Mulheres Negras na História do Brasil: infográfico, lista de exercício, sugestão de sites, vídeos e imagens.

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Infográfico:

–  A condição da mulher negra no Brasil em números:
 http://www.ceert.org.br/noticias/genero-mulher/12687/infografico-a-condicao-da-mulher-negra-no-brasil-em-numeros

Lista de Exercício: 

Exercício Heroínas negras 

Sites sugeridos:

  • Geledés – Instituto da Mulher Negra – http://www.geledes.org.br/
  • Blogueiras Negras – http://blogueirasnegras.org/
  • Mulheres negras – do umbigo para o Mundo –

http://www.mulheresnegras.org/

  • Blogueiras Feministas – http://blogueirasfeministas.com/tag/mulher-negra/
  • Fundação Cultural Palmares – http://www.palmares.gov.br/

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Vídeos:

Manana – “Mulheres Negras” Yzalu  – 3 min

 
 

África na Escola lei 10.639 – 7 min

 

Nossas Mulheres Negras – Dandara dos Palmares I  – 5 min

 

Empoderadas | Dandara – 3 min

 
 

Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra – Fala, Antonia Ceva – 2 min

 
 

Dia Nacional da Mulher Negra homenageou Teresa de Benguela – 3 min

 
 
 

CULTNE – Luiza Mahim – Guerreiras Brasileiras – 3 min

 
 

Luisa Mahin – 11 min

 
 

Carolina Maria de Jesus – Heróis de Todo Mundo – 2 min

 
 

Carolina de Jesus – Vida e obra literária – 2 min

 
 
 

Aqualtune – 3 min

 
 

Personalidades Negras – 3 min

 
 

Personalidades Negras da História do Brasil – 3 min

 
 

Personalidades NEGRAS – 9 min

 
 

Consciência Negra – A cultura não morreu, só precisa ser resgatada – 4 min

 

https://www.youtube.com/watch?v=65v83MSepFE

 

700. TVUFBA.DOC – Museus UFBA: espaços de história e arte – 14 min

 
 

MAFRO – 3 min

 
 

Conhecendo Museus – Ep. 04: MUSEU AFRO BRASIL – São Paulo – 26 min

 
Área de anexos

Visualizar o vídeo Manana – “Mulheres Negras” Yzalu (cover) do YouTube

Manana – “Mulheres Negras” Yzalu (cover)

Visualizar o vídeo África na Escola lei 10.639 do YouTube

África na Escola lei 10.639

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Nossas Mulheres Negras – Dandara dos Palmares I Miriam Silva

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Empoderadas | Dandara

Visualizar o vídeo Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra – Fala, Antonia Ceva do YouTube

Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra – Fala, Antonia Ceva

Visualizar o vídeo Dia Nacional da Mulher Negra homenageou Teresa de Benguela do YouTube

Dia Nacional da Mulher Negra homenageou Teresa de Benguela

Visualizar o vídeo CULTNE – Luiza Mahim – Guerreiras Brasileiras do YouTube

CULTNE – Luiza Mahim – Guerreiras Brasileiras

Visualizar o vídeo Luisa Mahin do YouTube

Luisa Mahin

Visualizar o vídeo Carolina Maria de Jesus – Heróis de Todo Mundo do YouTube

Carolina Maria de Jesus – Heróis de Todo Mundo

Visualizar o vídeo Carolina de Jesus – Vida e obra literária. do YouTube

Carolina de Jesus – Vida e obra literária.

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Aqualtune

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Personalidades Negras

Visualizar o vídeo Personalidades Negras da História do Brasil do YouTube

Personalidades Negras da História do Brasil

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Personalidades NEGRAS

Visualizar o vídeo Consciência Negra – A cultura não morreu, só precisa ser resgatada do YouTube

Consciência Negra – A cultura não morreu, só precisa ser resgatada

Visualizar o vídeo 700. TVUFBA.DOC – Museus UFBA: espaços de história e arte do YouTube

700. TVUFBA.DOC – Museus UFBA: espaços de história e arte

Visualizar o vídeo MAFRO do YouTube

MAFRO

Visualizar o vídeo Conhecendo Museus – Ep. 04: MUSEU AFRO BRASIL do YouTube

 

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Imagens:

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Sobre a BNCC – Fonte: ensinarhistoriajoelza.com.br

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POR DENTRO DA BNCC (1): ENTENDENDO A BASE E AS COMPETÊNCIAS GERAIS

21 de setembro de 2018

A Base Nacional Comum Curricular é norma nacional obrigatória e está sendo implementada na rede privada e pública. Se você ainda não se debruçou para conhecer o documento ou está esperando que o livro didático lhe traga tudo pronto, é melhor se apressar. A Base traz uma nova maneira de encarar a educação e o ensino básico que (ainda) não estão nos cursos de licenciatura e nem na prática diária do professor. Nada será como antes.

O que a BNCC não é (desfazendo mal-entendidos)

Ao abrir o enorme volume da BNCC (são mais de 400 páginas) a primeira impressão é que se trata de um documento prescritivo que determina as habilidades, ano a ano, para cada disciplina, e classificadas por um código alfanumérico. A Base não é isso. A Base não é currículo. Currículo diz respeito à metodologia, estratégias e condições de ensino, elenca os conteúdos disciplinares a serem ensinados e traz os pressupostos de avaliação. Quem procura currículo na Base irá se decepcionar e, de imediato, vai apontar os temas que estão faltando. A Base não tem a intenção de contemplar todo acervo de conhecimentos da humanidade. A Base também não deve ser entendida como o conteúdo mínimo a ser ensinado. Ela é, na verdade, o patamar para se ir além, serve como plataforma de arremesso para o aprendizado integral do aluno. A Base também não é grade curricular. Esta pressupõe o número de aulas por disciplina e sua distribuição no ano letivo. Quem ler a Base como grade curricular irá, certamente, acusá-la de desequilíbrio apontando que vai faltar ou sobrar aulas para cumprir as habilidades citadas. A Base não é uma nova versão dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). Estes forneciam um referencial para a educação no Ensino Fundamental e, como tal, constituíam uma proposta flexível que não garantia a realização das expectativas de aprendizagens. A intenção da Base é garantir o direito de aprendizagem. A Base não é um programa partidário de esquerda. A Base já estava prevista na Constituição de 1988 (artigo 210), na Lei de Diretrizes e Base, de 1996 (inciso IV, artigo 9º) e no Plano Nacional de Educação – este, por sinal, uma lei aprovada em 2014, que estabelecia o prazo de dois anos para o governo enviar ao Conselho Nacional de Educação a sua proposta de base nacional comum curricular para o ensino fundamental e ensino médio. Prazo que venceu em 2016. A Base não faz pregação de ideologia de gênero. A versão homologada em dezembro de 2017 não traz qualquer menção a gênero. A família tradicional pode dormir tranquila.

O que é a BNCC: entendendo seu objetivo

Ela é exatamente o que consta em seu nome: uma base nacional comum. A Base trata daquilo que é elementar ou básico a ser contemplado em todo país garantido, assim, as bases de educação com equidade. Isso é entendido como direito da criança e do jovem brasileiro em qualquer ponto do território nacional.

