Mais um de minha Clarinha!! A surpresa da página 34…

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Para quem leu o primeiro, a surpresa da página 33, sabe que se trata do concurso literário do Isba – Palavra Vida. Compartilho com você, o novo texto de minha filha Clarinha, de 8 anos, na edição 2011 do concurso.

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    Cores

Azul, vermelho

verde e amarelo

são as cores principais

Branco, cor da paz

rosa, minha cor preferida

Misturando azul com o branco

vou formar uma cor para alegrar

Eu amo as cores

com elas posso brincar.

Maria Clara de Castro Leite – 2ª série (3º ano) do E. F.

Vestibular – sugestão de leitura: Nazi-fascismo

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História – Prof. Paulo Leite

pauloleitehistoria@gmail.com

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Leitura sugerida: Nazi-fascismo

A seguir, um breve roteiro do que é importante revisar sobre o tema.

Nazi-fascismo

1 – A IDEOLOGIA:

– a hipertrofia do Estado;

– censura à liberdade de expressão;

– antiparlamentarismo;

– anticomunismo;

– culto à personalidade;

– uso intenso da propaganda;

– combate ao liberalismo econômico;

– unipartidarismo;

– nacionalismo exacerbado;

– militarismo;

 

2 – Itália – Duce – Mussoline:

 

– o pós-I Guerra;

– o movimento operário recrudesce;

– os grupos paramilitares – camisas negras;

– a marcha sobre Roma;

– a instalação do Estado Totalitário;

– a fascistização da sociedade;

– o tratado de Latrão – o que foi; o que determinou; importância histórica;

 

3 – Alemanha:

– As fases de sua história até 1945:

* I Reich (até a unificação – 1870);

* II Reich (de 1870 a 1919);

* República de Weimar (de 1919 até 1933);

* III Reich (de 1933 até 1945);

– o período entreguerras;

– 1919 – o tratado de Versalhes;

– 1921 – fundação do Partido Nazista;

– 1923 – o Putsch de Munique;

– Hitler na cadeia e o Mein Kampf;

– 1924 – 1929 – recuperação $ e estabilidade;

– Crise de 29;

– 1933 – Hitler Chanceler;

– 1934 – Hindemburg (presidente)morre;

– Gestapo (polícia política);

– Reichstag (Parlamento)fechado;

– Noite dos Longos Punhais (eliminação da SA);

– 1935 – Leis raciais de Nuremberg;

– teoria do Espaço Vital – LEBESRAUM;

– a escalada nazista;

– França e Inglaterra – política do apaziguamento;

– 1939:

* pacto nazi-soviético de não-agressão;

* 1º de setembro → início da II Guerra Mundial.

 

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Parar de ‘endeusar’ a ufba…com todo respeito à ‘velha senhora’.

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Reconhecer a qualidade acadêmica, científica e afins da ufba não nos obriga “ENDEUSÁ-LA”!

O que incomoda sobremaneira e, em especial, quando o vestibular se aproxima é essa onda em torno da aprovação na ufba de forma ‘superfaturada’.

Culpado(a)s? Não se trata disso. Prefiro sugerir, CÚMPLICES. E aí, incluo PL. Mas, nunca fui um loufbbysta!

Hoje, de forma mais pulsante, porque não encontrei um termo mais apropriado, estou bem injuriado com essa onda. Não desdenho, nem há razões para tal, porém, a citada CUMPLICIDADE virou um TSUNAMI. E a big-onda termina por ‘afogar’ essa galerinha que está correndo atrás de se inserir no mundo acadêmico/mercado de trabalho.

CÚMPLICES, quem são?! Eu, paifessor, famílias que, em parte por motivos $ torcem por esta aprovação para livrarem-se de men$alidades, em parte por um suposto status de ter seu son ou sua daughter na ‘federal’, MAS, quando se trabalha, convive com essas criaturas prevestibulandas (segundo as mesmas, indaga-se, há vida lá fora?!) , nota-se cada vez mais uma hipervalorização da ‘velha senhora’ e , por outro lado, a desproporcional ‘cumplicidade’ com as ‘senhoritas’ (leia, UNEB – UESC – UESB – UEFS, esqueci de alguém?!).

