Sobre a Redução da Maioridade Penal: texto e vídeos.

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Texto:

7 ARGUMENTOS A FAVOR E CONTRA A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL

Um dos temas mais discutidos atualmente na política brasileira, as regras da maioridade penal estão em debate permanente. Uma PEC que diminui a idade mínima com que uma pessoa pode ir para a prisão em caso de crimes hediondos – ou seja, uma redução da maioridade penal – chegou a ser aprovada pela Câmara em 2015 e hoje aguarda apreciação pelo Senado Federal.

Essa é uma discussão que tem se desenrolado ao longo de muitos anos e que envolve convicções muito enraizadas sobre responsabilidade individual e sobre a implementação de políticas públicas no país. Afinal, o que é melhor para o Brasil: manter a maioridade penal em 18 anos ou reduzi-la para 16 anos de idade? Para você poder formar uma opinião bem embasada, o Politize! vai te deixar por dentro desse debate, expondo argumentos de quem é contra e a favor de reduzir a maioridade.

Se você preferir, também pode conferir esse conteúdo em formato de vídeo:

Saiba mais: por que a maioridade penal no Brasil é aos 18 anos?

Por que argumentam a favor?

  • Porque adolescentes de 16 e 17 anos já têm discernimento o suficiente para responder por seus atos. Esse argumento pode aparecer de formas diferentes. Algumas apontam, por exemplo, que jovens de 16 anos já podem votar, então por que não poderiam responder criminalmente, como qualquer adulto? Ele se pauta na crença de que adolescentes já possuem a mesma responsabilidade pelos seus próprios atos que os adultos.
  • Com a consciência de que não podem ser presos, adolescentes sentem maior liberdade para cometer crimes. Pode ter sido o caso do garoto que matou um jovem na véspera de seu aniversário de 18 anos. Prender jovens de 16 e 17 anos evitaria muitos crimes.
  • As medidas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) são insuficientes. ECA prevê punição máxima de três anos de internação para todos os menores infratores, mesmo aqueles que tenham cometido crimes hediondos. A falta de uma punição mais severa para esses casos causa indignação em parte da população.
  • Menores infratores chegam aos 18 anos sem ser considerados reincidentes. Como não podem ser condenados como os adultos, os menores infratores ficam com a ficha limpa quando atingem a maioridade, o que é visto como uma falha do sistema.
  • A redução da maioridade penal diminuiria o aliciamento de menores para o tráfico de drogas. Hoje em dia, como são inimputáveis, os menores são atraídos para o mundo do tráfico para fazer serviços e cometer delitos a partir do comando de criminosos. Sem a maioridade penal, o aliciamento de menores perde o sentido.

Por que argumentam contra?

  • Porque é mais eficiente educar do que punir. Educação de qualidade é uma ferramenta muito mais eficiente para resolver o problema da criminalidade entre os jovens do que o investimento em mais prisõespara esses mesmos jovens. O problema de criminalidade entre menores só irá ser resolvido de forma efetiva quando o problema da educação for superado.
  • Porque o sistema prisional brasileiro não contribui para a reinserção dos jovens na sociedade. O índice de reincidência nas prisões brasileiras é relativamente alto. Não há estrutura para recuperar os presidiários. Por isso, é provável que os jovens saiam de lá mais perigosos do que quando entraram. [Nota: este parágrafo afirmava anteriormente que a reincidência no Brasil é de 70%, dado que se revelou impreciso.]
  • Prender menores agravaria ainda mais a crise do sistema prisional. Com mais de 600 mil presos ocupando algo como 350 mil vagas, a superlotação dos presídios aumentaria ainda mais com a inclusão de condenados entre 16 e 18 anos.
  • Porque crianças e adolescentes estão em um patamar de desenvolvimento  psicológico diferente dos adultos.  Diversas entidades de Psicologia posicionaram-se contra a redução, por entender que a adolescência é uma fase de transição e maturação do indivíduo e que, por isso, indivíduos nessa fase da vida devem ser protegidos por meio de políticas de promoção de saúde, educação e lazer.
  • A redução da maioridade penal afetaria principalmente jovens em condições sociais vulneráveis. A tendência é que jovens negros, pobres e moradores das periferias das grandes cidades brasileiras sejam afetados pela redução. Esse já é o perfil predominante dos presos no Brasil.
  • Tendência mundial é de maioridade penal aos 18 anos. Apesar de que muitos países adotam idades menores para que jovens respondam criminalmente, estes são minoria: estudo da Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados revela que, de um total 57 países analisados, 61% deles estabelecem a maioridade penal aos 18 anos.
  • A Constituição preferiu proteger os menores de 18 anos da prisão – e isso não poderia ser mudado. O artigo 228 da Constituição diz que os menores de 18 anos são penalmente inimputáveis, ou seja, não podem ser condenados a prisão como os adultos. Existe um debate se esse dispositivo seria ou não cláusula pétrea – trecho da Constituição que não pode ser mexido.

E você, é contra ou a favor da redução da maioridade penal? Deixe sua opinião nos comentários e colabore com este debate!

Também te convido a expandir este debate em nosso conteúdo sobre pena de morte no Brasil.

Fonte: UOL

Publicado em 2 de julho de 2015. Atualizado em 24 de agosto de 2017.

Bruno André Blume

Bacharel em Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e editor de conteúdo do portal Politize!.

Fonte: http://www.politize.com.br/reducao-da-maioridade-penal-argumentos/

Vídeos:

MAIORIDADE PENAL NO BRASIL

​ – 3 min
 

Maioridade Penal | Nerdologia – 7 min

 

LEANDRO KARNAL – Redução da maioridade penal reflete sentimento de vingança – 6 min

 

Redução da maioridade penal – 2 min

 

Argumento – Redução da Maioridade Penal – Magno Malta – 12 min

 

Referendo a favor da redução da maioridade penal – 2 min

 

Redução da Maioridade Penal – Quatro pontos de vista – 3 min

 

Entenda a proposta de redução da maioridade penal – 1 min

 

Redução da maioridade penal é a solução? | Redação NT – 13 min

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Sobre Mulheres e o Islamismo: textos e vídeos

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Textos:

1 – AS MULHERES E O ISLÃ: ENTENDA O PAPEL FEMININO NO MUNDO MUÇULMANO

https://www.megacurioso.com.br/religiao/99226-as-mulheres-e-o-isla-entenda-o-papel-feminino-no-mundo-muculmano.htm

2 – No Dia do Muçulmano, mulheres explicam como é seguir o Islã no Brasil

https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2015/05/1627905-no-dia-do-muculmano-mulheres-explicam-como-e-seguir-o-isla-no-brasil.shtml

 

Vídeos:

 

Fantástico – Mulheres são vistas como propriedades dos homens no Líbano – 29/06/2014

– 10 min

 

Conexão Repórter (21/06/15) – A Marca de Alá – Parte 1 – 15 min

 

Conexão Repórter (21/06/15) – A Marca de Alá – Parte 2 – 15 min

 