 Durante muito tempo, o ensino no Brasil foi ditado pelos vestibulares e exames nacionais (Enem, Prova Brasil), pelo livro didático (que trazia listas de testes dos últimos exames) e pelos cursos de formação de professores. As escolas passaram a ter como meta preparar o aluno para entrar nas boas faculdades. Os pais aplaudiam a ideia e cobravam conteúdo dos professores. Ao final desse massacre escolar, os alunos estavam estressados, desmotivados e sem vontade de continuar aprendendo. Era urgente inverter o processo em que o ensino das crianças e adolescentes era decidido pela ponta final do sistema. Trazer a aprendizagem de volta à sala de aula, do infantil ao Ensino Médio, respeitando cada etapa de crescimento e considerando o meio social, familiar e comunitário em que o aluno vive. Para isso, a Base explicita as aprendizagens essenciais que devem ser contempladas no Ensino Básico. Explicitando os direitos de aprendizagem é possível definir quais são as obrigações e os deveres do Estado, da sociedade, das escolas, das famílias e dos estudantes. A Base é o patamar comum a partir do qual cada estado, escola e professor elabora o seu projeto pedagógico, o seu programa e o seu currículo. Daí entender que a Base não é uma camisa de força que compromete a autonomia e a criatividade do professor. Cabe às redes de ensino irem além da Base complementando, aprofundando, contextualizando as aprendizagens e, portanto, atendendo as peculiaridades de cada região e comunidade.

O que a BNCC entende por educação

A Base entende a educação como um processo integral que contempla todas as dimensões do desenvolvimento humano: intelectual, físico, social, emocional e cultural. Para atender essas dimensões, é importante que a criança e o jovem desenvolvam determinadas competências gerais. Competências Gerais são um conjunto de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores necessário para enfrentar os desafios do mundo contemporâneo. Não se trata de mais uma disciplina ou de uma aula especial, mas de uma prática que deve estar presente em todo processo educativo e nos componentes curriculares. As Competências Gerais devem nortear o trabalho dos professores de todas as disciplinas, em todos os anos/séries. Elas permeiam e atravessam as aprendizagens e, gradualmente, vão se desenvolvendo e fortalecendo ao longo da vida escolar. Elas permitem pensar em práticas pedagógicas mais participativas e interdisciplinares que possibilitem aos alunos trabalharem outras dimensões além do conhecimento acadêmico.

A BNCC elenca 10 Competências Gerais que explicamos abaixo.

Competência Geral 1: Conhecimento.

Essa competência significa:

Valorizar e utilizar os conhecimentos sobre o mundo físico, social, cultural e digital Buscar informações; respeitar a normas de citação e direitos de propriedade e privacidade. Aplicar conhecimentos. Aprendizagem ao longo a vida; motivação e responsabilidade e autonomia para aprender. Ter consciência sobre o que, como e por que aprender.

Competência Geral 2: Pensamento científico, crítico e criativo

Essa competência significa:

Explorar ideias: testar, questionar combinar, modificar e gerar ideias. Buscar soluções, formular perguntas, usar raciocínio indutivo e dedutivo.

Competência Geral 3: Repertório cultural

Essa competência significa:

Vivência e valorização de sua própria identidade e contexto social, cultural, histórico e ambiental. Expressão por meio das artes. Consciência multicultural. Respeito à diversidade cultural.

Competência Geral 4: Comunicação

Essa competência significa:

Escutar com atenção, interesse, abertura, ponderação e respeito. Expressar ideias e sentimentos com clareza. Manter o foco no debate. Multiletramento: comunicar por meio de plataformas multimídia analógicas e digitais.

Competência Geral 5: Cultura digital

Essa competência significa:

Utilizar ferramentas multimídias e periféricos para desenhar, desenvolver, publicar, apresentar, resolver problemas. Utilizar linguagens de programação e domínio de algoritmos. Compreender o impacto das tecnologias na vida pessoa e na sociedade. Utilizar tecnologias de forma ética.

Competência Geral 6: Trabalho e projeto de vida

Essa competência significa:

Determinação, manutenção de foco, persistência e compromissos. Compreender o valor do esforço, do trabalho e do investimento na aprendizagem. Ter percepção de suas próprias fragilidades e fortalezas e como isso influência os resultados. Capacidade de lidar com estresse, frustração, fracasso, ambiguidades e adversidades. Fazer autoavaliação contínua. Visão sobre dilemas, desafios, tendências e oportunidades no mundo do trabalho.

Competência Geral 7: Argumentação

Essa competência significa:

Ter opiniões e argumentos sólidos, afirmações claras, ordenadas, coerentes e compreensíveis. Fazer inferências pertinentes, perspicazes e originais. Expressar pontos de vista divergentes com assertividade e respeito. Conhecer causas e consequências, perceber interrelações e tendências. Ter consciência socioambiental.

Competência Geral 8: Autoconhecimento e autocuidado

Essa competência significa:

Autoconsciência sobre como sua identidade, perspectivas e valores influenciam suas decisões. Autoestima para desenvolver pontos fortes e reconhecer fragilidades de maneira respeitosa e assertiva. Autoconfiança para vencer desafios. Ter equilíbrio emocional. Cuidar da saúde: saber lidar com mudanças físicas, avaliar riscos à saúde, garantir bem-estar e qualidade de vida.

Competência Geral 9: Empatia e cooperação

Essa competência significa:

Reconhecer, valorizar e participar de contextos culturais diversos. Interagir e aprender com outras culturas. Combate ao preconceito. Alteridade, compreender a emoção, motivação e pontos de vista do outro. Atuar em favor de outras pessoas e comunidades. Utilizar o diálogo para interagir, negociar e promover entendimento. Respeitar regras de convivência. Colaborar e compromissar-se no trabalho em equipe.

Competência Geral 10: Responsabilidade e cidadania

Essa competência significa:

Incorporar direitos e responsabilidades. Extrapolar interesses individuais e considerar o bem comum. Tomar decisão e responsabilizar-se por suas próprias ações. Ter flexibilidade diante de incertezas e ambiguidades. Atuar como agente de mudança.

As Competências Gerais estão propostas para as três etapas da Educação Básica (ensino infantil, fundamental e médio) percorrendo todo o percurso escolar. As competências gerais servem de base para as competências específicas das áreas e as competências específicas dos componentes (disciplinas).  Este é o tema do próximo artigo.

Fonte Base Nacional Comum Curricular (pdf). Educação é a Base. MEC, 2018, pdf. Plano Nacional de Educação, 2014-2024. (pdf). Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2014. Lei de Diretrizes e Bases da Educação (pdf). Brasília: Senado Federa, 2005.

Obrigado por compartilhar. Lembre-se de citar a fonte: https://ensinarhistoriajoelza.com.br/por-dentro-da-bncc-entendendo-a-base-e-as-competencias-gerais/ – Blog: Ensinar História – Joelza Ester Domingues

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POR DENTRO DA BNCC (2): AS HABILIDADES DA BASE PARA O ENSINO DE HISTÓRIA

30 de setembro de 2018

O que ensinar de História? Que metodologia usar? Que corrente historiográfica seguir?

Não há respostas simples para essas perguntas e por isso elas mobilizam historiadores e professores de História em discussões infindáveis. Esse foi o desafio espinhoso da BNCC: estabelecer os direitos de aprendizagem em História no Ensino Básico que não se configurassem em um currículo formal e nem amordaçassem o professor em metodologias e abordagens fechadas.

