Acontece no ISBA…

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terça-feira, 11.10

Bate papo HISTÓRICO…no Isbinha

“Eu achei que essa foi uma palestra interessante, pois foi instrutivo e meio divertido”.

  Gabriel Fernandes (5º ano A)

“(…) a parte mais engraçada foi quando Professor João, que viveu na época da Ditadura, disse que botaram um gravador debaixo da mesa dele quando ele falava com sua namorada que iria para o Rio. (…) eu achei engraçada porque parecia cena de cinema”.

Mayana Pereira (5º ano A)

“Achei a palestra muito interessante. Foi rica em conhecimento e nos ajudou muito a compreender a época da Ditadura Militar no Brasil. Tivemos o privilégio de ter o professor João Henrique Coutinho como nosso palestrante, ele viveu esse período e nos contou muitos conflitos que viveu.”

Gabriela Azevedo (5º ano B)

“A palestra do professor João Henrique Coutinho foi muito importante para os meus estudos e fortaleceu o meu aprendizado. Ele tirou muitas dúvidas que tinha sobre o assunto. Nós aprendemos como era a vida das pessoas que lutaram bastante para libertar o Brasil da Ditadura Militar, eles fizeram de tudo, foram presos, se machucaram, mas tudo isso porque eles têm orgulho de serem brasileiros.”

Nina Lyra (5º ano B)

“Na palestra, fiquei fascinado com tanta informação e conhecimento. Nunca pensei na minha vida que iria conhecer alguém que viveu naquela época. Foi algo extraordinário, algo que nunca irei esquecer.”

João Lucas (5º ano C)

“O bate papo com o professor João Henrique Coutinho foi muito construtivo para mim. O tempo em que estive ouvindo ele conheci a Ditadura do jeito que realmente foi. A Ditadura que conhecemos foi o que a mídia revelou e na verdade o que acontecia nos becos e ruas eram pessoas que não tinham medo e sonhavam com um país melhor.”

Maria Victória (5º ano C)

Foi com este espírito que, no dia 29 de setembro, os estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental traduziram o encontro com o Professor João Henrique dos Santos Coutinho, codinome Sólon, ex-militante político da POLOP (Política Operária) à época da DITADURA MILITAR no Brasil, para um bate papo sobre uma das mais importantes fases da nossa história recente.

A iniciativa da Profª Itana Guerra proporcionou às crianças o contato com a história de vida de um cidadão atuante na luta pela redemocratização do nosso país e que, de forma crítica e pertinente respondeu a inúmeras perguntas sobre a sua atuação política, trazendo a História do Brasil para dialogar com os nossos cidadãos-mirins.

Prof. Paulo Leite (Coordenador dos Departamentos de História e Geografia)

Prof. João Coutinho durante bate papo.

Prof João Coutinho, Eu e as Professoras Suelene, Vânia e Itana Guerra.

Memórias de Busú – o retorno. * para quem ainda não conhece, futuque posts mais antigos e divirta-se!

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                            Wando, ‘chiiiiiiiiiiicreeeeeeeeeeeeeeeeeetê’, oba! oba! , Sillllllvano Sales, Ivete, vc, vc, vc, vc,  é o filhinho da mamãe, é????!!!!

Quem anda de busú conhece o repertório acima, e como conhece!!!

Celular hoje em dia faz quase tudo. De vez em quando a gente até lembra que ele “fala”. Confesso que sou bem jurássico: uso para “falar”, msg de texto e, no máximo, usar o despertador. Subutilizo mesmo! Até já pensei em ir a uma loja e barganhar um aparelho que só faça isso..bem que poderia ser mais barato, né?!

Na memória de hoje não me refiro a nenhuma cena que os bususeiros já não tenham presenciado pelas ruas de SSA, a cidade sem prefeito. Chora não, Janjão, chora nãooo! É brincadeira de ‘tio’ Paulo.

Mais um dia e lá vou eu. A agonia já começa na bus station soteropolitana: aqueles abrigos(?) que não protegem da chuva, nem do sol, mas que se você for esperto(a), pode até sentar no banquinho e admirar esse luxo proporcionado pelo convênio da Prefeitura com a JC DECAUX.  Zorraaaa, os abrigos (??) podem até não abrigar, mas, fala sério, na moral, vúuu. O prefeito (?) trouxe essa tecnologia lá de..Paris, com filial aqui em Pirajá, alí depois do BOMPREÇO,  é verdade, mas, olha só o que diz a “encicropédia” dos preguiçosos: WIKIPÉDIA (confesso, hj é domingo, peguei logo o primeiro post que surgiu):

JCDecaux é uma empresa francesa criada em 1964 por Jean-Claude Decaux, especializada na fabricação e instalação de mobiliário urbano e publicidade exterior. Actualmente está presente em 41 países em 4 continentes e tem mais de 6900 trabalhadores. A sua sede está localizada em Neuilly-sur-Seine, um subúrbio adjacente a Paris.