Conexão Repórter (21/06/15) – A Marca de Alá – Parte 3 – 24 min

 

Histórias de mulheres muçulmanas em Porto Alegre – 9 min

 

Como vivem as mulheres no mundo islâmico | Plinio Gomes – 2 min

 

O uso do véu no mundo árabe | Plínio Gomes – 2 min

 

Nossa ignorância em relação ao Islã | Plinio Gomes – 2 min

 
 








Sobre a Crise Humanitária no Mianmar: texto e vídeos

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A CRISE HUMANITÁRIA NO MIANMAR: VIOLÊNCIA CONTRA OS ROHINGYAS

Estupa de ouro Shwedagon Paya, em Yangon (Peter Macdiarmid/Getty Images)

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A República da União de Mianmar é um país localizado no sul do continente asiático, que possui fronteiras com Bangladesh, Índia, China, Laos e Tailândia. Essa variedade de vizinhos proporcionou ao Mianmar um vasto contato com diferentes grupos étnicos, permitindo a inclusão dessa diversidade no seu território. A princípio, parece algo bom, certo? No caso do Mianmar, esse “mix cultural” não ocorreu de maneira pacífica, o que resultou em conflitos entre grupos étnicos de classes dominantes e minorias. Esses conflitos internos acontecem há décadas e até hoje não foram resolvidos. Entenda o motivo neste artigo!

Foto: Britannia Escola

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O MIANMAR

A nível mundial, o Mianmar possui uma das maiores diversidades étnicas, contabilizando 135 etnias apenas em seu território, com aproximadamente 52 milhões de habitantes. Em razão disso, desde 1948, quando conquistou sua independência dos britânicos, foi palco para uma série de conflitos entre o governo central e grupos minoritários, que buscavam formar Estados separados ou autônomos.

No sul e sudeste asiático, a religião compõe uma peça central da sociedade, por vezes  influenciando processos políticos. A religião principal do Mianmar é o Budismo, representado por 87,9% da população. Em seguida, aparecem os cristãos, que somam 6,2%. Os muçulmanos, animistas e hindus compõem 4,3%, 0,8% e 0,5% respectivamente, de acordo com o Ministério do Trabalho, Imigração e População do Mianmar.

A população budista ‘bramá’ ou ‘birmane’, por ser o maior grupo étnico no país, domina o campo político-econômico, possuindo uma série de benefícios. Ao longo da formação do país, esse grupo exerceu sua influência inúmeras vezes para defender seus interesses. Assim, conflitos entre o governo central e grupos étnicos com menor representatividade, como os muçulmanos Rohingyas, tornaram-se comuns.

Leia mais: o que é genocídio?

MIANMAR: UM PAÍS RUMO À DEMOCRATIZAÇÃO

Estupas e templos budistas em Bagan (Thinkstock)

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Desde a independência em 1948, conflitos separatistas na então chamada Birmânia foram responsáveis por uma grande instabilidade política que culminou na instalação e manutenção de um regime ditatorial. Em 1962, um golpe comunista depôs o governo civil e instalou um governo militar que permaneceu no poder até 2016.

Em um contexto de precarização da economia, violência policial e escândalos de corrupção, um movimento que viria a ser conhecido como Revolta 8888 tomou forças, encabeçando a luta pela redemocratização do país. Em resposta aos protestos, o governo passou a aplicar a Lei Marcial, utilizando-a para retaliar os efeitos do movimento pró-democracia – o que gerou um total de 3 mil pessoas mortas.

Além disso, o governo militar mudou o nome do país de Birmânia, como era chamado pelos colonizadores ingleses antes da independência, para Mianmar. A mudança tinha como objetivo representar uma ‘libertação’ do passado colonial, mas ambos os nomes possuem a mesma origem: o nome da etnia dominante do país, Bramá.

Devemos destacar, porém, os efeitos políticos dessa mudança. Até hoje, os simpatizantes do regime militar usam o nome Mianmar, enquanto aqueles engajados em uma luta pró-democracia continuam usando o nome Birmânia, por não acreditarem que um governo ilegítimo possa fazer uma mudança tão grande quanto a do nome do país.
Em decorrência da pressão nacional e internacional, em 1990 os militares promoveram eleições diretas para formação de uma Assembleia Constituinte. O que eles não esperavam era que o partido NLD (da sigla em inglês Liga Nacional pela Democracia) conseguiria 475 das 485 cadeiras para a Assembleia.

Aung San Suu Kyi, líder do NLD, foi uma figura importante nesta conquista. Filha única do general Aung San, herói da independência birmanesa, Suu Kyi acabou se envolvendo na luta pelo fim da ditadura militar por acaso, pois até então morava em Oxford, na Inglaterra, e havia retornado ao Mianmar para cuidar de sua mãe doente.

Os militares, revoltados com o resultado, anularam a eleição e condenaram Suu Kyi a 20 anos de prisão. Por conta de sua luta e resistência, ela ganhou o Nobel da Paz em 1991.

Apenas em 2008, após os protestos antigovernamentais chamados de Revolução do Açafrão, o país iniciou uma suposta abertura gradual, prometendo uma nova Constituição popular a ser aprovada por meio de um referendo. Porém, os militares estipularam um dispositivo legal que impedia que mães de filhos estrangeiros, ou de dupla nacionalidade, disputassem a Presidência. Essa era precisamente a situação de Suu Kyi, mãe de dois meninos que nasceram em Londres.

Em 2015, novas eleições elegeram o candidato Htin Kyaw, do partido de Suu Kyi. Em contrapartida, Htin Kyaw empossou Suu Kyi como ministra de Relações Exteriores, cargo que está hierarquicamente acima do Presidente no Mianmar. Dessa forma, foi instalado o primeiro governo civil no país após 54 anos de governo militar.

Democratização seletiva?

Apesar do processo de democratização tomar forma no país, a situação não tem melhorado para os Rohingyas e as demais minorias étnicas. Desde 2012, ondas de violência orquestradas por grupos extremistas de maioria budista no estado de Rakhine deixaram mais de 10 mil mortos, milhares de casas e edificações muçulmanas destruídas e milhares de refugiados deslocados para países vizinhos.

Essas perseguições são associadas principalmente aos grupos nacionalistas Movimento 969 e Exército Democrático Budista dos Karen, compostos majoritariamente por monges autodenominados ‘budistas radicais’. Apesar de se dizerem absolutamente contrários à violência e levarem em seus nomes menções às virtudes de Buda, seus discursos têm servido de base para atos violentos ao definir os muçulmanos como ‘o inimigo’ contra quem se deve lutar para a proteção de uma nação budista.

Vale ressaltar que a etnia e a religião destes povos não são históricamente conflitantes. De acordo com Juliane Schober, diretora do Centro de Pesquisa Asiático e professora de Estudos Religiosos da Universidade de Arizona, o que tem levado a relação entre eles a um conflito desta proporção é a associação de privilégios políticos para um grupo predominante, de forma a segregar os demais.