Foram quatro anos de debates e elaboração (2013 a 2017) incluindo um período de consulta pública em que a disciplina recebeu 1.048.386 contribuições (o maior volume de intervenções feitas à BNCC) e a criação de três versões para o componente História feitas por comissões diferentes e, portanto, com diferentes orientações teóricas. Novas discussões provocaram alterações pontuais na terceira versão, e finalmente, em dezembro de 2017, o documento da BNCC foi homologado. Mas ele ainda suscita divergências que estão longe de um consenso nacional.

A Base apresenta um programa ambicioso nunca antes realizado: pensar as aprendizagens de História ano a ano, isto é, do 1º ao 9º ano do Fundamental observando a progressão entre as séries. Nessa perspectiva, os professores dos anos iniciais e finais vão precisar trabalhar juntos colaborando entre si para manterem seus programas curriculares alinhados. Uma atitude que, certamente, vai favorecer a transição e a integração entre as etapas da educação básica reduzindo ou eliminando os gargalos no processo educativo como a passagem do 5º para o 6º ano.

As habilidades de História na Base

A Base define as Competências Gerais, as de Ciências Humanas e as específicas de História para as três etapas da Educação Básica. Elas objetivam favorecer a educação integral do estudante, isto é, sua formação e desenvolvimento humano global (conhecimentos e valores sócio-emocionais).

Para assegurar o desenvolvimento das competências, a Base apresenta, para cada ano, um conjunto de unidades temáticas, objetos de conhecimento e habilidades. Estas últimas constituem o trabalho pedagógico pontual do professor, aquilo que ele deverá assegurar que o aluno atinja ao final do processo educativo. São 141 habilidades a serem desenvolvidas nos nove anos do Ensino Fundamental.

A habilidade explicita uma aprendizagem, isto é, o processo cognitivo previsto para ser desenvolvido. Ela é indicada pelo verbo (descrever, discutir, explicar, conceituar, analisar etc.) e seu detalhamento (objeto de conhecimento e modificador). Por exemplo, a habilidade EF02HI10: Identificar diferentes formas de trabalho existentes na comunidade em que vive, seus significados, suas especificidades e importância.

 

Muitas habilidades se desdobram em outras duas ou três como, por exemplo, em EF08HI16: Identificar, comparar e analisar a diversidade política, social e regional nas rebeliões e nos movimentos contestatórios ao poder centralizado.

No quadro abaixo, pode-se ver as habilidades, isto é, os processos cognitivos que a Base explicita para o componente História e sua frequência nas duas etapas do ensino fundamental.

Habilidades de História na BNCC.

hab-historia

A função das habilidades é fornecer ao estudante ferramentas cognitivas que o capacite a compreender e interagir no mundo que o cerca, que amplie sua capacidade de interferir, fazer escolhas, mudar, organizar e propor soluções.

Trabalhando as habilidades em sala de aula

As habilidades explicitadas pela Base para História não esgotam as possibilidades de aprendizagem. Elas devem ser entendidas como o conjunto básico, mínimo, de aprendizagens essenciais que devem estar garantidas ao final de cada ano da Educação Básica em todo país.

As habilidades dialogam com as competências indicando como fazer, as várias maneiras de contemplar ou desenvolver uma competência. Essa relação, contudo, não é de mão única. Uma habilidade isolada não consegue desenvolver plenamente uma competência, será preciso acionar outras habilidades para isso. Uma mesma habilidade pode contemplar mais de uma competência.

A Base exige que todas as habilidades sejam trabalhadas no ano letivo. A maneira como esse trabalho será feito é decisão do professor, da escola ou da rede de ensino. As habilidades podem ser desdobradas, agrupadas, organizadas de outra maneira ou em outra ordem. Pode-se criar novas habilidades, complementando, contextualizando ou aprofundando o que está estabelecido pela Base.

As habilidades estão propostas com o cuidado de não sugerirem orientações didáticas e evitando detalhar ou discriminar conteúdo de História. Assim, por exemplo, EF08HI13 estabelece: “Analisar o processo de independência em diferentes países latino-americanos e comparar as formas de governo neles adotadas”. Cabe ao professor selecionar que países serão objeto de análise e comparação em sala de aula. Importante é garantir, neste caso, que as habilidades de analisar e comparar estejam asseguradas.

O conteúdo histórico propriamente dito (que países latino-americanos tratar, no exemplo anterior) é uma escolha do professor que deve se pautar pelas demandas específicas de cada região ou estado. A Base foi construída considerando o Brasil um país de dimensões continentais, com inúmeras especificidades regionais que dizem respeito às suas populações e, portanto, devem ser tratadas nos currículos estaduais. A construção dos currículos é responsabilidade de cada um dos Estados brasileiros.

Outro exemplo, EF08HI16: “Identificar, comparar e analisar a diversidade política, social e regional nas rebeliões e nos movimentos contestatórios ao poder centralizado”. A habilidade diz respeito ao período Regencial e cabe ao professor eleger que rebeliões e conflitos serão usados para desenvolver as habilidades de identificar, comparar e analisar a diversidade política, social e regional. Neste caso, a seleção do conteúdo deve observar sua significância histórica no contexto local ou regional. Assim, a Balaiada e a Cabanagem são escolhas mais adequadas para as escolas do Norte do país, a Rusga para as do Centro-Oeste, e a Farroupilha para as do Sul.

Portanto, a contextualização, a complementação, o aprofundamento e a didatização de cada habilidade permitem atender às diversidades culturais e especificidades regionais e asseguram ao professor criar seu projeto pedagógico com autonomia e significância pedagógica.

História na Base: Anos Iniciais

Os Anos Iniciais enfocam o reconhecimento do “Eu”, do “Outro” e do “Nós” em uma ampliação de escala e de percepção que passa pelo conhecimento de si, da família, da escola, da comunidade e da vida em sociedade. Não é uma abordagem inovadora, há tempos os livros didáticos e os professores iniciavam o ensino de História pela construção do sujeito.

A novidade trazida pela Base está no 4º e 5º ano que passam a trabalhar temas que, até então, eram tradicionalmente tratados no 6º ano e seguintes.  O 4º ano tem, entre seus objetos de conhecimento, o surgimento da espécie humana no continente africano e sua expansão pelo mundo.  Daí seguem-se os processos migratórios para a formação do Brasil, dos grupos indígenas, portugueses, diáspora africana, italianos e japoneses, até as migrações internas a partir dos anos de 1960.

O 5º ano trata do nomadismo e sedentarização introduzindo a Pré-História e a formação das primeiras civilizações. Aborda, também, a noção de tempo e o surgimento da escrita. Os temas são retomados no 6º ano o que pode suavizar a transição para a segunda etapa do Ensino Fundamental.

História na Base: Anos Finais

Os Anos Finais seguem um conteúdo cronológico que, a grosso modo, divide-se em:

6º ano: Antiguidade e Idade Média

7º ano: Idade Moderna, colonização da América

8º ano: Séculos XVIII e XIX, Brasil dos movimentos separatistas ao Segundo Reinado

9º ano: Século XX e XXI, Brasil da Primeira República até hoje.

