Um “acidente” – parte 2…

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Acidente o kct!!!! Mais uma armação do “bigode corrupto – híbrido de Maranhão e Amapá”!!!

Sarney é um dois maiores representantes do que há de MAIS SUJO na política brasileira.

Não larga o osso desde sempre!

Esta “medida” que o CORRUPTO-MOR, Presidente do Senado e, por tabela, do Congresso Nacional, chamou de “acidente” não deixa de ser COERENTE. Sim, coerente com a biografia de outros líderes autoritários que buscaram/ tentaram impedir o bonde da história. Escrevendo sua versão SAFADA, BANDIDA e DISTORCIDA dos acontecimentos, do processo histórico.

Surpreso não estou, ademais, esperar o quê de um SARNEY???!!!! Mas, “operar” uma página da história do nosso país de tal forma a posar de Senhor Onipotente “perdoando” Collor é mais um exemplo de MAQUIAGEM GROTESCA DA HISTÓRIA.

Neste momento, diante de um governo DILMA que se mostra INOPERANTE e SEM IDENTIDADE, não imaginei que fosse dizer isso:

… rezemos todos para que DILMA e Michel Temer não provoquem a vacância do cargo, caso contrário, a porta estará aberta para uma nova assunção deste VERME que, por CULPA e CONIVÊNCIA do PT, do ex-presidente LULA, de seus dirigentes, parlamentares oportunistas (além dos que se calam/calaram sob a “lógica” da fidelidade aos estatutos, blá, blá, blá..) e de um BANDO de políticos meia-boca que  eleição vai, eleição vem….SARNEYAM descaradamente só pra não deixar o Poder.

LULA + SARNEY + WAGNER…é verdade….ACM não morreu!!!

Política pra quê?!

Um “acidente”…parte 1…eu não podia ir dormir sem postar o texto a seguir. Amanhã, comentarei….e na condição de historiador, vou torcer para Sarney ter um pesadelo, cair da cama e bater a cabeça beeem forte!!! Será que resolve?

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30/05/2011 17h21 – Atualizado em 30/05/2011 22h09

Senado retira impeachment de Collor da nova galeria de fatos históricos

Nova galeria do ‘túnel do tempo’ foi inaugurada nesta segunda.
Para presidente da Casa, José Sarney, fato ‘não é tão marcante’.

Robson Bonin Do G1, em Brasília

O impeachment do ex-presidente e atual senador Fernando Collor (PTB-AL) foi retirado dos painéis de fatos históricos da nova galeria do chamado “túnel do tempo” do Senado, inaugurada nesta segunda-feira (30) pelo presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP).

Para Sarney,  o impeachment de Collor “foi um acidente que não deveria ter acontecido” e, por tal motivo, foi retirado da lista de fatos expostos nos 16 painéis da galeria.

 “Túnel do tempo” é como ficou conhecido o amplo corredor que passa sob o Eixo Monumental, em Brasília, onde estão as salas das comissões permanentes e gabinetes dos parlamentares. O espaço integra o roteiro da visita guiada ao Congresso Nacional e abriga textos e imagens de momentos importantes da história do Brasil e do Senado.

De acordo com a assessoria de Comunicação do Senado, é um dos locais que mais despertam o interesse dos visitantes. Segundo dados da Casa, apenas em abril, o Senado recebeu 20 mil visitas.

O painel retirado da galeria tinha fotos panorâmicas de manifestantes nas ruas pedindo o impeachment do ex-presidente Collor. O painel relatava que, em 29 de dezembro de 1992, o Senado aprovou por 76 votos a cinco a perda do cargo por Collor e de seus direitos políticos até 2000. Collor renunciou ao mandato antes do início do julgamento, mas a sessão teve continuidade.

