Terceirão Salesiano Dom Bosco 2015 – texto complementar sobre a I Guerra Mundial

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Cem anos atrás

A Grande Guerra marcou o imaginário popular, deixando como herança traumas que originaram o fascismo e a Segunda Guerra Mundial

Marcello Scarrone

1/7/2014
  • A trincheira como símbolo da guerra. Acima, membros da infantaria australiana com máscaras de gás, em Ypres, Bélgica (1917). (Foto: Reprodução / Original do Memorial de Guerra Australiano, Camberra)A trincheira como símbolo da guerra. Acima, membros da infantaria australiana com máscaras de gás, em Ypres, Bélgica (1917). (Foto: Reprodução / Original do Memorial de Guerra Australiano, Camberra)

    Berlim, Londres, Paris. Mas também Roterdã, Münster, Milão, ou a pequena Sibiu, na Romênia. Em todas essas cidades longas filas de moradores aderiam ao apelo de Europeana, a biblioteca digital europeia: quem possuísse lembranças da Primeira Guerra Mundial, como cartas, diários, fotografias e postais, poderia oferecê-las para a digitalização, a fim de colaborar para a construção de um grande acervo virtual sobre o conflito, por ocasião dos cem anos de seu início.

    A empreitada, que começou com uma iniciativa análoga promovida pela Universidade de Oxford ainda em 2008, foi com o passar dos anos crescendo e encontrando apoio em prestigiosas instituições públicas europeias, como a Biblioteca Estadual de Berlim e a Biblioteca Nacional de Paris. Hoje, mais de 20 países aderem ao projeto cujo nome é “1914-1918 – Histórias inéditas e histórias oficiais da Primeira Guerra Mundial”, com muitas jornadas de coleta de documentos já realizadas, e outras ainda previstas em vários deles. Assim, antigas prateleiras empoeiradas, velhos baús, caixinhas de lembranças e álbuns de família adquiriram status de acervo: o evento bélico de 1914-1918, afinal, atravessou e modificou a vida da maioria das famílias europeias, e não só, da época. Trata-se de um museu digital sobre a Grande Guerra, em parte constituído de documentos de arquivos públicos, em parte fruto de milhares de acervos privados.
    Paralelamente à iniciativa de Europeana, várias instituições de pesquisa reorganizaram seus arquivos, ou começaram a digitalizar parte deles, como fizeram os National Archives, em Londres, com os diários de combatentes britânicos.  Os próprios governos europeus destinaram recursos para financiar a memória e a pesquisa histórica em torno da Primeira Guerra. França e Bélgica reservaram para as celebrações do centenário cerca de 100 milhões de euros; o Reino Unido, 56 milhões; a Itália, 34 milhões. Até países não europeus se mobilizaram: a Austrália, mesmo com uma participação menor no conflito, disponibilizou 96 milhões.
    Cem anos se passaram, mas a guerra marcou de forma profunda o imaginário popular, até porque dos problemas não solucionados que o conflito deixou brotaram experiências trágicas, como os fascismos e a própria Segunda Guerra Mundial. Quando se pensa nos eventos de 1914-1918, desencadeados pelo atentado em Sarajevo, um elemento paradoxal salta aos olhos. De um lado, há um sistema de alianças pacientemente costurado durante anos entre França, Grã-Bretanha e Rússia (a Tríplice Entente), em contraposição ao acordo da Tríplice Aliança, entre os dois Impérios Centrais (Alemanha e Áustria-Hungria) e a Itália. Alianças defensivas, nas quais cada um dos membros cultivava algum sentimento de revanche, ou de desconfiança diante de um ou outro dos adversários – como a França com a Alemanha, reivindicando territórios perdidos na guerra de 1871; ou como dois impérios, o austríaco e o russo, ambos não escondendo ambições territoriais e de influência na península balcânica; ou ainda a crescente força industrial e comercial da Alemanha, que a colocava inevitavelmente em aberta luta pela supremacia mundial com a Inglaterra, a superpotência da época, embora um tanto declinante. Alianças defensivas suportadas por arsenais bélicos cada vez mais alimentados e renovados.
    Mulher em fábrica de armas (1918). A utilização da mão de obra feminina foi comum durante a I Guerra. (Foto: Album / AKG-Images / Latinstock)Mulher em fábrica de armas (1918). A utilização da mão de obra feminina foi comum durante a I Guerra. (Foto: Album / AKG-Images / Latinstock)

