CONFHIC – São José 2015 – Sistemas Produtivistas: TAYLORISMO, FORDISMO e TOYOTISMO

Toyotismo é o modelo japonês de produção, criado pelo japonês Taiichi Ohno e implantado nas fábricas de automóveis Toyota, após o fim da Segunda Guerra Mundial. Nessa época, o novo modelo era ideal para o cenário japonês, ou seja, um mercado menor, bem diferente dos mercados americano e europeu, que utilizavam os modelos de produção Fordista e Taylorista.

Na década de 70, em meio a uma crise de capital, o modelo Toyotista espalhou-se pelo mundo. A idéia principal era produzir somente o necessário, reduzindo os estoques (flexibilização da produção), produzindo em pequenos lotes, com a máxima qualidade, trocando a padronização pela diversificação e produtividade. As relações de trabalho também foram modificadas, pois agora o trabalhador deveria ser mais qualificado, participativo  e polivalente, ou seja, deveria estar apto a trabalhar em mais de uma função.

Os desperdícios detectados nas fábricas montadoras foram classificados em sete tipos: produção antes do tempo necessário, produção maior do que o necessário, movimento humano (por isso o trabalho passou a ser feito em grupos), espera, transporte, estoque e operações desnecessárias no processo de manufatura.

As principais características do modelo toyotista são:

+ Flexibilização da produção – produzir apenas o necessário, reduzindo os estoques ao mínimo.

+ Automatização – utilizando máquinas que desligavam automaticamente caso ocorresse qualquer problema, umfuncionário poderia manusear várias máquinas ao mesmo tempo, diminuindo os gastos com pessoal.

+ Just in time (na hora certa) – sem espaço para armazenar matéria-prima e mesmo a produção, criou-se um sistema para detectar a demanda e produzir os bens, que só são produzidos após a venda.

+ Kanban (etiqueta ou cartão) – método para programar a produção, de modo que o just em time se efetive.

+ Team work ( trabalho em equipe) – os trabalhadores passaram a trabalhar em grupos, orientados por uma líder. O objetivo é de ganhar tempo, ou eliminar os “tempos mortos”.

+ Controle de qualidade total – todos os trabalhadores, em todas as etapas da produção são responsáveis pela qualidade do produto e a mercadoria só é liberada para o mercado após uma inspeção minuciosa de qualidade. A idéia de qualidade total também atinge diretamente os trabalhadores, que devem ser “qualificados” para serem contratados. Dessa lógica nasceram os certificados de qualidade, ou ISO.

Embora possa parecer que o modelo toyotista de produção valorize mais o trabalhador do que os modelos anteriores (fordista e taylorista), tal impressão é uma ilusão. Na realidade da fábrica, o que ocorre é o aumento da concorrência entre os trabalhadores, que disputam melhores índices de produtividade entre si. Tais disputas sacrificam cada vez mais o trabalhador, e tem como conseqüência, além do aumento da produtividade, o aumento do desemprego. Em suma, a lógica do mercado continua sendo a mesma: aumentar a exploração de mais-valia do trabalhador.

http://www.infoescola.com/industria/toyotismo/

Taylorismo e Fordismo

Os sistemas produtivos foram se aprimorando desde o advento do capitalismo. No final do século XIX, Frederick Taylor, propôs a aplicação de princípios científicos, na organização do trabalho, buscando maior racionalização do processo produtivo. Henry Ford, em 1914, foi o primeiro a aplicar em sua fábrica o modelo proposto por Taylor.

A iniciativa de Ford inaugurou uma nova fase na produção industrial, pois melhorou muito os resultados da produção.

Na fábrica de automóveis produziam apenas um modelo de carro (modelo T), com um única cor, única potencia, enfim totalmente padronizado, sem nenhuma variação.

Foi estabelecida uma jornada de trabalho de 8 horas diárias – o que para época era muito atrativo, pois em outros lugares não tinham jornada fixa – com um salário fixo de 5 dólares por dia, o suficiente para prover as necessidades do trabalhador e restar um pouco para o lazer.

Cada trabalhador realizava apenas um movimento na linha de montagem, ex: enroscar um parafuso, bater um prego, colar algo, etc. O automóvel ia ganhando forma no decorrer da linha de montagem e quando chegava ao final, estava pronto.

Este trabalhador não precisava possuir habilidades, nem pensar, bastava obedecer ordens.

Na fábrica fordista somente a gerência poderia pensar na organização da produção, sempre visando melhorar a eficiência, os trabalhadores eram apartados desse processo.

Esse tipo de organização do trabalho trouxe resultados surpreendentes para produção, mas, por outro lado alienou os trabalhadores. (alienação = sem consciência da própria realidade)

Aos poucos toda a sociedade começou a se organizar dessa forma.

Podemos resumir as características do trabalho nesse sistema:

O trabalho é fragmentado (é dividido em varias partes);

Cada trabalhador executa apenas uma etapa ou movimento;

O trabalho é exaustivo;

Não é necessária muita qualificação;

O trabalhador é tratado como uma máquina que quase não precisa pensar;

São realizadas tarefas simples e repetitivas, com movimentos mecânicos que dispensam reflexão e criatividade.

Essa é a forma como a produção se organizou até os anos 70, mas até hoje continua predominante, contudo, tem sido substituída por formas mais flexíveis de produção e trabalho.
BIBLIOGRAFIA:

GIDDENS, Anthony. Sociologia.  Ed. Artmed. Porto Alegre, 2004.

TOMAZI, Nelson Dácio. Sociologia para o ensino médio. Ed. Atual. São Paulo, 2007.

http://sociologiak.blogspot.com.br/2010/12/taylorismo-e-fordismo.html

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