Atualidades – Sobre Feminicídio, Misoginia e Cultura do Estupro: textos e vídeos.

Direto do Ospyciu

Textos:

1 -FEMINICÍDIO: A FACETA FINAL DO MACHISMO NO BRASIL

https://www.politize.com.br/feminicidio/

2 -Significado de Misoginia

https://www.significados.com.br/misoginia/

Vídeos:

Violência contra a mulher: dados e definições – 4 min

 

O fim trágico de três mulheres assassinadas na própria casa – 6 min

 

Frankenstein, Freddie Kruger?’ – a mulher desfigurada que usa seu trauma para ajudar vítimas – 3 min

https://www.youtube.com/watch?v=fxWih-Y7QrA

Meu marido cortou minhas mãos com um machado’: a violência doméstica na Rússia – 3 min

 

ATÉ QUE A MORTE NOS SEPARE – Um filme documentário sobre Feminicidio – 20 min

 

Brasil ocupa 5º lugar em ranking de crimes contra a mulher – 13 min

 

Documentário Feminicídio – A Realidade Brasileira – 20 min

 

Por dia, 12 mulheres sofrem feminicídio no Brasil – 7 min

 

20 brasileiras são mortas, vítimas de feminicídio. – 9 min

 

Como…

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Atualidades – Sobre LGTBfobia no Brasil e no mundo: textos e vídeos.

Textos:

1 -LGBTFOBIA NO BRASIL: FATOS, NÚMEROS E POLÊMICAS

https://www.politize.com.br/lgbtfobia-brasil-fatos-numeros-polemicas/

2 – LGBTfobia – EBC

http://www.ebc.com.br/lgbtfobia

 

Vídeos:

Sobre LGBTFobia | Quebrando O Tabu – 5 min

 

LGBTFOBIA | Atualidades para o Enem – 10 min

 

A criminalização pode parar a LGBTfobia? – 4 min

 

Como se esconde a LGBTfobia? – 5 min

 

Homossexualidade – Dr. Drauzio Varela- 3 min

 

Vídeo faz você sentir na pele o preconceito contra LGBT – 2 min

 

Depois da Tempestade: a LGBTfobia na escola (documentário) – 24 min

 

E SE FOSSE COM VOCÊ? (Por que criminalizar a homofobia?) – Põe na Roda – 6 min

 

LGBTfobia em números – 1 min

 

LGBTfobia em Salvador – 8 min

 

Globonews – Combate a LGBTfobia – 7 min

 

Homofobia na Rússia | Saia Justa – 4 min

 

ONU pela diversidade LGBT e luta contra homofobia – 2 min

 

Documentário Homofobia – Desligue essa ideia –  7 min

 

Fantástico – Homofobia no Brasil 19/06 – 7 min

Área de anexos
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Atualidades – Sobre Feminicídio, Misoginia e Cultura do Estupro: textos e vídeos.

 

Textos:

1 -FEMINICÍDIO: A FACETA FINAL DO MACHISMO NO BRASIL

https://www.politize.com.br/feminicidio/

2 -Significado de Misoginia

https://www.significados.com.br/misoginia/

Vídeos:

 

Violência contra a mulher: dados e definições – 4 min

 

O fim trágico de três mulheres assassinadas na própria casa – 6 min

 

Frankenstein, Freddie Kruger?’ – a mulher desfigurada que usa seu trauma para ajudar vítimas – 3 min

https://www.youtube.com/watch?v=fxWih-Y7QrA

Meu marido cortou minhas mãos com um machado’: a violência doméstica na Rússia – 3 min

 

ATÉ QUE A MORTE NOS SEPARE – Um filme documentário sobre Feminicidio – 20 min

 

Brasil ocupa 5º lugar em ranking de crimes contra a mulher – 13 min

 

Documentário Feminicídio – A Realidade Brasileira – 20 min

 

Por dia, 12 mulheres sofrem feminicídio no Brasil – 7 min

 

