639-03

Lei 11.645/08

   O ensino da temática indígena é obrigatório nas escolas brasileiras de Ensino Fundamental e Médio, particulares e públicas.
Para estudar esta abordagem foi sancionada pelo presidente da República Luis Inácio da Silva, a Lei 11.645/08, alterando a LDB – Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática ‘História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena. O ensino da História do Brasil levará em conta as contribuições das diferentes culturas e etnias para a formação do povo brasileiro, especialmente das matrizes indígena, africana e europeia.
Uma demonstração do esforço recente do governo brasileiro em desenvolver políticas de reparação ao tratamento de exclusão oferecido historicamente, a determinados grupos populacionais que são minorias em nossa sociedade.
É uma questão importante sobre a realidade dos povos do Brasil e traz para o debate o perfil indígena em suas diversidades sendo um esforço concentrado para que as escolas tenham a visão do ponto de vista do índio.
Sendo assim, para que não se reproduza equivocadamente a ideia etnocêntrica de que existe apenas um único modelo civilizatório e conseqüentemente inexistam outras formas de relacionamento do sujeito com o outro, com a natureza no seu entorno enfim, outras possibilidades de estar no mundo, a nova Lei fez-se necessária, uma vez que, o olhar etnocêntrico não só corrobora com a visão unilateral de realidade, como também inferioriza a diferença, ou seja, a crença de que aquele diferente é naturalmente inferior.
A legislação precisa ser bem implementada e interagir com o currículo com conteúdos que conversem com a Lei criando uma esfera de compreensão das futuras gerações fomentando uma mobilização de interesse e de conscientização da sociedade.
A carência de diálogos sobre a formação da sociedade brasileira em nova roupagem se edifica de forma a desfigurar o modelo de sala de aula pragmática que verificamos nas escolas brasileiras.
Há diferenças dos mais diversos campos da cultura indígena e é preciso ser conhecidas tais diferenças pela sociedade que tanto menospreza este individuo. Desta forma, há uma necessidade urgente de prover os professores, de um conjunto de informações sistemáticas e consistentes sobre as sociedades indígenas no Brasil, suas especificidades históricas e sócio-culturais e também a respeito das relações políticas e simbólicas estabelecidas pelo conjunto da sociedade brasileira com estas populações.
Mas quem vai contar esta história?

http://cafehistoria.ning.com

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Texto 04:

FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO

1 FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO

O fundamentalismo religioso é um fenômeno caracterizado pela cultura e que pode nominalmente ser influenciada pela religião dos partidários. O termo pode também se referir especificamente à convicção de que algum texto ou preceito religioso considerado infalível, ainda que contrários ao entendimento de estudiosos modernos. Grupos fundamentalistas religiosos frequentemente rejeitam o termo por causa das suas conotações negativas ou porque insinua semelhança entre eles e outros grupos cujos procedimentos acham censuráveis.

2. JUDAÍSMO

Há duas correntes, os ultra-ortodoxos e os nacionalistas religiosos, que têm atitudes agressivas no apoio a movimentos reacionários da direita política.

O setor fundamentalista da religião judaica, não representativa do judaísmo em geral, é influente em Israel e a base ideológica do movimento dos colonatos, em Gaza e na Cisjordânia.

Os Rabbis do Gush Emunim, movimento messiânico nacionalista e expansionista que se mobiliza pela colonização do “grande Israel”, e que atinge cerca de metade da população judaica de Israel reiteram continuadamente que os judeus que matam árabes não devem ser punidos, com base no conjunto de regras de vida do judaísmo, pois não violam a proibição religiosa do assassinato.

Razões fundamentalistas argumentam que o que parece ser um confisco de terras de propriedade de árabes para instalarem judeus, não é de fato uma ação de roubo, mas sim um ato de santificação. Do ponto de vista deles a terra está sendo redimida, porque está a ser transferida da esfera do satânico para a esfera do divino. Para acelerar este processo o uso da força é permitido, caso se torne necessário de extrema violência.

3. CRISTIANISMO

Um dos termos religiosos mais controversos é o Fundamentalismo.

Dentro dos círculos acadêmicos, o Fundamentalismo é descrito como uma forma de espiritualidade criada de modo a enfrentar o temor de que a modernidade possa afetar ou mesmo erradicar a fé e a moralidade de seus seguidores. Já a mídia utiliza o termo normalmente para descrever setores mais conservadores de determinada religião, ou mesmo grupos religiosos propensos à violência.