POR TRÁS DOS REFUGIADOS NO MIANMAR: QUEM SÃO OS ROHINGYAS?

A fim de analisar os acontecimentos recentes, é necessário entender que os Rohingyas têm sido marginalizados desde antes da independência do Mianmar e que nunca alcançaram os mesmosdireitos que os demais cidadãos do país.

Os Rohingyas representam cerca de 3 milhões dos 60 milhões de habitantes do Mianmar e são predominantemente encontrados no Estado de Rakhine, anteriormente conhecido como Arakan, no oeste do país. Suas origens são difíceis de serem traçadas, pois os eventos que levaram a expansão do islamismo ao Mianmar ainda são desconhecidos. Existem, porém, duas teorias principais sobre sua chegada: são indígenas do Estado Rakhine ou são bengalis que chegaram através da expansão do comércio muçulmano datada de cerca do século VIII d.C.

Já em 1948, o governo central recentemente independente dos Britânicos aprovou uma lista de etnias reconhecidas oficialmente – lista essa que excluía os Rohingyas.

A partir dos anos 70, os efeitos do governo militar birmanês intensificou ainda mais a onda de perseguição às minorias não reconhecidas, afetando radicalmente a comunidade Rohingya. Durante as décadas de 1960 e 1970, estouraram várias rebeliões e persistiram as tensões entre a maioria budista e as minorias hinduísta, muçulmana e cristã por todo o país. O governo central (dominado por budistas bramá), percebendo a diversidade como uma ameaça ao seu poder, não só negligenciou a demarcação de novas fronteiras, mas também restringiu a expressão étnica, política e social dos povos minoritários.

Desde então, os Rohingyas sofrem com a gradual supressão de direitos, tais como o acesso à cidadania (eles são apátridas), a proibição ao casamento, às viagens sem a permissão das autoridades, ao direito de possuir terra ou propriedade e de ensinar e suas próprias línguas étnicas. Todos esses fatores geram um clima de completo abandono por parte do Estado, o que resulta em desobediência civil e violência organizadas. Atualmente, o Estado de Rakhine é uma das regiões mais miseráveis do país, atingindo níveis de 78% de pobreza.

Para Tun Khin, ativista de direitos humanos e presidente da Burkinabé Rohingya Organization UK, a causa da perseguição exacerbada a esse grupo étnico deve-se ao fato de serem um alvo fácil para os ultranacionalistas do Myanmar: “Os Rohingyas são um grupo étnico diferente, eles têm uma aparência e religião diferentes”.

Essas longas décadas de isolamento criaram preconceito e ressentimento no Estado de Rakhine, o que têm fomentado um clima de desconfiança e desinformação que tornou tal segregação não apenas física, mas intelectual.

AS RECENTES AÇÕES E REAÇÕES INTERNACIONAIS SOBRE O MIANMAR

Nos últimos anos, atos violentos que aconteceram no Mianmar tornaram-se notícia mundialmente. Em maio de 2012, uma mulher foi violentada e assassinada por três muçulmanos. No mês seguinte, 10 homens muçulmanos foram mortos em um ônibus como forma de retaliação pelo crime cometido contra a jovem. O tema foi discutido em Assembléia Geral da ONU e os líderes de países muçulmanos, assim como o então Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, exigiram mais ações para dar um fim à violência.

Os atos violentos não terminaram em 2012! Em 2016, três estações da Polícia da Guarda de Fronteira foram saqueadas por muçulmanos. Mais eventos como esse ocorreram nos dias seguintes, desencadeando um estado de violência crescente. O governo do Mianmar criou novas comissões para monitorar e investigar as alegações de abuso de direitos humanos, entretanto, não houve resultados satisfatórios, uma vez que não são abordadas questões centrais de identidade e cidadania dos Rohingyas.

Aung San Suu Kyi recusa-se a discutir o assunto com profundidade, o que lhe tem rendido duras críticas da comunidade internacional,  inclusive, de companheiros vencedores do Prêmio Nobel da Paz. Em janeiro de 2017, 23 ativistas expressaram sua desaprovação em relação às medidas tomadas pelo governo de Suu Kyi em uma carta. Apesar das críticas, sua popularidade foi pouco prejudicada nacionalmente.

Desde agosto de 2017, quando os conflitos se intensificaram, a ONU calcula que aproximadamente 655 mil Rohingyas tenham se deslocado em busca de refúgio. Além dessa grande quantia de refugiados, calcula-se que mais de 300 mil já estavam na fronteira devido aos êxodos anteriores. As Nações Unidas consideram que a crise de refugiados no Mianmar é a pior desde a década de 1990, quando ocorreu o genocídio em Ruanda.

Em novembro de 2017, o Conselho de Segurança da ONU pediu que o Governo reduzisse o uso da força militar e da violência na região. A ONU considera que os conflitos constituem uma limpeza étnica, acusação que continua a ser negada pelos governantes. As Organizações Internacionais possuem pouco poder de ação sobre o país, mas a pressão para uma efetiva adoção dos direitos humanos continua.

O QUE O GOVERNO DO MIANMAR DIZ SOBRE O GENOCÍDIO DOS ROHINGYAS?

Povo Rohingya

Foto: BBC World Service

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O Governo do Mianmar tem uma difícil tarefa: reconciliar as demandas de 135 grupos étnicos. Não apenas os Rohingyas, mas outros grupos minoritários também sofrem discriminação. A marginalização afeta não somente o campo político e econômico, abrangendo também a privação de direitos à religião, linguagem e cultura.

Em 2017, durante a visita do Papa ao país, o chefe das Forças Armadas afirmou que ‘não há discriminação no Mianmar’, e parabenizou os militares pela ‘manutenção das organizações que tratam de direitos humanos’. O Governo – que nega repetidamente as acusações de genocídio – defende que os recentes ataques são uma resposta aos crimes cometidos contra soldados birmaneses. Em relação aos Rohingyas mortos, o governo alega que eram terroristas, sendo também responsabilizados pela destruição de suas próprias casas e vilas.

Para o Governo do Mianmar, o ato de ceder direitos às minorias seria ‘desvantajoso e perigoso’, uma vez que se tornariam uma ‘ameaça’ à população budista bramá. Alguns dos motivos que, para eles, sustentam a perseguição aos Rohingyas são:

  • A crescente taxa de natalidade desse grupo étnico;
  • A incompatibilidade da cultura Rohingya e budista bramá;
  • A crescente participação Rohingya nas atividades econômicas locais;
  • A ameaça à segurança no estado de Rakhine devido aos recentes conflitos na região.

É importante ressaltar que tais argumentos são baseados em motivações racistas e preconceituosas, utilizados pelo governo para justificar suas ações, influenciando fortemente a população birmanesa.

E COMO ESTÃO OS ROHINGYAS AGORA?