20 brasileiras são mortas, vítimas de feminicídio. – 9 min

 

Como você reage à violência contra a mulher? | React | Teia GNT – 7 min

 

2 minutos para entender – Violência Doméstica – 3 min

 

FEMINICÍDIO: O Brasil é o 5o país do mundo em mortes de mulheres – 7 min

 

Entenda a diferença entre a Lei Maria da Penha e o feminicídio – 8 min

 

FEMINICÍDIO TEM COR! – 8 min

 

Maria da Penha e o Feminicídio – 3 min

 

O QUE É FEMINICIDIO E MISOGINIA?| Ronaldo Coelho | Conversa Psi 22 – 16 min

 

FEMINICÍDIO NO MUNDO – 4 min

 

2 minutos para entender – Cultura do Estupro – 

 

Pesquisadora Djamila Ribeiro fala sobre as origens da cultura do estupro – 9 min

 

Feminicídio e Cultura do Estupro | Mundo Maior Repórter | Parte 1 (31/03/2018) – 15 min

 

Feminicídio e Cultura do Estupro | Mundo Maior Repórter | Parte 2 (31/03/2018) – 14 min

 

Feminicídio e Cultura do Estupro | Mundo Maior Repórter | Parte 3 (31/03/2018) – 14 min

 

Leandro Karnal – A Cultura do Estupro – 2 min

 

Cultura do estupro – Luiz Felipe Pondé – 6 min

 

Vamos falar sobre machismo e cultura do estupro? – 3 min

 

O que é cultura do estupro? – 1 min

 

Isa Penna – Precisamos Falar sobre Cultura do Estupro – 7 min

 

6 Livros Para Pensar Sobre a Cultura do Estupro – 13 min

Área de anexos

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Na ponta do Lápis – Você sabe o que é misoginia? – Piloto – 2 min

 

Karnal: misoginia é um defeito moral e filosófico – 2 min

 

Polícia Federal passará a investigar crimes de misoginia na internet | DTUP – 9 min

 

Misóginos; como reconhecê-los? – 9 min

 

O que é Feminismo, Femismo, Machismo, Misoginia e Misandria? Será que você sabe a diferença? – 13 min

 

O QUE SIGNIFICA MISÓGINO? – 3 min

Atualidades – Sobre Direitos Humanos: vídeos, textos, sites e ONG’s que lidam com o tema.

Vídeos:

O que são direitos humanos | Glenda Mezarobba – 2 min

https://www.youtube.com/watch?v=fMBNL4HFEOQ

 

PAPO RETO: DIREITOS HUMANOS – 5 min

 

Os direitos humanos em 2 minutos 

 

Direitos Humanos para Crianças – 12 min

 

Manifestação: Fernanda Montenegro e Chico Buarque em clipe pelos Direitos Humanos – 8 min

 

SÉRIE DIREITOS HUMANOS – Episódio 1: O que são direitos humanos? – 1 min

https://www.youtube.com/watch?v=7wbIQRzggTI

SÉRIE DIREITOS HUMANOS – Episódio 2: Dignidade humana – 1 min

 

SÉRIE DIREITOS HUMANOS – Episódio 3: Liberdade – 1 min

 

SÉRIE DIREITOS HUMANOS – Episódio 4: Igualdade – 1 min

 

A História dos Direitos Humanos [DUBLADO] – 4 min

 

LEANDRO KARNAL • Declaração Universal dos Direitos Humanos – 7 min

 

Os 30 Artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos – 28 min

 

Brasileiros acham que os “direitos humanos defendem bandidos” – 6 min

 

Direitos Humanos – 3 min

Área de anexos
Visualizar o vídeo O que são direitos humanos | Glenda Mezarobba do YouTube

Visualizar o vídeo PAPO RETO: DIREITOS HUMANOS do YouTube

Visualizar o vídeo #PraEntender Os direitos humanos em 2 minutos do YouTube

Visualizar o vídeo Direitos Humanos para Crianças do YouTube

Visualizar o vídeo Manifestação: Fernanda Montenegro e Chico Buarque em clipe pelos Direitos Humanos #ProgramaDiferente do YouTube

