1º ano 2015 – CONFHIC – Colégio São José – textos de aluno(a)s – 1ª parte.

  Recentemente, propus aos alunos / às alunas do PRIMEIRO ANO 2015, dois exercícios, a saber:

Exercício 01 – o tema era RELAÇÕES DE PODER. Um subtema foi CORRUPÇÃO.   A partir da leitura de dois textos selecionados, de diferentes autores, deveria ser produzido um texto autoral, coletivamente, pelos grupos do trabalho sobre POLÍTICA e PODER.

Exercício 02 – o tema era ACULTURAÇÃO e CULTURA. Após assistir ao vídeo O RITUAL DAS TUCANDEIRAS, o(a) aluno(a) deveria, individualmente, explicar de que forma os dois conceitos estavam presentes no referido vídeo. Vídeo: https://youtu.be/G1rqW5ya96c ____________________________________________________________________    Os primeiros textos que me foram enviados, entre os que eu selecionei, compartilho com vocês, ao tempo que agradeço aos autores/ às autoras por terem permitido a publicação dos mesmos. obs. à medida que forem enviando para mim, outros textos serão publicados. ____________________________________________________________________

Texto 01: 6 reais ou 60 milhões

  Nos cultuados parlamentos brasileiros há corrupção. Todo cidadão ”de bem” se vê indignado ao ligar sua televisão e se deparar com mais um caso de desvio de verba pública ou aquele famoso ”dinheiro na cueca”. Será que isso não é apenas um reflexo da nossa sociedade? O culto ao dinheiro, impregnado  pelo capitalismo exacerbado, nos faz não devolver as moedas que vieram a mais no troco do pão, ou nos faz ficarmos perplexos ao vermos que alguém devolveu uma mala cheia de dinheiro, como o noticiado caso do gari carioca. A partir do momento em que você encontra dois reais na rua e fica com eles, nada te impede de, na próxima, ser cinco, ou dez, ou cem, ou sessenta milhões, afinal ”achado não é roubado”. O ciclo é vicioso e não existe corrupção maior ou menor, apenas corrupção. Edgar Müller, Mariana Castro, Suelem Diniz, Bárbara Caroline e Vitória Pedra – 1º A ____________________________________________________________________

Texto 02: O que é poder?

   Há algo que não haja a intromissão do poder? Desde o início, por quem quer que seja ou da forma que fosse usado, sempre houve uso do poder, seja na época da colonização, ambiente familiar ou na escola, até nos livros ele está presente. Temos o exemplo da saga Jogos Vorazes, da autora Suzane Collins, em que a personagem principal vive em uma sociedade onde os 12 distritos são comandados por uma capital totalmente arbitrária, ditadora, que impõe à sociedade a ideia de total submissão com o chamado “Jogos Vorazes”, onde cada distrito tem que enviar um casal de 12 a 17 anos para uma arena, onde só sobrevive um indivíduo. Enquanto a porção dos distritos pobres passa fome, a capital toma um remédio para vomitar e comer mais, sem sentir o mínimo de culpa. Será que a vida imita a arte ou a arte imita a vida? Não sabemos ao certo, mas ambas são muito parecidas. Essas características do livro se encaixam na vida real? Podemos dizer que sim, pois no Brasil, não vivenciamos uma situação parecida? Os mais beneficiados esbanjam tanto, desperdiçando o que a camada mais pobre não tem. As semelhanças não acabam por ai, o governo brasileiro pode não impor um massacre a seus habitantes, como ocorre no livro, pelo menos não diretamente, mas propõe uma política tão dominadora quanto a da Capital, porém de uma maneira mais sutil, usando a alienação como forma de deixar o poder nas mãos dos mesmos governantes. Lorena Passos,  Luísa Cardoso, Maria Vitória,Rafaela Morais – 1º E. ____________________________________________________________________

Texto 03 – Existe corrupção maior ou menor? 

    A mesma corrupção que criticamos, é a mesma que cometemos. Sempre cobramos dos outros e esquecemos de olhar para nós mesmos, nunca paramos para refletir sobre nossas atitudes.

   Se aspiramos uma mudança, temos que começar por nós mesmos e assim mudar quem está no poder também. Não existe corrupção maior ou menor, é sempre o mesmo erro, como, por exemplo, de uma garota que rouba um batom e um homem que rouba um carro. Ambos possuem a mesma intenção de furto.

   Estamos em um país rotulado pelo poder midiático e esquecemos de praticar mais uma vez nossos deveres e direitos. Se todos pararem para pensar, nós somos o resultado de um país sem matéria prima. É um paradoxo em que nós cidadãos brasileiros somos a peça fundamental para desenvolvê-lo e resolvê-lo.

   Bruna Ramos, Fernanda Santos, Juliana Ferreira, Lea Santana, Micaelen Santos e Rayna – 1º A. ____________________________________________________________________

Texto 04 

   Os conceitos de aculturação e cultura estão presentes no vídeo na maneira como os indígenas se vestem, seus rituais, suas danças que, por sinal, são muito diferentes das nossas. A cultura dos indígenas está muito ligada à tradição, ao crescimento das comunidades indígenas, ao idioma dos índios ao fazerem os rituais e, com o passar do tempo, vai gerando uma cultura dinâmica, ou seja, de acordo com o passar dos anos, esta cultura vai mudando. E os conceitos de aculturação, no vídeo, estão ligados à relação entre povos de diferentes culturas e sua avaliação, pois sempre há críticas sobre os valores culturais de cada uma delas, além do que, nenhuma concorda com a opinião ou crítica da outra, e assim, gera vários conflitos.

Jade Barbosa – 1º E. ____________________________________________________________
  Texto 05:

    Os conceitos de cultura e aculturação estão presentes em cada detalhe do vídeo. A começar pelo fato de eles permitirem repórteres naquele local, presenciando o seu ritual sagrado, e passando pelas vestimentas deles, que tinham moldes da sociedade ocidental, por assim dizer, mas com detalhes que representavam a cultura de cada tribo indígena presente, como pinturas e adereços. Ou mesmo o fato de eles falarem um português claro.

   Diante dessas observações, pode-se concluir que mesmo que essas tribos indígenas tenham contato com a “cultura ocidental”, e tenham modificado certas características do seu moddo de viver devido a esse contato, eles não perderam os seus costumes e ideias, a sua raiz. Eles apenas reorganizaram a sua própria cultura.

   Giovana Mororó – 1º B

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 Texto 06

    Cada povo tem seus costumes, seus métodos de ver a vida, agir e pensar. Cada povo tem, propriamente dito, sua cultura, sendo essa muito diferente da cultura de outros povos.

   A globalização fez com que surgisse um processo chamado aculturação, pelo qual, por exemplo, os índios “perderam” parte de seus costumes, como andar sem roupa e até mesmo, em alguns casos, o dialeto original. Isso se deve ao contato com outros povos, que os dominaram, exterminaram e aos poucos foram mudando seus costumes.

   Alguns costumes se mantem, como o ritual da Tucandeira, pelo qual, um jovem mostra seu valor perante a sociedade indígena, tradição bem diferente da Ocidental. Esse aspecto da cultura deles ainda não foi perdido e ainda se mostra forte na cultura indígena, mesmo com o contato entre povos e com outras culturas.

Gabriel Lopes – 1° B.

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