Preocupados com o avanço do modernismo, os fundamentalistas realizaram a Conferência Bíblica de Niágara entre 1878–1897, que estabeleceu os pontos básicos do fundamentalismo. O Fundamentalismo Cristão é um movimento teológico e social, ocorre quase que na totalidade dentro do Protestantismo que se baseia na ênfase da Bíblia como sendo a lei a ser seguida, não só na fé, mas também na regência da sociedade e na interpretação da ciência.

Consideram a Bíblia infalível; sendo suas histórias consideradas factuais. Rejeitam qualquer outra forma de Revelação (inspiração individual, magistério eclesiástico, profecias modernas, teologia natural) e o Criacionismo (teorias que de alguma forma interferem com o texto literal do gênesis, principalmente a evolução biológica, mas também teorias geológicas, físicas, cosmológicas, químicas, e arqueológicas) e deve ser interpretada literalmente, salvo nas partes conotativas.

Desde 1925 o fundamentalismo perdeu sua popularidade entre os protestantes conservadores, quando o professor John T. Scopes foi condenado por ensinar a Teoria da Evolução nas escolas públicas, porém, na década de 1940 ganhou força outro movimento conservador protestante, porém mais aberto à sociedade em geral e à ciência: o Evangelismo.

Os Fundamentalistas Cristãos creem que a Bíblia é unicamente a palavra de Deus, e rejeitam a interpretação de que se trata de um documento histórico. Por volta dos anos 1960 muitos teólogos e historiadores acreditaram que as religiões se tornariam menos conservadoras, porém isso não ocorreu. Os setores fundamentalistas cristãos assim como das principais religiões do mundo se ampliaram, dedicados a preservar suas tradições religiosas.

Eles acreditam que a sua causa é grande importância e valor, veem a si mesmos como protetores de uma única e distinta doutrina, modo de vida e de salvação. As virtudes fundamentalista protege a identidade do grupo que não é instituído só em oposição a religiões estranhas, mas também contra os modernizadores que compactuam continuar numa versão nominal da sua própria religião. Ética e politicamente, os fundamentalistas rejeitam a diversidade sexual, o aborto, a Teoria da Evolução, o Ecumenismo, o diálogo religioso com não fundamentalista e a possibilidade de salvação fora do Cristianismo.

4. ISLAMISMO

No islamismo, os fundamentalistas são chamados de jama’at, que em árabe significa enclaves religiosos com conotações de irmandade fechada, mantém relação com o Jihad na luta contra a cultura ocidental que suprime o Islam autêntico que implica submissão ao modo de vida, prescrito na (determinação divina) contida na Charia.

O islamismo é uma das três grandes religiões monoteístas, ao lado do cristianismo e do judaísmo. Com 1,2 bilhão de fiéis, é a segunda em número de adeptos e a que mais se expande. A fé sempre esteve associada à conquista de novos adeptos, daí sua notável expansão histórica. O avanço atual ocorre nos países pobres, onde já é dominante, e as altas taxas de natalidade funcionam como um impulso natural para o incremento. Além disso, o Islã é visto como único contraponto à visão ocidental. Sua doutrina conservadora – em relação aos padrões ocidentais – tem sido um atrativo para camadas desfavorecidas, porém, há também integrantes bem estabelecidos na sociedade.

Existem dois grandes movimentos interpretativos no islamismo:

– Sunismo (sunitas) – seriam os mais moderados;

– Xiismo (xiitas) – seriam os mais radicais. Segundo algumas interpretações sociológicas, tem como princípio uma reação muito forte ao modelo político ocidental, que tenta penetrar nos estados árabes, muçulmanos.

Entre os muçulmanos, este tipo de manifestação apareceu somente no início do século XX. Os fundamentalistas lutam em geral pela independência política dos países islâmicos e contra a influência ocidental, em favor dos costumes primitivos e da aplicação rigorosa da lei islâmica. Ao mesmo tempo são indiferentes ao rico legado filosófico; artísticos; místicos do Islã medieval e de suas contribuições para toda a civilização ocidental. Há várias formas e povos fundamentalistas e, é óbvio, nem todo árabe é islâmico, nem todo islâmico é fundamentalista ou radical.