Visualizar o vídeo SÉRIE DIREITOS HUMANOS – Episódio 1: O que são direitos humanos? do YouTube

Visualizar o vídeo SÉRIE DIREITOS HUMANOS – Episódio 2: Dignidade humana do YouTube

Visualizar o vídeo SÉRIE DIREITOS HUMANOS – Episódio 3: Liberdade do YouTube

Visualizar o vídeo SÉRIE DIREITOS HUMANOS – Episódio 4: Igualdade do YouTube

Visualizar o vídeo A História dos Direitos Humanos [DUBLADO] do YouTube

Visualizar o vídeo LEANDRO KARNAL • Declaração Universal dos Direitos Humanos do YouTube

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Visualizar o vídeo Brasileiros acham que os “direitos humanos defendem bandidos” do YouTube

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Textos:

1- O QUE SÃO DIREITOS HUMANOS?

https://www.politize.com.br/direitos-humanos-o-que-sao/

2 – A EVOLUÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS NO BRASIL

https://www.politize.com.br/direitos-humanos-no-brasil/

Sugestão de site sobre o tema:

ONG’s que defendem os Direitos Humanos (links):

Amnistia Internacional: www.amnesty.org
Fundo das Nações Unidas para a Infância (CDF): www.childrensdefense.org
Centro de ação dos direitos humanos: www.humanrightsactioncenter.org
Human Rights Watch: www.hrw.org
Human Rights Without Frontiers: (HRWF): www.hrwf.net
Associação Nacional para o Desenvolvimento de Pessoas de Cor (NAACP, do inglês National Association for the Advancement of Colored People): www.naacp.org
Centro Simon Wiesenthal: www.wiesenthal.com
Gabinete do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos: www.ohchr.org
Organização Educacional, Científica e Cultural das Nações Unidas (UNESCO, do inglês United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization): www.unesco.org
Gabinete do Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados: www.unhcr.org
Gabinete de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho do Departamento de Estado dos EUA: www.state.gov
Gabinete de Instituições Democráticas e Direitos Humanos da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE): www.osce.org / ODIHR
Comissão para os Direitos Humanos, Conselho da Europa: www.coe.int
Defensor do Povo Europeu: www.ombudsman.europa.eu
Comissão Europeia para o Emprego, Assuntos Sociais e Igualdade de Oportunidades: www.ec.europa.eu / social
Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos: www.achpr.org
Comissão Asiática dos direitos humanos: www.ahrchk.net
Vídeos:
Amnistia Internacional – https://www.youtube.com/watch?v=gem-itJGjU4 – 2 min 05
Amnistia Internacional – https://www.youtube.com/watch?v=LhaHminh-xA – 1min 24

 

 

Sobre os Millennials: vídeos e texto.

Gerações X, Y e Z: Qual É A Sua? – 10 min

 

MILLENNIALS: O QUE DEFINE UMA GERAÇÃO? | EDUARDO ESTELLITA – 3 min

 

Quem são os millennials? – 1 min

 

Os medos da Geração Y • Luiz Felipe Pondé – 9 min

Área de anexos
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Visualizar o vídeo MILLENNIALS: O QUE DEFINE UMA GERAÇÃO? | EDUARDO ESTELLITA do YouTube

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Sobre a sociedade contemporânea

Direto do Ospyciu

Estamos formando uma geração de egoístas, egocêntricos, alienados e inconsequentes

 

