Esta semana eu fui atropelado…

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   Sim, amigos e amigas, no início da semana, em minha corrida habitual do Porto da Barra ao antigo Clube Espanhol, logo que passei pelo Farol, eu fui atropelado. Não tive arranhões, ainda bem, nem cortes, tampouco bati a cabeça no chão. Nem mesmo caí, mas foi um atropelo que deixou marcas indeléveis.

   Logo após o atropelo, perplexo, ainda ouví de uma jovem senhora: “o senhor se machucou, posso ajudar?” Eu não sabia o que dizer tal o meu choque com o ocorrido. Não chamei a SAMU 192, até porque não acredito que eles acreditariam se eu contasse “o que me atropelou”. Estava mais fácil pensarem que era trote. Alguns transeuntes olhavam, acenavam com a mão sinalizando com o polegar pra cima, outros reduziram a velocidade dos carros e olhavam, uns buzinaram, mas, no final das contas, não teve uma alma a me socorrer. Talvez porque não imaginassem que  “o que me atropelou” tivesse causado algum estrago.

   Restou-me, mancando, sentindo uma forte dor na panturrilha direita, ir andando de volta pra casa buscar esquecer o trauma causado pelo atropelo. No caminho, muitas coisas me passaram em mente:

– E se “o que me atropelou” estivesse em velocidade maior?

– E se tivesse sido mais de um a me atropelar?

– E se eu tivesse batido a cabeça no solo?

– E se “o que me atropelou” tivesse feito mais vítimas? Teria sido um verdadeiro strike humano…

– E se…

   Hoje, já recuperado da forte fisgada na panturrilha, que me custou dar um tempo na corrida, fico pensando que se tivesse sido o contrário, eu tivesse atropelado “o que me atropelou”, talvez eu estivesse sendo acusado/processado pela…

… Associação Brasileira Protetora dos Animais – Seção Bahia  http://www.abpabahia.org.br/.

    Sim, eu fui atropelado por um 

  Micro toy, ainda por cima. Para não pisar nele, parei tão bruscamente que sobrou para a minha pobre panturrilha.

   Estarei voltando à corrida hoje, mas, por via das dúvidas, vou correr do outro lado da rua…vai que o cachorrinho cresceu…

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A Resistência da Mulher à Ditadura Militar no Brasil

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No Capítulo 3 do livro, A Resistência da Mulher à Ditadura Militar no Brasil, a posição da mulher na história brasileira  é abordada como um assunto de grande importância. A autora relata que a distinção entre o público e o privado estabelece a separação do poder. Isso significa que o silêncio sobre a história das mulheres no Brasil durante a ditadura raramente é contada para o público. Neste sentido, a história da repressão durante o período é geralmente contada como uma história de homens.

 A autora argumenta que a mulher militante política é excluída do jogo de poder, e então, não é colocada como sujeito principal da história da ditadura. Ela acredita que a maioria acha que falar sobre mulheres significa falar das relações de poder entre homens e mulheres. Por um lado mais politicamente aberto, falar da mulher é analisar as específicas relações de gênero, de classe, de raça e de geração.

    A história da repressão durante a ditadura militar é vista como uma história masculina, assim como a maioria da história política brasileira, pelo que vemos nos nossos livros de história. Apesar do fato de que tantas mulheres, juntas com os homens, lutaram pela redemocratização do país, muito disso não foi considerado. Pelo fato de que os homens receberam tantas aprovações pela população, as mulheres ficaram motivadas por participar no desenvolvimento político do país. Elas também queriam ser reconhecidas pela excelência das suas capacidades, e justamente foi isso que fez com que elas se engajassem nas diversas organizações existentes no país durante a ditadura militar. Na história do regime militar brasileiro, assim como os outros projetos políticos autoritários, existe uma construção de sujeitos unitária e não diversificada. A sociedade é dividida em dois blocos que se opoem: situação e oposição, igualando-se os sujeitos (ou é sujeito burguês ou proletário). Estes anulam as diferenças e constroem sujeitos políticos únicos, desconsiderando a presença feminina e enquadrando-a em categorias que a desqualificam. Nesta medida, institui-se a  invisibilidade da mulher como sujeito político.