A coisa é tão gritante que até as escolas fazem ‘ajustes’ no peso que as avaliações internas (estilo ufba) terão, pois, conforme é comum ouvirmos/falarmos, “as questões ufba nas provas botam a nota do(a) aluno(a) pra baixo”. Aí, tome-lhe ‘estratégia’ para mascarar o problema. Sim, M-A-S-C-A-R-A-R, um trissílabo. Faz-se de tudo: pontuação extra, simulado para’exercitar’, e outras artimanhas pedagógicas.

Há muito tempo, vário(a)s educadore(a)s, de variadas formas e cores, gritam, denunciam, revoltam-se, mas, sabe-se lá o motivo, nada abala a ‘velha senhora’. Esta sempre pautou os currículos das escolas, sempre disse (e foi obedecida), o que ensinar, mesmo quando vários exames de seleção (aí eu falo de prova de história), consideraram essencial redigir proposições (as velhas 01-02-04-08-16-32-64 = cabeças em parafuso), cobrando do(a)s candidato(a)s   perólas do tipo “Muro de Adriano e Leis Catilinárias” e outras tantas insignificâncias eleitas pelas bancas avaliadoras.

Será que não há o que reconhecer de avanço? Sim, claro que há. Em História, contemplar a história da Bahia foi/é digno de parabéns, mas, convenhamos, no MT, só para exemplificar, as rusgas já eram parte das provas de há muito, sem contar que em vários estados, 30% das questões de um exame vestibular, obrigatoriamente, devem versar sobre a história regional. A ‘velha senhora’ chegou, mas, tarde. E não fez nenhum favor a nós mortais.

Falei em onda, tsunami, faltou dizer ABISMO. Não encontro outro termo. Abismo é o que há entre a Universidade e o Ensino Básico. E, justiça seja feita, mal que acomete a ‘velha senhora’ e todas as suas ‘netinhas’. Nas escolas, movidas por variados fatores, desde PCNs, leis outras e também avanços reais no campo do conhecimento e das pesquisas escolares/educacionais, propõe-se que os aprendizes se apropriem de conhecimentos, construam-nos, aprendendo a ser, a fazer, a aprender. Busca-se o letramento, a alfabetização, a produção de leitura de textos verbais, mistos, não verbais, etc, etc. Muito dessa formação é mérito da ‘velha senhora’, muito boa formadora de pesquisadores/educadores, contraditoriamente.

Em História, o que vemos nas provas dos concursos vestibulares da ‘velha senhora’ ao longo de muuitos anos é uma resistência inexplicável à utilização de charges/caricaturas e afins nas questões que, a cada exame, parecem mais uma moldura guardada a ser preenchida com outras frases, sem inovação, pouco criativa.

Na 2ª fase, qualquer resquício de reflexão/criação é definitivamente sepultado. Já passado pelo 1º funil, esse povo que pergunta se “lá fora há vida” encontra puro conteudismo. Uma pobreza que assusta! E entristece.

Prestei vestibular para a ‘velha senhora’, ao final do 2º grau (Ensino Médio é coisa recente) mas não fui competente no funil. E pensar que posso dizer à galerinha de hoje, antes era pior. Que alento!! Antes, no meu tempo, uma proposição F que se computasse como V, ainda que se acertasse todas as outras ditas V, era questão zerada mesmooo. Há algum tempo, que progresso, corrigiu-se parcialmente tamanha genialidade. Como diz um aluno meu, “PL, o erro compensa o acerto” (?). É mole?!

Por que   injuriado? Hoje, uma aluna perguntou ao final de uma aula de revisão: “PL, vem cá, já que eu não fui bem na ufba, você acha que eu devo cursar a UNEB caso seja aprovada?”.  Viu o estrago que essa cumplicidade fez/faz?

Certamente, há muitas outras variáveis para debatermos.

A provocação está feita.

Terceirão SDB 2015 – 19/02/ – sugestão de leitura -histórico das Constituições brasileiras.

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  Galerinha, é importante ler sobre as Constituições de 1824 e 1891 para entendermos o novo assunto: crise do Império no Brasil e o Golpe Republicano.

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Constituição de 1824 – D. Pedro I / Regentes / D. Pedro II

  • Outorgada (quando é imposta, sem ter passado por uma Ass. Nac. Constituinte);
  • Constituição da mandioca – exigência de renda superior ao equivalente a 150 alqueires de mandioca – base para a criação de um regime oligárquico);
  • 04 poderes de Estado, os 3 + Moderador; destaques:

– legislativo bicameral (C. Deputados e Senado);

– senadores – poder vitalício, depois de lista tríplice.