Por Isabel Cristina Gonçalves

Acabaram as festas, janeiro começou e em breve o ano letivo ganhará vida. Novos calouros ávidos por uma “nova” vida de descobertas desembarcarão em Adamantina. Nem faz um ano uma garota, em sua primeira semana de aula na faculdade, teve suas pernas queimadas em um dia de acolhimento de calouros. Jovem, em seus 17 anos e feliz por realizar o sonho de ingressar em uma faculdade. Mas em um dia que deveria ser de festa foi interceptada por “colegas” veteranos. Foi pintada com tintas e esmalte até que sentiu que jogaram um líquido em suas pernas. Nada notou até que a água da chuva, por ironia, em lugar de lavar e limpá-la provocou uma reação química que resultou em queimaduras de terceiro grau em suas duas pernas. O mesmo aconteceu com uma…

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Sobre a sociedade contemporânea

Estamos formando uma geração de egoístas, egocêntricos, alienados e inconsequentes

 

Por Isabel Cristina Gonçalves

Acabaram as festas, janeiro começou e em breve o ano letivo ganhará vida. Novos calouros ávidos por uma “nova” vida de descobertas desembarcarão em Adamantina. Nem faz um ano uma garota, em sua primeira semana de aula na faculdade, teve suas pernas queimadas em um dia de acolhimento de calouros. Jovem, em seus 17 anos e feliz por realizar o sonho de ingressar em uma faculdade. Mas em um dia que deveria ser de festa foi interceptada por “colegas” veteranos. Foi pintada com tintas e esmalte até que sentiu que jogaram um líquido em suas pernas. Nada notou até que a água da chuva, por ironia, em lugar de lavar e limpá-la provocou uma reação química que resultou em queimaduras de terceiro grau em suas duas pernas. O mesmo aconteceu com uma colega de turma que teve as pernas queimadas e outro rapaz que correu o risco de perder a visão. O líquido? Uma provável mistura de creolina e ácido!

Casos amplamente noticiados pela imprensa local, regional e nacional. Mas relatos contam mais sobre este dia trágico, como inúmeros casos registrados de coma alcoólico, além de meninas que tiveram suas roubas rasgadas e sofreram toda uma série de constrangimentos.

Fatos como estes contribuem para nos trazer de volta a realidade e, guardadas as devidas proporções, ilustra que vivemos sim em um país onde a “barbárie” ganha força e impera em diversos núcleos de nossa sociedade e se alastra com uma rapidez de rastilho de pólvora. Casos se repetem em diversos estados e cidades, o caso dos calouros da FAI de Adamantina não é e nem será o último, quantas tristes histórias já foram relatadas, como a do o jovem morto atirado em uma piscina da USP, amanhã mais um gay ou um negro, ou mais uma mulher que não se “deu o valor” e andou por aí exibindo seu corpo.

Vivemos em uma sociedade de alienados, sujeitos que não conseguem sequer interpretar um texto, nossas crianças são “condicionados nas escolas” jamais educados. Infelizmente não há cultura neste país da desigualdade. Parece que perdemos a capacidade de raciocinar, de entender o contexto e complexidade de tudo os que nos cerca. Ninguém discute com seriedade o que está levando a nossa sociedade a viver na idade das trevas.

O apresentador Chico Pinheiro do Bom dia Brasil, revoltado com os trotes violentos, afirmou que estes alunos deveriam voltar para o ensino fundamental. Discordo radicalmente dele, estes alunos deveriam voltar para o seio de suas famílias e lá, sim, receber educação básica, educação para a vida.

Os pais estão terceirizando a educação de seus filhos e, em um mundo sem tempo e repleto de culpa delegam a educação de seus filhos a professores que não podem ser responsabilizados e muito menos tem competência e formação para isso. Professores são facilitadores da inteligência coletiva, pais são os educadores na/da/para a vida!

Nos dias de hoje o tempo passa rápido demais. Muito rápido, tão rápido que nem dá tempo de tentar entender e processar o que foi vivido nas poucas horas atrás.