    Do outro lado, curiosamente, nos anos que antecedem a eclosão das hostilidades, as trocas entre os vários países constituem o cimento de uma era que acabará sendo definida, a posteriori, de Belle Époque, período de ouro da vida social, intelectual e artística europeia. Um clima cosmopolita caracteriza as sociedades das décadas do fim do século XIX e do começo do XX, e a burguesia da Europa, de qualquer idioma, se sente em casa, seja no Opéra de Paris, seja em Marienbad ou em Baden-Baden – cidades termais pertencentes uma ao império austríaco e a outra ao alemão –, em Londres ou em Berlim. As próprias casas reinantes se frequentam por ocasião de casamentos, funerais, coroações, sem esquecer os laços de parentesco entre os próprios monarcas: Guilherme II da Alemanha é primo do rei inglês Jorge V, e também do czar Nicolau II. Em breve, porém, esses laços não os impedirão de se lançarem em guerra um contra o outro, e sobre a Belle Époque descerá definitivamente a cortina.

    Assim, nas primeiras semanas de agosto de 1914, em ruas, praças e estações ferroviárias, multidões assistem entusiasmadas à passagem das tropas em marcha para o front, em Viena, em Berlim em Paris. Os sentimentos patrióticos se reforçam: contrários à guerra e tradicionalmente pacifistas, até os expoentes do movimento socialista, fora poucas exceções, acabam se perfilando atrás da bandeira nacional, na França como na Alemanha, e abraçam a causa da nação. A fraternidade internacional dos trabalhadores, acima de fronteiras e Estados, por definição alheia a qualquer guerra feita em nome do imperialismo, parece derrotada em suas intenções e propósitos.
    A historiografia dedicou páginas e páginas à investigação das causas e das responsabilidades da Guerra: enfatizando a agressividade alemã, frisando o desejo de revanche dos franceses, apontando para os interesses das potências europeias nos Bálcãs, ou dando ênfase à competitividade exacerbada entre Inglaterra e Alemanha para a conquista e o controle dos mercados. Nenhuma explicação é satisfatória quando isolada das outras: um conjunto de fatores, atitudes e situações conduz na verdade para a guerra, numa Europa onde ninguém talvez a deseje realmente, mas onde todos, sem dúvida, estão se preparando para uma possível eclosão.
    E aquelas mesmas tropas triunfalmente saudadas pela população de cada nação em breve se encontram estacionadas, entre lama e arame farpado, de um lado e do outro de longuíssimas trincheiras, em especial na frente ocidental, mas também no front entre Áustria e Itália. A trincheira surge assim como o símbolo dos quatro longos anos de guerra, com seu trágico aspecto de espera interminável do ataque inimigo e de uma morte que pode chegar de uma hora para outra, vinda através de um morteiro, de uma metralhadora, de um canhão. Um lugar onde a vida parece não ter mais valor, à mercê do fogo inimigo, de ratos, frio e doenças. Nada de novo no front, titulo do romance do alemão Erich Maria Remarque, retrata exatamente a monotonia alucinante dessa experiência para centenas de milhares de soldados.
    O Tratado de Versalhes na tela do irlandês Orpen (Foto: Reprodução / Original do Museu Imperial da Guerra, Londres)O Tratado de Versalhes na tela do irlandês Orpen (Foto: Reprodução / Original do Museu Imperial da Guerra, Londres)

    Mobilizando homens e recursos, subtraindo forças aos trabalhos agrícolas e fabris, a guerra altera o espaço urbano e rural: na Europa e em parte também nas possessões coloniais. A sociedade civil acaba diretamente afetada, tanto em cidades e vilas mais próximas dos combates quanto em outras, trazendo alterações na economia, a intensificação da produção militar e a utilização cada vez mais intensa da mão de obra feminina.

    A Primeira Guerra Mundial seria também o conflito que acabaria desencadeando a Revolução Russa, primeiro, em sua manifestação de fevereiro de 1917, depois, na chegada ao poder do movimento bolchevique, em outubro, com a saída do país da guerra em março do ano seguinte. Da mesma forma, seria o conflito que assinalaria o fim do isolacionismo norte-americano: os Estados Unidos declaram guerra aos Impérios Centrais em 1917 e deslocam ingentes tropas para o continente europeu no ano seguinte, fato que terá um peso decisivo no desfecho vitorioso da luta em favor da Entente.
    Os grandes impérios de antes da guerra desmoronam, um após o outro. O czar Nicolau II é executado na Rússia, o kaiser Guilherme II, exilado, assim como o imperador austríaco Carlos I, e repúblicas se estabelecem na Alemanha e na Áustria derrotadas. O próprio Império Otomano, aliado dos Impérios Centrais, perde, com os tratados de paz, Palestina, Síria, Líbano e Mesopotâmia em favor de França e Reino Unido, e caminha rumo ao seu fim, que ocorrerá em 1923.
    O mundo é realmente outro, após e em virtude da guerra: a “primeira mundial”. Devido também aos problemas deixados em aberto pelos tratados de paz, uma segunda, ainda mais sangrenta e destruidora, em breve se desenhará no horizonte.
    Marcello Scarrone é pesquisador da Revista de História da Biblioteca Nacional e autor da tese “Nello, Libero e Giuseppe: do Rio contra Mussolini. Percursos políticos do Antifascismo Italiano na Capital Federal (1922-1945)”, (UFRJ, 2013).