 A mulher militante política nos partidos de oposição à ditadura militar cometia dois pecados aos olhos da repressão. Essas “duas falhas” eram de se insurgir contra a política golpista, fazendo oposição e de não obececer o “lugar da mulher”, rompendo com as regras estabelecidas para os homens e as mulheres. As próprias mulheres militantes assumiram a dominação masculina, tentando esconder a sua sexualidade numa “categoria sem sexo” – a militante política. Para serem consideradas como sujeitos políticos, estas mulheres estabeleceram identidade com o discurso masculino, as relações de gênero na luta política mais geral. Como espaço fundamentalmente masculino, impunha-se às mulheres a negação de sua sexualidade como condição para a conquista de um lugar de igualdade ao lado dos homens.

A luta pela igualdade caracterizou o movimento das mulheres nas décadas de 60-70, justamente pelo discurso das militantes. Isto dava mais poder para os homens nas organizações de esquerda. O desmerecimento feminino é importante pelo fato de que o  poder no mundo político foi reservado aos homens.

                                                                (Jasmine Howard, 12ª A, Escola Pan Americana da Bahia)

Questão de Prova…e uma resposta muito inteligente! Belo texto!!!

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Questão 02:

Retorne à capa da avaliação, observe a sequência de quadrinhos e com base nos estudos e nas discussões feitas, redija um texto a partir da pergunta abaixo.

POLÍTICA É O FIM?

            Política não é o fim. Há exemplos de sociedades/organizações/países que conseguem estabelecer princípios de igualdade, justiça, democracia, e que organizam uma sociedade com um mínimo de transparência. O que muitos se equivocam é ao pensar que política se refere somente a países, e restringem ainda mais seus pensamentos políticos a seu próprio pais. Se formos analisar o Brasil como pais e seus governantes, é fácil sentar e dizer que “Política é o fim” e que não há mais jeito de resolver. Porém, não é bem assim. realmente hoje nossa política está, perdoando a expressão, ridícula. Raramente assuntos importantes são resolvidos, os supérfluos são trabalhados em função de “roubalheira” (um ótimo exemplo é a obra do metrô de Salvador, absurdos 500 milhões de dólares para 6km de bondinho que levam nada a lugar nenhum), campanhas políticas são feitas com dinheiro público e quanto mais alguém rouba para aumentar sua margem, mais chances de ser eleito (ou reeleito) e roubar mais. Mas, a resolução disto não é um caso impossível. É um trabalho árduo e longo, sim, porém, reestruturações são sempre possíveis. Se a política brasileira está assim hoje é porque algo no passado foi aos poucos mudando, e outros “algos” também se juntaram ao problema e esse desespero todo de hoje foi atingido. Mas, o processo inverso pode ser feito, talvez o resultado final não seja igual ou perfeito, mas pode ser atingido. Admiro a política de vários países, por mais que eles tomem decisões errôneas muitas vezes. Exemplos disto, ao meu ver, são os Estados Unidos, Israel e a Nova Zelândia. Envolvidos em conflitos, sim, corrupção existente, com certeza, mas os “prós” são muito mais fortes. Política não é o fim, é o meio de atingir uma sociedade melhor, mais justa e igual, com oportunidades para todos.

(Jéssica Maguilnik Leão, 11ª série, Escola Pan Americana da Bahia)

 

Bolinha de papel “emSERRA” a questão: a cabeça dele é fraca mesmo!!!

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  Hoje, na escola, estava ajudando um grupo de alunos a aprender acerca da Ditadura Militar no Brasil, assistindo a um vídeo sobre “Os Porões da Tortura”, matéria boa do Jornal da Record, postado no youtube http://www.youtube.com/watch?v=WkZk7ORe9Gw&feature=related . Em dado momento, citava-se um médico (ou monstro) Dr. Herry Shibata, acusado por assinar laudos falsos alterando a causa mortis de opositores da Ditadura Militar, mortos em sessões de tortura patrocinadas pelos órgãos de repressão (DOPS, DOI-CODI e congêneres) em um sítio usado pelo Exército brasileiro nos anos 1970.

  Pergunta-se: e o que isso tem a ver com o título desse post?!