Isso não significa que todos os muçulmanos sejam terroristas ou violentos. Na verdade, esses são minorias nos âmbitos dos países islâmicos, também, não é a ampla maioria o que luta contra outros espaços religiosos. A religião em si não promove violência, mas sim a interpretação das pessoas, com suas subjetividades, características, psicologias, interesses políticos, culturais e sociológicos. Sempre há esse processo de tradução, que a implica subjetividade humana. Por sua vez, isso implica uma interpretação; daí a necessidade do cuidado e zelo nesses processos interpretativos.

eticaunifai.blogspot.com/p/definicao.html

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Texto 05: Fundamentalismo do Estado Islâmico (EI).

Quem são os cristãos coptas e por que 21 deles foram degolados covardemente?

6 perguntas e respostas para você entender melhor o caso dos cristãos egípcios que o Estado Islâmico chamou de “inimigos hostis”

ALETEIA TEAM (53)

 

 1 – Quem são os coptas?

– Os coptassão os descendentes dos antigos egípcios, que se converteram ao cristianismo no século I.

– Quando os muçulmanos conquistaram o Norte da África, a partir do século VII, impuseram ao Egito o seu idioma árabe e a sua religião islâmica. No entanto, uma minoria dos egípcios se manteve cristã e preservou também o idioma copta, derivado da antiga língua egípcia. Hoje, o copta é usado apenas liturgicamente.

– Os coptas formam atualmente 10% da população egípcia e são tratados como cidadãos de segunda classe, motivo que diminui aceleradamente o seu número. Existem altas taxas de migração, além de conversões ao islã por conveniência social.

– A situação da comunidade cristã copta piorou ainda mais depois da queda do ditador egípcio Hosni Mubarak, em 2011. Nos últimos quatro anos, os coptas passaram a sofrer uma forte perseguição por parte de facções islamitas.

– 90% dos cristãos coptas pertencem à Igreja Ortodoxa Copta de Alexandria, que nasceu no próprio Egito. Os 10% restantes (cerca de 800.000 pessoas) se dividem entre a Igreja Católica Copta e a Igreja Protestante Copta.

– A Igreja Ortodoxa Copta de Alexandria é independente e não está em comunhão nem com a Igreja Ortodoxa nem com a Igreja Católica. A separação aconteceu após o Concílio de Calcedônia, no ano de 451, por divergências doutrinais no entendimento da pessoa e das naturezas humana e divina de Cristo. O atual patriarca ortodoxo copta é Tawadros II.

– Um grupo de coptas separou-se da Igreja Ortodoxa Copta em 1741 para entrar em comunhão plena com a Igreja Católica Romana. Foi assim que surgiu a Igreja Católica Copta, cuja sede fica no Cairo. Os católicos coptas mantêm as suas tradições e ritos litúrgicos orientais, mas reconhecem a autoridade e a primazia do papa de Roma, estando, assim, oficialmente unidos à Santa Sé. Seu patriarca, obediente ao papa, é Ibrahim Isaac Sidrak.

  1. Quem eram os 21 coptas sequestrados pelo Estado Islâmico?

– A maioria dos 21 reféns assassinados covardemente eram migrantes de um vilarejo pobre do Egito, que se transferiram para a vizinha Líbia em busca de novas oportunidades.

– Na Líbia, eles se estabeleceram na cidade litorânea de Sirte, a cerca de 500 quilômetros ao leste da capital, Trípoli.

– Foram sequestrados por milícias ligadas ao Estado Islâmico, em Sirte, entre os meses de dezembro de 2014 e janeiro de 2015.

– No último dia 12 de fevereiro, o Estado Islâmico publicou fotos dos 21 reféns em sua revista online “Dabiq”, editada em inglês e voltada a divulgar as suas atividades terroristas ao Ocidente.

  1. O que os extremistas do Estado Islâmico fizeram com os reféns coptas?

– Em 15 de fevereiro, os terroristas divulgaram em fóruns jihadistasna internet um vídeo estarrecedor, cujo título era “Uma mensagem assinada com sangue para a nação da cruz”. Eles se referem à cristandade.

– O vídeo foi editado pela “Al Hayat”, uma das produtoras do grupoterrorista. O Estado Islâmico mantém uma sofisticada estrutura de comunicação e propaganda, que serve tanto para recrutar novos membros na Europa e na América do Norte quanto para disseminar as suas ameaças ao Ocidente.

– As imagens no vídeo mostram os assassinos vestidos de preto e os reféns usando um uniforme laranja idêntico ao de outros reféns degolados anteriormente pelo Estado Islâmico na Síria e no Iraque. De mãos amarradas nas costas, os cristãos coptas são conduzidos em fila à beira do Mar Mediterrâneo, na costa líbia, e obrigados a se ajoelhar na praia. Antes de ser degolados, vários deles aparecem movendo os lábios, possivelmente em oração.