http://www.revistadehistoria.com.br/

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1º ano do Colégio São José – CONFHIC – Vídeos sobre O funcionamento do Sistema Político-Eleitoral brasileiro

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Galerinha, os vídeos são muito didáticos! E tem tudo a ver com o nosso trabalho sobre Política e Poder.
Divirtam-se!

Direto do Ospyciu

Vídeo 01 – Tipos de votos

Vídeo 02: os Poderes de Estado

Vídeo 03: Diferença entre Câmara, Senado e Congresso

Vídeo 04: O que faz um deputado federal

Vídeo 05: a verdade sobre o voto nulo

Vídeo 06: diferença entre PLEBISCITO e REFERENDO

Vídeo 07: o que é LEI da FICHA LIMPA

Ver o post original

Terceirão Salesiano Dom Bosco 2015 – Textos de aluno(a)s sobre Fundamentalismo- 2ª parte.

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Texto 01: 

                                       Fundamentalismo e política

De acordo com o dicionário informal,a palavra ”fundamentalismo” refere-se à ”prática das religiões que interpretam de modo literal as escrituras sagradas.” O  fundamentalismo   é um fenômeno universal, utilizado pelas várias religiões, com o intuito de pregar seus conceitos e valores como uma verdade absoluta, um dogma, trazendo inúmeros conflitos  com aqueles que não reconhecem sua religião como um segmento divino.

Os mais frequentes tipos de fundamentalismo pertencem às religiões monoteístas (judaísmo, islamismo, cristianismo). Um ser fundamentalista é aquele que detém fé e  crença no livro sagrado e é capaz de tudo para influenciar as pessoas a acreditarem que  sua religião é a correta, não podendo ser contestada de nenhum modo, caso contrário, sua ira pode ser fatal. O fanatismo religioso pode ser considerado um sinônimo de fundamentalismo, podendo  ser praticado de várias formas, desde ofensas à condenações de morte terríveis, apenas   por ”desobedecer” o livro sagrado.

Esse termo pode ser aplicado também nos diversos  movimentos políticos atualmente;  um exemplo disso, são os presidentes, governadores e cia, que se elegem e prometem acabar com a ”raça” do movimento LGBT, afirmando que esse comportamento é uma falta de respeito com a sociedade, e o pior, que eles  não têm  a benção de Deus, caso queiram  laçar algum tipo de matrimônio. Mas a política, em especial, não deveria tratar a todos igualmente? Todos possuem os mesmos direitos, apesar de suas escolhas homoafetivas  e religiosas. O mundo seria bem mais saudável sem esses tipos de preocupações conservadoras e reaceonárias. Devemos lutar pela paz, e não nos privar dela.

Laís Firpo – 3º B

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 Texto 02:  Fundamentalismo e Política

Partindo do pressuposto que o fundamentalismo não é característica exclusiva de grupos islâmicos, percebe-se então, no Brasil, com a crescente notoriedade da comunidade LGBT e a valorização da cultura de matriz africana, uma grande representatividade do fundamentalismo cristão. Desta forma, a comunidade cristã – guiada por seus diversos líderes – utiliza seus aprendizados como verdades absolutas, e deseja, assim, implementar e difundir seus dogmas por toda a sociedade.

O problema maior, por fim, dá-se no momento em que grandes líderes cristãos são, também, políticos. Sendo assim, tais líderes utilizam de sua influência e poder político para aprovar ou criar projetos de lei que transfiguram o caráter laico e livre da nação, beneficiando tão somente a implantação e propagação de seus dogmas, os quais estimulam cristãos a perseguirem integrantes do LGBT e terem aversão a outras linhas religiosas, principalmente de matriz africana.

Gabriel Carneiro Rios – 3º A

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Ainda que seja um país laico, o Brasil não segue à risca o que realmente seria respeitável ao cidadão. Não privilegiar religiões em mídias públicas (TV e rádios), ou sequer fazer uma espécie de partidarismo religioso seria o ponto mais importante d que é tratado nesse texto em questão. O fundamentalismo midiático é bastante presente e facilmente perceptível no mundo atual, onde emissoras aumentam a cada ano o número de horários vendidos para igrejas que, de acordo com dados divulgados pela Folha de São Paulo, o televangelismo ocupa 140 horas semanais da TV brasileira.