O principal local de destino dos refugiados Rohingyas, o Bangladesh, tem enfrentado dificuldades para acomodar o enorme fluxo de pessoas que chega diariamente ao país. Devido a essa situação, o Mianmar e Bangladesh estabeleceram, em 2018, um calendário para repatriar centenas de milhares de Rohingyas. O governo aceitou receber 1500 pessoas por semana, mas o número ainda é pequeno, estimando-se 10 anos para repatriar todos os refugiados. Como foi acordado entre os dois países, a repatriação deve ser sempre voluntária.

Mesmo assim, muitas famílias ainda sentem-se inseguras em serem repatriadas, uma vez que seus direitos à cidadania continuam a ser negados, sem qualquer garantia de segurança ou direito reservados. Dessa forma, a ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados) defende que o retorno deva acontecer somente quando os refugiados sentirem-se seguros e protegidos.

Publicado em 12 de março de 2018.
Bruna Peter Rosa - Redatora
Bruna Peter Rosa
Aluna de Relações Internacionais na Universidade Federal de Santa Catarina.

 

Fonte: http://www.politize.com.br/mianmar-crise-humanitaria-contra-rohingyas/

 

Vídeos:

Pagode em Mianmar | Nerdologia – 9 min

 

Rohingya fogem de horrores em Mianmar para campos precários – 6 min

 

 

Rohingya: Potenciais vítimas de limpeza étnica e de crimes contra a humanidade – 6 min

 

Mianmar uma país budista e exótico governado por tiranos – 4 min

 

Rohingyas relatam estupros, matança indiscriminada e bebês atirados ao chão em massacre em Mianmar – 2 min

Sobre o Genocídio Armênio

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EXISTIU GENOCÍDIO ARMÊNIO? CONHEÇA A HISTÓRIA DA OCUPAÇÃO DA ARMÊNIA PELA TURQUIA

Líderes mundiais fizeram um minuto de silêncio em Yerevan, em memória das vítimas do genocídio armênio, em 2015. Foto: Armenian Genocide Museum & Institute

ocupação da turquia na armênia

Entre 1915 e 1918, o governo da Turquia foi responsável por um dos maiores massacres do século XX: o genocídio armênio. Cerca de 1,5 milhões de pessoas morreram e outras milhares foram obrigadas a deixar sua terra natal. A ocupação turca dominou a parte ocidental da Armênia, dizimando também relíquias culturais de mais de três mil anos de história.

As consequências da ocupação da Armênia pela Turquia não são reconhecidas por todos os países como um genocídio. O Brasil, por exemplo, ainda não o fez. Por outro lado, a ONU (Organização das Nações Unidas) e o Parlamento Europeu já o fizeram. Vamos entender melhor esses três anos de história?

BREVE HISTÓRIA DA ARMÊNIA

Durante três mil anos, uma próspera comunidade armênia existiu dentro da vasta região do Oriente Médio, cercada pelos mares Negro, Mediterrâneo e Mar Cáspio. A área, conhecida como Ásia Menor, está na encruzilhada de três continentes: Europa, Ásia e África. Ao longo dos séculos, a região foi governada por diferentes povos, como persas, gregos, romanos, bizantinos, árabes e mongóis.

Apesar das repetidas ocupações, a Armênia conservou sua identidade cultural e seu patriotismo. A nação surgiu em 600 a.C., dando início a uma era de paz e prosperidade, marcada pelo invenção de um alfabeto e florescimento da literatura, arte, comércio e arquitetura. Em 301 d.C., foi o primeiro país no mundo a adotar o cristianismo como religião oficial – antes mesmo de Roma.

A primeira invasão turca na Armênia ocorreu no século XI. A partir de então, a nação ficou sob o domínio do poderoso Império Turco-otomano. No entanto, nos anos 1800, os exércitos turcos começaram a perder força e a sofrer constantes derrotas para os europeus. Pouco a pouco, gregos, sérvios, romenos e outros povos conquistaram sua aguardada independência.

Na década de 1890, os jovens armênios passaram a exigir reformas políticas, pedindo um governo constitucional, com direito de voto, e o fim das práticas discriminatórias. O sultão turco começou a reprimir as iniciativas, estimulando algumas cidades a organizar autodefesas. Em Sassun, por exemplo, partidários do partido político “Henchakian” disseminavam ideias de autonomia e resistência. Na época, os armênios ainda pagavam impostos especiais para os turcos simplesmente por serem cristãos. Em resposta às exigências, foram brutalmente perseguidos. Estima-se que mais de 100 mil habitantes tenham sido massacrados neste massacre entre 1894 e 1896, antes do genocídio.

GOVERNO JOVENS TURCOS

Até 1908, o Império Turco-otomano era governado por sultões que concentravam os poderes em suas mãos. Em julho daquele ano, nacionalistas turcos conhecidos como “Jovens Turcos” forçaram o sultão Abdulhamid II a abdicar, permitindo a criação de um governo constitucional que garantiriadireitos básicos. Os Jovens Turcos eram oficiais subalternos do exército que tinham o objetivo de conter o declínio constante do seu país.

O novo governo foi conduzido pelo sultão Mehmed V, que tinha pouquíssimos poderes políticos reais. A princípio, os armênios acreditaram que aquela virada política significaria um futuro melhor. No entanto, suas esperanças caíram por terra quando três integrantes dos Jovens Turcos (Mehmed Talaat, Ismail Enver e Ahmed Djemal) deram um golpe em 1913, assumindo o controle total do governo. Eles queriam unir todos os povos sob seu domínio em uma região, além de expandir as fronteiras da Turquia para o leste em todo o Cáucaso e Ásia Central.

A Armênia, em especial sua região histórica ocidental, ficava no caminho dos planos turcos de expansão para o leste. As desavenças entre as nações eram claras: a relação entre os dois povos foi se enfraquecendo cada vez mais por diferenças culturais e religiosas, sendo que extremistas islâmicos da Turquia provocavam ondas de violência contra os católicos, por exemplo. Além disso, os armênios estavam abertos para reformas políticas e econômicas, apoiando a democracia e oliberalismo. Os líderes turcos, por outro lado, davam pouco valor à educação e não estavam alinhados com as novas ideias que floresciam no Ocidente.

A OCUPAÇÃO PELA TURQUIA E O GENOCÍDIO NA ARMÊNIA

Quando a Primeira Guerra Mundial eclodiu em 1914, o Governo Jovens Turco adotou uma política de Pan turquismo para finalmente restabelecer o poder do Império Turco. O objetivo era “turquificar” todos os povos, unificado-os. O conflito foi a oportunidade perfeita para resolver a questão da Armênia e eliminar aquele “obstáculo”.

O extermínio da população armênia começou ainda em 1914, mas a situação ficou realmente grave a partir de 24 de abril de 1915, quando centenas de intelectuais foram presos e mortos. Na segunda fase do massacre, jovens foram recrutados pelo exército turco e, mais tarde, exterminados pelos próprios colegas.