  1. Por que os terroristas do Estado Islâmico degolaram esses 21 cristãos coptas?

– No mesmo vídeo, um dos jihadistas diz em inglês que a morte dos 21 egípcios é uma reação à “guerra dos cristãos” contra o Estado Islâmico e uma “vingança em nome de Carmelia Shehata”, uma cristã copta egípcia que teria se convertido ao islã em 2005 e que, devido a essa conversão, teria sido supostamente mantida presa pelos coptas em um mosteiro cristão. O episódio originou, na época, violentas manifestações por parte dos muçulmanos egípcios, que exigiam a entrega de Carmelia.

  1. O Estado Islâmico assumiu o controle da Líbia?

– A Líbia é hoje um país sem governo. A situação está fora de controle desde a queda do ditador Muamar Kadafi, na revolução de 2011. Várias facções controlam porções do país e brigam entre si para expandir o seu domínio territorial.

– Há principalmente dois grupos rivais disputando o poder na Líbia: um controla a capital, Trípoli, e o outro a cidade de Tobruk. O governo reconhecido internacionalmente como legítimo é o que está sediado em Tobruk.

– A importante cidade de Bengasi, palco inicial da revolta contra Kadafi, está hoje sob o domínio de várias milícias jihadistas. Algumas delas mantêm vínculos com a Al-Qaeda.

– A cidade de Sirte também está em mãos de milícias radicais islâmicas. Uma delas é a Ansar al Sharia, o braço do Estado Islâmicona Líbia.

  1. De que maneira o Egito reagiu à execução dos seus 21 cidadãos coptas?

– No mesmo dia da execução dos 21 reféns (o último domingo, 15 de fevereiro), o governo egípcio proibiu os seus cidadãos de viajar à Líbia.

– Nesta segunda, 16, o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, ordenou ataques aéreos contra o Estado Islâmico na Líbia.

– Al-Sisi chegou ao poder em 2013, após derrubar, com apoio popular, o governo da Irmandade Muçulmana, que é um partido político de orientação religiosa islamita. A Irmandade Muçulmanatinha ocupado a presidência do Egito após a derrubada de Mubarak, entre 2011 e 2013.

– Al-Sisi considera que o caos no país vizinho ameaça o Egito porque os jihadistas líbios mantêm relações com os extremistas pró-Estado Islâmico que atuam na península egípcia do Sinai. O presidente egípcio é inimigo do islamismo político que hoje controla Trípoli. Por isso, ele reconhece como legítimo o governo líbio baseado em Tobruk.

– O Egito está alinhado com vários países do Oriente Próximo, do Oriente Médio e do Norte da África para combater o Estado Islâmico, que é tido como um inimigo em comum.

http://www.aleteia.org/pt/

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Texto 06: Hamas, Boko Haram e Estado Islâmico: entenda o perfil dos grupos islâmicos em atuação no mundo.

Os grupos que tiveram atuação armada no fim do último século abandonaram esse recurso e têm voltado seu foco para ações políticas

Agência Brasil

27/01/2015 09:17:00Atualizado em 27/01/2015 09:55:31

Os grupos que entraram em evidência nos últimos anos e foram responsáveis por ataques recentes em várias partes do mundo têm perfil e objetivo bem diferentes daqueles que atuavam no Oriente Médio até a década de 1990 e o começo dos anos 2000. Para o mestre em estudos regionais do Oriente Médio e professor da Faculdade Armando Álvares Penteado (Faap) Jorge Mortean, grupos como o Boko Haram, Estado Islâmico e a Al Qaeda “pertencem a contextos históricos totalmente distintos” de outros como a Irmandade Muçulmana, o Fatah, Hamas e Hezbollah.

“Esses primeiros se aproveitam de vácuos políticos deixados por Estados nos territórios onde atuam”, explica o professor. O Estado Islâmico, por exemplo, tem atuação no Norte do Iraque e no Leste da Turquia. O Boko Haram tem atuação focada no Norte da Nigéria, em uma região de “grande vazio demográfico e na zona mais pobre do país, onde o governo tem dificuldades de se efetivar por meio de serviços públicos”, avalia o especialista.