  • Monarquia hereditária;
  • Divisão político-administrativa do território em províncias;
  • Voto censitário – eleições indiretas em duas etapas: – eleitores de paróquia escolhiam os eleitores de províncias, estes votavam nos deputados e senadores; ANALFABETOS podiam votar;
  • Cidadãos classificados em PASSIVOS (NÃO ALCANÇAVAM A RENDA SUFICIENTE PARA TER DIREITOS POLÍTICOS); ATIVOS VOTANTES (renda para votar, mas não para ser eleito); ATIVOS ELEGÍVEIS (o nome já diz, tinham renda para votar e se candidatar);
  • PROVÍNCIAS – governadas pelos presidentes de províncias, nomeados pelo Imperador;
  • PADROADO – oficializava o catolicismo como religião e submetia/subordinava a Igreja ao Estado.
  • Foi extinta em 1891, quando foi promulgada nova Carta Magna.

Constituição de 1891 – Deodoro / Floriano / todos da república velha, até 1930)

  • Promulgada;
  • República Federativa – formada por um governo central e ESTADOS com autonomia;
  • 03 Poderes de Estado;
  • Voto universal (masculino, não secreto, excluídos: mulheres, analfabetos, mendigos, menores de 21, padres e soldados);
  • Casamento civil – fruto da separação entre Igreja e Estado;

  Constituição de 1934 (Vargas)

  • Antes dela, em 1932, foi criado um código eleitoral, já instituindo voto secreto, feminino, justiça eleitoral, deputados classistas (eleitos pelos sindicatos) além dos deputados eleitos na forma prescrita pelo Código Eleitoral, outros 40 seriam eleitos pelos sindicatos legalmente reconhecidos, pelas associações de profissionais liberais e de funcionários públicos.– tudo isto foi contemplado pela CF de 1934;
  • Promulgada;
  • Liberdade* de organização social;
  • Possibilidade de nacionalização de empresas estrangeiras;
  • Salário mínimo (mas, só foi colocado em prática durante o Estado Novo, em 1941).

Constituição de 1937 (Vargas)

  • Outorgada;
  • Redigida por Francisco Campos – Chico Ciência – inspirada/copiada no modelo fascista italiano e polonês – POLACA;
  • Centralização política;
  • Extinção do Legislativo – funções passavam ao Executivo;
  • Judiciário subordinado ao Executivo;
  • Interventores (governadores) nomeados pelo presidente;

Constituição de 1946 (Dutra)

  • Promulgada;
  • Voto secreto e universal;
  • 03 Poderes;
  • Negava direito de voto aos analfabetos;
  • Limitava o direito de greve;
  • Dificultava a reforma agrária, ao prever pesadas indenizações em $ para as terras desapropriadas;

Constituição de 1967 – Costa e Silva

  • Curta duração, até 1969;
  • Todos os Atos Institucionais anteriores, desde o golpe de 64 foram incorporados;
  • No geral, lembrar que as eleições para presidente eram INDIRETAS, pelo colégio eleitoral;
  • Emenda em 1969 / “Nova Constituição”.

Constituição de 1988 – Sarney até hoje…

  • Carta do período da redemocratização;
  • Promulgada;
  • Eleições diretas para todos os cargos do Executivo e Legislativo;
  • Eleições em dois turnos para o Executivo / No caso de prefeito – APENAS cidades a partir de 200 mil habitantes;
  • Voto obrigatório – entre 18 e 70 anos;
  • Facultativo – jovens entre 16 e 18 / maiores de 70 /analfabetos (podem votar, mas não ser eleitos);
  • Fim da censura prévia;
  • Direito de greve;
  • Liberdade sindical;
  • Artigos sociais – direitos das crianças;
  • Constituição Cidadã;
  • Habeas-Data;

 

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Vestibular -sugestão de leitura: “Separatismo” no Brasil contemporâneo.

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História – Prof. Paulo Leite

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Leitura sugerida: “Separatismo” no Brasil contemporâneo.

