Parar de ‘endeusar’ a ufba…com todo respeito à ‘velha senhora’.

Reconhecer a qualidade acadêmica, científica e afins da ufba não nos obriga “ENDEUSÁ-LA”!

O que incomoda sobremaneira e, em especial, quando o vestibular se aproxima é essa onda em torno da aprovação na ufba de forma ‘superfaturada’.

Culpado(a)s? Não se trata disso. Prefiro sugerir, CÚMPLICES. E aí, incluo PL. Mas, nunca fui um loufbbysta!

Hoje, de forma mais pulsante, porque não encontrei um termo mais apropriado, estou bem injuriado com essa onda. Não desdenho, nem há razões para tal, porém, a citada CUMPLICIDADE virou um TSUNAMI. E a big-onda termina por ‘afogar’ essa galerinha que está correndo atrás de se inserir no mundo acadêmico/mercado de trabalho.

CÚMPLICES, quem são?! Eu, paifessor, famílias que, em parte por motivos $ torcem por esta aprovação para livrarem-se de men$alidades, em parte por um suposto status de ter seu son ou sua daughter na ‘federal’, MAS, quando se trabalha, convive com essas criaturas prevestibulandas (segundo as mesmas, indaga-se, há vida lá fora?!) , nota-se cada vez mais uma hipervalorização da ‘velha senhora’ e , por outro lado, a desproporcional ‘cumplicidade’ com as ‘senhoritas’ (leia, UNEB – UESC – UESB – UEFS, esqueci de alguém?!).

A coisa é tão gritante que até as escolas fazem ‘ajustes’ no peso que as avaliações internas (estilo ufba) terão, pois, conforme é comum ouvirmos/falarmos, “as questões ufba nas provas botam a nota do(a) aluno(a) pra baixo”. Aí, tome-lhe ‘estratégia’ para mascarar o problema. Sim, M-A-S-C-A-R-A-R, um trissílabo. Faz-se de tudo: pontuação extra, simulado para’exercitar’, e outras artimanhas pedagógicas.

Há muito tempo, vário(a)s educadore(a)s, de variadas formas e cores, gritam, denunciam, revoltam-se, mas, sabe-se lá o motivo, nada abala a ‘velha senhora’. Esta sempre pautou os currículos das escolas, sempre disse (e foi obedecida), o que ensinar, mesmo quando vários exames de seleção (aí eu falo de prova de história), consideraram essencial redigir proposições (as velhas 01-02-04-08-16-32-64 = cabeças em parafuso), cobrando do(a)s candidato(a)s   perólas do tipo “Muro de Adriano e Leis Catilinárias” e outras tantas insignificâncias eleitas pelas bancas avaliadoras.

Será que não há o que reconhecer de avanço? Sim, claro que há. Em História, contemplar a história da Bahia foi/é digno de parabéns, mas, convenhamos, no MT, só para exemplificar, as rusgas já eram parte das provas de há muito, sem contar que em vários estados, 30% das questões de um exame vestibular, obrigatoriamente, devem versar sobre a história regional. A ‘velha senhora’ chegou, mas, tarde. E não fez nenhum favor a nós mortais.

Falei em onda, tsunami, faltou dizer ABISMO. Não encontro outro termo. Abismo é o que há entre a Universidade e o Ensino Básico. E, justiça seja feita, mal que acomete a ‘velha senhora’ e todas as suas ‘netinhas’. Nas escolas, movidas por variados fatores, desde PCNs, leis outras e também avanços reais no campo do conhecimento e das pesquisas escolares/educacionais, propõe-se que os aprendizes se apropriem de conhecimentos, construam-nos, aprendendo a ser, a fazer, a aprender. Busca-se o letramento, a alfabetização, a produção de leitura de textos verbais, mistos, não verbais, etc, etc. Muito dessa formação é mérito da ‘velha senhora’, muito boa formadora de pesquisadores/educadores, contraditoriamente.

Em História, o que vemos nas provas dos concursos vestibulares da ‘velha senhora’ ao longo de muuitos anos é uma resistência inexplicável à utilização de charges/caricaturas e afins nas questões que, a cada exame, parecem mais uma moldura guardada a ser preenchida com outras frases, sem inovação, pouco criativa.

Na 2ª fase, qualquer resquício de reflexão/criação é definitivamente sepultado. Já passado pelo 1º funil, esse povo que pergunta se “lá fora há vida” encontra puro conteudismo. Uma pobreza que assusta! E entristece.

Prestei vestibular para a ‘velha senhora’, ao final do 2º grau (Ensino Médio é coisa recente) mas não fui competente no funil. E pensar que posso dizer à galerinha de hoje, antes era pior. Que alento!! Antes, no meu tempo, uma proposição F que se computasse como V, ainda que se acertasse todas as outras ditas V, era questão zerada mesmooo. Há algum tempo, que progresso, corrigiu-se parcialmente tamanha genialidade. Como diz um aluno meu, “PL, o erro compensa o acerto” (?). É mole?!

Por que   injuriado? Hoje, uma aluna perguntou ao final de uma aula de revisão: “PL, vem cá, já que eu não fui bem na ufba, você acha que eu devo cursar a UNEB caso seja aprovada?”.  Viu o estrago que essa cumplicidade fez/faz?

Certamente, há muitas outras variáveis para debatermos.

A provocação está feita.

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