Antes mesmo do busú chegar, começa um ‘belo diálogo’ na station. Acompanhe:

* dois adolescentes se encontram, um diz: “e aí, misera, kd a gostosa da sua irmã?” O outro respondeu: “se saia, heúris, minha irmã né pru seu bico não, pivete“. Amizade em alto nível, deu pra sentir.

Busú chegou, notei logo que tinha uns bróders no fundo fazendo batucada. O cobreiro não tava no lugar. Busú meio vazio, sentei ‘na janela’ e fui distraído, pensando na vida. Mas, não por muito tempo. Lá pelo Red River, entram 2 rapazes, aboletam-se no fundão e começam a botar seus celulares pra tocar em alto e bom som. Os bróders assumiram a percussão. Só faltavam as dançarinas pra ralarem até o chão, chão, chão, chão. Sobre a “música” que passou a inundar nossos ouvidos, eu já tinha ouvido falar deste grupo musical, mas só fui observar a ‘profundidade’ da letra(???) depois desse episódio. Prefiro não comentar, eis a obra de arte:

http://www.youtube.com/watch?v=RfaTGhFsY2I

Imagine você ir do Red River até o Costa azul ouvindo “traição é traição, romance é romance, amor é amor e o lance é o lance…..é o pente é o pente, é o pente, é o pente, é o pente, é o pente é o pente!  No mínimo, irritante!!!!

No percurso, fiz aquilo que mais gosto quando estou de busú: ficar de ouvidos e olhos bem ‘abertos’ às conversas alheias. Pura pesquisa, gente! Uma espécie de ‘voyeur auditivo de busú’. O ospyciu depende disso. E nesta pesquisa de campo, notei uma senhora pequenininha, super na dela, mas que acompanhava o som dos rapazes com uma expressão nada amistosa. Porém, limitava-se a balançar a cabeça como que reprovando o gosto musical que era socializado pelos jovens sem consulta prévia à platéia.

Eu já estava torcendo para alguma coisa acontecer, algo  tipo a bateria do celular acabar, cair o aparelho e se espatifar, aparelhos cairem pela janela, eles descerem logo, só pra ver a “traição é traição, romance é romance, amor é amor e o lance é o lance…..é o pente é o pente, é o pente, é o pente, é o pente, é o pente é o pente” ACABAR!!!! Mas, que nada, a ladainha continuava e assim foi. Teve até quem tomasse coragem e falasse, resmungando: “baixa o som, olha o respeito”, mas nem isso sensibilizou os artistas. Ao meu lado, uma senhora repetia baixinho “as pessoas acham que todo mundo tem que ouvir isso, isso é falta de educação”. Mas, ninguém se arriscou a dizer nada mais que isso. E a senhora pequenininha continuava balançando sua cabeça desaprovando a coisa.

Olhei algumas vezes para trás e não bastasse o som alto, os ‘hawaianos’ ainda faziam coreografia que, por razões óbvias, é impossível eu reproduzir aqui (ou em qualquer lugar) , mas, imagine algo parecido com uma pessoa tomando um choque: tremiam tudo ao som de é o pente, é o pente… É O P-E-N-T-E.

O Costa Azul nunca pareceu tão longe. Quando chegou no meu ponto de parada, a senhora pequenininha também desceu, mas, lavou a alma antes disso. Foi descendo, parou na porta, virou para trás e soltou em alto e bom som… “Ô, pesteeeeeeeeeeee, desliga esse celular!” Descemos juntos.

Nem preciso dizer que me sentí representado por aquela senhora…mas, a curiosidade foi grande para saber o que aconteceu no busú depois disso.

