Terceirão SDB 2015 – EXERCÍCIO 02 -O que está por trás do 15 de novembro de 1889

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Galerinha, o EXERCÍCIO 02 consiste em:

1 – Leitura minuciosa do texto a seguir;

2 – Responder, em 10 linhas, a pergunta a seguir: Após a leitura do texto e com base nos conhecimentos sobre a história recente do Brasil, podemos considerar o povo brasileiro ainda um FIGURANTE ou PLATEIA, como afirmou Lima Barreto, ou ele já é PROTAGONISTA de sua própria história?

obs. 1 – o texto deve ser MANUSCRITO, em folha com cabeçalho completo;

obs. 2 – data de entrega (no início da aula): quinta-feira, 26 de fevereiro.

A história factual nos faz/fez atribuir um peso excessivo às datas, aos fatos. As gerações que “aprenderam” história por esse viés tomam a data como sendo algo quase absoluto. Por outras vias, enxerga-se o processo histórico. E o que era uma simples data, pode alcançar o status de fenômeno histórico.  Feitas estas considerações preliminares, é de bom tom consultar o dicionário para desvendarmos o que significa pro-cla-ma-ção: Pronunciar-se publicamente em alta voz e com solenidade. Reconhecer solenemente, decretar, publicar ou promulgar uma lei. Aclamar, anunciar. (http://www.dicio.com.br/proclamar/).

Ao falar em GOLPE, primeiro se pensa logo em Exército. Não sem certa razão, afinal, das três Forças, a que esteve mais em evidência no final do século XIX brasileiro. Mas, seria muito rasa esta análise se considerasse apenas este agente militar como responsável. Assim como muitos fizeram com o GOLPE em 1964, tão civil quanto militar. Como foi o que enseja este feriado (em um sábado, tudo bem, mas, um feriado).

Do anacronismo do regime imperial conjugado com as transformações econômicas do período, passando pela ‘rebeldia’ de parte da oligarquia cafeeira, pelos republicanos de última hora, pelo ressentimento dos “homens de farda” (tratados como meros  figurantes durante o XIX), resultou o 15 de novembro. Tão “democrático” quanto o 7 de setembro.. Acordamos em um novo regime. Tão novo quanto o próprio nome que alguns historiadores, bem mais tarde, elegeram para batizar o espaço-tempo entre 1889 e 1930, República Velha.

No Brasil, a república que fora sonho de consumo de muitos rebeldes desde o final do XVIII ‘chegava’ ao país pelas mãos do que havia de mais conservador e reacionário possível. Vários protagonistas, o povo como figurante. Ou como bem diria Lima Barreto: “PLATEIA”.

Ser republicano era um sonho. A ‘res publica’ no Brasil teve a sua maternidade/paternidade reivindicada por muitos. Sob a forma de um GOLPE DE ESTADO, foi fruto de um demorado processo que explorou um descontentamento generalizado. Novo Regime que foi possível por uma aliança política entre ‘água e óleo’ que, logo após o seu nascimento, mergulhou em profunda crise, marcada por diferentes projetos de país.   O clima não era de paz e amor, muito menos harmonia, mas, em uma coisa todos concordavam: “façamos a mudança, antes que o povo a faça”.

A história recente do nosso país tem muito a aprender com a…..HISTÓRIA!

Bom feriado!

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