Em contraponto à visão europocêntrica e à periodização histórica tradicional, a Base privilegia em todos os anos conteúdos relativos à história da América, da África e das culturas afro-brasileira e indígena. Alguns temas são novos no programa escolar como a tutela dos grupos indígenas e a participação dos negros na sociedade brasileira do final do período colonial (EF08HI04); as políticas oficiais com relação ao indígena durante o império (EF08HI20); as demandas indígenas e quilombolas como formas de contestação ao modelo desenvolvimentista da ditadura (EF09HI21).

A periodização tradicional é problematizada com a discussão dos conceitos de Antiguidade Clássica (EF06HI12) e de Modernidade (EF07HI01).

Na perspectiva de uma história não eurocêntrica, a Base propõe unir tempos e espaços diferentes como, por exemplo, tratar a Antiguidade Oriental e as sociedades pré-colombianas da América na mesma habilidade (EF06HI07).

Ainda nessa linha de uma história mundial e integradora, alguns temas estendem-se a espaços diversos como, por exemplo, trabalhar as dinâmicas comerciais das sociedades americanas e africanas e suas interações com outras sociedades do Ocidente e do Oriente durante a Modernidade (EF07HI14).

Da mesma maneira, privilegiam-se as resistências e os protagonismos de diferentes grupos sociais e étnicos em diferentes contextos históricos (EF07HI08, EF08HI11, EF08HI26, EF08HI27, EF09HI04, EF09HI14, EF09HI25 etc.).

A Base aponta, ainda, os conceitos que devem ser analisados e discutidos em sala de aula. São eles: Antiguidade Clássica, império, cidadania, Modernidade, escravidão moderna, Iluminismo, liberalismo, Estado, nação, território, governo e país.

Há menções a outros conceitos que, mesmo não estando explicitados para um trabalho específico, vão exigir maior atenção do professor: periodização, pólis, escravismo antigo, servidão, monarquias nacionais, mercantilismo,  capitalismo, Humanismos, Renascimentos, Pan-americanismo, tutela de povos indígenas, darwinismo, racismo, ideologias raciais, colonialismo, imperialismo, trabalhismo, totalitarismo, terrorismo, diversidades identitárias etc.

Conclusão

Pelo que foi aqui exposto, vê-se que a BNCC não é um programa curricular pronto para ser aplicado em sala de aula, até porque não foi sua intenção elaborar um currículo. Ao contrário, a Base está exigindo um grande esforço dos professores e das redes de ensino para construírem seu projeto pedagógico atendendo às diversidades locais. Essa construção é um trabalho coletivo em que as comunidades são convidadas a participarem por meio de consultas públicas (como foi feito pela própria BNCC).

A construção de um projeto pedagógico não é uma tarefa fácil. Significa dar uma identidade cultural  à Base contemplando aspectos multidisciplinares e multiculturais. Os professores terão que lidar com comunidades locais incluindo quilombolas e indígenas para desenvolverem muitas habilidades. Vão precisar da colaboração de universidades locais para atualização e aprofundamento de conhecimentos. Precisarão lidar com as carências e a precariedade das instalações escolares: como desenvolver a  competência de utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação se, muitas escolas, sequer tem Internet e computadores?

Agora, mais do nunca, será a expertise dos professores, isto é, sua experiência pedagógica e o conhecimento prático adquirido em sala de aula que ditarão o caminho a seguir, a melhor didática, o conteúdo mais adequado, as temáticas e os recursos certos para desenvolverem as habilidades e competências da Base. É um grande desafio com muito trabalho pela frente mas que certamente valerá o esforço.

Este artigo é continuação de Por dentro da BNCC (1): entendendo a Base e as Competências Gerais.

Obrigado por compartilhar. Lembre-se de citar a fonte: https://ensinarhistoriajoelza.com.br/por-dentro-da-bncc-2-as-habilidades-da-base-para-o-ensino-de-historia/ – Blog: Ensinar História – Joelza Ester Domingues

O Brasil na II Guerra Mundial: slides e vídeos para a aula com o Veterano Baiano da FEB.

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Direto do Ospyciu

eu leila e seu manoel

Sra. Leila Queiroz (Diretora da ANVFEB – Regional Salvador) e Sr. Manoel Alves Oliveira, Veterano Baiano da Segunda Guerra Mundial.

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Entrevista integrante da PesquisaHistória e Memória dos Veteranos Baianos da Segunda Guerra Mundial, realizada em 2002, com o Veterano Manoel.

Veterano Manoel – Entrevista.

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Slides:

O Brasil na II Guerra Mundial 

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Vídeos:

A FEB e a Segunda Guerra Mundial | Nerdologia – 9 min

Documentário sobre a FEB – parte 1 – 20 min
O Brasil na Segunda Guerra – Globo News – 24 min
O Brasil na Segunda Guerra – 19 min
FEB – Força Expedicionária Brasileira Parte 1 / Documentário em HDTV

Visualizar o vídeo O Brasil na Segunda Guerra (Globo News Especial) do YouTube

O Brasil na Segunda Guerra (Globo News…

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Revolução Industrial, Taylorismo, Fordismo, Toyotismo, Doenças Ocupacionais, Trabalho Infantil, Mulheres e o Mundo do Trabalho: slides, vídeos, textos e imagens.

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Direto do Ospyciu

SLIDES:

Revolução Industrial 2018

Vídeo 01: Revolução Industrial

http://youtu.be/pE0k4DP9dc4

Vídeo 02:Taylorismo – Fordismo – Just in Time

http://youtu.be/mmw21m6kPts

Vídeo 03: Sistema Toyota de Produção

http://youtu.be/SH8IItbvH_0

Vídeo 04: Tempos Modernos – filme completo (link)

http://youtu.be/ieJ1_5y7fT8

Legião Urbana – Fábrica:
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Doenças Ocupacionais

Vídeo 01:

Texto 01: O que são doenças ocupacionais?

Doenças ocupacionais são as que estão diretamente relacionadas à atividade desempenhada pelo trabalhador ou às condições de trabalho às quais ele está submetido. As mais comuns são as Lesões por Esforços Repetitivos ou Distúrbios Osteomoleculares Relacionados ao Trabalho (LER/DORT), que englobam cerca de 30 doenças, entre elas a tendinite (inflamação de tendão) e a tenossinovite (inflamação da membrana que recobre os tendões). As LER/Dort são responsáveis pela alteração das estruturas osteomusculares, como tendões, articulações, músculos e nervos.

No campo, doenças de LER/DORT acometem principalmente cortadores de cana após algumas safras, pelo excesso de movimentos repetidos. Na cidade…

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Ditadura Militar no Brasil: slides, textos/infográficos, vídeos e imagens.