  Explico: há poucos dias, nós, o povo brasileiro, vimos reportagem de uma suposta agressão de militantes petistas ao ilustre presidenciável José Serra quando este caminhava durante atividade política na zona oeste do Rio de Janeiro. Pois bem, a despeito de terem sido mostradas , na TV, imagens do momento em que uma “pesadíssima” bolinha de papel fez pontinhos na cabeça do dotô Serra e foi ao chão, daí pra frente o que se lê em alguns jornais e se ouve na TV é de fazer tremer nas bases. Incrível!!!

“Esse é o estilo deles. É o estilo das tropas de assalto dos nazistas. Um comportamento muito típico de movimentos fascistas,”  disse, SERRA. (http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2010/mat/2010/10/20/serra-agredido-durante-enfrentamento-entre-militantes-em-ato-de-campanha-no-rio-922827795.asp)

  O pior de tudo é que o Dotô SERRA, além de mentiroso, oportunista e coligado de seu efeagacê que, presidente da re(s)pública durante dois mandatos, só não privatizou Dona Ruth (que Deus a guarde) porque ela não era uma empresa estatal, também sofre de EFEITO RETARDADO. Que ele tem, digamos, um “estilo” deeeeeeeeeevaaaaagaaaaaaaaaaaaaaaaar demais pro meu gosto, tudo bem, mas, zorra, continuar caminhando, entrar em uma van, sair, andar mais um pouco e só após um telefonema de sabe-se sei lá quem, “acusar o golpe” é de doer!!!!

 Aí também é DILMAis!!!!!

  Há poucos minutos, assistí a uma reportagem de um médico da Clínica Sorocaba, em Botafogo (ecaaa, sou MENGÃO, isso sim), Dr. Jacob Kligerman,  para onde o Seu SERRA foi levado, afirmar que “após exame, constatou-se não haver nenhum tipo de ferimento ou sequela”, embora tivesse sugerido que ele suspendesse o restante de sua agenda. Insatisfeito com a questão, ou cuidadoso em demasia, Seu SERRA ainda foi levado ao Hospital (BOM?!)Samaritano, em Botafogo, (de novo?! eca, eca), onde fez uma tomografia e de lá seguiu para descansar.

  Essa bolinha de papel vai virar granada uma hora dessas. Ou, quem sabe, descobrir-se-á que o perigoso “projétil” foi fabricado por Sadam Hussein, com ajuda de Lamarca e transportado por Judas Iscariotes que planejou toda a ação com a não menos famosa Dercy Gonçalves.

 O quê?! Todos estes já morreram?! Bobagem, isso é só uma questão de GLOBO de vista!!!  

Ao Seu SERRA, uma sugestão: contratar Dr. Shibata, se vivo estiver, encomendado  um laudo melhor, afinal…..

Aos meus queridos alunos, uma advertência: estão vendo por que eu digo, meninoooos, não joguem bolinhas de papel nos coleguinhas!!!!?

Fascismo ….kkkkk

Você tem quantas vidas?

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Eu tenho QUATRO: uma de 18 anos, outra de 15, mais uma de 7 e, outra mais, de 5.

Quando estamos todos juntos, formamos a “República das Calcinhas“. Neste “país” , Paulinha seria a Presidente (ou denta?!), May, a Ministra de Relações Internacionais e de Comunicação, Clarinha, conforme ela diz, a ‘artista plástica’ que, aqui, receberia o título de Ministra da Cultura. E nossa Bi?! Sem dúvida, ela seria Ministra das Gaiatices Prontas.

Durante os nossos momentos de alegria, é um tal de trocar os nomes, inverter as ‘maternidades’, uma confusão só. E às vezes demoro para me dar conta que estou chamando uma, mas olhando para outra. E depois , quando pergunto o porquê de Bi não me responder, do alto de sua saudável ousadia,ela diz: “eu não sou May, sou Gabriela”. Nem precisa dizer a cara que elas fazem quando eu falo os quatro nomes até acertar o ‘alvo’.

É interessante conhecer minhas meninas.

Estou conhecendo a cada texto que leio de May, uma blogueira de mão cheia, muitos dotes tecnológicos, bom gosto musical e bem eclética. Uma menina cidadã do mundo. Linda! Bem dona de si. Admirável. Adolescente que sabe curtir a fase e nem por isso deixa de se jogar no chão com as irmãzinhas. E tem desejo de ser…PROFESSORA. Coisa boaaaaa….