Já a Al Qaeda, que assumiu recentemente a responsabilidade pelos atentados ao jornal Charlie Hebdo, em Paris, nasceu em “países miseráveis e ditatoriais, com o status falido, como a Somália, o Iêmen, a Eritréia e o Afeganistão”, completa. “Eles nascem do desespero das populações locais em ter uma resposta, um motivo político para sobreviver. E a religião, de uma forma deturpada, vem como essa resposta, infelizmente”, explica o professor.

De acordo com ele, os grupos mais recentes têm projetos independentes de poder que, em geral, não têm relação entre si. O Estado Islâmico, por exemplo, que tem divulgado vídeos com a decapitação de reféns, pretende criar um grande califado mundial. O Boko Haram, responsável pelo sequestro de centenas de pessoas na Nigéria e pela morte de milhares em uma vila no país, pretende impor um código próprio de leis baseadas na religião, mas, segundo o professor, os integrantes do grupo têm uma visão deturpada do Corão.

Foto: AFP

O que eles têm em comum é a resistência aos efeitos da globalização e à ocidentalização dos países onde atuam. “O que difere esses grupos novos – Boko Haram, Al Qaeda e Estado Islâmico – desses grupos de raiz no Oriente Médio, como Hezbollah, Hamas, Fatah e Irmandade Muçulmana, é que os novos nascem depois das guerras civis, quando nacionalismo e ideologias políticas se vão por água abaixo, em um mundo mais globalizado, e a globalização tem resquícios de exclusão. Eles nascem como resposta a essa tentativa de ocidentalizar o Oriente Médio”, explica. Além disso, os novos grupos também fazem a interpretação de que a cultura ocidental vai contra os preceitos do Islã.

Por outro lado, na avaliação de Mortean, os grupos que tiveram atuação armada no fim do último século abandonaram esse recurso e têm voltado seu foco para ações políticas. É o caso do Hezbollah, que nasceu como um partido político no Líbano, representando muçulmanos xiitas do Sul do país, e resistia à ocupação israelense. Desde que Israel desocupou o Líbano, em 2000, os ataques do grupo diminuíram e o último episódio de violência foi registrado em 2006. Desde então, quando respondeu com morteiros aos ataques israelenses na fronteira do Líbano, o Hezbollah tem “voltado às suas origens políticas”, segundo o professor.

Fatah e Hamas também são grupos que têm focado seus esforços nas negociações políticas na Palestina. “Há muito não se vê mais provocações como atentados à bomba em mercados e restaurantes em Tel Aviv”, aponta Mortean. As duas organizações também nasceram como partidos políticos, tiveram braços armados e atuação paramilitar de resistência à ocupação israelense. Os picos de violência foram observados quando a pressão de Israel sobre os territórios palestinos aumentava. Houve, inclusive, enfrentamento entre os braços armados dos dois partidos. Atualmente, no entanto, eles disputam espaço na Organização para Libertação da Palestina (OLP).

Diferentemente do Fatah e Hamas, que nunca tiveram motivação religiosa no centro de sua atuação, a Irmandade Muçulmana surgiu no Egito como uma sociedade islâmica que prestava serviços de caridade e atenção aos mais pobres. Mais antiga entre as organizações do Oriente Médio, ela foi criada em 1928 e pode ser considerada “conservadora”, mas não “extremista”, na opinião do professor Jorge Mortean.

“Ela nasce como uma sociedade beneficente e depois começa a cobrir o vácuo deixado pelo governo em diversas áreas, inclusive nos serviços públicos de educação e assistência social. Mas, com o passar do tempo, ela acaba se tornando uma máfia. Como toda organização religiosa grande, têm diversas correntes, algumas mais conservadoras outras um pouco mais liberais”, explica o professor.

Apesar de todos terem origem em países do Oriente Médio e da África, o Ocidente tem grande responsabilidade sobre o surgimento e o financiamento desses grupos. Para o professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) Argemiro Procópio Filho, o terrorismo religioso é um fenômeno milenar que foi praticado também pelo Ocidente. Ele cita o caso das Cruzadas feitas pela Igreja Católica ou dos enfrentamentos entre católicos e protestantes na Irlanda.

No século 20, com a criação de Israel e a resistência dos árabes ao estabelecimento do novo Estado, muitos grupos rivais do Oriente Médio foram estimulados a se enfrentar. “Israel fomentou inicialmente grupos rivais e depois perdeu o controle”, aponta Procópio Filho. Da mesma forma, segundo ele, os novos grupos extremistas são financiados por países árabes ricos como a Arábia Saudita e o Qatar que, por sua vez, compram armamentos e vendem petróleo para a Europa e os Estados Unidos. Dessa forma, avalia o professor, o Ocidente “cria monstros para combater monstruosidades e depois não sabe o que fazer com eles”.