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Slides:

Do GOLPE aos Governos Castelo Branco e Costa e Silva:

o-golpe castelo e costa e silva 

Governos Médici, Geisel e Figueiredo:

medici geisel figueiredo

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Textos e Infográficos:

Infográfico – os 33 dias antes do Golpe civil militar de 1964:

http://g1.globo.com/politica/50-anos-do-golpe-militar/linha-do-tempo-33-dias-do-golpe/platb/

10 músicas que marcaram a luta contra a Ditadura:

http://www.historiailustrada.com.br/2014/04/dez-musicas-que-marcaram-luta-contra.html

10 motivos para não ter saudades da Ditadura:

http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2014/03/22/10-motivos-para-nao-ter-saudades-da-ditadura.htm

Ditadura Militar e Corrupção:

http://www.ocafezinho.com/2014/03/10/a-ditadura-foi-o-regime-mais-corrupto-da-historia/

Preso por corrupção, José Maria Marin era um dos ‘cabeças’ da Ditadura Militar:

http://www.portalmetropole.com/2015/05/preso-por-corrupcao-jose-maria-marin.html#ixzz3bY7XDE00

Rede Globo e o apoio à ditadura – http://antigo.brasildefato.com.br/node/25869

Globo admite erro sobre ditadura. E o resto?

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Vídeos:

Ditadura Militar – visão geral –  6 min

SBT Brasil inicia especial sobre os 50 anos da Ditadura Militar – 7 min

 
Ditadura Militar
 

https://www.youtube.com/watch?v=SslWijVKbR0 Observatório Republicano – Governo Castelo Branco – 1964 a 1967 – 3min

https://www.youtube.com/watch?v=unuWrRzfnoE -Observatório Republicano – Governo Costa e Silva – 1967 a 1969 – 3min

https://www.youtube.com/watch?v=EXWS4LTX9zs&list=PLdzFPEfRcPwBQR6GcJHhjLiXWaWgZBoqq&index=23-Observatório Republicano –Governo Médici- 1969 a 1974 – 3min

https://www.youtube.com/watch?v=OchHElSX_AEPosse de Médici– 2min
https://www.youtube.com/watch?v=bT7PI6xLlcsAssinatura do AI 2 por Castelo Branco- 1min
https://www.youtube.com/watch?v=O5lrnqX_S40visão geral da DM e Atos Institucionais – 6min
https://www.youtube.com/watch?v=YRzE78zb2_wOperação Brother Sam – 10min
https://www.youtube.com/watch?v=QdsX70_Fdqwinfluência dos EUA na Ditadura no Brasil – 7min
https://www.youtube.com/watch?v=x3LJYYKaw2s – Observatório da Imprensa – o Golpe de 64 –histórico desde a renúncia de Jânio – 47 min
https://www.youtube.com/watch?v=F2Gs_ZrU-bYDiscurso Márcio M. Alves – 6mmin
https://www.youtube.com/watch?v=faP0EIVvJDQDiscurso de MMAlves – 8min
https://www.youtube.com/watch?v=sEFkSee-hDsMúsicas e a Censura – 6min36
https://www.youtube.com/watch?v=IWuggz3aWhwLiberdade de Imprensa na Ditadura – General Newton Cruz – 2min
https://www.youtube.com/watch?v=-q1JIJJ9ODsA crise do petroleo 1973 – 2min
https://www.youtube.com/watch?v=Xr0oDVJGLT8Propaganda Eleitoral em 1976 – 6min
https://www.youtube.com/watch?v=7gX35htXVx8Operação Condor – 25 min
https://www.youtube.com/watch?v=248MBFynxMEOperação Condor – 4min
https://www.youtube.com/watch?v=Y4f5XKJHHT8Artistas nas DIRETAS JÁ ! – 2min
https://www.youtube.com/watch?v=7TlwnamgBR4Wladimir Herzog – 23min
https://www.youtube.com/watch?v=WkZk7ORe9GwNos porões da tortura – 1 – 8min
https://www.youtube.com/watch?v=cK8CQPBoeloNos porões da tortura – 2 – 4min
https://www.youtube.com/watch?v=G4t20xJlTZ4Nos porões da tortura 3 – 5  min
https://www.youtube.com/watch?v=eecOi9jQ9cANos porões da tortura – 4 – 5min
https://www.youtube.com/watch?v=pzuxfKWbu7o – Via Legal – vítimas da ditadura – 7min
https://www.youtube.com/watch?v=bx4GZ0UKbW4Relatos de tortura de gênero – 6min
https://www.youtube.com/watch?v=_tEaB2c1VioLei da Anistia 1979 – 2min
https://www.youtube.com/watch?v=IMAQJIIjue4 – BRASIL – ANISTIA – 30 ANOS – 18min
https://www.youtube.com/watch?v=1_h8tHpClQIAtentado no Riocentro – 2min
https://www.youtube.com/watch?v=ZWj-YALnsl430 anos do Atentado no Riocentro – 24min
https://www.youtube.com/watch?v=ZTRt2VqEzMEDIRETAS JÁ! – Fala Brizola – 10min
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Fantasmas da Ditadura – SBT Brasil – 20 min

 
 

A GRANDE PARTIDA: Anos de Chumbo (75 min)

 
Publicado em 27 de out de 2012

Depois do livro A Grande Partida: Anos de Chumbo, Francisco Soriano toma para si a missão de reunir vários companheiros, sobreviventes da ditadura de 1964, para juntos relembrarem a saga vivida na luta clandestina, buscando a libertação da sociedade brasileira submetida ao terrorismo do Estado policial.
Relatos comoventes, antes silenciados pelos traumas do regime, que nos passam informações preciosas sobre os últimos 50 anos de história do Brasil. Também uma renovação de esperança na construção de uma sociedade menos desigual e mais humana.

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Crédito: Movimento Lula/Reprodução. Capa de periódico reproduzida no livro As capas desta historia.

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Sobre Neonazismo – artigos, reportagens, vídeos e imagens

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BRASIL

Os nazistas brasileiros

Um duplo homicídio revela a existência de novos seguidores de Hitler no País, com plano político, armas e conexões no Exterior

Os nazistas brasileiros

Suzane G. Frutuoso, de Curitiba, e João Loes

20.05.09 – 10h00

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HOMENAGEM Uma festa em comemoração aos 120 anos de Hitler. Acima, Barollo preso

Neuland é uma “nova terra”, onde não falta emprego aos cidadãos e o salário mínimo é de 840 euros (R$ 2,4 mil). Nesta República Federativa, o hino nacional é o último movimento da Nona Sinfonia de Beethoven e a capital foi batizada de Magno – para afirmar sua grandiosidade. Há três prédios interligados, com 200 mil metros quadrados e 160 andares cada um. Neuland poderia ser o país fictício de uma narrativa fantasiosa. Mas a mente de quem criou esta nação-babel, com 20 idiomas oficiais, é a mesma que está sendo acusada de planejar a morte de um rival, motivada por uma ideologia que já foi usada para justificar o assassinato de milhões de pessoas no século passado e se mostra viva no Brasil de 2009: o nazismo.

O paulista Ricardo Barollo, 34 anos, coordenador de projetos especiais da empreiteira Camargo Corrêa, foi apontado como mandante do crime que tirou a vida do estudante de arquitetura mineiro Bernardo Dayrell, 24, e sua namorada, a estudante Renata Waechter, 21, na madrugada de 21 de abril em Campina Grande do Sul, no Paraná, devido a uma disputa de poder. O crime descortinou uma rede organizada de nazistas no País, com ramificações em vários Estados e conexões com outros países.