A exposição de painéis com fatos históricos no chamado "túnel do tempo" do Senado (Foto: Celso Júnior / Agência Estado)Mostra de painéis com fatos históricos no  “túnel do tempo” do Senado (Foto: Celso Júnior / Agência Estado)

“Não posso censurar os historiadores que foram encarregados de fazer a história. Agora, acho que talvez esse episódio seja apenas um acidente que não deveria ter acontecido na história do Brasil. Mas não é tão marcante como foram os fatos que aqui estão contados, que foram os que construíram a história, não os que de certo modo não deveriam ter acontecido”, afirmou Sarney ao ser questionado sobre a retirada do episódio da cassação de Collor dos painéis.

No final da tarde, a  assessoria do Senado divulgou a seguinte nota:

“Os fatos históricos da mais antiga Casa legislativa do país são narrados em dezesseis painéis, com textos e imagens, seguindo a linha cronológica da história do Brasil desde 1822. A partir da Constituição de 1988, a opção dos historiadores foi destacar os fatos marcantes da atividade legislativa. O foco da exposição é mostrar a produção legislativa do Congresso Nacional . A discussão e aprovação das leis é a essência do que faz o parlamento como poder republicano.”

Linha do tempo
Os painéis da galeria contam a história a partir de uma linha do tempo, que exibe as antigas sedes do Senado até a atual Praça dos Três Poderes. A exposição também conta com um painel que mostra como o cidadão pode participar do trabalho parlamentar e conhecer as leis diariamente discutidas e aprovadas na Casa.

As fotos e textos que relatam o impeachment de Collor foram suprimidos do painel que conta os fatos históricos de 1991 a 2011. O espaço cita leis importantes como a que estipulou o tratamento gratuito para portadores de HIV, a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal e do Código de Trânsito, em 1997, e do Estatuto da Micro e Pequena Empresa, em 1999. Entre 1991 e 1996, período no qual está o governo Collor, o painel não oferece registros históricos.

 http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/05/senado-retira-impeachment-de-collor-da-nova-galeria-de-fatos-historicos.html

Você conhece a “síndrome de Gabriela”?

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   O texto que compartilho com você agora, também já era de há muito esperado.

A autora…minha filha May Hussein Leite.

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Você se lembra de Josef Stalin? Na sua maneira de governar o chamado “stalinismo”, ele conseguiu apagar totalmente da cabeça do povo a idéia de que este era capaz de mudar o mundo.

    O pior é que esse pensamento prevalece até hoje, principalmente entre a “mocidade”. O ceticismo está impregnado na sociedade como o cheiro da fumaça de cigarro numa roupa: passa o tempo, coloca-se perfume para tentar esconder, mas o fedor não sai. As pessoas não crêem mais na política brasileira. Acham que é um caos, sem solução, sofrendo da “Síndrome de Gabriela”: nasceu assim, cresceu assim, vai ser sempre assim.

    Se a juventude não quiser, não vai ser sempre assim! É difícil de entender como ela não percebe o poder que tem nas mãos. Os jovens de hoje se sentem fracos, impotentes. São subestimados (e subestimam a si mesmos), e suas opiniões e vontades são ignoradas pelo governo. Essas atitudes desestimulam o interesse pela política. É raro encontrar um adolescente que goste do assunto e tenha conhecimento suficiente para conversar com propriedade, firmeza, sabendo do que está falando.

    Está faltando algo neste País. Falta alguém que explique, de forma interessante, adequada e dinâmica, a política para essa juventude. Falta quem tenha coragem para quebrar antigas barreiras ideológicas. Falta alguém que pergunte: qual é a missão do jovem no mundo, hoje?

     Falta, principalmente, alguém que saiba responder.

 

Quanto tempo você é capaz de esperar um texto?

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  Sim, amigos e amigas, há não-exatos 3 anos aguardo um texto do zignal-senhor que vocês degustarão a seguir.

obs. a ambiguidade é intencional…

 Neste modesto intervalo de tempo, a cada encontro, ele me olhava e já buscava um corredor tentando me zignar.