 

 

 

Como ficaria o Brasil com os novos Estados

Veja mapa com 37 Estados e quatro territórios da União

Naiara Leão, iG Brasília | 15/05/2011 07:00

Se depender dos Projetos de Decretos Legislativos (PDCs) que tramitam no Congresso, o Brasil pode ter 37 Estados e quatro territórios da União, além do Distrito Federal (DF). A divisão territorial atual do País contempla 26 Estados e o DF.

A maioria das propostas pede divisões nos Estados da Região Norte. O Amazonas, por exemplo, pode ter que ceder terreno para o Estado do Alto Solimões e o Território Federal do Rio Negro, entre outros.

A diferença dos territórios para os Estados é que eles teriam verba federal e sua gestão ficaria a cargo de um gestor indicado pela Presidência. Amapá, Acre, Roraima e Rondônia já funcionaram assim antes de ganhar status de estados.

 

Além de ser aprovada pelo Legislativo, a criação de um novo Estado depende de um plebiscito que deve ser respondido pela população local.

Além dos pedidos para criar novas unidades da federação, há uma PDC que sugere a revisão dos limites do Piauí, Ceará e do Rio Grande do Norte. Municípios que ficam na região de fronteira poderiam passar a pertencer ao Estado vizinho, se assim decidisse a população em plebiscito.

Desde 1988, já passaram pelo Congresso 92 projetos similares. O pedido mais antigo é de 1988, de autoria do então deputado Chico Humberto pedindo a criação do Estado do Triângulo, em Minas Gerais. Essa e muitas outras proposições foram arquivadas, mas as ideias de novos Estados continuam ativas em outros 25 PDCs que tramitam na Câmara e no Senado.

Veja o mapa com os Estados e territórios federais que podem ser criados:

 

Para visualizar o mapa, http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/como+ficaria+o+brasil+com+os+novos+estados/n1596951280714.html

 

 

Saiba mais sobre cada estado:

Estado do Alto Solimões: Diversas propostas para desmembramento da região já circularam pela Câmara. O argumento é o mesmo usado em quase todos os projetos para a região Norte: levar serviços e infra-estrutura á população distante do poder central do estado.

Estado do Araguaia: Um dos PDCs que pede a divisão do Mato Grosso diz que, ao criar “arbitrariamente” o Mato Grosso do Sul, o governo agiu “partindo corações, gerando decepções de um lado e esperanças do outro”.

Estado de Carajás: Foi aprovado pela Câmara no início do mês. Há projetos com mais de 20 anos que pediam que a região, rica em minério fosse destaca do Pará.

Estado da Guanabara: Reativação do Estado da Guanabara que existiu entre 1960 e 1975 no território da cidade do Rio de Janeiro

Estado do Gurgeia: Ficaria no sul do Piauí. Há organizações locais que lutam pela separação que divulgam em livros, palestras e manifestações.

Estado do Mato Grosso do Norte: Argumento para separar a região é a distância da população da região à capital estadual, “ainda que muito
gratos pelo carinho, apoio estímulos que receberam do Sul do Mato Grosso”, diz o PDC.

Estado do Maranhão do Sul: O PDC que propõe a criação cita não só razões econômicas, mas também culturais para a mudança. “Prova disso é que hoje a nossa juventude tem optado por centros como Belém, Goiânia, Brasília, São Paulo e Palmas para realizar seus estudos universitários”, diz o texto proposto em fevereiro deste ano.

Estado do Rio Doce: A unidade da federação contaria com municípios das regiões do Rio Doce, da Mata e de Jequitinhonha/Mucuri.

Estado Rio São Francisco: Projetos que propõe a independência do oeste da Bahia foram apresentados – e rejeitados – diversas vezes.

Estado de Tapajós: Foi votado pela Câmara no início do mês, mas volta para o Senado que deve aprovar uma pequena alteração no texto e liberar o plebiscito.

Estado do Triângulo: É o único viável economicamente, segundo estudo de 2008 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A pesquisa considerava as propostas em tramitação naquele ano, entre as quais estava a do Triângulo.

Território Federal do Alto Rio Negro: A região banhada pelo Rio, no Amazonas é considerada muito isolada pela população, e por isso precisa ser um estado independente.

Território Federal do Oiapoque: A cidade mais ao norte do país pode virar território federal estratégico para vigilância de fronteiras e combate ao narcotráfico.