Barollo e Dayrell eram líderes dos dois maiores movimentos nacionais. Defendiam que a raça branca estava em extinção e, por isso, a miscigenação deveria ter fim. A Neuland seria o país de extrema direita pautado na mesma ideologia que o ditador Adolf Hitler implantou na Alemanha a partir de 1934. Primeiro, o grupo tomaria São Paulo e os Estados do sul do País. Depois, conquistaria o território de 22 países da Europa.

Essa história veio à tona em 1º de maio, quando Barollo foi preso no bairro de Moema, em São Paulo, no apartamento de alto luxo em que morava com os pais – outros cinco acusados de participar do crime também foram detidos no Paraná. A partir daí, a polícia começou a ter acesso ao universo neonazista do qual faz parte o grupo. A rede com ramificações no Sudeste, Sul e Centro-Oeste do País é formada, em sua maioria, por jovens de classe média ou alta, com boa formação intelectual. A exigência é tão grande que, para ser admitido na facção, o candidato precisa passar por uma rigorosa prova.

A avaliação é realizada pelo computador, em um documento enviado por e-mail com uma senha de acesso e 30 perguntas dissertativas como “Os fins justificam os meios?”, “Quem era Adolf Hitler?” e “Quais e como eram os principais governos da Europa na década de 40?”. Quem responde de acordo com o que os fatos históricos comprovam é reprovado. Passa aquele cujas respostas são inspiradas no revisionismo, teoria que, entre outras coisas, nega o Holocausto. Os aprovados são “batizados” num lugar confirmado poucas horas antes do evento – apenas a cidade onde acontece a reunião é divulgada com antecedência. Segurando tochas de fogo, prometem honrar a imagem do Führer e o nacional socialismo.

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DIVULGAÇÃO Capa de uma revista online mensal criada por Dayrell que prega o nazismo

Tamanha devoção é contida em ações discretas, como uma sociedade secreta. O movimento não tem sede, página na internet, nem nada que o identifique perante a sociedade. Os integrantes preferem se comunicar por e-mail ou mensagens instantâneas. Telefonemas, só em casos excepcionais. Encontros, quando inevitáveis, acontecem sempre em lugares diferentes, para não levantar suspeitas. Não há amadorismo. Os grupos são divididos em células.

A da propaganda serve para divulgar a ideologia por meio de revistas e cartazes. Na política, o foco é a formação de futuros partidos e a conquista de novos membros. Já a paramilitar é o setor armado, que dizem ser para defesa (não há indícios de que participem de algum tipo de treinamento). Mulheres não podem participar.

Mas é permitido que elas frequentem as festas, onde a bebida é controlada e as drogas são proibidas. Negros também podem ingressar no movimento, mas precisam ser “puros”, sem mistura de raças. E jamais chegariam a líderes.

O detalhado plano da Neuland foi apresentado por Barollo aos seus seguidores em setembro de 2008. Primeiro, o grupo elegeria vereadores e o prefeito no Balneário Piçarras, em Santa Catarina. Em alguns anos, fortalecido, tomaria os Estados do Sul e São Paulo, num movimento separatista que criaria o novo país.

As fronteiras, porém, seriam fechadas a imigrantes. Barollo confirmou essas informações à polícia no dia da prisão, quando vestia uma camisa da seleção de futebol alemã. O que não contou é que o objetivo do grupo era bem mais ousado. Neuland, uma “terra prometida” fundamentada em “união, justiça e liberdade”, ocuparia países que fazem parte da União Europeia, como Alemanha, Dinamarca, Espanha, Itália, Polônia, Suécia, entre outros.

Está tudo documentado como um plano de governo em pastas às quais ISTOÉ teve acesso. Barollo seria o presidente, com um salário de 10.560 euros (R$ 30 mil). Superior aos R$ 8.348,95 que ele recebia na Camargo Corrêa. Seu aniversário, 18 de julho, constaria como feriado nacional. Bandeiras, ministérios, empresas, cargos e leis também já estavam definidos.

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TESTEMUNHA Ex-membro do grupo de Barollo confirma luta pela pureza da raça branca

Além de Dayrell, a polícia já sabe que mais dois possíveis líderes estavam marcados para morrer por divergirem de Barollo: um na cidade gaúcha de Caxias do Sul e outro na capital paulista. O grupo detido também teria apoio de lideranças no Chile e na Inglaterra. Da Argentina, onde há uma rede neonazista com três mil membros, vieram as armas do crime. No Brasil, até onde se sabe, a maioria luta pela ideologia e defende a estratégia, não o uso de armas, para que com o tempo o neonazismo ganhe força. A violência seria o último recurso, diferentemente dos skinheads, que têm como principal estímulo a agressão às minorias, como nordestinos e homossexuais.

A reportagem de ISTOÉ entrevistou três jovens dos grupos neonazistas – dois detidos, acusados pelo assassinato de Dayrell, e um dissidente que será testemunha de acusação. Todos na faixa dos 20 anos. Eles se mostraram arrependidos de entrar na facção, mas confirmaram suas crenças. “A extrema direita faz as coisas ficarem mais firmes”, acredita Gustavo Wendler, 21 anos, um dos presos. Também ressaltaram que tinham amigos negros, judeus e estrangeiros. Até conheciam homossexuais. “Só não permito que eles invadam meu espaço”, disse Rodrigo Mota, 19 anos, outro detido.

Além de Wendler e Mota, foram presos Jairo Fischer, 21 anos, Rosana Almeida, 22, e João Guilherme Correa, 18. Segundo o delegado Francisco Caricati, do Centro de Operações Policias Especiais (Cope), em Curitiba, eles apontaram Barollo como o mandante. O advogado dele, Adriano Bretas, disse à ISTOÉ que seu cliente não concederia entrevista, que nega todas as acusações e só falará em juízo.

Na noite do crime, o grupo de Dayrell organizou uma festa numa chácara em Campina Grande para comemorar os 120 anos do nascimento de Hitler. Os acusados atraíram Dayrell e Renata, que saíram de Minas para participar do evento, para uma emboscada na BR-116. Todos eram amigos, apesar de fazerem parte de facções rivais. “Eles vão a júri popular e podem pegar até 72 anos de prisão por duplo homicídio qualificado, motivo torpe e apologia ao nazismo”, afirma Caricati. Na casa dos envolvidos e de pessoas que participaram da festa, foi encontrado material referente à ideologia de Hitler, como bandeiras, cartazes, revistas, livros e broches.

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As divergências entre Barollo e Dayrell começaram em 2007, três anos após a formação do grupo. O mineiro teria criado camisetas, bonés e bandeiras com símbolos nazistas para vender. Barollo passou a acusá-lo de capitalista, afirmando que o ideal do grupo era de uma raça pura e de igualdade social. Dayrell chamou o líder de controlador, rígido, excêntrico, e também forjou uma votação autointitulando-se o novo comandante do grupo em Minas Gerais e no Paraná. Tempos depois, Dayrell convidou pessoas que não conseguiram entrar no grupo de Barollo, por causa da dificuldade da prova de admissão, a seguir com ele. A facção de Barollo contabiliza 50 membros. A de Dayrell, 300 pessoas.