“traição é traição, romance é romance…”

   

 

 

 

 

 

 

 

OS ALUNOS DE BACON, OU SOBRE COMO É FÁCIL PRODUZIR MENTIRAS – Prof. Adônis Cairo

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   Estamos no limiar do século XXI. Esta é uma primeira mentira. O século XXI não existe, em si. O que existe é uma datação considerada a partir do evento Jesus Cristo. A Ciência acaba de ser sacudida em suas bases por uma notícia, no mínimo, preocupante: parece haver algo mais veloz que a luz. Se, e somente se isso for verdade (em tempo: verdade é aadequação do que se pensa com o que, de fato, ocorre), então, todo o alicerce da cosmologia contemporânea estará sob suspeição. Nas sacristias dos grandes templos da Ciência, o pau tá quebrando, para dizer o mínimo. As reações lembram que ocorreu na Renascença, quando Galileu Galilei ousou afirmar o que alguns já desconfiavam ser verdade: a Terra não estaria fixa no centro do universo finito.

 

Nos institutos de física do mundo inteiro, os professores mais velhos resistem e afirmam que deve estar ocorrendo algum erro de medição. Não descarto a
possibilidade. Tudo é possível, menos nada, por uma questão de lógica. Vamos ver o que nos aguarda. Agora, é esperar para ver! Eu, de minha parte,
como não estou profissionalmente implicado nas consequências do resultado, torço irresponsavelmente para que o tal neutrino (que eu não consigo ter a
mínima ideia do que venha a ser) seja, realmente, mais rápido que a luz (coisa de uns 60 nanosegundos, segundo li, um absurdo de superação do recorde!).
Talvez não seja tão mais rápido assim… uns 20 nanosegundos e as pessoas já saem por aí espalhando todo tipo de boato,eu hein!!

Por mim, não, como diz minha mãe. Frase estranha, difícil de analisar, mas que pode ser traduzida para Português urbano como “a mim, pouco interessa o
resultado”. Ou melhor: interessa sim, sobretudo se for um resultado que provoque muita polêmica… já imagino os físicos pulando das janelas dos
centros de pesquisa, doutores sendo processados, famílias em desespero, um espetáculo!

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Em muitas universidades baianas os alunos (isso mesmo, alunos) são proibidos por alguns mestres (isso mesmo, mestres) de usar a palavra “aluno”
para se referir a… aluno. Parece um trava línguas, mas é a mais pura descrição de uma situação, no mínimo, sui generis. Não conheço a origem do equívoco, mas o fato é que, por algum mal entendido, ou por obra mal intencionada de algum doutor em educação, começou a circular pelo país em geral e pela Bahia em particular, a crença de que a palavra “aluno” carregaria em sua etimologia uma negação da luz aos estudantes.

Segundo os “doutos” divulgadores dessa crença, o “a” de “aluno” seria um prefixo de negação associado à palavra “luno”  que seria uma forma latina do que, em Português traduzimos por luz (aquela que, coitada, parece ter tido seu recorde quebrado pelo tal neutrino que, já disse, não faço ideia do que seja). Tudo muito bem posto, se tudo fosse verdade: a-luno, portanto, seria, literalmente, sem-luz. Ocorre que, quando vamos ao dicionário de Latim, o que encontramos como “luno” é algo que nos remete a curva, arco, tal como os latinos, ou quem por eles, relacionaram as linhas curvas  às curvas (ou à curva) da
lua. Nesse caso, e considerando que o prefixo estivesse correto, o nosso aluno não seria mais um  “sem luz” e, sim, um “sem curvas” (um reto????).

Se continuarmos, teimosos, a bisbilhotar o dicionário de Latim, eis que encontraremos, surpresa das surpresas, a palavra “alumnus” significando: criança de mama, menino, educando, discípulo! O bom senso me leva a derivar a palavra “aluno” do vocábulo “alumnus”, e não da etimologia inventada sabe-se lá por quem e
sabe-se lá com que intenção. O fenômeno, no entanto, é que muitos dos que hoje aceitam a estranha e inverossímil “etimologia” são pessoas afeitas à pesquisa, pessoas que não teriam qualquer dificuldade de ir ao dicionário de Latim para, pelo menos, verificar se a tal origem da palavra era confiável ou não. Porque não o fazem? É aí que entra Francis Bacon. Segundo o filósofo, nós temos a tendência a acreditar no que os eruditos falam (o famoso ÍDOLO DO TEATRO) e nem nos damos ao trabalho de verificar se o que falam é bem fundamentado ou não. Para ser coerente, eu mesmo não recomendo a ninguém aceitar este meu texto sem dar uma boa olhada num bom dicionário de Latim. Já pensou se eu estiver inventando tudo isso?