Por fim, na fase final, mulheres, crianças e idosos foram conduzidos para centros de realocação em desertos estéreis da Síria e Mesopotâmia. Aqueles que não foram aniquilados na própria Armênia padeceram com a fome, a sede e a epidemia de doenças. Milhares de pessoas foram violadas. Muitos dos armênios sobreviventes foram forçados a adotar o islamismo. Já as crianças que sobreviveram ao massacre foram separadas dos pais e criadas como turcas.

Leia mais: genocídios que ocorreram no mundo: há como preveni-los?

Estima-se que ao menos 1,5 milhões de armênios morreram entre 1915 e 1923. No início da Primeira Guerra Mundial, havia cerca de dois milhões vivendo no Império Otomano. Os massacres e expulsões foram conduzidos pelos nacionalistas turcos e por outras figuras importantes do governo.

RECONHECIMENTO DO GENOCÍDIO ARMÊNIO

O termo “Genocídio” foi criado pelo advogado judeu polonês Raphael Lemkin em 1944, cuja família foi vítima do Holocausto. Além de fazer referência ao assassinato em massa dos judeus, Lemkin também procurava descrever as atrocidades cometidas contra os armênios a partir de 1915.

A palavra “genocídio” é a combinação do termo grego geno-, que significa “raça ou tribo”, com a palavra latina -cídio, que significa “matar”. Lemkin definiu a expressão como um “plano coordenado, com ações de vários tipos, cujo objetivo é a destruição dos alicerces fundamentais da vida de grupos nacionais para aniquilá-los”.

Em 9 de dezembro de 1948, a ONU aprovou a “Convenção sobre a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio”, considerando-o um crime internacional que deve ser combatido por todos os países membros. Além da Organização Internacional dos Direitos Humanos, instituições como o Mercosul, a Corte Internacional de Justiça e a Associação Internacional dos Estudiosos do Genocídio járeconheceram que o massacre armênio trata-se de um genocídio.

Além da própria Armênia, os primeiros países a fazer o mesmo foram a Grécia e o Canadá, em 1996. Hoje, mais de 20 países já reconhecem o genocídio armênio, além de 42 dos 50 estados dos Estados Unidos.

A polêmica gira em torno da possível premeditação dos atos de extermínio. O artigo número 2 da Convenção de Viena sobre Genocídio, de dezembro de 1948, o descreve como atos com o objetivo de “destruir, parcial ou totalmente, um grupo étnico, racial, religioso ou nacional”. Isto é, se for premeditada com esses objetivos, o massacre se caracteriza como um genocídio. Ainda que muitos historiadores e políticos considerem que as atrocidades contra os armênios foram calculadas, as autoridades turcas argumentam que nunca houve uma tentativa sistemática de destruir aquela nação. O governo do país diz que muitos muçulmanos inocentes também morreram durante a guerra.

Em 2015, o Senado Brasileiro reconheceu o Genocídio Armênio, pressionando o Governo Federal a fazer o mesmo. Por enquanto, apenas algumas cidades e estados brasileiros o reconhecem, como a capital paulista, Campinas e o estado do Paraná. Veja aqui a lista.

O FIM DO MASSACRE ARMÊNIO

Os armênios resistiram ao extermínio total, adquirindo armas e lutando contra os turcos. A invasão foi finalmente repelida na batalha de Sadarabad, em 1918. Após essa vitória, líderes do país declararam o estabelecimento da República Independente da Armênia.

A Primeira Guerra Mundial terminou no mesmo ano com a derrota da Alemanha e dos poderes centrais, incluindo a Turquia. Pouco antes do fim do conflito, os líderes dos Jovens Turcos (Talaat, Enver e Djemal) fugiram para terras alemãs, onde receberam asilo.

Além da eliminação dos armênios, os turcos destruíram boa parte do patrimônio cultural da Armênia, incluindo obras de arte, construções, antigas bibliotecas e arquivos. Cidades inteiras foram destruídas. Após o extermínio, a Armênia entrou em uma fase de reconstrução. O Museu e Instituto do Genocídio Armênio, fundado em 1995, é a principal instituição dedicada à pesquisa e reconhecimento do genocídio no mundo todo.

 Fonte: http://www.politize.com.br/ocupacao-da-armenia-pela-turquia/

Sobre a paralisação dos caminhoneiros no Brasil

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A ELEVAÇÃO DO PREÇO DA GASOLINA E DO DIESEL: O QUE ESTÁ POR TRÁS DISSO?

As causas da paralisação dos caminhoneiros no Brasil

Fonte: Pixabay.

greve dos caminhoneiros

Em julho de 2017, a política de preços da Petrobras foi alterada. Até então, a Petrobras tinha certo poder de determinar o preço que seria cobrado por litro de combustível. A partir dessa alteração, o preço da gasolina e do diesel no Brasil passam a ser determinados pelo preço do barril de petróleo no mercado internacional e pela variação do dólar. Essa mudança teve como principal consequência a perda do controle de parte do preço do combustível internamente e a situação se agravou com a alta do dólar e do petróleo, causando insatisfações no mercado brasileiro, como a greve, que causou o desabastecimento de combustível em grande parte das cidades brasileiras e por consequência afetou serviços públicos e privados, o abastecimento dos comércios e o transporte público, por exemplo.

Leia mais: Mobilidade Urbana

CERTO, MAS E COMO É FORMADO O PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS?

O preço da gasolina e do diesel é dado por uma soma de fatores: além do preço do combustível quando sai da refinaria, são adicionados impostos, outros componentes e o valor relacionado à comercialização. Que tal conferir cada uma das partes de formação do preço final?

1)  Realização da Petrobras:

Refere-se ao valor pago pelas distribuidoras para a Petrobras quando o combustível sai da refinaria. Nesse valor estão inclusos os custos de produção e lucros da Petrobras.

2) Custo do etanol anidro e do biodiesel:

A gasolina e o diesel que compramos no posto não são os mesmos que a Petrobras vende às distribuidoras, pois antes de chegar aos postos, o etanol e o biodiesel são adicionados à fórmula. A gasolina que vendem nos postos é uma mistura da gasolina que vem da refinaria com o etanol anidro; e o diesel é uma mistura do diesel que sai da refinaria com o biodiesel.

O valor adicionado nessa etapa é o valor pago pelas distribuidoras por essas substâncias.

3) Impostos:

Os impostos que incidem sobre o valor da gasolina são: ICMS, CIDE e PIS PASEP e COFINS. Vamos ver o que significa cada um deles?

  • ICMS: é um imposto recolhido pelos estados e incide sobre a circulação de mercadorias e prestação de serviços.
  • CIDE: é um imposto de competência da União e foi criado para assegurar recursos parainvestimento em infraestrutura de transporte, projetos ambientais relacionados à indústria do petróleo e do gás e subsídios.
  • PIS PASEP e COFINS: são tributos destinados ao pagamento do seguro-desemprego, abono e participação na receita dos órgãos e entidades para os trabalhadores públicos e privados.