Os grupos revelados pelo crime no Paraná não são os únicos do Brasil onde se encontram seguidores de Adolf Hitler. ISTOÉ apurou que há pelo menos mais três facções neonazistas organizadas no País. Uma no Rio Grande do Sul, com 70 pessoas, outra também gaúcha, que existe apenas para importar armas, com 20 membros, e uma terceira em São Paulo, com cerca de 40. Não há dados consolidados de quantos são os neonazistas no Brasil. Mas uma pesquisa da antropóloga Adriana Dias, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), dá pistas. Para sua dissertação de mestrado ela estudou sites que pregavam o neonazismo em português, espanhol e inglês.

Chegou a um total de 13 mil páginas em 2007. “Hoje, são 20 mil, quase o dobro”, diz Adriana. A pesquisa revelou que ocorreram cerca de 150 mil acessos a esses endereços a partir do Brasil. Com a chegada da internet, buscar parceiros que se identificam com a ideologia nazista ficou mais fácil. Entre 2006 e 2008 a Safernet, que combate os crimes cibernéticos, viu aumentar vertiginosamente o número de denúncias de conteúdo de ódio na web.

“A maior parte estava na rede de relacionamentos Orkut, mas também havia fóruns, sites e blogs”, conta Thiago Tavares, presidente da Safernet. Ele conta que diminuíram as denúncias depois de uma grande operação para coibir essas páginas em 2008, mas a atividade online continua. “Os neonazistas são organizados e têm conhecimento técnico para criar mecanismos que escondem a origem das conexões”, conta.

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Prova disso é a revista online O Martelo, criada por Bernardo Dayrell para divulgar o neonazismo. Na edição de fevereiro de 2009, dez páginas da publicação são dedicadas a um guia de segurança na internet. O texto fala, basicamente, da importância da rede para o movimento Nacional Socialista e explica, passo a passo, como navegar de forma anônima (e assim acessar conteúdo proibido sem ser identificado).

A internet também facilitou a criação de dissidências dos grupos mais conhecidos, como o Front88 e o Valhalla88, por exemplo. Esses dissidentes se anunciam com nomes pomposos e em sites elaborados, mas têm, em média, cinco ou seis membros. “Na rede, vemos grupos surgir e desaparecer rapidamente”, conta Alexandre de Almeida, historiador e mestre em antropologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), autor do estudo Skinheads: os mitos ordenados do Poder Branco paulista.

Especialistas são unânimes: a repressão é o principal caminho para que movimentos neonazistas não se disseminem ainda mais – e ganhem poder como as facções terroristas alcançaram em outros países, tornando-se um risco para a segurança do Estado. Há, porém, uma alternativa que depende exclusivamente da sociedade, que é a educação para a tolerância e a diversidade. “Não se vê isso nas escolas e poucos pais abordam o assunto”, diz a historiadora Maria Luiza Tucci Carneiro, professora da Universidade de São Paulo, especialista em racismo e antissemitismo.

É desde cedo que se ensina respeito pelo outro, afirma o delegado chefe do Cope, Miguel Stadler, que destaca o desconhecimento dos pais dos envolvidos no caso do Paraná – nenhum deles sabia que os filhos tinham simpatia por Hitler. “A discussão sobre preconceito é urgente”, afirma o delegado Caricati. “Quem imaginaria que, décadas depois, uma ideologia baseada em barbárie seria responsável por um crime desses?” Ainda mais no Brasil, onde a miscigenação é uma marca indelével do País.

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Fonte:

http://istoe.com.br/13380_OS+NAZISTAS+BRASILEIROS/

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Morte de casal por neonazistas faz cinco anos, sem julgamento

http://www.parana-online.com.br/editoria/policia/news/794608/?noticia=MORTE+DE+CASAL+POR+NEONAZISTAS+FAZ+CINCO+ANOS+SEM+JULGAMENTO

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HISTÓRIA NEGADA

Projeto criminaliza revisionismo

Proposta apresentada por deputado federal proíbe grupos de afirmarem que o genocídio de judeus durante a Segunda Guerra não ocorreu

  • José Marcos Lopes e André Gonçalves
  • [06/07/2009]
  • [21h05]
Material apreendido com acusados de atividades neonazistas no Paraná: grupo prega revisionismo histórico |

Material apreendido com acusados de atividades neonazistas no Paraná: grupo prega revisionismo histórico

Curitiba e Brasília – O deputado federal Marcelo Itagiba (PMDB-RJ) é autor de um projeto de lei que criminaliza a negação do holocausto. O texto sugere multa e prisão de um a três anos para quem defender publicamente a tese de que não houve o genocídio de judeus pela Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Itagiba diz que a proposta aproxima o Brasil de outras nações importantes que possuem legislações desse gênero – como Alemanha, Áustria, Bélgica, Holanda, Polônia, Espanha, Portugal, Itália e França. “O assassinato do casal no Paraná e o desmantelamento de grupos neonazistas no Rio Grande do Sul mostram que vivemos um excelente momento para a aprovação do projeto”, afirma o parlamentar.

O PL 987/07 ainda depende de análise de três comissões permanentes antes de ser levado a plenário. O texto foi apensado a uma série de outros projetos que tratam da criminalização de atitudes racistas contra outras minorias, como homossexuais.

Itagiba disse que está coletando assinaturas de colegas para que a proposta possa tramitar em regime de urgência. A pena estabelecida no PL é a mesma prevista na Lei 7.716/89 para quem fabrica, comercializa, distribui ou veicula símbolos ou propaganda que utilizem a suástica para divulgação do nazismo.

Revisionismo

O revisionismo do holocausto é parte importante da ideologia dos neonazistas. Para eles, a ideia de que houve uma política de extermínio foi criada depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) para incriminar os nazistas e criar um clima que possibilitasse a volta dos judeus à Terra Santa, com a criação do Estado de Israel.

 

Os revisionistas afirmam que a ditadura nacional-socialista da Alemanha (1933-1945) não tinha um plano para matar judeus. A ditadura de Hitler (1889-1945), segundo eles, pretendia remover os judeus para outros territórios – daí a construção de campos de concentração, como o de Auschwitz, na Polônia. Segundo os revisionistas, apesar de todas as provas históricas em contrário, os campos não seriam de extermínio. As pilhas de corpos encontradas pelas forças aliadas ao término da guerra seriam resultado de doenças, como o tifo, e da falta de comida decorrente de problemas de abastecimento.

Apesar de negarem a chamada “solução final” (o extermínio dos judeus), os adeptos do revisionismo não negam o viés racista do regime hitlerista, que defendia a “superioridade da raça ariana”.

Racismo

Um julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), em 2001, considerou a tese do revisionismo como racista. O STF manteve a condenação do escritor e editor gaúcho Siegfried Ellwanger Castan, autor do livro Holocausto: Judeu ou Alemão?. A pena foi convertida em serviços comunitários, mas a Editora Revisão, que pertencia a Castan, foi fechada.

A Gazeta do Povo entrou em contato com um adepto do nacional-socialismo que mora no interior paulista, para falar sobre os principais aspectos da ideologia. Ele pediu para não ser identificado por motivos de segurança. Já o historiador Dennison de Oliveira, da Universidade Federal do Paraná, afirma que o genocídio de judeus na Segunda Guerra Mundial é incontestável.