A molecada acorda cedo, vai pra escola. Chega em casa, almoça ao mesmo tempo que assiste TV, atualiza a conversa no WhatsApp, checa sua ‘TimeLine’ no Facebook, curte páginas dos amigos, coloca em dia as curtidas do Instagram e comenta de forma superficial – pois não compreende o contexto e complexidade – as reportagens da TV. Se perguntar quem dividiu a mesa com eles (os pais também estão brincando com o celular) é possível que nem tenham se dado conta, pois estão mais próximos dos amigos “virtuais” do que daqueles que compartilham o mesmo espaço, a mesma mesa e a mesma comida com eles. Mas o mais trágico nisso tudo é que os pais, também, estão sentados à mesa assistindo TV, atualizando a conversa no WhatsApp, checando sua ‘TimeLine’ no Facebook, colocando em dia as curtidas do Instagram e comentando de forma superficial as reportagens da TV.

Depois do almoço os pais irão para o trabalho e os filhos para a aula de computação, inglês, academia…

À noite ficarão no quarto em frente ao note navegando por sites que jamais se lembrarão, conversando pelo skype, jogando on line, até a hora de dormir.

No final de semana estes jovens dormirão a maior parte do tempo para se preparar para a noite, para a balada, onde pegarão todos e todas e beberão até cair.

Estes jovens entram muito cedo em sua vida pretensamente “adulta”. Já “brincam” de papai e mamãe antes mesmo de brincar de casinha. Estes jovens são lançados da infância, cada vez mais curta, direto para a vida “adulta”, passando sem piscar pela adolescência.

Qual estrutura e base estes jovens terão para superar conflitos pessoais? Comportam-se como adultos aos 13, 14, 15 anos e, em muitos casos são tratados como adultos, mas não são adultos, são crianças e adolescentes que não sabem absolutamente nada da vida, mas são cobrados como se soubessem de tudo e pior, acreditam que sabem sobre tudo. Eles querem ser aceitos, infelizmente querem ser aceitos em um mundo irreal de aparências!

Nesse “nosso” mundo do “parecer”, do “fake”, do consumo do corpo perfeito, da mentira perfeita, do dinheiro a qualquer custo, do consumir e exibir, da exposição sem limites, da falsa propaganda que vende vidas “perfeitas” somos “forçados” a fazer parte dessa sociedade de “mentirinha”.

Na sociedade do consumo do corpo perfeito, da vida perfeita, do ser perfeito, não existe espaço pra “ser humano”, não existe lugar “para sermos quem somos”, aqueles que exibem suas imperfeições, pois o imperfeito não cabe na aparência perfeita do mundo da mentira.

Todos nós queremos fazer parte de algo, ser parte de algo. Principalmente quando somos jovens. Nossa turma é nossa razão de ser e estar no mundo. Comportamo-nos como tribos, somos territorialistas e, fazer parte deste “algo” nos confere identidade. E aí para fazer parte desse mundo, o jovem segue a turma, mesmo em muitos casos, sem saber por que está fazendo isso, mesmo sabendo que muitas coisas que fazem são erradas, vale a pena correr o risco para “ser” parte da turma!

E neste mundo, empoeirado, intenta-se forçar o sujeito a aderir sem contestação ao padrão de ser e estar neste “mundo”, reduzindo sublimes e maravilhosas peculiaridades e particularidades, ou seja, nossas magníficas diferenças, em uma uniformidade que se encaixa na perfeita adequação a uma sociedade tamponada, uniforme, opaca, moralista, hipócrita. É a construção de um mundo baseado em mentiras e sem alicerce.

As inquietudes de nossa alma deveriam ser tratadas em nossas relações cotidianas, primeiro no seio carinhoso da família, depois nas escolas, nos relacionando com os professores e com os colegas de aula, com os amigos e também com os inimigos, com os namorados, patrões… Vivendo nossas experiências boas e más, aprendendo a entendê-las. Passamos por frustrações a aprendemos a superá-las.

Este é o ciclo natural das coisas, é preciso viver para compreender a vida, viver todas as emoções, boas e más, sorrir, chorar, vencer, perder, amar, rejeitar, ser rejeitado, ter amigos, inimigos, construir alianças, quebrá-las… Cabe a família dar o suporte, fornecer o alicerce para que este ser, mesmo em épocas de tempestade, não desmorone. E na convivência cotidiana, construirá seu edifício interno, com janelas, portas, divisórias, que poderá balançar em muitos casos, mas jamais desabar se bem estruturado.