Já o poder público tem se esquivado de enfrentar os interesses das igrejas e garantir que o sistema de comunicação não sirva a espécie de partidarismo religioso. E isso é perceptível quando esses grupos usam seus representantes no Congresso Nacional para manter e até mesmo ampliar suas redes de comunicação, transformando a mídia e o parlamento em espaços para tornar público discursos baseados no tradicionalismo, na defesa da família e da moral cristã.

Com maior liberdade de expressão e igualdade de recursos para todos, fica mais fácil expressar sua opinião em meio às redes, que, atualmente, são um verdadeiro “fio condutor” de todos os assuntos polêmicos, com a diferença de que suas interferências em meio aos discursos são de forma muito mais direta, deixando seus usuários mais à vontade, onde em muitos casos, acabam “se enforcando com as próprias palavras”.

Juliana Rodrigues Ferreira Batista – 3º A

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Texto 03: 

 Fundamentalismo e Política
 
A resistência aos efeitos da Ocidentalização é a principal característica do Fundamentalismo Cristão que, agora, se estende às bancadas do Congresso Nacional de um Estado Laico: o Brasil. 
Posturas dogmáticas e conservadoras de representares como Marco Feliciano, Pastor Everaldo ou Levy Fidélix causam um grave retrocesso sociocultural num âmbito que precisa ser exclusivamente progressista: a política.  Esses representantes agem de acordo com seus preceitos religiosos, impondo à nação algumas regras que devem ser mantidas entre aqueles que partilham da mesma crença.
O Estado Democrático surgiu para assegurar a liberdade de crença de cada indivíduo, então, é preciso instruir estes parlamentares para que eles não acabem confundindo política pública e religião. 
Amanda Souza, 3º ANO B
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Texto 04:

Efeitos sociais e culturais exercidos pelo fundamentalismo

A sociedade sempre foi intolerante com o diferente, com o novo, e isso não mudou em pleno século XXI. As religiões se atacam, mesmo que indiretamente, para provar a verdade que lhes é passada. É esse fanatismo que destrói cidades, pessoas, culturas, fundamentalistas acreditando que a violência exacerbada fará com que seus ideais sejam brutalmente aceitos. Isso afeta todas as camadas sociais, todos exilados de qualquer contato com o novo e o diferente. Qualquer reação ao sistema vigente pode trazer consequências severas e até mortais. O fundamentalismo é de fato uma agressão às pessoas, é uma forma que muitas religiões e até seitas encontram de impor suas ideologias e abominar as diferenças que, inevitavelmente, surgem ao passar dos anos, como o casamento entre homossexuais. Esse ato está aprovado por lei pelo Brasil, porém, dentro desse país, ainda resistências violentas se fixam nas suas raízes históricas e impedem ou tentam impedir tais diferenças. O problema é que os fundamentalistas acreditam estar investindo no certo, no que Deus determinou, no caso dos cristãos. A questão fundamentalista é um caso a ser tratado urgentemente, antes que a influencia atinja a nova juventude da sociedade, isso se não já tiver influenciado.

Mateus Santana Barbosa – 3º B

Terceirão Salesiano Dom Bosco 2015 – Textos de aluno(a)s sobre Fundamentalismo- 1ª parte.

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  Um dos exercícios do 1º trimestre letivo foi assim proposto ao(à)s aluno(a)s:

A seguir, você encontrará um excelente e polêmico texto sobre o tema citado. Após a sua minuciosa leitura, redija um texto entre 10 e 15 linhas tomando como ponto de partida UM dos aspectos abaixo:

1 – Fundamentalismo e política;

2 – Efeitos sociais e culturais que o Fundamentalismo exerce sobre o mundo atual;

3 – O Fundamentalismo nas Redes Sociais e na mídia em geral.

obs. o texto de referência foi O fundamentalismo não é uma prerrogativa apenas do islamismo, de Jean Wyllys, publicado em 02/07/2014.

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Entre os muitos textos produzidos, selecionei alguns e pedi autorização ao(à)s respectivo(a)s autore(a)s para compartilhá-los aqui no OSPYCIU, pelo que agradeço.

Eis os 04 primeiros textos.

  Boas leituras!

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Texto 01: 

Nazismo, fascismo e, atualmente, fundamentalismo são o exercício do poder de forma forçada e absoluta. Por outras palavras, são regimes políticos que suprimem as liberdades individuais, atribuindo ao estado o poder absoluto. Esta definição de fundamentalismo é totalmente contrária à democracia, assim como à privacidade individual.