Confira a entrevista com um adepto do nacional-socialismo

 

Fonte:

http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/projeto-criminaliza-revisionismo-bnefttewaaq45xqu9lrep0g9a

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Grupos neonazistas e admiradores de Adolf Hitler espalham ódio pelo Brasil

http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2016/02/grupos-neonazistas-e-admiradores-de-adolf-hitler-espalham-odio-pelo-brasil.html

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Mapa da intolerância: região sul concentra maioria dos grupos neonazistas no Brasil

http://www.ebc.com.br/noticias/brasil/2013/04/mapa-da-intolerancia-regiao-sul-concentra-maioria-dos-grupos-neonazistas

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Neonazismo: A Influência do Nazismo na Atualidade

http://www.todamateria.com.br/neonazismo-a-influencia-do-nazismo-na-atualidade/

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Quais os principais grupos neonazistas ativos no mundo?

Quais os principais grupos neonazistas ativos no mundo?

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Neonazismo

Associado ao resgate do nazismo, ideologia política difundida pelo alemão Adolf Hitler, o movimento neonazista origina-se a partir da intolerância e do racismo, promovendo,…

http://www.estudopratico.com.br/neonazismo-historico-e-o-neonazismo-no-brasil/

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4 Países que Abrigam Grupos Neonazistas Fora da Europa

http://www.nodeoito.com/neonazistas-fora-da-europa/

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Vídeos:

Neonazismo no Brasil – 11 min
 
Neonazismo – SBT – 26 min
 
 
Jornal da Noite – 3 min
 
 

Trabalho de História (Neonazismo no Brasil) – 6 min

https://www.youtube.com/watch?v=kfJ6_bGkFPA

Direito sem Fronteiras – 24 min

https://www.youtube.com/watch?v=IF4r0bJuKtU

Neonazistas agridem nordestinos – 1 min 36

https://www.youtube.com/watch?v=nqOdpgKT5Go

Carecas do Subúrbio – Conexão Repórter – 51 min

https://www.youtube.com/watch?v=MVFTEauGbfA

 

 

Área de anexos

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Neonazismo no Brasil

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Documento Especial – A cultura do ódio / neonazistas (completo)

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Neonazismo no Brasil

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Sobre África – Estereótipos – Diáspora -Racismo – Injúria Racial e Lei 10. 639/2003: slides, vídeos e imagens.

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Slides: bate-papo-

 

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Campanha contra o racismo – 50 seg

 

Outro Olhar mostra como o racismo pode influenciar os sonhos de uma criança –

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Campanha Espelhos do Racismo – Excelente! – 5 min

 

Racismo virtual, as consequências são reais (REAÇÕES) – 3 min

 

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Imagens:

Argentina: a próxima Venezuela?!

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A crise econômica da Argentina em 6 gráficos

  • 11 setembro 2018
Peso argentinoDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionO peso argentino sofreu forte desvalorização nos últimos meses

Argentina está enfrentando mais uma vez uma crise econômica, com forte desvalorização de sua moeda e inflação crescente.

Fundo Monetário Internacional (FMI) concedeu um empréstimo emergencial para o país em junho. A trajetória dos indicadores econômicos, contudo, cada vez mais desenha um cenário de recessão.

Tudo isso acontece em meio a um governo que tomou posse, em dezembro de 2015, visto pelo mercado financeiro como uma nova esperança para a Argentina.

Durante sua campanha, o presidente Mauricio Macri defendeu uma política econômica voltada para o mercado, que daria estabilidade ao país e pavimentaria o caminho para reverter um século de desempenho frustrante.

A BBC analisou seis fatores que ajudaram a impulsionar a crise argentina.

Desvalorização do peso

Tem sido um ano sombrio para a economia argentina e para o peso.

As moedas de praticamente todos os países emergentes têm perdido valor em relação ao dólar no decorrer dos últimos meses, devido ao aumento das taxas de juros nos Estados Unidos.

Isso porque o aperto na política monetária americana torna os títulos públicos do país – que estão entre os mais seguros do mundo – mais lucrativos e estimula investidores em busca de maior retorno e menor risco a transferirem seus recursos para lá.

O peso, contudo, teve queda maior do que qualquer outra moeda neste ano.

Gráfico: A queda das moedas nos mercados emergentes

Histórico com FMI

Mais uma vez, a Argentina recorreu ao FMI (Fundo Monetário Internacional) para pedir ajuda financeira em meio à crise.

A instituição concordou em emprestar ao país um total de US$ 50 bilhões.

Acionar a organização é um movimento polêmico, especialmente na Argentina – país com um histórico de pedidos de auxílio que remonta ao fim dos anos 1950.

Historicamente, o apoio financeiro vem condicionado à adoção de medidas de austeridade impopulares. Muitos argentinos culparam o FMI por outra grande crise, em 2001.

Gráfico - FMI e Argentina: um longo histórico de empréstimos

Finanças públicas desequilibradas

A perda de confiança entre os investidores internacionais reflete as preocupações sobre se o governo vai conseguir cumprir o cronograma de pagamentos da dívida e levantar os recursos necessários para financiar seus gastos.

Gráfico: empréstimos líquidos gerais do governo

Quando o presidente Macri assumiu o cargo, no fim de 2015, o déficit nas finanças do governo – quanto gasta a mais do que arrecada – era grande. Ele queria reduzi-lo, mas adotou uma abordagem gradual para a reforma econômica.

Há também um déficit crescente no comércio exterior do país – a rigor, em sua conta corrente, que inclui, além da balança comercial, a balança de serviços e rubricas como as transferências de dividendos empresariais para suas unidades em outros países.

Esse saldo negativo precisa ser financiado por empréstimos ou investimentos estrangeiros, o que é cada vez mais desafiador em um momento em que as taxas de juros dos EUA estão subindo.

Gráfico: Saldo da conta corrente

O déficit se aprofundou neste ano, deixando a Argentina mais suscetível a qualquer fator que possa deixar os investidores mais propensos a retirar seu dinheiro do país.

Inflação galopante

A inflação persistente, que atingiu 30% recentemente, é outro componente da crise na Argentina. A taxa é uma das mais altas do mundo, embora não seja excepcional na história do país.

A inflação ficou relativamente moderada na primeira década dos anos 2000, mas voltou a subir depois disso.

Esse foi um período em que a economia cresceu de forma mais expressiva, especialmente na saída da crise de 2001-2002.

Depois disso, o desempenho do PIB (Produto Interno Bruto Mas) foi irregular e, mais recentemente, frustrante.

Gráfico - PIB e inflação da Argentina

Há cem anos, a Argentina era mais rica do que muitos países da Europa Ocidental, quando considerado o per capita. Atualmente, tem menos da metade dos índices da França, Alemanha e Reino Unido.

Esse movimento de decadência foi descrito como “uma das histórias mais intrigantes dos anais da história econômica moderna”.

Aumento das taxas de juros

O Banco Central aumentou de forma acentuada as taxas de juros, em um esforço para estabilizar o peso e controlar a inflação.

No último dia 30 de agosto, elevou a alíquota de 45% para 60%.

Gráfico - Taxa de juros da Argentina

Isso é altamente penoso para consumidores e empresas que querem ou precisam pedir dinheiro emprestado.

Mesmo que o socorro financeiro do FMI e as reformas do governo funcionem, parece que a Argentina está, novamente, em um momento turbulento, à medida que busca encontrar um caminho em meio a outra crise econômica.

 

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-45470709