4) Custos e margens de distribuição e revenda:

Os postos compram o combustível já misturado (como explicado no item 2) e definem o preço que será repassado ao consumidor com base no valor de compra e nos custos associados à comercialização. Este é o valor final do combustível na bomba.

QUAL A PROPORÇÃO DE CADA UM DESSES COMPONENTES NA FORMAÇÃO DO PREÇO?

Agora que você já sabe o que compõe o preço do combustível, vamos entender um pouco a proporção de cada um desses fatores na formação do preço da gasolina, que é o combustível mais utilizado pelos carros de passeio no Brasil, e do diesel, utilizado em caminhões.

Gráfico da formação do preço da gasolina:

Referência imagem.
Elaboração: Petrobrás.
Dados: ANP e CEPEA/USP.

Os 32% de “realização da Petrobras” referem-se ao valor do combustível pago pelas distribuidoras à Petrobras assim que sai da refinaria. A política de preços implementada desde julho de 2017 incide sobre essa parcela do valor, pois o preço que a empresa cobra para a venda do combustível está atrelado ao valor do barril de petróleo e à variação do dólar.

Abaixo temos o gráfico da formação de preços do diesel. Como podemos ver, ele se assemelha bastante ao gráfico da gasolina. A principal diferença, no entanto, é a proporção do valor cobrado pela Petrobras, que nesse caso representa 56% do total do valor combustível. Por essa razão, o preço do diesel é mais suscetível que o preço da gasolina às variações no mercado internacional.

Gráfico da formação do preço do diesel:

Referência imagem.
Elaboração: Petrobrás.
Dados: ANP

E COMO O PREÇO DO COMBUSTÍVEL ERA DETERMINADO ANTES E QUAIS AS POSSÍVEIS SOLUÇÕES?

Anteriormente, as variações do preço do barril de petróleo eram repassadas com uma certa defasagem para a população, ou seja, a Petrobras subsidiava o preço para segurar as variações e osajustes nos preços ocorriam algumas vezes ao ano, e não diariamente. O objetivo dessa política era frear o avanço da inflação.

Uma das possíveis soluções seria voltar à política de preços anterior e permitir a interferência política na formação do preço do combustível, em vez de este ser determinado pelo mercado internacional. No entanto, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou que não é possível alterar a política, pois a empresa poderia se endividar. A outra opção seria reduzir os impostos e algumas medidas adotadas já apontam para essa direção, como a proposta do governo de retirar o imposto CIDE para que a Petrobras possa reduzir o valor do diesel em 10% durante 30 dias. O Ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, no entanto, afirma que com a crise fiscal nas contas públicas, o espaço para reduzir impostos é pequeno. Veja aqui esses posicionamentos.

O QUE ESTÁ POR TRÁS DA GREVE DOS CAMINHONEIROS, ENTÃO?

A greve, que se iniciou dia 21 de maio de 2018, afetou a rotina de diversos brasileiros: diversas cidades estão sem combustível, muitos serviços públicos e privados tiveram suas atividades reduzidas ou interrompidas e o abastecimento dos comércios foi prejudicado. A paralisação está relacionada aos aumentos sucessivos no preço do diesel, que assim como a gasolina, tem seu preço determinado pelo valor do barril de petróleo e a variação do dólar. Como houve uma valorização dessas variáveis, o valor do diesel teve mais uma elevação.

PARA REFLETIR:

O impacto desta greve dos caminhoneiros no dia a dia de cada cidadão deixa evidente a nossa dependência em relação ao transporte rodoviário. Hoje, no Brasil, cerca de 90% de passageiros e 60% da carga movimentados no país se deslocam por rodovias. Países com territórios grandes, como Estados Unidos, China e Rússia, possuem grandes malhas ferroviárias para escoar a produção.

 

Fonte: http://www.politize.com.br/preco-da-gasolina/

Sobre ANARQUISMO

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ANARQUISMO: VOCÊ CONHECE ESSA IDEOLOGIA?

Foto: WikiCommons

anarquismo

Imaginamos que você já tenha visto esse A com um círculo em volta, todo “rabiscado”. Pois bem, esse é o símbolo da Anarquismo que, assim como o socialismo ou o liberalismo, é uma ideologia. Vamos entender o que significa ser anarquista?

O QUE É ANARQUISMO?

A palavra “anarquismo” tem origem na palavra grega anarkhia, que significa “ausência de governo”. O anarquismo é uma corrente de pensamento, uma teoria e ideologia política que não acredita em nenhuma forma de dominação – inclusive a do Estado sobre a população – ou de hierarquia e prega a cultura da autogestão e da coletividade.

Alguns dos valores defendidos pelos anarquistas são:

  • liberdade individual e coletiva, para o desenvolvimento de pensamento crítico e todas as capacidades individuais das pessoas;
  • igualdade – em termos econômicos, políticos e sociais, valor que inclui questões de gênero e raça;
  • solidariedade – a teoria anarquista só tem sentido se há entre as pessoas apoio mútuo, com colaboração e espírito de coletividade.

O anarquismo critica principalmente exploração econômica do sistema capitalista e o que chama de dominação político-burocrática e da coação física do Estado. Os anarquistas não buscam uma revolução política, mas uma revolução social, que parta da maioria da população, dos trabalhadores, da classe que sofre alguma forma de dominação. Sua ideia principal é a horizontalidade: um território em que não exista Estado, nem hierarquia e em que a população faça a autogestão da vida coletiva.

QUAIS SÃO OS PILARES DO ANARQUISMO?

Cada corrente de pensamento estrutura seus argumentos de formas variadas. A anarquista é conhecida principalmente por buscar um “governo de todos” e defender a ausência do Estado. Entenda quais são os pilares do anarquismo:

Crítica à dominação do Estado

O pilar mais conhecido da teoria anarquista é a crítica ao Estado e a crença em um território baseado na autogovernança. A crítica se estende a todo e qualquer tipo de sistema em que há Estado, dos que agem com intervenção mínima à máxima, dos mais autoritários aos mais liberais.

Existem duas formas de dominação, de acordo com a teoria anarquista: a do poder de decisão e da coerção física. A primeira consiste no que chamam de dominação político-burocrática, que seria responsável:

1) pela alienação política da maioria da população, que fez com que se estruturasse um sistema que permitiria só um pequeno grupo privilegiado adentrar o meio político e tomar decisões em nome da população – o que também critica a democracia representativa;

2) a existência de uma hierarquia entre os governantes e os governados, à qual os anarquistas se opõem, que é gerada por esse sistema de poder.

A segunda forma de dominação das classes dominadas seria o uso de coação física por parte do Estado, que além de poder fazer uso da força, tem seu monopólio. O anarquismo afirma que a força é utilizada pelo Estado quando sua legitimidade não é suficiente.

Crítica ao capitalismo

A ideologia anarquista critica o capitalismo, argumentando que esse sistema implica na exploração dos trabalhadores por meio dos proprietários dos meios de produção – uma reflexão similar às correntes socialistas.