Mas como educar se os pais não têm “tempo” para ajudar estes jovens a construir sua estrutura?

Os filhos não têm “tempo” para escutar o que os pais têm pra dizer, talvez uma conferência familiar pelo Whats ou Skype, quem sabe…

Os amigos não têm todas as respostas

E talvez o mais triste para esta geração

O Google não tem todas as respostas.

Nossos jovens produzem eventos para postar, ser curtido e comentado. Situações são criadas para movimentar e dar liquidez ao “mercado” da popularidade, as “ações pessoais na bolsa virtual” crescem conforme o número de “posts, comments e likes”. Uma sociedade baseada no consumismo, que valora cada ser humano por seus bens de consumo e potencial de exibição do produto, passou a consumir avidamente “vidas”. Vidas são colocadas em exposição, para o deleite do consumidor e regozijo daquele que se expõe, pois quanto mais visto, mais é consumido, assim, ganha popularidade, consequentemente “poder”. Uma sociedade sem amor, sem paz e sem alma.

A alma não está sendo vendida para o diabo, mas sim, depositada em sites de relacionamento e eventos que precisam ser constantemente alimentados para nutrir o mercado. Se não existe um evento, tudo bem, faz-se imagem de si mesmo, pois a imagem é tudo neste mundo baseado no TER, SER não importa, o que vale é PARECER e, para parecer e aparecer é preciso exibir.

É imperativo que estes jovens compreendam que eles NÃO têm o valor do que é “consumido” ou do que consomem em imagens, exposição, “likes”, compartilhamentos e “comments”. O seu valor não é “subjetivo e líquido”, pois este “valor” está na forma como ele se constitui enquanto ser humano real. SER REAL não é nada fácil no mundo “líquido”, mas precisamos tentar, não apenas com os jovens, mas também em relação a nossas vidas, pois creio que se hoje estas moças e moços vivem dessa forma, não são nada diferente de quem os criou, pois nossa sociedade vive de ter e exibir, nossa juventude nada mais é do que reflexo de uma sociedade “adoentada”.

Pois nossas crianças já nascem sem tempo, extremamente competitivas, presas em escolas integrais que garantirão seu “futuro”. E dessa forma continuarão a lubrificar as engrenagens de nossa sociedade doente e “medicada” que confunde saúde com remédios, consumo com qualidade de vida, amor com bens de consumo. Estamos formando uma geração de egoístas, alienados e inconsequentes, que se preocupam mais com sua imagem do que em “ser” humano.

Quando somos jovens, acreditamos que sabemos tudo, que estamos prontos para a vida, mas viver nos ensina que a gente não sabe NADA sobre a vida. Compreender e aceitar que não somos e nunca seremos perfeitos, que simplesmente não sabemos de quase nada e nem temos certeza de tudo, nos torna mais abertos, mais humanos, mais doces, mais amorosos e tolerantes, com nós mesmos e com os outros.

Mas para que nossos jovens possam compreender tudo isso, precisamos cria-los para que sejam mais humanos, colaborativos, criativos, transgressores, mas para isso, precisarão ser ensinados que serão alguém, não pela quantidade de bens que possuírem e exibirem, mas sim, por “ser” humano, “ser” como verbo de ação!

Isabel Cristina Gonçalves é Adamantinense, Oceanógrafa, Mestre em Educação e Doutora em Educação Ambiental. Atualmente trabalha como pesquisadora, Pós-Doutoranda, pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) no projeto: “Mudanças climáticas globais e impactos na zona costeira: modelos, indicadores, obras civis e fatores de mitigação/adaptação – REDELITORAL NORTE SP”

 

Fonte: https://www.resilienciamag.com/estamos-formando-uma-geracao-de-egoistas-egocentricos-alienados-e-inconsequentes/