Território Federal do Rio Negro: Proposta por dois campeões de sugestão de novos estados: o senador Mozarildo Cavalcanti (PPB/RR) e o deputado João Herrmann Neto (PPS/SP)

Território Federal do Solimões: Também apresentado por vários parlamentares e aguardando votação da Casa há mais de dez anos.

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Vestibular – sugestão de leitura – crescimento da extrema-direita na Europa.

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História – Prof. Paulo Leite

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Leitura sugerida: Crescimento da extrema direita na Europa.

03 de Janeiro de 2011
REGIMES POLÍTICOS / EUROPA
A direita radicaliza
As ditaduras de Franco e Mussolini são os embriões da extrema direita   que cresce hoje na Espanha e na Itália. Apoiados na recente ofensiva da hierarquia   católica, esses partidos têm um discurso conservador baseado na unidade   nacional e na preservação dos “bons costumes”
por Laurent Bonelli, Raffaele Laudani
Construir a história da extrema   direita não implica apenas em procurar características intrínsecas de um   partido, de um movimento, mas avaliar também as condições necessárias para   arquitetar as alianças mais ou menos plausíveis, as continuidades mais ou   menos possíveis, observáveis nacional ou localmente.Por exemplo, no caso francês, não   foram apenas divergências ideológicas que impediram os dirigentes do   Rassemblement pour la République (Reunião em prol da República – RPR) de se   aliar ao Front Nacional (de extrema direita), mas também as chagas que os   enfrentamentos – inclusive físicos – da guerra da Argélia haviam aberto entre   os seus militantes respectivos.1

A questão é particularmente premente   para a Espanha e   a Itália; dois   Estados nos quais a extrema direita exerceu o poder de maneira duradoura, com   as ditaduras do general Francisco   Franco (1939-1975) e de Benito Mussolini (1922-19432).

ESPANHA

Na Espanha, a transição democrática   deixou espaços reduzidos para os partidos que reivindicavam sua filiação ao   franquismo. É verdade, eles conservaram uma influência nas forças de   segurança, ensaiando até mesmo uma tentativa de golpe de Estado militar em 23   de fevereiro de 1981. Mas eles nunca poderão exercer qualquer influência de   peso no plano eleitoral, em razão, entre outras, da absorção de um bom número   dos seus militantes – e das suas temáticas – pela principal agremiação de direita, a Aliança   Popular (AP – Alianza Popular). Liderada por Manuel Fraga, antigo   ministro do turismo e da informação de Franco, a AP logo se tornaria a   principal força de oposição ao Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE),   no poder de 1982 a 1996.

Rebatizada   em 1989 de Partido Popular (PP – Partido Popular) e dirigida por   José Maria Aznar, esta   agremiação reúne eleitores que vão desde a direita democrata-cristã até os   setores mais nostálgicos do franquismo. Seu governo foi variando de   características em função das alianças que precisou contrair. Antes com um   perfil liberal, na coalizão de governo que ele dirigiu entre 1996 e 2000   (privatizações e redução das despesas sociais), o PP optou por uma guinada   mais conservadora uma vez reeleito em 2000, desta vez com a maioria absoluta.

O   PP envolveu-se de maneira deciciva na “guerra global contra o   terrorismo”, primeiro no Afeganistão e depois no Iraque, fez votar uma lei restritiva   sobre a entrada e a permanência dos estrangeiros e obteve a proibição   do Batasuna, uma agremiação da esquerda nacionalista basca. Ele também impôs   uma reforma educacional, restabelecendo a educação religiosa e moral católica   no ensino primário e secundário.

O seu retorno à oposição, em março de   2004, deu início a um período de tensões entre os que queriam fazer do PP um   partido liberal tradicional, como o prefeito de Madri, Alberto Ruiz   Gallardón, e os partidários de uma linha mais dura. A escolha de Mariano   Rajoy para o cargo de secretário-geral traduziu a busca de um equilíbrio, mas   foi nas fileiras dos seus eleitores mais radicais que o PP passou a procurar   apoios. É neste sentido que deve ser entendida a sua oposição radical nos   debates sobre a guerra civil, quando Ignacio González, vice-presidente da   comunidade autônoma de Madri, declara: “Alguns grupos querem recuperar os   antigos fantasmas de um passado que já foi superado”; ou a oposição à remoção   dos monumentos fascistas, como foi a retirada da estátua equestre de Franco   de Nuevos Ministérios, em Madri, em 2005, considerada por dirigentes locais   “o ato mais radical da história democrática”.