Esta semana, o astuto senhor inflou o peito e antes que eu o abordasse, ensaiou um…”eu já enviei”. Mas, eis que ele esqueceu de attachar, como bem diriam meus queridos alunos da Pan. Enviou um e-mail…sem o arquivo.

Foi preciso Bin Laden “morrer” (?) para sermos brindados com a maravilha textual que lhes ofereço em holocausto..dele, o autor, claro!

  Mestre Adonis eu já conheço desde 1900 e arco e flecha, mais precisamente quando ele adestrou suas abelhas para matarem o cão do vizinho…mas, esta é outra história que, a cada um, conto uma versão. Encontre-me que ofertarei a sua!

  Bom apetite!

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O espírito na arte e na ciência (um comentário à obra de Jung)

Adônis Cairo Costa

 

Estou sentado à mesa, entre papéis diversos, canetas, a capa de um vinil de Chico, o de Holanda, chaveiro, marcadores de textos e alguns livros. A refeição principal, hoje, é Jung. Hesse aparece como o bom vinho alemão das altas montanhas. Algumas estampas picassianas, uma régua, uma Bíblia, Zaratustra como acompanhamento do prato principal. Não sou poeta, apenas faço o possível para me comportar bem à mesa.

Esses senhores me assustam. Goethe me olha de soslaio e eu arrisco um sorriso brasileiro, tropical (pode a alma alemã compreender o largo do meu sorriso caboclo?). Alguém levanta um brinde e eu seria capaz de jurar: Mefistófeles, em carne e osso, sorri para mim e – terror – lança-me uma piscadela de cumplicidade. Não sou poeta, já disse, mas Joyce me acena pedindo que pronuncie umas palavras. Jung o encara, perscrutador e misterioso. Arrisco:

No salão elas usavam roupas metafóricas

Tons azuis e sedas pousando sobre a mesa

Do lado esquerdo do lustre

Imagens semi-oníricas

Em caduceus flamejantes

Ou apenas salamandras

Em fogos-fátuos e luzes

O gás era neon

Neon da era

E, numa jaula, estava exposta a fera

Jung toma a palavra e inicia um discurso sintético, arcano.

– Sobre Paracelso, quero lhes dizer algumas palavras, senhores: escorpião, veneno, sol solidão, dão, dom, domínio da vontade, do pai soturno, noturno, solitário, só. Apenas. Destino de resgate. Mãe. Talvez. O mês, novembro (nove e onze) o dia, entre os dois: dez. o ano, afinal, é oito (1943). Quem conhece Paracelso, entende. A missão? Resgatar do antigo pai o passado não havido. Refazer o presente. Ser um presente. Ser um presente do pai. Para o pai Göel (quem entende Paracelso, conhece).

A matéria cósmica. Rompimento conceitual do médico-louco. Viagem para o astral. Meia idade. Não mais o sol: a lua. Não mais a peçonha do escorpião: o unguento.

Um em cima e um embaixo. Universos concêntricos: tudo flui. Onde o homem? No cosmo. Imerso, disperso, diverso: universo.

O mal? Energia pura. O bem? O outro lado. Onde? Não fora, não agora. Dentro, sempre. O corpo adoece. A doença aparece. Dentro. De dentro, dentro. Quem conhece…

Paracelso é arco. Flecha apontada para o futuro em disparo medieval. Pés no fértil charco do medievo. Olhos luminares: “Hubble”. Que a Igreja nos perdoe. Amém.

Ainda sobre Paracelso: química, mística, psicologia. Mais que tudo, Paracelso resume a Renascença médica. Perdeu-se? Talvez. Foi reencontrado? Está sendo. Sempre está sendo.

Completando Jung: há uma estética na médica paracelsiana. Harmonia é sua busca. Não cura mecânica, não conserto: concerto, isto. Isto sim! Concerto dos astros. Aí, sim! Deus Pai se encarna no Filho! Venha a nós o vosso reino e não nos permitais perder-nos em vãs tentativas. Apenas livrai-nos dos males. Amém.