Estou conhecendo a cada fala de minha amarela, eita loira boa de discurso, prende a atenção falando, que muito me orgulhou ter também como filhaluna por dois anos. Impossível esquecer o dia em que, surpresa com o fato de ter um paifessor, ‘esqueceu’ o professor e durante uma aula, tascou um…”PAIIIIII”. Ao meu olhar de surpresa respondeu, ficando vermeeeelhaaaaa, “desculpa”.  A MELHOR ALUNA DA MINHA VIDA!!! E agora quem fala é o professor.

Estou conhecendo minha pretinha Clarinha, menina doce, muito doce, apaixonada pelos livros, mas que também tem nas bonecas e nos desenhos livres sua grande distração. Articulada, como diz May, ‘ela vai ser engajada’.  Sabe mediar conflitos com rara habilidade e ainda diz que não bate em Bibi “porque ela é pequena”. Dona de um sorriso lindooooooooooooooo!!!

Estou conhecendo nossa Bi, Gabizinha, Bibi, “injustamente” apelidada por mim como “o meu furacão”. Por que será? Pequena sapeca, falante, às vezes nem respira, “Pai, eu fiz isso, fui naquilo, depois pulei, aí cacá me chamou……” Ufa! Linda, diretamente proporcional em fazer arte e carinhos. Seu cafuné me bota pra dormir rapidinho.

 Com elas, TUDO!

 Por elas, eu vivo e sonho!

Minhas 4 vidas….

 

Abaixo os TIOS!!!!

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    Porto da Barra, sábado, manhã de sol e um mar azul piscina, “guerra” de alugadores de cadeiras e sombreiros já no topo da escada. Lá vou eu, Bibi em uma mão, Cacá na outra, mochilinha com apetrechos (protetor solar, biscoitinho saudável, etc, etc). No primeiro degrau, o cidadão grita:

“TIO, quer cadeira? Olha o sombreiro, aêeeeeee”. Putz, eu lutando pra “matar” o tio com meus alunos panamericanos , alguns ainda não ‘enterraram’  todos os seus, vem um bitiuorquer desse e tasca um “TIOOOO” em pleno sabadão de sol, mar e ótima companhia.

    Se eu fosse deputado, encaminharia um PL (projeto de lei) ao Congresso propondo a extinção do “cargo” de tio, com multa prevista e bem pesada para quem ousasse pronunciar isso.

   Vejamos…

… você entra num supermercado, o garoto pede, “TIO, dá um trocado!”

 Vai estacionar na rua, um guardador (???) berra, “namoral , TIO, é cinco conto..antecipado”. Enquanto demarca seu território brigando com o concorrente, “ô, vei, se saia, eu vi primeiro, vazaaa”. 

 As amigas e os amigos de suas filhas, é verdade que carinhosamente, abusam do “TIO”. E você vai virando tio do mundo, queira ou não.

Bem diz(ia) Paulo Freire, “Professora, sim, tia, não!”, lá com suas/nossas implicações políticas. E eu concordo com ele.

Por isso mesmo, ainda me candidato um dia. Serei o Deputado de um Projeto Só. Aprovado, renunciarei ao cargo.

 Eu prometoooo!!!!

obs. O Porto, aquele espelho d’água, estava com WAVES de assustar, acredite!

Uma amiga minha “matou” um jacaré para fisgar um boyfriend…Parte II

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Um dia, ele faltou a aula.
O segundo dia.
E a sala se fez deserta.
E o mundo bem rápido perdeu todo o sentido. 
E houve um vazio enorme em meu coração.
 
Eu não sei por quê.
Eu não sei como,
mas quando o vi senti aquele arrepio que a gente sente
quando algo de repente acontece dentro da gente.
 

  Simmmmmmmm, mais um “capítulo” desse folhetim. Acima, palavras dela.

E eu com isso?! Ahhhhhhhhhh, ainda vou ver essa “pescaria” dar certo e, step by step, a Princesa do Egito vai alçar vôos, levando o rapaz a reboque.

  E eu que não me sabia “discípulo” de Santantonio…

Viva o amor!!!!