O   PP também iria apoiar as ofensivas da hierarquia católica contra o casamento   homossexual, com argumentos como o de Mariano Rajoy, que considerou que este tipo   de união “desnaturaliza a instituição de base do casamento”; se posicionou também contra a   instauração de uma educação cívica na escola, alegando que “por meio   dela a esquerda pretende orientar a vontade das crianças e modelar suas   consciências”, como declarou Alicia Delibes, a vice-conselheira para a   educação da comunidade de Madri; ou ainda, contra a extensão da duração legal   do período que antecede o aborto, sob o argumento de que este foi “o pior   retrocesso democrático em 30 anos de democracia, pois, pela primeira vez, foi   estabelecido que um grupo de pessoas, o das que não nasceram, pode ser   eliminado de maneira terrível e sem direito à defesa alguma”, vituperou David   Pérez, porta-voz do grupo popular na Assembleia de Madri.

O   PP também iria reativar a ideologia franquista da unidade nacional, ou seja,   a da desconfiança para com as autonomias regionais. Em 2006, Eduardo   Zaplana, porta-voz do PP, declarou que no governo de José Luis Zapatero   “vencem aqueles que querem destruir a Espanha”. Na mesma ordem de ideias, ele passou a se preocupar com   a questão da imigração, apoiando em 2010 certas municipalidades que recusaram   aos migrantes irregulares o acesso aos serviços de saúde e educação.

Esse endurecimento conservador do PP   espanhol contrasta de modo bastante claro com as evoluções observadas na   Itália.

ITÁLIA

Uma das consequências mais notáveis   da “anomalia” berlusconiana   concretizou-se na afirmação de duas “almas” aparentemente bastante distintas   da direita: a “pós-fascista”, encarnada pelo atual presidente da Câmara dos   Deputados, Gianfranco Fini, e a “separatista”, da Liga do Norte, liderada por   Umberto Bossi.

Será uma coincidência? Na certa, não:   o partido que surgiu das cinzas do fascismo do pós-guerra – o Movimento   Social Italiano (MSI) – escapou do gueto no qual a Primeira República o   confinara, no momento exato em que Silvio Berlusconi entrou na arena. O   demorado flerte entre esses dois partidos atingiu seu ápice com a fundação do   Povo da Liberdade (PDL), único partido de centro-direita. Ora, este último,   tal como uma fada madrinha, promoveu o nascimento e o batismo, em 1994, da   jovem Aliança Nacional, sob o nome da qual o partido de Giorgio Almirante   trocou de pele, abandonando suas antigas roupas ideológicas3,   em particular os preconceitos antijudeus e pró-árabes, típicos da direita da   península.

Aquele foi o prelúdio para a   construção, inédita na história italiana, de um partido de direita “à   europeia”, inspirado tanto na tradição popular alemã quanto naquela da França   do general De Gaulle e, paradoxalmente, disposto a assumir posições, às vezes   mais “progressistas” do que as do Partido Democrata (PD) em matéria de   direitos civis (o que inclui desde a fecundação assistida até o   reconhecimento dos casais de fato, e até mesmo o direito de voto para   imigrantes legais)…

A etapa decisiva dessa transição vem   ocorrendo a alguns meses na forma de uma confrontação direta com o   “Cavaliere”, isto é, Berlusconi, de quem Gianfranco Fini, hoje, parece ter se   tornado o principal adversário. De fato, enquanto este último explorou por   muito tempo sua relação privilegiada com o presidente do Conselho, correndo   com isso o risco de endossar parte dos seus erros e excessos pessoais, o   advento de um partido único de centro-direita – qualificado posteriormente de   “erro4” pelo chefe da AN – retirou dos trânsfugas deste   partido toda e qualquer margem de manobra autônoma.

Isso explica por que Gianfrancesco   Fini acabou colidindo com a figura incômoda da Sua Eminência, atolada em   escândalos sexuais e judiciários dignos do Baixo Império. Com a deserção da   União do Centro (UDC), um dos produtos da decomposição da “baleia branca”   democrata-cristã, e frente à inação do PDL, reduzido a inventar obstáculos   contra a “ferocidade” da magistratura com o presidente do Conselho, o centro   de gravidade do governo deu uma guinada rumo à Liga do Norte. Por sua vez,   esta última, diferentemente da AN, preferiu aliar-se ao Cavaliere sem,   contudo, fundir-se no PDL – lembrando que o poderoso “superministro” da   economia, Guido Tremonti, formalmente um representante do PDL, faz as vezes   de spin doctor para a Liga.