O entendimento de exploração dentro do capitalismo para os anarquistas pode ser ilustrado com o seguinte exemplo exemplo: os donos de uma fábrica montadora de carros não trabalham montando os carros, mas pagam funcionários para prestar esse serviço. Logo, os proprietários são a classe dominante e os trabalhadores a classe produtiva – e dominada –, que trabalha a fim de transferir recursos ($) para a classe dominadora. A classe dominadora, por sua vez, se apropria de um excedente produzido pelos trabalhadores e lucra em cima de seu trabalho, o que caracterizaria a exploração, de acordo com Michael Schmidt e Lucien van der Walt.

Esse entendimento não é diferente num contexto de trabalho rural: acreditam que os proprietários de terra exploram o trabalho dos camponeses e, por isso, também fazem críticas às sociedades pré-capitalistas, cuja economia dependia do campesinato.

Crítica à dominação de gênero

Como é da identidade do anarquismo criticar qualquer forma de dominação, isso ocorre também quanto à dominação de gênero. A união de princípios anarquistas e feministas foi chamada de anarcofeminismo, que acredita na exploração da mulher pelo capitalismo por ele difundir o sexismo em suas instituições, desvalorizar economicamente o seu trabalho doméstico e reprodutivo, além de que os direitos adquiridos seriam válidos apenas a quem integrasse as classes dominantes. A luta do feminismo contra o patriarcado, o sistema social em que o homem é a figura referencial e de maior poder, só é vista como possível pelo anarcofeminismo com o fim do sistema capitalista.

A pensadora e militante anarquista Emma Goldman foi uma das fundadoras do anarcofeminismo e defendia, além desses seus princípios básicos, a liberdade da mulher de um jeito mais abstrato: “Busco a independência da mulher, seu direito de se apoiar; de viver por sua conta; de amar quem quer que deseje, ou quantas pessoas deseje. Eu busco a liberdade de ambos os sexos, liberdade de ação, liberdade de amor e liberdade na maternidade”, disse em 1857.

Já Lucy Parsons, anarquista estadunidense, considerada uma opositora das ideias de Emma Goldman dentro do anarcofeminismo, enfatizava que as mulheres seriam “escravas dos escravos” ao serem exploradas pelo capitalismo e sendo vítimas da dominação de gênero. Por isso, defendia também o protagonismo da mulher nessa luta.

Emma Goldman nujm protesto anarquista na Union Square, em Nova Iorque. 1916.

Foto: Domínio Público / WikiCommons

anarquismo

COMO SURGIU O ANARQUISMO?

O anarquismo surgiu no século XIX, no contexto de expansão e fortalecimento do capitalismo ao redor do globo. Por conta da Segunda Revolução Industrial, integraram-se estruturas econômicas mundiais e foram consolidados os Estados modernos. A difusão das ideias racionalistas da Revolução Francesa, como a liberdade individual, de expressão e a igualdade em todos os sentidos contribuíram para o fortalecimento da ciência e no enfraquecimento da influência da religião. Outro fator importante foi o socialismo e o comunismo, cujos ideais trouxeram a classe trabalhadora para a linha de frente o protagonismo, o que também influenciou o anarquismo.

O surgimento do anarquismo ocorreu por meio da Associação Internacional dos Trabalhadores, localizada em Londres, na Inglaterra, na década de 1860. A ideologia foi inspirada principalmente nos pensamentos de Pierre-Joseph Proudhon, cujas ideias foram tidas como a base do pensamento dos trabalhadores europeus no século em questão. Entre 1868 e 1894, já havia se desenvolvido significativamente e também havia sido difundido globalmente e teve grande influência dentro dos movimentos operários até 1949. A ideologia teve cinco grandes ondas, que diferenciam a atuação do movimento no mundo e a sua influência até os dias atuais.

Foto: Banfield / WikiCommons

anarquismo

COMO SERIA UM PAÍS ANARQUISTA?

Um país anarquista não teria um governo, nem qualquer forma de hierarquia e caberia ao povo fazer a autogestão política, em um autogoverno democrático. Haveria um poder político totalmente socializado e a substituição do Estado seria feita pelos conselhos: “representariam uma rede entrelaçada, composta por uma infinita variedade de grupos e federações de todos os tamanhos e graus, locais, regionais, nacionais e internacionais, temporárias, mais ou menos permanentes, para todos os objetivos possíveis”, como disse o teórico anarquista Kropotkin. Esse seria o modelo de autogestão anarquista, em que haveria a possibilidade da participação social ativa e efetiva em todas as decisões relativas à coletividade e à vida comum.

Grupos e associações livres formariam um conjunto de conselhos, com o objetivo de tomar as decisões local e democraticamente, com participação generalizada e ampla, controlando a execução dessas decisões e solucionando conflitos, reunindo todas as funções do que conhecemos como os “três poderes” – LegislativoExecutivo Judiciário. Essas esferas teriam a responsabilidade de discutir, deliberar e executar todas as tarefas relativas aos serviços públicos.

Uma sociedade anárquica teria uma grande noção de ética para a convivência em comunidade, em que todas as pessoas estariam envolvidas econômica, política, ideológica e culturalmente a fim de alcançar o bem comum. Os anarquistas defendem a socialização da propriedade privada dos meios de produção, o que implicaria na coletivização das máquinas, equipamentos, ferramentas, tecnologias, instalações, fontes de energia, meios de transporte, matérias primas, etc.

Uma sociedade fundada nos princípios anarquistas reorganizaria a produção “com base nas necessidades do povo”, como se fosse uma economia de subsistência, em que se produziria o necessário para viver, sem pensar em lucros ou excedentes. Como seria uma sociedade sem dominação e não-capitalista, os trabalhadores usufruiriam de todos os frutos de seu trabalho.

Você conhecia a ideologia anarquista? O que pensa dela? Deixe seu comentário!

Publicado em 28 de julho de 2017.

Carla Mereles

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), curadora do TEDxBlumenau e assessora de conteúdo do Politize!.

FONTE: http://www.politize.com.br/anarquismo/

Vídeos (vários assuntos) – Canal Nerdologia

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Excelentes vídeos produzidos pelo professor Felipe Figueiredo!