O que chama a atenção agora, na opinião de Procópio Filho, é a integração de jovens europeus a esses grupos. Ele aponta que a questão da imigração e da exclusão dos europeus filhos de imigrantes pode contribuir para o interesse deles pelos grupos extremistas, mas ressalta que muitos dos alemães, belgas, franceses e outros cidadãos que se juntam a esses grupos “não têm passaporte árabe”. Na avaliação do especialista, entender o que explica a participação desses jovens em ataques aos seus próprios países deve ser o próximo passo da Europa para enfrentar o terrorismo.

Fonte: http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/hamas-boko-haram-e-estado-islamico-entenda-o-perfil-dos-grupos-islamicos-em-atuacao-no-mundo.

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Terceirão Salesiano Dom Bosco 2015 – Guerra Fria – 1ª PARTE: slides, vídeos e infográficos.

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Nesta 1ª parte, você encontrará SLIDES, VÍDEOS e INFOGRÁFICOS sobre: – Introdução à Guerra Fria – conceito, doutrinas, organizações políticas e militares, planos econômicos; – Divisão da Alemanha e de Berlim; – Revolução Chinesa; – Guerra da Coreia. Na 2ª parte, em breve, você encontrará SLIDES, VÍDEOS e INFOGRÁFICOS sobre: – Guerra do Vietnã; – Revolução Cubana; – Descolonização Afroasiática. Bons estudos! _________________________________________________________________________________________________ INTRODUÇÃO À GUERRA FRIA – Guerra Fria introdução – SLIDES

Vídeos:

Macarthismo e a Sociedade de Controle – 3min https://www.youtube.com/watch?v=qMWQtjPAJZ0

Videoclipe Burning Heart – 1985 – canção da banda de rock Survivor, que apareceu no filme Rocky IV,  narra a batalha entre dois lutadores: Rocky (estaduniense) e Drago (soviético). Dessa forma, o conflito Oriente versus Ocidente ganha vida na luta dos dois boxeadores – 3min51

http://www.historia.seed.pr.gov.br/modules/video/showVideo.php?video=5993

A Doutrina Truman – 7min https://www.youtube.com/watch?v=HzFI0SOFrFA

ONU, OTAN e Pacto de Varsóvia – 5min30

https://www.youtube.com/watch?v=QTtcZxg5Pu8

______________________________________________________________________________________________ DIVISÃO DA ALEMANHA e de BERLIMDivisão da Alemanha e de Berlim – SLIDES Vídeos: Divisão da Alemanha e Muro de Berlim – 9min

Excelente!
O Muro – 8min
O Muro de Berlim – construção e queda – 7 min
O Muro de Berlim – construção – 2min20
O Muro Incurável – 3min30
A Queda do Muro – 12min – Pedro Bial
Infográfico sobre a construção e a queda do Muro.
Trecho do filme “Adeus, Lenin!” sobre o contexto da queda do Muro.
Construção e queda do Muro de Berlim – parte 1:   10min03
Construção e queda do Muro de Berlim – parte 2:   11min10
Construção e queda do Muro de Berlim – parte 3:   9min08
Construção e queda do Muro de Berlim – parte 4:   9min20
Construção e queda do Muro de Berlim – parte 5:  10min10
Construção e queda do Muro de Berlim – parte 6:   10min 01
Construção e queda do Muro de Berlim – parte 7:   10min35
Construção e queda do Muro de Berlim – parte 8:   9min46
Construção e queda do Muro de Berlim – parte 9:  10min15

_______________________________________________________________________________________________   REVOLUÇÃO CHINESA –  Revolução Chinesa – SLIDES Vídeo:1min45 http://www.historia.seed.pr.gov.br/modules/video/showVideo.php?video=5448 Massacre na Praça da Paz Celestial – 1989 – vídeo:2m10 http://www.historia.seed.pr.gov.br/modules/video/showVideo.php?video=5418 ______________________________________________________________________________________________ GUERRA DA COREIA:

Vídeos: 
– COREIA DO NORTE – SBT – 34min
Jovem conta como é viver na Coreia do Norte – 7min50
SLIDES –  Guerra da Coreia
Infográfico:

Texto:

Conheça 13 coisas que você faz todo dia e são ilegais na Coreia do Norte

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