Daí a ambição declarada de   Gianfrancesco Fini de se tornar califa no lugar do califa em 2013 – e a   exposição excessiva da sua “diferença”. Assim fazendo, ele ressuscitou dois   princípios característicos da direita tradicional que haviam sido sacrificados   durante os anos de namoro com o berlusconismo: a legalidade e o culto do   Estado, pilares da jovem agremiação Futuro e Liberdade (FLI). Fundado em   novembro de 2010, como uma reação contra a expulsão do chefe da AN do PDL,   este partido desponta como uma alternativa “moderada”, “constitucional” e   “social” ao berlusconismo.

Embora o seu percurso pareça menos   tortuoso, a Liga do Norte não depende menos dos desdobramentos das aventuras   da Sua Eminência. Aliado com a Forza Italia para constituir o primeiro governo   Berlusconi, este movimento “antissistema”, que preconizou a “secessão” e   depois a “federação”, constituindo-se como porta-voz das instâncias mais   agressivas dos meios patronais, também conheceu uma profunda mutação ao longo   dos últimos anos.

Transformado em partido de governo,   ele consolidou seus poderes locais participando nas instituições nacionais.   Nas eleições regionais de 2010, a Liga obteve nas “suas” oito regiões-chave   19,77% dos votos – e até mesmo 35,15% na província de Veneza. Ainda que eles   se incluam entre os seus simpatizantes, alguns comentaristas se perguntam “se   a Liga ainda é federalista” ou se ela traiu seus ideais em troca da sua   presença na “sala dos comandos5”.

As suas práticas provocam profunda   contradição entre o “pragmatismo” e a linguagem “mitológica” da Padania – uma   entidade de origens duvidosas, que pretende supostamente unir a cultura e as   tradições de todos os povos da Itália setentrional, herdeira da civilização   celta e depositária das raízes cristãs da Europa. Mais que a sua iniciativa   de denunciar “Roma, a ladra”, que lhe serve apenas para mobilizar suas bases,   é a sua participação nas instituições que favorece atualmente a tutela dos   interesses (egoístas) do Norte, região da qual a Liga afirma ser porta-voz.

Enquanto o berlusconismo se   caracteriza por um laisser-faire sem liberalismo6, a Liga,   ao contrário, encampa um liberalismo sem laisser-faire: dele ela assume   apenas as dimensões antissocial e xenófoba – lançando mão, por exemplo, da   triste invenção das “rondas cidadãs” de autodefesa contra a “criminalidade   extracomunitária”. Mas a polêmica em torno da imigração clandestina serve   como teste para um ataque mais vasto contra as regras do mercado do trabalho,   de modo a “libertar” este último dos “obstáculos” sociais, e, em primeiro   lugar, sindicais, no quadro de uma tutela clientelista sobre os seus próprios   territórios. Com isso, o partido de Umberto Bossi torna-se o principal   herdeiro do “assistencialismo” que havia sido implantado pela defunta   Democracia Cristã.

As   duas direitas italianas enfatizam suas diferenças entre si, mas elas nada têm   de incompatível. Afinal, o nome dos seus líderes se encontram lado a lado   como os autores da principal medida política adotada pela centro-direita nos   últimos anos – a saber, a tristemente famosa lei Bossi-Fini sobre a imigração   (2002), uma das mais duras do continente europeu.

Alguns observadores insistem na   “sinceridade” da guinada democrática de Gianfrancesco Fini, referindo-se ao   doloroso divórcio da mulher exaltada que ele havia encontrado no tempo da sua   militância fascista.7Mas o seu perfil “moderado” não deixa   de parecer uma mutação, acima de tudo tática, adaptada à visão de grandes   patrões, interessados em manter-se à distância do último ciclo de Berlusconi,   considerando – talvez de maneira demasiadamente otimista – que ele está   encerrando (mal) a sua trajetória.