Abolicionismo e fim da escravidão | Nerdologia – 9min

 

Fim da URSS | Nerdologia – 9 min

 

Zé Carioca e a Segunda Guerra Mundial | Nerdologia – 9 min

 

Oriente Médio | Nerdologia – 14 min

 

Guerra dos Seis Dias | Nerdologia – 9 min

https://www.youtube.com/watch?v=ptTZKSpZn14

 

A Batalha de Dunkirk | Nerdologia – 9 min

https://www.youtube.com/watch?v=i8Dj3yTsaYI

 

300 de Esparta | Nerdologia – 6 min

https://www.youtube.com/watch?v=BiD5Hqs9Q5w

 

Guerra Civil Espanhola | Nerdologia – 10 min

https://www.youtube.com/watch?v=ryBf8aNyJ6E&list=PLyRcl7Q37-DXmpJEy_fj-HnWtvHuu_Ihi&index=11

 

A chegada da família real no Brasil | Nerdologia – 9 min

https://www.youtube.com/watch?v=Xf0yV7EXTMU&index=14&list=PLyRcl7Q37-DXmpJEy_fj-HnWtvHuu_Ihi

 

Winston Churchill | Nerdologia – 8 min

https://www.youtube.com/watch?v=13Tos1JN_2Q&list=PLyRcl7Q37-DXmpJEy_fj-HnWtvHuu_Ihi&index=15

 

De quem é Jerusalém? | Nerdologia – 9 min

https://www.youtube.com/watch?v=mDCS9hFLbQ0&index=16&list=PLyRcl7Q37-DXmpJEy_fj-HnWtvHuu_Ihi

 

O fim do Egito antigo | Nerdologia – 10 min

https://www.youtube.com/watch?v=2p0HUCfBfAE&index=19&list=PLyRcl7Q37-DXmpJEy_fj-HnWtvHuu_Ihi

 

Assassinato de JFK | Nerdologia – 9 min

https://www.youtube.com/watch?v=FNHPqEv6lmw&index=20&list=PLyRcl7Q37-DXmpJEy_fj-HnWtvHuu_Ihi

 

100 anos das Revoluções Russas | Nerdologia – 10 min

https://www.youtube.com/watch?v=z9cJRQ1y6jE&list=PLyRcl7Q37-DXmpJEy_fj-HnWtvHuu_Ihi&index=21

 

Brasil na Primeira Guerra Mundial | Nerdologia – 9 min

https://www.youtube.com/watch?v=3kcX1we09t8&index=22&list=PLyRcl7Q37-DXmpJEy_fj-HnWtvHuu_Ihi

 

500 anos da Reforma Protestante | Nerdologia – 9 min

https://www.youtube.com/watch?v=QkheKbaDZGs&list=PLyRcl7Q37-DXmpJEy_fj-HnWtvHuu_Ihi&index=23

 

Independência da Catalunha | Nerdologia – 9 min

https://www.youtube.com/watch?v=UAL95bPIsOI&index=24&list=PLyRcl7Q37-DXmpJEy_fj-HnWtvHuu_Ihi

 

Anos 80, a década perdida | Nerdologia – 9 min

https://www.youtube.com/watch?v=NwGI0mtNRrY&list=PLyRcl7Q37-DXmpJEy_fj-HnWtvHuu_Ihi&index=27

 

Coreia Nuclear | Nerdologia – 9 min

https://www.youtube.com/watch?v=OP1lAV1ID8M&list=PLyRcl7Q37-DXmpJEy_fj-HnWtvHuu_Ihi&index=28

 

Partição da Índia | Nerdologia – 9 min

https://www.youtube.com/watch?v=-4Dby3uboVI&list=PLyRcl7Q37-DXmpJEy_fj-HnWtvHuu_Ihi&index=31

 

Guerra de Canudos | Nerdologia – 8 min

https://www.youtube.com/watch?v=69MTadaKjWk&list=PLyRcl7Q37-DXmpJEy_fj-HnWtvHuu_Ihi&index=32

 

Revolução de 1932 | Nerdologia – 9 min

https://www.youtube.com/watch?v=fuqaeSRxlEc&index=34&list=PLyRcl7Q37-DXmpJEy_fj-HnWtvHuu_Ihi

 

Ilhas Malvinas | Nerdologia – 8 min

https://www.youtube.com/watch?v=DHVtASope7E&index=44&list=PLyRcl7Q37-DXmpJEy_fj-HnWtvHuu_Ihi

 

Tiradentes | Nerdologia – 9 min

https://www.youtube.com/watch?v=wADmQiM8XZY&index=45&list=PLyRcl7Q37-DXmpJEy_fj-HnWtvHuu_Ihi

 

Guerra da Bósnia | Nerdologia – 9 min

https://www.youtube.com/watch?v=OppUkVeVd_k&index=51&list=PLyRcl7Q37-DXmpJEy_fj-HnWtvHuu_Ihi

 

Uma ilha dividida | Nerdologia – 9 min

https://www.youtube.com/watch?v=JKdJMpMLVLY&index=54&list=PLyRcl7Q37-DXmpJEy_fj-HnWtvHuu_Ihi

 

Pearl Harbour | Nerdologia – 10 min

https://www.youtube.com/watch?v=kOz6qDG-T7U&list=PLyRcl7Q37-DXmpJEy_fj-HnWtvHuu_Ihi&index=61

 

Proclamação da República | Nerdologia – 9 min

https://www.youtube.com/watch?v=4xSQkZ8jzeM&list=PLyRcl7Q37-DXmpJEy_fj-HnWtvHuu_Ihi&index=62

 

Guerra das Rosas | Nerdologia – 9 min

https://www.youtube.com/watch?v=EuvHRp9aHOs&index=63&list=PLyRcl7Q37-DXmpJEy_fj-HnWtvHuu_Ihi

 

Colômbia e FARC | Nerdologia – 10 min

https://www.youtube.com/watch?v=jor5RnEymCs&list=PLyRcl7Q37-DXmpJEy_fj-HnWtvHuu_Ihi&index=64

 

Eleições nos EUA | Nerdologia – 8 min

https://www.youtube.com/watch?v=9QjcRbXKr1U&list=PLyRcl7Q37-DXmpJEy_fj-HnWtvHuu_Ihi&index=65

 

Tibete | Nerdologia – 9 min

https://www.youtube.com/watch?v=FJ4KMjciRNA&index=66&list=PLyRcl7Q37-DXmpJEy_fj-HnWtvHuu_Ihi

 

Guerra dos Farrapos | Nerdologia – 9 min

https://www.youtube.com/watch?v=XG6Ha_RZ7_0&index=67&list=PLyRcl7Q37-DXmpJEy_fj-HnWtvHuu_Ihi

 

Guerra Aérea: WWI | Nerdologia – 8 min

https://www.youtube.com/watch?v=Cy0MPn337V4&index=68&list=PLyRcl7Q37-DXmpJEy_fj-HnWtvHuu_Ihi

 

Onze de setembro | Nerdologia – 9 min

https://www.youtube.com/watch?v=ul7qtxAMwNI&index=69&list=PLyRcl7Q37-DXmpJEy_fj-HnWtvHuu_Ihi

 

Armas Nucleares | Nerdologia – 10 min

https://www.youtube.com/watch?v=mgaX6gd1F0E&list=PLyRcl7Q37-DXmpJEy_fj-HnWtvHuu_Ihi&index=71

 

Duas Chinas | Nerdologia – 9 min

https://www.youtube.com/watch?v=0YBBk67O8rQ&index=72&list=PLyRcl7Q37-DXmpJEy_fj-HnWtvHuu_Ihi

 

Área de anexos
Visualizar o vídeo Abolicionismo e fim da escravidão | Nerdologia do YouTube

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