Memórias de Busú – o retorno. * para quem ainda não conhece, futuque posts mais antigos e divirta-se!

                            Wando, ‘chiiiiiiiiiiicreeeeeeeeeeeeeeeeeetê’, oba! oba! , Sillllllvano Sales, Ivete, vc, vc, vc, vc,  é o filhinho da mamãe, é????!!!!

Quem anda de busú conhece o repertório acima, e como conhece!!!

Celular hoje em dia faz quase tudo. De vez em quando a gente até lembra que ele “fala”. Confesso que sou bem jurássico: uso para “falar”, msg de texto e, no máximo, usar o despertador. Subutilizo mesmo! Até já pensei em ir a uma loja e barganhar um aparelho que só faça isso..bem que poderia ser mais barato, né?!

Na memória de hoje não me refiro a nenhuma cena que os bususeiros já não tenham presenciado pelas ruas de SSA, a cidade sem prefeito. Chora não, Janjão, chora nãooo! É brincadeira de ‘tio’ Paulo.

Mais um dia e lá vou eu. A agonia já começa na bus station soteropolitana: aqueles abrigos(?) que não protegem da chuva, nem do sol, mas que se você for esperto(a), pode até sentar no banquinho e admirar esse luxo proporcionado pelo convênio da Prefeitura com a JC DECAUX.  Zorraaaa, os abrigos (??) podem até não abrigar, mas, fala sério, na moral, vúuu. O prefeito (?) trouxe essa tecnologia lá de..Paris, com filial aqui em Pirajá, alí depois do BOMPREÇO,  é verdade, mas, olha só o que diz a “encicropédia” dos preguiçosos: WIKIPÉDIA (confesso, hj é domingo, peguei logo o primeiro post que surgiu):

JCDecaux é uma empresa francesa criada em 1964 por Jean-Claude Decaux, especializada na fabricação e instalação de mobiliário urbano e publicidade exterior. Actualmente está presente em 41 países em 4 continentes e tem mais de 6900 trabalhadores. A sua sede está localizada em Neuilly-sur-Seine, um subúrbio adjacente a Paris.

Antes mesmo do busú chegar, começa um ‘belo diálogo’ na station. Acompanhe:

* dois adolescentes se encontram, um diz: “e aí, misera, kd a gostosa da sua irmã?” O outro respondeu: “se saia, heúris, minha irmã né pru seu bico não, pivete“. Amizade em alto nível, deu pra sentir.

Busú chegou, notei logo que tinha uns bróders no fundo fazendo batucada. O cobreiro não tava no lugar. Busú meio vazio, sentei ‘na janela’ e fui distraído, pensando na vida. Mas, não por muito tempo. Lá pelo Red River, entram 2 rapazes, aboletam-se no fundão e começam a botar seus celulares pra tocar em alto e bom som. Os bróders assumiram a percussão. Só faltavam as dançarinas pra ralarem até o chão, chão, chão, chão. Sobre a “música” que passou a inundar nossos ouvidos, eu já tinha ouvido falar deste grupo musical, mas só fui observar a ‘profundidade’ da letra(???) depois desse episódio. Prefiro não comentar, eis a obra de arte:

http://www.youtube.com/watch?v=RfaTGhFsY2I

Imagine você ir do Red River até o Costa azul ouvindo “traição é traição, romance é romance, amor é amor e o lance é o lance…..é o pente é o pente, é o pente, é o pente, é o pente, é o pente é o pente!  No mínimo, irritante!!!!

No percurso, fiz aquilo que mais gosto quando estou de busú: ficar de ouvidos e olhos bem ‘abertos’ às conversas alheias. Pura pesquisa, gente! Uma espécie de ‘voyeur auditivo de busú’. O ospyciu depende disso. E nesta pesquisa de campo, notei uma senhora pequenininha, super na dela, mas que acompanhava o som dos rapazes com uma expressão nada amistosa. Porém, limitava-se a balançar a cabeça como que reprovando o gosto musical que era socializado pelos jovens sem consulta prévia à platéia.

Eu já estava torcendo para alguma coisa acontecer, algo  tipo a bateria do celular acabar, cair o aparelho e se espatifar, aparelhos cairem pela janela, eles descerem logo, só pra ver a “traição é traição, romance é romance, amor é amor e o lance é o lance…..é o pente é o pente, é o pente, é o pente, é o pente, é o pente é o pente” ACABAR!!!! Mas, que nada, a ladainha continuava e assim foi. Teve até quem tomasse coragem e falasse, resmungando: “baixa o som, olha o respeito”, mas nem isso sensibilizou os artistas. Ao meu lado, uma senhora repetia baixinho “as pessoas acham que todo mundo tem que ouvir isso, isso é falta de educação”. Mas, ninguém se arriscou a dizer nada mais que isso. E a senhora pequenininha continuava balançando sua cabeça desaprovando a coisa.

Olhei algumas vezes para trás e não bastasse o som alto, os ‘hawaianos’ ainda faziam coreografia que, por razões óbvias, é impossível eu reproduzir aqui (ou em qualquer lugar) , mas, imagine algo parecido com uma pessoa tomando um choque: tremiam tudo ao som de é o pente, é o pente… É O P-E-N-T-E.

O Costa Azul nunca pareceu tão longe. Quando chegou no meu ponto de parada, a senhora pequenininha também desceu, mas, lavou a alma antes disso. Foi descendo, parou na porta, virou para trás e soltou em alto e bom som… “Ô, pesteeeeeeeeeeee, desliga esse celular!” Descemos juntos.

Nem preciso dizer que me sentí representado por aquela senhora…mas, a curiosidade foi grande para saber o que aconteceu no busú depois disso.

“traição é traição, romance é romance…”

   

 

 

 

 

 

 

 

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2 pensamentos sobre “Memórias de Busú – o retorno. * para quem ainda não conhece, futuque posts mais antigos e divirta-se!

  1. Muito bom,o engraçado que independente da linha,do bairro,as figuras dos coletivos são sempre as mesmas.Me diverti muito lendo o texto e relembrando histórias que também vivenciei…rsrs

  2. Observar o comportamento humano é realmente interessante, e como eles se repetem independente do lugar.
    Lendo essa publicação só fico imaginando um turista durante a copa assistindo a cena?!!

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