Esse modelo de governo “absoluto” oprime todo e qualquer grupo de pessoas que tenha ideias, raça, cor, religião ou cultura diferente da qual esteja sendo passada pelo poder vigente.

Atualmente, os líderes políticos estão tão fanáticos por seus fundamentos, por suas ideias, que chegam a matar e travar guerras com seus opositores e tudo isso aos “olhos” de pessoas esclarecidas e que convivem bem com as diferenças alheias, parecem absurdas.

Thallys Batista – 3º ano B.

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. Texto 02: Fundamentalismo e Política

Diferentemente do que ditam as mídias, o fundamentalismo não é uma prerrogativa exclusiva do islamismo. A interpretação literal do livro sagrado também é extremamente recorrente em outras religiões, podendo ser propagada também por diversos meios, dentre eles na política.

No Brasil, por exemplo, muitos representantes da população são radicais religiosos e utilizam da notoriedade e posição de formadores de opinião para evidenciar e perpetuar seus discursos embasados na religião.

O que muitos desses políticos não param para pensar é que todo ato gera uma consequência, e com eles não seria diferente. Os seus pontos de vista, no mínimo radicais, influenciam muitos seguidores que, partindo do pressuposto religioso e do que absorvem dos dogmas de sua doutrina, resolvem realizar o que consideram correto, com as próprias mãos.

Yanne Ávila – 3º ano B.

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Texto 03: A mídia e o fundamentalismo.

As mídias, em uma espécie de Cruzadas atual, podem ser utilizadas pelo fundamentalismo para recrutar e doutrinar fieis. Nas redes sociais e mídia alternativa, pouco reguladas, espalham-se mensagens e grupos que procuram atrair pessoas e convencê-las da expansão forçada de dogmas religiosos, mesmo em desrespeito a direitos básicos.

Já na mídia formal, onde há mais regulação, procura-se principalmente manter-se imparcial diante de ações de grupos fundamentalistas.  É claro, porém, que às vezes, e erroneamente, transmite-se parcialidade – para agradar ao público ou talvez um governo controlador.

Assim, o fundamentalismo religioso pode encontrar nos veículos de comunicação tanto um meio de propaganda quanto críticas à sua atividade.  Ou ainda, por vezes, um mero incentivo à reflexão.

Caroline Magalhães – 3º ano B.

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Texto 04:    Fundamentalismo religioso.

O termo que atualmente é bastante usado, surgiu no começo do século XX nos Estados Unidos, para se referir à crença na interpretação literal dos livros sagrados. Porém, apesar de ter surgido no século passado, o fundamentalismo só começou a preocupar o mundo em 1979 com uma atitude brusca na Revolução Islâmica.

Os fundamentalistas, que normalmente e erroneamente, são associados à muçulmanos, terroristas e extremistas, são aqueles que baseados em seu livro sagrado, especificamente os islâmicos, apresentam uma visão de mundo calcada em ideologias contemporâneas e interpretações particulares do passado. Porém, a sociedade é etnocêntrica.

Com uma sociedade etnocêntrica e fundamentalistas que a todo momento apresentam ao mundo, uma “crueldade”, instalou-se o clima de insatisfação e desrespeito à cultura islâmica ou a qualquer outra que apresente conceitos fundamentalistas.

O que para muitos é exagero, crueldade, para os islâmicos, cristãos e judeus é apenas parte de sua cultura e devoção à sua santidade. Ao assistir alguém sendo queimado vivo, fuzilado ou relatos de crueldade e severidade com as mulheres, todos devem se questionar ou até mesmo ter certeza, baseados em sua crença, que não é correto. Será mesmo que vale a pena fazer tudo em nome de Maomé, Allah ou Jeová?

Marianna Santana, 3º ano B.

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Terceirão SDB 2015 – I Guerra Mundial: aula (slides) e vídeos sugeridos.

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SLIDES

1870 a 1914 – a Belle Époque e a Primeira Guerra Mundial

Vídeos sugeridos:

1ª Guerra Mundial – Resumo

https://www.youtube.com/watch?v=Ul-dcsFqNlk

100 Anos da Primeira Guerra Mundial – O que foi a Primeira Guerra e quais suas consequências?

100 Anos da Primeira Guerra Mundial – Como foi o Assassinato do Arquiduque?
https://www.youtube.com/watch?v=3hwwR19j96U

1ª GUERRA MUNDIAL (1914-1918) – o mais completo…e longo.
https://www.youtube.com/watch?v=Z-PfEJ4NnE4