Em 20 anos, a Cofindustria, a   organização patronal italiana, alternou de maneira oportunista o seu apoio   entre o “moderado” Romano Prodi (que ela prefere) e o “extremista” Berlusconi   (que ela suporta… cada vez menos). Mas, considerando a incapacidade da   esquerda de oferecer uma alternativa dentro de um quadro neoliberal, parece   que as escolhas, daqui para a frente, serão feitas no âmbito da direita.

Laurent Bonelli é integrante do grupo   de análise política da Universidade Paris 10 – Nanterre. Publicou La France a   peur. Une histoire sociale de l’insécurité, Paris, La Découverte, 2008.

Raffaele Laudani

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Vestibular – sugestões de leituras – conceitos: Patrimonialismo e Populismo

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História – Prof. Paulo Leite

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Leituras sugeridas – Conceitos: Patrimonialismo e Populismo

_________________________________________Texto 1______________________________________

   A característica central do PATRIMONIALISMO é a não distinção entre a esfera pública e a esfera particular, por parte dos governantes e administradores públicos, dos detentores do poder político-administrativo.

 

 

“Não era fácil aos detentores das posições públicas de responsabilidade, formadas por tal ambiente, compreenderem a distinção fundamental entre os domínios do privado e do público. Assim, eles se caracterizam justamente pelo que separa o funcionário “patrimonial” do puro burocrata, conforme a definição de Max Weber. Para o funcionário “patrimonial”, a própria gestão política apresenta-se como assunto de seu interesse particular; as funções, os empregos e os benefícios que deles aufere relacionam-se a direitos pessoais do funcionário e não a interesses objetivos, como sucede no verdadeiro Estado burocrático, em que prevalecem a especialização das funções e o esforço para se assegurarem garantias jurídicas aos cidadãos. A escolha dos homens que irão exercer funções públicas faz-se de acordo com a confiança pessoal que mereçam os candidatos, e muito menos de acordo com suas capacidades próprias. Falta a tudo a ordenação impessoal que caracteriza a vida no Estado burocrático “

 (Sérgio Buarque de Holanda, Raízes do Brasil)

 

Fonte: Carlos Frederico Rubino Polari (http://jus.com.br/revista)

 

POPULISMO

 

O populismo foi um tipo de situação política experimentada na América Latina entre as décadas de 1930 e 1960, que teve como grande contexto propulsor a crise de 1929. Nessa época, várias das nações latinas – vistas como portadoras de uma economia periférica – viveram uma fase de desenvolvimento econômico seguido pelo crescimento dos centros urbanos e a rearticulação das forças sociais e políticas. Foi em meio a essas transformações diversas que a prática populista ganhou terreno.

A política populista é marcada pela ascensão de líderes carismáticos que buscam sustentar sua atuação no interior do Estado através do amplo apoio das maiorias. Muitas vezes, abandona o uso de intermediários ideológicos ou partidários para buscar na “defesa dos interesses nacionais” uma alternativa às tendências políticas de sua época, sejam elas tradicionalistas, oligárquicas, liberais ou socialistas. De diferentes formas, propaga a crença em um líder acima de qualquer outro ideal.

No campo de suas ações práticas, a tendência populista prioriza o atendimento das demandas das classes menos favorecidas, colocando tal opção como uma necessidade urgente frente aos “inimigos da nação”. De fato, o populismo permitiu a participação política de grupos sociais que historicamente foram completamente marginalizados das arenas políticas latino-americanas. Contudo, esse tipo de ação das camadas populares junto ao Estado não pode ser confundida com o exercício da democracia plena.

Uma das contradições mais marcantes do populismo consiste em pregar a aproximação ao povo, mas, ao mesmo tempo, estabelecer mecanismo de controle que permitam o aparecimento de tendências políticas contrárias ao poder vigente. De tal maneira, os governos populistas também são marcados pela desarticulação das oposições políticas e a troca dos “favores ao povo” pelo apoio incondicional ao grande líder responsável pela condução do país.

Além do autoritarismo e do assistencialismo, os governos populistas também tem grande preocupação com o uso dos meios de comunicação como instrumento de divulgação das ações do governo. Por meio da instalação ou do controle desses meios, o populismo utiliza de uma propaganda oficial massiva que procura se disseminar entre os mais distintos grupos sociais através do uso irrestrito de rádios, jornais, revistas e emissoras de televisão.

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