E é aí que entram os neutrinos: não sei o que são, nunca vi um deles, mas os cientistas não só afirmam que existem como também, agora, que parecem mais
rápidos que a luz. Verdade? Mentira? Queridos, vou dar uma olhada no meu dicionário de Latim. Se lá estiver escrito que neutrino (lá deve estar algo
como “neutrimnus”) significa “nova velocidade”, então saberei com convicção que, sim, o neutrino é mais rápido que a luz.

Vamos à etimologia: “neutrino” vem da conjunção do prefixo grego “neo” que por desgaste de uso chega ao latim como “neu”, mais “trimnus”, que significa, tanto em Grego quanto em Latim, “velocidade” (daí derivam as palavras trenó e, mais tardiamente, trem, meios de transporte que se deslocam em grande…velocidade). Pegaram a ideia? Ora, se “neutrino” significa originalmente “nova velocidade”, isso indica que os antigos já sabiam que as tais partículas
eram mais rápidas que a luz. Pronto: não só acabei de cunhar nova etimologia com ainda fiz uma sensacional descoberta de Arqueologia da Ciência.

Acabei de ler o texto para minha linda esposa Marta (ela sempre gosta do que escrevo…mulher sábia). Ela sugere uma outra brincadeira: imaginemos que a etimologia QUE EU INVENTEI começasse a circular por aí como verdade. E toda vez que um certo professor mal-humorado quisesse dizer que o aluno não tem velocidade mental, o chamasse de… atrino. O aluno, humildemente, perguntaria ao mestre o significado da palavra e ele, erudito, responderia: “o vocábulo atrino deriva da conjunção do prefixo ‘a’, que em Latim significa ‘sem’, mais ‘trino’, que em Latim significa ‘velocidade’. Ou seja, você é um lerdo”. O aluno iria para casa, buscaria a tal etimologia e descobriria que o professor estava “viajando na maionese”. E, então, silente, diria de si para si mesmo: “Ele pode me achar lerdo, mas ele é que é um apedeuta!” (vocês não acham que eu vou dar a etimologia, acham?).

Quando é que PRATA vale mais do que OURO?

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Uma aula…para alguns, obrigação, mas, para tantos outros e tantas outras, vale PRATA!!!

O texto que se segue surgiu a partir de uma bela discussão dentro de uma aula na Escola Pan Americana, em 2010, turma de 6ª série. Era tempo de “aprova-se ou não a Lei da Palmada?”. Desde aquela época, este texto era esperado. E hoje chegou, sempre em tempo. A autora, uma aluna muitíssimo viva, com um olhar recheado de sensibilidade, discute aquilo que é um dos grandes dilemas ao se estudar HISTÓRIA…

Renata Prata

1º de outubro
de 2011

Anacronismo

O que é o ridículo? E o horror? Muitas vezes as repostas vêm de um pensamento que não corresponde à situação da época. O que é de certa forma ignorância. Devemos olhar os costumes antigos ou atuais e criticar sabendo que aquilo acontece ou aconteceu devido às características de uma sociedade dentro de um determinado período. Estas características foram construídas como resultado do desenvolvimento da inteligência humana.

O Projeto de Lei da Palmada seria irreal entre 1500 a 1950 no Brasil, porque o método mais popular usado pelos pais e educadores era o castigo físico.Entretanto, hoje em dia a lei que bane os pais de fazerem qualquer tipo de punição física seria aceita pela maior parte da população porque estudos psicológicos e pedagógicos revelam que a conversa é o melhor meio de educar uma criança. A Lei da Palmada seria útil para evitar os abusos de violência muito comuns hoje tendo como vítimas as crianças dos seus próprios familiares ou cuidadores.

Por outro lado, vários hábitos ou idéias consideradas antigas e ultrapassadas continuam na vida moderna, porém mascarados. Por exemplo, atualmente é muito discutida a situação de crianças e adolescentes brasileiros que a cada dia estão mais expostos a drogas e violência. Evidentemente, não se compara esses problemas em 1930, por exemplo, e nos dias atuais. Mas, desde aquela época, havia perigos, principalmente porque não se sabia os danos que o tabaco e as drogas podiam causar.

Enfim, no dia a dia, devemos evitar o anacronismo porque a história nos permite  refletir as decisões ruins que foram feitas no passado para não repeti-las no futuro. Por fim, de um limão fazer uma limonada.